Novidade
07 Maio 2021 19:30:00

A entidade já conta com 22 empresas parceiras e diretoria definida

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Na noite de terça-feira, dia 4, foi fundada a Viva Pomerode, associação criada para o desenvolvimento do turismo e da cultura da cidade. Na primeira reunião, realizada na Igreja Nova Vida, localizada na Rota do Enxaimel, foi aprovado o Estatuto Social da entidade, realizadas a eleição e posse da diretoria, nomeação dos integrantes da comissão para a criação do regimento interno, bem como discussões sobre assuntos de interesse geral.

A diretoria é composta por Marcelo Rosa como presidente, Jonathan Rollof como vice-presidente, Alessandra Valin Rosa como secretária, Ronald Kreidel como segundo secretário, Juergen Schwarz (Nigui) como tesoureiro e Gerson Buerger (Mein Bier) como segundo tesoureiro.

De acordo com o segundo secretário, Ronald Kreidel, a ideia surgiu em 2019, observando o grande potencial turístico e cultural que ainda não é fomentado em Pomerode. "Isso não está apenas no Centro, mas principalmente no interior, com as riquezas históricas preservadas pelos nossos colonos", explica. O foco da associação será utilizar o turismo como a principal ferramenta para o incentivo da preservação cultural, da história e tradição em Pomerode. 

Além disso, a Viva Pomerode já conta com 22 associados, sendo eles: Pommernzug, Pommernhaus, Pomerode Jeep Tour, Rota Cicloturismo, Restaurante Siedlertal, Associação de Artistas e Artesãos, Museu do Brinquedo, Trilha da Natureza, Mein Bier, Pousada Gästehaus, Pousada Casarão Schmidt, Bittersüs, CDL, Gertrud Wagen, K&Q Moda Pet, JC Artes e Criações, Pousada do Imigrante, Wox Club, Olho Embutidos, Ana Ramers, Feito Kakao e Torten Paradies.


Experiências
02 Maio 2021 08:00:00
Autor: Por: Redação TN

O pomerodense Fhilipe Gislon sempre teve certeza de que trilharia os caminhos do ramo da arte

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Há alguns que querem se tornar médicos, advogados ou dentistas e, outros, decidem ir para uma profissão não tão convencional e ainda pouco evidenciada e valorizada. O pomerodense Fhilipe Gislon, de 26 anos, decidiu já na infância o que queria ser: artista. "Não tenho memória de ter alguma dúvida sobre o que queria fazer, desde criança sempre fui apaixonado por isso. Eu não sei onde foi que isso começou, mas acho que nasceu comigo", conta.

Atualmente, ele dá vida a uma personagem chamada "Tanda Lodi", uma pomerodense muito conhecida nas redes sociais e que já passou por diversas cidades para fazer brotar a alegria e muitos sorrisos. No entanto, poucos conhecem o esforço profissional do artista que está por trás dessa figura "alemoa".

Para alcançar seus sonhos, Fhilipe iniciou nas aulas de teatro na Escola Curt Brandes, onde estudava. Posteriormente, ingressou em um grupo amador de Pomerode, a chamada "Cia. de Teatro a vida é uma peça". Além disso, para poder iniciar no Grupo de Dança e Teatro da Duque de Caxias, precisou pedir transferência entre escolas. "Mudei para poder participar do grupo e, com isso, comecei a exercer a atividade teatral de maneira amadora. Mesmo sendo criança, pré-adolescente ou adolescente, nunca deixei de estar no palco ou envolvido com esse tipo de coisa", relembra.

Durante o Ensino Médio, estudava de manhã na Escola José Bonifácio e, de meio-dia, seguia para Blumenau, onde fazia aulas de teatro à tarde e à noite. Fez cursos na Cia. Carona, no Teatro Carlos Gomes, e na JP Talentos, curso que durou dois anos. Quando se formou, já era ator profissional.

Após isso, trabalhou por dois anos no Beto Carrero, onde foi parte do elenco do Castelo do Terror. "Eu era um dos monstros e ficava lá dentro assustando as pessoas", destaca. Nesses anos, ele também realizou cursos de pequena duração e oficinas com temas específicos. Quando saiu de lá, foi para Curitiba para iniciar em um curso técnico na Cena Hum, academia de artes cênicas.

Pouco tempo na capital do Paraná se passou até que foi chamado em 2015 para participar de um espetáculo da Broadway, com produção de Claudia Raia, em São Paulo. "Fazer o musical do Chaplin também foi um grande aprendizado, mais do que qualquer tipo de curso. Estando inserido no mercado você aprende realmente a ser um profissional e como lidar com outras pessoas." Depois, ainda fez outros trabalhos, como "60 Década de Arromba Doc. Musical" e a série "Pequenos Grandes Talentos", que foi ao ar durante três meses na NSC TV, além de formar uma banda pop nomeada "Tazo".

Todo o caminho trilhado por Fhilipe foi marcado por muitos estudos, desde quando era criança até conquistar papeis em grandes espetáculos e produções. "Acredito que a atividade teatral que exercíamos nos grupos de Pomerode já era um tipo de aprendizado. Teatro é uma coisa muito prática, então aprendemos muito fazendo", salienta.

Ao longo dos anos, foi se aperfeiçoando e ganhando diversas experiências no mundo artístico. Quando ainda trabalhava no Beto Carrero, conheceu o Rizzih, que era de Itajaí. Com a diferença cultural, os dois brincavam de misturar essas características, a parte peixeira muito forte e a descendência alemã. Depois de um tempo, o amigo deu vida a Déte Peixeira e tornou disso um negócio. Enquanto Fhilipe estava em São Paulo focado no musical, Rizzih o chamou para fazerem um vídeo juntos, com o objetivo de misturarem as duas culturas. "Eu estava em SP e disse para irmos a Pomerode e tirarmos do papel a ideia do vídeo para ver como a Tanda Lodi seria existindo", explica.

A partir desse momento, Fhilipe precisou construir a personagem, definir a aparência física, quem seria ela, onde morava, quem era a família dela e quem são os filhos, quantos anos ela teria, entre outras informações. "E deu muito certo! Combinamos de fazer um vídeo sempre que nos encontrássemos, porque para o Rizzih era um negócio, mas para mim era uma brincadeira no começo, claro que eu levava muito a sério sempre, porque esse é meu trabalho."

No decorrer das produções, mais detalhes se formaram sobre a figura. Hoje, para ele, a Tanda Lodi é a representação de várias pessoas existentes em Pomerode. "Acho que por isso é um sucesso, por conta dela ser uma pomerodense típica e todo mundo conhece", destaca. Com o sucesso crescente das duas personagens, fizeram diversas turnês da Déte e Lodi, levando alegria e emoção a quem assistia os espetáculos.

E você acha que alguém se sente ofendido pela atuação da personagem? Muito pelo contrário. Fhilipe explica que sempre que está caracterizado de Tanda Lodi, muita gente pede para tirar foto e demonstra essa identificação com o povo da sua cidade natal. "Ela é simpática e querida e, quando as pessoas vêm ela assim tão simples e acessível, eles pensam 'ela é alguém como eu' e isso é muito legal, porque somos assim e a Tanda Lodi é do nosso povo."

Em relação à necessidade de sair de sua cidade natal, admite que sempre soube que teria que tomar essa decisão, pois não havia estrutura e incentivo suficientes. Por exemplo, quando iniciou no mundo da arte, ainda não havia o teatro na cidade. Por isso, a solução encontrada era fazer espetáculos no Clube Pomerode, em que alugavam o local, distribuíam cadeiras por todo o salão e se apresentavam no palco, ou em oportunidades de comemorações da escola ou mesmo nos desfiles da Festa Pomerana. "Eu sempre soube que não era em Pomerode que eu ia conseguir fazer minha carreira", esclarece.

Mesmo tendo que se despedir anos atrás, Fhilipe voltou para a cidade mais alemã do Brasil e lotou o teatro quatro vezes com o espetáculo da Tanda Lodi. Para ele, isso é motivo de orgulho, pois "estive nesse palco na inauguração do teatro e o vi crescer. Era um grande desejo meu quando morava na cidade e lembro o quanto foi especial para mim quando foi construído".

Para ele, o mais gratificante é poder levar a arte para lugares inimagináveis. "Tem moradores de Pomerode que nem imaginariam ter o contato com esse tipo de arte. O que eu gosto é de imaginar que as pessoas sentem o que eu sentia quando eu via teatro, era mágico e envolvente. Saber que eu estava lá um dia vendo os artistas no palco e hoje eu sou o artista no palco fazendo e levando essa sensação para as pessoas na plateia, principalmente em Pomerode, é o meu maior prazer" finaliza.


09 Abril 2021 14:57:00

A tradição do sabor que conquista gerações

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Hoje o dia é de festa para a Padaria e Confeitaria Royale, que celebra 25 anos de uma bela história de dedicação e amor. Sonhos nascem todos os dias, mas para que se transformem em realidade é preciso muita dedicação, empenho e persistência.

Fruto do sonho de Sérgio Tiedt, da esposa Marciana e do sogro, Antônio Francisco Rosa, conhecido por toda a comunidade pelo apelido de Pinga, a Royale nasceu modesta, em uma sala alugada.

O início exigiu muito empenho, união e dedicação. Enquanto Marciana e Pinga "tocavam" a padaria, Sérgio decidiu permanecer no antigo emprego, para trazer estabilidade ao novo negócio. Foi só mais tarde que ele passou a se dedicar somente ao empreendimento da família.

Quem também esteve presente desde o primeiro dia da construção dessa história é Maicon Rosa, filho de Pinga, que na época tinha apenas 14 anos. Sérgio, Marciana e Maicon são atualmente sócios.


Arquivo Testo Notícias /Foto retrata a inauguração da reforma da atual sede, há dois anos




Troca de experiências
06 Abril 2021 16:06:00
Autor: Por: Ascom

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Na quarta-feira , dia 31, a Secretaria de Turismo de Pomerode recebeu uma comitiva da cidade de Joinville, para uma troca de experiências. Participaram da visita a vice-prefeita Rejane Gambin e o secretário de Turismo e Cultura Guilherme Gassenferth, além de outros servidores da pasta joinvillense. O grupo foi recebido pela secretária de Turismo e Cultura Gladys Dinah Sievert e pela diretora de Turismo Karol Pinto.


Literatura
03 Abril 2021 16:00:00

A obra foi concluída em 2016, mas ficou engavetada durante anos antes de ser publicada

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O escritor Luiz Cláudio Altenburg lançou recentemente o livro "Árido", um romance com influências históricas ambientado no interior do estado de Santa Catarina. A obra não tem a preocupação de ser fiel a fatos e acontecimentos do passado, entretanto, tem elementos históricos muito presentes, como os costumes e o cotidiano das personagens, habitantes de uma localidade no interior do estado.

Concebido inicialmente como texto de dramaturgia, Árido não se transformou em uma peça de teatro. As ideias principais, contudo, permaneceram presentes na cabeça do autor e viraram prosa. As personagens centrais da história e o esqueleto da trama continuam os mesmos daquele texto inicial para teatro. Árido foi concluído em 2016 e ficou alguns anos engavetado até que, em 2020, o autor decidiu publicá-lo.

O lançamento da obra ocorre no será dia 17 de abril, às 17h via Google meet. Confira mais detalhes.

Sinopse

Rincão Alto, 1952 - Num verão abafado, Carlos Moritz trabalha em sua terra, para o sustento de suas filhas Dilva e Elsa. No entanto, acontecimentos envolvendo uma onda de violência crescente tiram a sua paz. A cidade se organiza para tomar medidas, mas a violência alcança a vida de Carlos. Da capital Florianópolis, chega a solução: um promotor de justiça, que não deixará nenhum crime impune. Nem do presente, nem do passado...

Suspense, tensão e dificuldades permeiam a vida do protagonista. Carlos e suas filhas precisam aprender a conviver juntos e a superar as adversidades, ou serão engolidos pela violência.

Sobre o autor

Luiz Cláudio Altenburg é blumenauense, nascido em 1980. Historiador, mestre em História Cultural pela UFSC, atua como funcionário público municipal em Indaial (SC). Árido é o seu primeiro romance publicado. Além de romances, escreve contos e crônicas. É também autor do livro Osvaldo Melo - uma trajetória, publicado pela Federação Espírita Brasileira.



Poder
02 Fevereiro 2021 15:26:00

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"Garantir agilidade no processo de imunização contra a Covid-19 é o caminho para que o Brasil e nosso Estado superem os obstáculos impostos pela pandemia. Vamos trabalhar forte por esse propósito, nas demandas dos municípios e em prol do atendimento da saúde da população", afirmou o deputado estadual Dr.Vicente Caropreso ao apontar as prioridades na retomada dos trabalhos no Legislativo catarinense esta semana.

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina retomou oficialmente os trabalhos na segunda-feira, 1º, com a eleição do novo presidente, deputado Mauro de Nadal (MDB), e dos demais membros da mesa diretora. "O Parlamento tem a responsabilidade de realizar um trabalho que esteja em sintonia com os anseios da população catarinense. 2021 será um ano de grandes desafios, e garantir o amplo acesso à vacina contra a Covid-19 é o principal deles, significa salvar vidas, e também é o único remédio para a crise econômica, para que a vida volte ao normal", apontou Dr. Vicente.

Direitos da Pessoa com Deficiência 

O deputado deve permanecer à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A composição das comissões será definida durante a semana. "Foi a comissão que mais atividades realizou em 2020. Queremos manter esse trabalho forte com as entidades. Sobretudo, vamos apoiar as Apaes de Santa Catarina. Já colocamos a comissão à disposição da nova presidente da entidade, dona Alice Kuerten", afirmou. 

Dr. Vicente tem como meta intensificar as visitas às instituições que atuam em prol das pessoas com deficiência. "Quero conhecer as dificuldades, as necessidades e definir ações.".

Trabalho continuou no recesso

Enquanto a Alesc esteve em recesso, o deputado Dr. Vicente manteve o ritmo de trabalho. Durante todo o mês de janeiro realizou várias agendas nos municípios, conversando com prefeitos e vereadores eleitos. Também priorizou reuniões virtuais com entidades. "Levantamos demandas e ações necessárias que já estamos encaminhando com o governo do Estado e demais órgãos responsáveis. Vamos manter um trabalho forte no Legislativo, em articulação com o Executivo e com a presença nos municípios, pois dessa forma temos conseguido a liberação de muitos recursos, obras e ações em prol da população."



Pomeranos no Vale Europeu
11 Abril 2020 10:11:00
Autor: Genemir Raduenz, Edson Klemann e Johan Strelow

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Quando a Páscoa se aproxima, somos tomados por um sentimento de que é tempo de celebração. Trata-se de uma data carregada de manifestações culturais. A palavra Páscoa que tem origem do hebraico "pessach", significa "passagem". Na Páscoa judaica, remete à passagem da escravidão para a liberdade do povo judeu, no calendário cristão a passagem da morte para a vida (ressureição de cristo). Por sua vez, nas línguas saxônicas a palavra tem outra origem. No alemão, denominada de Ostern, em pomerano/Platt chamada de Ouster e ainda em inglês de Easter, são palavras também vinculadas com um momento de passagem, mas nesse caso a mudança de estação no continente europeu. Para os germânicos que inclui a região da Alemanha e antiga Pomerânia, o mês de março se caracteriza pelo início da primavera, momento em que ocorre a transição de dias mais frios e escuros para dias mais ensolarados e quentes.

A celebração dessa "passagem" de estações é comemorada há séculos e tem um lastro com a era pagã. Nesse período se cultuava a deusa germânica Eostre/Ostara. Ela estava relacionada à primavera e era considerada a deusa da fertilidade, existia inclusive a denominação do oestremonat, considerado o mês germânico para essa deusa. O culto à deusa da fertilidade está conectado à primavera, período que se inicia o semear e o cultivar da terra. Uma época em que presentear com ovos fazia parte da tradição de muitos povos, como os germânicos e os eslavos. O ovo está ligado à fertilidade, simbolizando a origem da vida. Da mesma forma, a simbologia do coelho ou lebre quanto à fertilidade, também estariam ligados a deusa Eostre/Ostara. Outros povos antigos como os persas e romanos já possuíam o hábito de presentear com ovos na primavera associando a época com o renascimento, florescimento e fertilidade. Em Pomerode, é uma tradição secular, os germânicos quando colonizaram essa região, trouxeram da Europa o costume de presentear com ovos coloridos na manhã de Páscoa. No início, o ovo era presenteado cozido, com a casca colorida e consumido naquela manhã especial.

Os imigrantes encontraram nos trópicos uma planta nativa que atendia perfeitamente a função do "tingimento do ovo", a denominaram de Eierkraut (planta/erva do ovo), pois ano a ano a mesma passou a ser utilizada para colorir os ovos no prenúncio da Páscoa. O processo consiste em separar o bulbo da folhagem, cortar o mesmo e colocá-lo em água fervente. Posteriormente mergulhar o ovo ou somente a casca deixando cozinhar por dois minutos. A coloração adquirida é um surpreendente roxo, extremamente característico da Páscoa de antigamente. Também é possível usar folhas e flores que são colocadas na casca sobre o qual é envolto um tecido mergulhando-se o ovo para o cozimento. Esse processo proporciona um decalque nas casquinhas de belo efeito estético. A pintura da casca do ovo com Eierkraut foi um precursor do que conhecemos hoje como ovos de Páscoa. Num processo evolutivo as casquinhas começaram a ser pintadas com tintas sintéticas e recheadas com balinhas, amendoim, entre outras guloseimas, e, mais tarde, os tão característicos ovos de chocolate. Elsira Ewald, pomerodense da localidade de Ribeirão Souto, lembra que quando criança sua mãe coloria os ovos com Eierkraut e na manhã de Páscoa os ovos eram consumidos no café da manhã. Para ela, era um momento único que ficou marcado em sua memória.

Genemir Raduenz/Planta Eierkraut que crescia nos campos de Pomerode. Muitas vezes nas lavouras era considerada uma erva daninha, no entanto, na época de Páscoa virava protagonista. Na foto ao lado vemos o tubérculo do Eierkraut cortado e pronto para ser colocado na água em fervura

A Páscoa em Pomerode sempre foi marcada por muitas tradições, e a pintura dos ovos com Eierkraut pode ser considerado o início e o elo para a atual e grandiosa festa de páscoa da cidade, denominada de Osterfest. A principal atração é uma enorme árvore (Osterbaum) com casquinhas naturais de ovos de galinha pintados, ou seja, a Osterbaum pode ser destacada como um simbólico adorno para toda a comunidade que expressa uma tradição secular de pintar ovos para a celebração da Páscoa.


Genemir Raduenz/Os ovos devem ser colocados dentro da água fervendo com a erva, após 02 minutos podem ser retirados, proporcionando uma coloração de um roxo vibrante

Mas além do tradicional ovo de Páscoa, outro costume secular desperta a curiosidade, trata-se da Osterwasser (água de páscoa). Um ato carregado com fortes crenças de que pode trazer beleza e saúde. A água deve ser coletada numa fonte antes do nascer do sol. A Pomerodense Locady Gall (nascida Zinnke) moradora da localidade do Ribeirão Herdt, lembra que sua avó e sua mãe tinham essa prática. Da mesma forma, ela também buscava Osterwasser na manhã de Páscoa. Quando solteira fazia isso no riacho da casa dos pais (Anna e Wilhelm Zinnke) que ficava na rua Leopoldo Blase em Pomerode Fundos, e depois, quando casou com Otto Gall continuou a tradição na localidade de Ribeirão Herdt. Sra. Locady relembra aos 86 anos: "deve-se acordar cedo, levar o jarro ou balde na mão direita, coletar a água no riacho com a mesma mão e proferir em nome do pai, do filho e do espírito santo. No caminho de casa novamente proferir em nome do pai, do filho e do espírito santo (ideal falar três vezes durante o ritual).


Acervo Locady Gall/Família Zinnke da localidade de Pomerode Fundos. Ao Centro sentados a Sra. Anna e Wilhelm Zinnke. Na esquerda a Sra. Locady Gall e seu marido Otto

Chegando em casa a água deve ser envazada em garrafas. É uma água que se conserva e pode ser usada para males que possam afetar as pessoas da casa. No próximo ano na manhã de Páscoa se coleta nova água". A Osterwasser é considerada uma água sagrada e para muitos uma superstição, é mantida numa garrafa e usada ao longo do ano como remédio. Atualmente algumas famílias na cidade ainda mantém essa tradição e tem a crença de que a água pascal os protegerá ao longo de um ano. A Páscoa simboliza a passagem da morte para a vida, o renascimento e a fertilidade de bons tempos e a esperança de um novo ciclo mais próspero.

Feliz Páscoa -- Frohe Ostern -- Fröilige Ouster 

*Artigo publicado no especial de Páscoa de 2018



Pomeranos no Vale Europeu
14 Março 2020 11:16:00
Autor: Por: Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow e Cláudio Werling

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A família Ewald se origina da Pomerânia. O imigrante Albert Ewald nasceu em 12 de fevereiro de 1843 e imigrou para o Brasil em 1865, da vila de Tempelburg do Kreis de Neustettin. Com ele vieram sua esposa Ernestina e o filho Paul, de sete meses. Vieram à bordo do navio Franklin guiado pelo capitão Fendt. O imigrante teve muitos filhos e uma vida longeva para os padrões da época, viveu 89 anos. O filho mais velho Paul Ewald, que nasceu na Pomerânia, casou-se com Bertha Just, na região de Ribeirão Souto. Desta forma, todas as famílias com sobrenome Ewald desta localidade de Pomerode descendem do imigrante Albert Ewald.


Pomeranos no Vale Europeu
06 Março 2020 14:07:00
Autor: Por: Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow e Cláudio Werling

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Nas pequenas vilas da Pomerânia de onde muitos imigrantes vieram, existem inúmeras "histórias para contar", e a da família Ramthun é especial. Começamos destacando um pouco da vida de Heinrich Ramthun. Na vila de Natelfitz, no Kreis de Regenwalde, a primeira esposa de Heinrich faleceu muito jovem, mas tiveram dois filhos, Wilhelmina e Hermann Ramthun. Ele se casou novamente e, segundo relatos, essa esposa maltratava os enteados, como consequência, os dois filhos abandonaram o lar e foram se abrigar na casa de estranhos.
O filho Hermann, nesta ocasião com nove anos, teve que trabalhar para garantir seu alimento e moradia exercendo a curiosa atividade de "cuidador de gansos" (na Pomerânia haviam muitos criadores de gansos que abasteciam o mercado com penas e carne de ganso defumada). Mais tarde, já um jovem homem trabalhou numa fábrica de cerveja. Hermann e Wilhelmina não mantinham mais contato com o pai Heinrich.
Em 1881, os filhos Ramthun se motivam em deixar a Pomerânia pois Hermann queria escapar do serviço militar, ambos imigram para Elba (condado de Winone Country), no estado de Minnesota, nos Estados Unidos da América. Já o pai Heinrich Ramthun havia imigrado para o Brasil em 1879 com sua terceira mulher, essa, muito mais jovem chamada Johanna Wilhelmina Henriette Pflanz (Heinrich havia deixado a segunda mulher pelos maus tratos com os filhos).
Acervo Ervira Eggert/Filhos de Hermann Ramthun. Registros feitos num estúdio fotográfico na cidade norte americana de Aberdeen.

Ainda na Pomerânia, Heinrich e sua mulher Johanna haviam se mudado para a vila de Piepenburg (Kreis Regenwalde) e, de lá, decidiram partir para o Brasil com suas duas filhas (Anna e Albertina), com a cunhada de Johanna (Augusta Pflanz) e com a mãe de Johanna (Charlotte Pflanz). Chegando no porto de Itajaí, seguiram até Blumenau e no galpão dos imigrantes escolheram um lote de terra na região de "Pommeroda".

Heinrich e Johanna agora já no Brasil ainda tiveram os filhos Ida e Wilhelm Ramthun. Por sua vez, os filhos Hermann e Wilhelmina, que foram para os Estados Unidos, nem sabiam do destino do pai. Posteriormente, descobriram o pai no Brasil e Wilhelmina Ramthun escreveu, em 16 de abril de 1882 a primeira carta. Hermann Ramthun trabalhou inicialmente numa fazenda nos Estados Unidos com baixo salário, casando-se com uma humilde moça de nome Amélia Hilke, da região de Altura, no mesmo condado de Winone Country (Estado de Minnesota). Batalhador, conseguiu com muito esforço adquirir seu próprio lote de terra e constituiu razoável fortuna se mudando para a cidade de Aberdeen, (condado de Brown), no estado norte americano de Dakota do Sul.

Todos esses detalhes dos filhos que foram para os Estados Unidos e do pai que imigrou para o Brasil, quem nos conta é a bisneta do imigrante Ramthun, a Sra. Elvira Eggert (nascida Ramthun). Ela guarda com muito carinho fotos dos antepassados e um incrível acervo de cartas, todas em escrita alemã, denotando que naquela época os imigrantes já possuíam razoável formação.

Acervo Ervira Eggert/Registro de Hermann Ramthun já adulto num estúdio na cidade de Aberdeen nos Estados Unidos.

Sra. Elvira destaca que a separação dos filhos e pai na Pomerânia, certamente foi motivo de muito sofrimento. Os relatos de saudades encontrados nas cartas são emocionantes. Numa passagem em uma das cartas a filha Wilhelmina pede para os Ramthun de Pomerode que enviem sementes de flores dos jardins aqui do Brasil, pois semeando-as nos Estados Unidos, ao florescerem, teria uma lembrança de seu pai.
A troca de informações entre os Ramthun sobre a percepção de dois países, com climas tão diferentes, também se desdobram em peculiares observações que nos remetem ao século XIX. Os Ramthun do Brasil destacam o forte calor e os animais silvestres, por outro lado, os Ramthun dos Estados Unidos evidenciam as ondas de frio mencionando, por exemplo, numa das cartas que em pleno agosto (verão no hemisfério norte) as batatas congelavam dentro do porão da casa.

Acervo Elvira Eggert/Família Ramthun de Pomerode. Na esquerda, sentada a imigrante Johanna Pflanz Ramthun, e acima, na extrema direita em pé está Wilhelm Ramthun (filho do imigrante Heinrich Ramthun).

Ao ler as cartas, não é difícil imaginar o quão difícil foi a vida dos imigrantes Pomeranos, quer seja nos trópicos, ou nas vilas geladas dos Estados Unidos. Como no exemplo da família Ramthun, na época da imigração muitas separações de outras famílias também ocorreram, certamente o tamanho da saudade que se abatia sobre os ombros destes pioneiros é imensurável. Vale lembrar que ao longo da história a maior leva de imigrantes da Pomerânia foi para os Estados Unidos, e muitos, para a região de Minnesota.
Os imigrantes Ramthun são um claro exemplo da resistência e perseverança do Pomerano, pois em lugares tão distintos construíram suas casas (lutaram pelas suas propriedades), formaram suas famílias e deixaram um legado inestimável. Sra. Elvira é uma entusiasta da história da família e sem perceber se apaixonou pela Pomerânia, então era hora de conhecer as vilas de onde seu bisavô Heinrich Ramthun imigrou.

Elvira Eggert/Casa feudal em Piepenburg (Pomerânia) aos fundos e nos arredores os celeiros. Possivelmente frequentados pelo imigrante Heinrich Ramthun antes de imigrar ao Brasil.

Tendo uma filha (Elke) que mora na Alemanha, a realização deste sonho foi facilitada. A viagem ocorreu em maio de 2018, acompanhada de suas filhas e genro.

É preciso destacar que após a segunda guerra mundial, Regenwalde e toda aquela região da Pomerânia se consolidou como território Polonês, assim, a viagem compreendeu percorrer várias vilas daquele país. Passaram por Stettin (antiga capital da Pomerânia), por Plathe, Regenwalde, Naugard, Wollin entre outras. Mas conhecer as vilas onde a família Ramthun vivia era o grande objetivo, percorreram então, Natelfitz, Witznitz e Piepenburg.

Elvira Eggert/Sra. Elvira no centro com suas filhas Ethel e Elke. Nos fundos o rio Rega na Pomerânia, inspiração para o nome do bairro Rega na cidade de Pomerode.

Ela relata que observar aqueles vastos e planos campos, as igrejas centenárias, a casa feudal e seus celeiros e colocar os pés descalços naquela terra a encheu de emoção. Certo momento numa das vilas se sentou e em silêncio observou os campos, as casas e o cantar dos passarinhos e, com muita emoção, tentou imaginar como foi a vida de seus ascendentes nessas terras e as dificuldades que enfrentaram. Ela ainda destaca que ao longo da viagem pela antiga Pomerânia "se encontrou" várias vezes com o rio Rega, esse que percorre regiões como Regenwalde e Plathe, ou seja, arredores onde os Ramthun viviam na Pomerânia, e, por uma feliz coincidência, a Sra. Elvira mora no bairro Rega na cidade de Pomerode.
Elvira Eggert/Igreja em Natelfitz (Pomerânia), local onde o imigrante Friedrich Ramthun nasceu.

As cartas da família Ramthun nos mostram que a separação de uma família e sua consequente distância, não são suficientes para apagar os eternos laços estabelecidos entre os imigrantes e seus descendentes, e que, a preservação da história e cultura de um povo fortalece esse vínculo.

Acervo Ervira Eggert/Primeira carta escrita por Wilhelmina Ramthun em 1882 nos Estados Unidos e endereçada ao Brasil.




07 Fevereiro 2020 10:34:01

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No início da tarde de ontem, 05/02, foi entregue o restauro da casa enxaimel do Sítio Tribess. As obras foram feitas em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que investiu cerca de R$ 178 mil.

A edificação principal do Sítio recebeu substituição completa da cobertura, vedações em madeira e instalações elétricas, além da recuperação da estrutura em enxaimel, de alvenarias, pisos e esquadrias. 

Participaram da entrega o Prefeito Ércio Kriek, presentes a superintendente do Iphan-SC, Liliane Nizzola, e a chefe substituta do Escritório Técnico da Imigração em Pomerode, Suelen Artuso.


07 Fevereiro 2020 10:27:00

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Na gastronomia típica local, nas lojas de souvenirs, nas festas regionais. Se tem uma coisa que não pode faltar quando o assunto é tradição germânica no Vale do Itajaí, é a Linguiça Blumenau. Produzida a partir de carnes suínas nobres, a iguaria ganha um reforço para ser reconhecida como um produto exclusivo da região. O Sebrae/SC, junto com fabricantes locais e as prefeituras dos cinco municípios (Blumenau, Pomerode, Gaspar, Timbó e Indaial) retoma o processo para garantir o registro de Indicação Geográfica (IG) ao produto.

Segundo o Ministério da Agricultura, esse registro é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer.

Conferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o registro de Indicação Geográfica é um atrativo a mais para o reconhecimento de um produto e o consequente avanço econômico da região fabricante. "Em Santa Catarina já temos este reconhecimento para alguns produtos, como os dos Vales da Uva Goethe, conquistado em 2012, e da banana da região de Corupá, em 2018. Para a região do Vale, onde a Linguiça Blumenau é fabricada, ter a IG será um importante passo para proteção, reconhecimento e desenvolvimento da produção local", explica Aloisio Salomon, analista do Sebrae Vale do Itajaí.

A partir de agora, Sebrae e produtores passam a estruturar informações sobre o produto e a realidade local, que irá resultar na construção das características, processos e limitação territorial da Linguiça Blumenau. Segundo a entidade, a conclusão das ações de preparo e a obtenção do registro devem acontecer no fim do ano.

Além da linguiça Blumenau, outras regiões com produtos característicos estão pleiteando o reconhecimento de Indicação Geográfica. São eles: as ostras de Florianópolis; o camarão de Laguna; a cachaça de Luiz Alves, a banana de Luiz Alves, a maçã Fuji da região de São Joaquim, os vinhos de Altitude de Santa Catarina e o Mel de Melato de Bracatinga do planalto Sul brasileiro. No total, mais de 5 mil produtores catarinenses estão sendo impactados diretamente com a estruturação dessas IGs.


Oportunidade
07 Fevereiro 2020 10:02:45

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Com o intuito de desenvolver características de comportamento empreendedor e identificar novas oportunidades de negócios, o Sebrae/SC realiza de 9 a 14 de março mais uma edição de um dos melhores cursos de empreendedorismo do mundo: o Empretec. Reconhecido em mais de 40 países, o curso é uma metodologia da Organização das Nações Unidas e terá seis dias de imersão e 60h de capacitação com dedicação exclusiva dos participantes em técnicas de desenvolvimento pessoal e gerencial. As inscrições estão abertas e as entrevistas seletivas acontecem nos dias 18 e 27 de fevereiro.

O Empretec tem o objetivo de provocar a melhora no desempenho empresarial, para uma maior segurança na tomada de decisões, permitindo que os empreendedores ampliem sua visão de oportunidades e aumentem suas chances de sucesso empresarial. Os participantes serão desafiados a desenvolver dez características empreendedoras como: busca de oportunidade e iniciativa, persistência, análise de riscos, qualidade e eficiência, comprometimento, busca de informações, metas, planejamento, persuasão e rede de contatos e independência e autoconfiança.

De acordo com Nilmar Paul, um dos responsáveis por ministrar o curso, o Empretec tem o objetivo de potencializar o comportamento empreendedor. "Podem participar pessoas com negócios próprios para otimizar resultados, pessoas com vontade de empreender pela primeira vez e até interessados em desenvolver um comportamento empreendedor. Quem realiza o curso tem melhores resultados dentro da sua empresa, pois consegue empreender com mais consciência e lidar diretamente com os riscos. É um curso prático de experiência empreendedora completa, onde o participante conseguirá localizar oportunidades, atender, investir, executar e obter lucros ao final da prática", destaca.

O processo para participar do Empretec inicia com pré-inscrição, seguida por uma entrevista de seleção que visa avaliar as características empreendedoras do candidato, permitindo traçar um perfil dos participantes do grupo. Mais informações: 0800 570 0800 ou pelo whatsApp: 3390-1411. O Sebrae Itajaí fica localizado na Rua Brusque, n° 650, no Centro.


Entrada gratuita
30 Janeiro 2020 18:20:00

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Nesta sexta-feira, 31 de janeiro, o Teatro Municipal de Pomerode será palco de uma apresentação da Banda Sinfônica do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc). Cerca de 40 alunos de diversos Estados brasileiros e representantes de países como Colômbia, Peru e Uruguai estarão juntos, formando a Banda Sinfônica do Femusc, na regência do professor Luiz Lenzi. O evento tem entrada gratuita e começa às 19h30min.

Para o concerto de Pomerode, o maestro Lenzi informa que será apresentada uma "Noite de Solistas", com enfoque em eufônium, trompete e trombone e saxofone. Serão apresentadas obras contemporâneas para Banda Sinfônica, mas também um olhar para a música popular brasileira, como Chiquinha Gonzaga (Corta Jaca) e Mestre Duda (Suíte Monette). Em Pomerode, o evento conta com apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo e Cultura.


Programe-se

O quê: Banda Sinfônica do Femusc

Onde: Teatro Municipal de Pomerode

Quando: Sexta-feira, 31 de janeiro, às 19h30min

Entrada: Gratuita




Refrescante
26 Dezembro 2019 14:03:00

Parque Aquático Cascata Carolina oferece uma linda paisagem em meio à natureza e garante diversão para toda família

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Para aqueles dias quentes de Verão, nada melhor do que uma piscina para se refrescar. De preferência, que ela seja pertinho da natureza, em um local que possibilite algumas horas de relaxamento e muito lazer. E é exatamente isso que o Parque Aquático Cascata Carolina, localizado na Rua Antônio Schmitz, Belchior Alto, em Gaspar, tem a oferecer.

O parque iniciou nos arredores de uma pequena cascata com piscinas naturais, sem nenhuma infraestrutura, onde pessoas da região e turistas costumavam se banhar. O tempo passou e, em 1984, foi inaugurado o primeiro parque aquático da região, conhecido como Parque Ecológico Cascata Carolina, contando com a estrutura de uma piscina com o formato do estado de Santa Catarina, um toboágua e um restaurante. Cinco anos se passaram e o empreedimento passou a se chamar Parque Aquático Cascata Carolina, ganhando novas atrações, como uma piscina com uma ponte para caminhar, dois toboáguas e uma lanchonete.

Em 1996 as opções de lazer ofertadas continuaram crescendo. Pensando também no público infantil, foram instaladas piscinas e dois toboáguas para os pequenos, além de três super toboáguas radicais para quem gosta de adrenalina. O ambiente também recebeu um toque especial, cada área composta por um tema diferente, contém esculturas fascinantes. No ano de 2002 foram realizadas algumas pesquisas com relação à água utilizada e, devido ao bom resultado obtido, o espaço foi intitulado como Parque Hidromineral.

Divulgação Cascata Carolina/Família: as piscinas e tobogãs trazem muita adrenalina e alegria aos banhistas de todas as idades.

Possuindo uma área com mais de 65 mil metros quadrados, hoje a Cascata Carolina oferece atrações para família inteira. Para o responsável pela administração do empreendimento, João Bruno Thais, os destaques são a segurança no local e a diversão garantida. "Temos atrações para todas as idades, mas a principal atração para quem gosta de adrenalina é o Toboágua Azul, com uma descida de 200 metros de comprimento e que pode atingir a velocidade de até 65 km/h, é muito radical", comenta.

Um passeio refrescante rodeado por chafarizes, cascatas, bosques e playgrounds, o parque ainda conta com um total de 12 toboáguas e três piscinas. Além da diversão, a alimentação também é garantida, já que um restaurante e lanchonetes fazem parte do espaço.

Para quem prefere fazer seu próprio almoço ou lanche, há a possibilidade de alugar quiosques com churrasqueiras, porém não é permitida a entrada de bebidas. "Uma opção maravilhosa para passar o dia em família. O grande diferencial da Cascata Carolina é a integração do parque com a natureza. Estamos cercados pela Mata Atlântica e tem um córrego com cascatas que corta todo o parque, é lindo" ressalta.

Um lugar inesquecível, cheio de vida e que deixa qualquer pessoa com um gostinho de quero mais. Os moradores do Estado dispõem de uma condição especial no preço da entrada. "Para quem ainda não conhece, nesta temporada de Verão temos uma promoção com desconto no ingresso para moradores de Santa Catarina".

E para quem estiver com a agenda cheia, ou trabalhando, o parque funcionará todos os dias, "inclusive nos feriados de Natal e Ano Novo" completa.


Cultura
26 Dezembro 2019 13:50:00

Localizada no Morro Boa Vista, a Chiesetta Alpina carrega traços de uma igreja milenar e de tradição italiana

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Uma igrejinha especialmente localizada onde o azul do céu se mistura ao verde das montanhas. Você pode estar achando que esse é o cenário de um filme, mas, na verdade, está a disposição para encantar os olhares dos moradores e turistas que visitam Jaraguá do Sul.

Para descobrirmos um pouco mais sobre esse lugar encantador e religioso, entramos em contato com o diretor de Turismo de Jaraguá, Marcelo Nasato, que falou um pouco sobre as curiosidades do local. Popularmente conhecida como Chiesetta Alpina, o monumento é inspirado na igreja milenar de São Simão Apóstolo, localizada em Vallada Agordina, na província de Belluno, na Itália. "A Chiesetta é consagrada ao Cristo dos Alpes, sendo a única no Brasil. Ela se constitui numa marcante edificação comemorativa pelo transcurso, em 2011, dos 150 anos da unificação italiana" comenta.

Com iniciativa da comunidade italiana, a fim de homenagear todos os imigrantes que vieram dos países da região dos Alpes e Apeninos, o Morro Boa Vista foi escolhido por relembrar as montanhas dolomitas. "O movimento pela sua construção iniciou em 2010 e a pedra fundamental foi lançada em 2011, sendo assim inaugurada a primeira etapa das obras em dezembro de 2012. Após a colocação das janelas e a finalização da torre, aconteceu a unção do altar feito em pedra dolomita, proveniente da Itália. A última etapa foi encerrada com a cerimônia de sua dedicação, no dia 22 de novembro de 2014" destaca.

Alex Júnior Giacomin 

Localizada em um terreno de 20 mil metros quadrados e em uma altitude de 570 metros do nível do mar, a igreja proporciona aos turistas uma vista dos diversos pontos da cidade. Internamente, a Chiesetta comporta cerca de 80 pessoas sentadas. "Em seu interior também está situado um crucifixo do ano 1700 e uma pintura de São Miguel, feita pelo renomado pintor e escultor italiano, Franco Murer", destaca. Para finalizar, uma torre com 27 metros de altura acompanha a igrejinha, deixando-a ainda mais deslumbrante.

Além da impecável construção, o lugar oferece uma paisagem fascinante, admirada e fotografada por milhares de turistas todos os anos. "Em seu entorno também são disponibilizadas áreas de convívio para visitantes, um bosque com árvores típicas da região alpina, estacionamento e instalações sanitárias, incluindo é claro, serviços de vigia", explica.

Nasato ainda faz um convite. "Jaraguá do Sul tem o prazer de convidar você e toda sua família para conhecer e apreciar a beleza e a cultura de nossa cidade", conclui.


Natureza
26 Dezembro 2019 13:46:00

Este é o município de Doutor Pedrinho, um lugar contemplado por belezas naturais

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Em meio à côncava e bruta massa rochosa, escoa a bela cascata cristalina, que dá origem à impecável e tímida Gruta Nossa Senhora de Fátima. Localizada no município de Doutor Pedrinho, a gruta, fora desvendada por João Girelli. 

Segundo historiadores, em meados de 1947, Girelli capinava na beira de um riacho, quando avistou rastros de uma anta. Prontamente, pegou sua espingarda e iniciou a caça, no entanto, enquanto dedicava toda atenção ao animal, uma enorme tempestade se formava. Na tentativa de se proteger dos trovões, acabou entrando em uma gruta, antes oculta aos olhos humanos. A admiração foi imediata, retornando ansioso para anunciar a descoberta. Após comunicar a boa nova, Celeste e Ângelo Uller se comoveram com a notícia e patrocinaram as primeiras imagens de Nossa Senhora de Fátima como padroeira, feita artesanalmente em madeira, desenhada e pintada pelo pintor Schiocchet, junto com São Paulo e Santo Antônio. O acesso até a gruta foi aberto através de uma trilha pelo lado direito e, numa solenidade, as imagens foram levadas até o topo.

Com o passar dos anos, o local recebeu obras, melhorias e um novo nome: Santuário Ecológico Nossa Senhora de Fátima. Atualmente o trajeto coberto pela mata e a beleza oferecida pela gruta encantam os turistas. Ao chegar no topo, uma passarela acompanha os visitantes e proporciona um caminho confortável para apreciar a natureza. Com vista panorâmica e uma queda d'água de 23 metros, as imagens sagradas de Nossa Senhora de Fátima, Santo Antônio e São Paulo tornam-se ainda mais especiais. Aos devotos, uma fonte sagrada em meio ao cenário acolhe as rezas e pedidos.

A agente administrativa da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo de Doutor Pedrinho, Neuza Fátima Girelli, explicou um pouco sobre a história do lugar e o seu significado para o município. "A gruta é muito importante para a comunidade local, por esse motivo se trabalha em parceria, ou seja, a Prefeitura mantém a infraestrutura, passarela, banheiros entre outros. E a comunidade ajuda com a limpeza, roçada e proteção do lugar". Além de turístico, o localtornou-se um destino religioso para os católicos. "Em 13 maio, Dia de Nossa Senhora de Fátima, é realizada uma missa na gruta" comenta.

Para aqueles que levam um pedacinho da gruta consigo, seja em memória ou captada por uma fotografia, o local também guarda recordações de quem passa por ali. Em razão disso, um livro de presença pode ser assinado pelos visitantes, onde é registrado o nome e o local de origem. Por meio dele também é realizada a contagem de quantas pessoas, em média, passaram por lá. "Entre 18 de maio de 2019 e 10 de outubro, um total de 2,1 mil assinaturas foram registradas, esse público varia de diversos lugares do Brasil, até mesmo estrangeiros" explica.

Outras atividades 

Cascata Salto Donner

Aos visitantes de Doutor Pedrinho, a aventura não para por aí. Além da belíssima gruta, os turistas podem apreciar esplêndidas cascatas e cachoeiras localizadas no percurso. Na chegada ao portal da cidade, a natureza já se faz presente com a encantadora Cascata Salto Donner. Localizada no bairro que dá origem ao seu nome, possui 25 metros de queda e um mirante, que proporciona a visão panorâmica do local, um formoso cartão de boas-vindas para quem vai à cidade. 

Divulgação Portal de Turismo de Doutor Pedrinho/Cascata Salto Donner: localizada no portal da cidade, seu mirante permite uma visão panorâmica.

Igreja Cristo Rei 

Além das belíssimas cachoeiras, Doutor Pedrinho traz consigo construções de grande valor cultural e histórico. Localizada a cinco quilômetros do Centro, feita toda em madeira e construída por colonizadores alemães, em meados de 1956, encontra-se a Igreja Cristo Rei. Seu sino, vindo da Alemanha, foi um dos primeiros da região, assim como o Galo dos Ventos. Os objetos mostram a cultura e a religiosidade da época, local onde viveu a Comunidade de Heimat.

José Marcos Claudino dos Santos/Cultura: a Igreja Cristo Rei foi construída por colonizadores alemães, em meados de 1956.

Ao longo do percurso, também são oferecidos locais para alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes. Todos esses atrativos têm fomentado o turismo na cidade. "Observamos um maior público no Verão, devido ao clima, por estarmos numa altitude de 530 a 1,2 mil, no entanto a procura nos últimos invernos também tem crescido, as pessoas adoram curtir o frio aqui", finaliza Neuza.

Cachoeira Paulista 

Outra parada obrigatória encontra-se a 15 quilômetros do Centro, localizada no Alto Capivari. Com 40 metros de altura, a Cachoeira Paulista possui uma paisagem deslumbrante. Contemplada por uma altura relevante, ideal para a prática de Rapel e Tirolesa, o lugar se torna o preferido dos amantes de esportes radicais, praticados sempre no segundo e quarto domingos do mês. Na propriedade também é possível encontrar chalés, pedalinhos, área de camping e pesque pague. Devido à manutenção e infraestrutura, além de situar-se em uma propriedade particular, é feita uma cobrança para o acesso. O local atende de terça a domingo, lembrando que neste fim de ano ela ficará fechada nos dias 24 e 25 de dezembro.

Ativa Aventuras/Esportes Radicais: a Cachoeira Paulista possui 40m de altura, ideal para a prática de Rapel e Tirolesa.

Cachoeira Véu de Noiva 

A 10 quilômetros do Centro da cidade, localizada no Bairro Benedito Alto, encontra-se a encantadora Cachoeira Véu de Noiva. Com uma queda d'água de 63 metros, a cachoeira tem acesso livre. Além da belíssima paisagem, o local ainda presenteia os visitantes com uma caminhada ecológica de 20 minutos, realizada em meio ao canto dos pássaros e ao ar puro da vegetação. 

José Marcos Claudino dos Santos/Véu de Noiva: além de uma cachoeira encantadora, o local oferece um caminha ecológica fascinante.





Lazer
26 Dezembro 2019 13:33:00

O Parque da Malwee é conhecido pela variedade de atrações oferecidas aos visitantes

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Além dos visuais deslumbrantes oferecidos no alto dos morros de Jaraguá do Sul, parques, áreas de lazer e outros atrativos são apresentados pela cidade. Entre eles se destaca o Parque da Malwee, inaugurado em 1978 pelo fundador da empresa Malwee, Wolfgang Weege (in memoriam).

Localizado na rua que leva seu nome, no número 770, no Bairro Parque Malwee, o local funciona diariamente das 7h30min às 17h e tem entrada gratuita. Ocupando 1,5 milhão de metros quadrados de área preservada, abriga mais de 35 mil espécies de árvores, como o Pinus Japonês, árvores e palmeiras originárias da Polinésia, limoeiros, araucárias, cerejeiras, flamboyant e cerca de 4 mil ciprestes Bidwillii, originais da Austrália.

Logo na entrada, uma bela lagoa recepciona os visitantes, um visual que encanta e traz sossego, ao seu redor uma calçada de concreto permite realizar uma caminhada tranquila e aprazível. Além do lago principal, o parque disponibiliza mais 16 outras lagoas, bicas de água potável, oratório, quiosques com churrasqueiras, museu, sanitários, estacionamento, lixeiras seletivas entre outros. Para quem ama esporte e diversão, uma pista de bicicross, área de esportes náuticos e aquáticos, labirinto de plantas, quadra de areia, playground e um ginásio de esportes fazem parte da estrutura.

E é claro que não poderiam faltar as delícias da culinária. Considerado também um refúgio gastronômico, o local possui dois restaurantes com ambientes climatizados. Um deles é especializado em cozinha típica alemã, instalado numa construção enxaimel. O outro fica anexo ao ginásio de esportes.

O diretor de Turismo, Marcelo Nasato ressaltou a importância do setor na cidade. "Ano após ano, o turismo vem crescendo graças ao grande número de empresas presentes em Jaraguá. Fomentando o turismo de negócios através da presença de profissionais como executivos, representantes e técnicos".

Com o objetivo de trazer novidades aos visitantes, o município vem investindo cada vez mais na área. "Neste ano foi lançado o Guia de Atrativos Religiosos da cidade, o Circuito de Cicloturismo Vale dos Encantos, o Jaraguá Mix com várias edições já agendadas para 2020, o passeio de Maria Fumaça, a Osterpark e a Decoração Natalina. Projetos como o Fomento à Cultura Cervejeira e o Agroturismo também fazem parte das atividades realizadas pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação", comenta.

Nasato ainda frisa o cuidado com as programações para que a cidade possa atender todo o público, em qualquer época do ano. "Nos preocupamos em estar bem preparados para receber os turistas, sendo assim, sempre há algum evento na cidade" finaliza.


Timbó
26 Dezembro 2019 13:28:00

O Parque Morro Azul é considerado um dos atrativos turísticos mais procurados da região

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Ideal para quem procura algo diferente do que a água salgada do mar, ou a doce das piscinas, o Parque Natural Municipal Freymund Germer - Morro Azul, traz uma mistura de aconchego e diversão. Localizado a 18 Km do Centro de Timbó, em uma altitude de 758 metros, o parque abrange uma área de 40 hectares cercados pela mata verde azulada, uma combinação perfeita para encantar os olhos de quem passa por ali.

Considerado um cartão postal da cidade de Timbó, atualmente o parque é administrado pelo Instituto Aracuã, responsável pela preservação permanente e manutenção do local. Durante o percurso, os turistas e visitantes fazem uma viagem no tempo, podendo observar paisagens deslumbrantes em harmonia com belas casas antigas. Na primavera tudo fica ainda mais especial, hortênsias azuis enfeitam o caminho proporcionando um passeio único e inesquecível.

DIVULGAÇÃO/Totem: estrutura em formato de coração representa o amor pela cidade.

Além da beleza natural, o parque é um dos mais procurados no sul do Brasil pelos praticantes de parapente. "Num passeio ao topo do morro, facilmente podemos encontrar os esportistas se preparando para os voos", comenta a assessora técnica institucional de Turismo, Cíntia Mara Panini. Outras atividades também são praticadas pelos visitantes como camping, churrasco com os amigos, caminhadas em trilhas ecológicas, educação ambiental para estudantes com agendamento prévio, observação da fauna, flora e muito mais.

DIVULGAÇÃO/Balanço do infinito: adrenalina pura, misturada com a nostalgia da infância.

Para atrair os visitantes e oferecer ainda mais novidades, a Prefeitura de Timbó e o Departamento de Turismo, investiram cerca de R$20 mil em atrativos instalados no alto do parque. A entrega oficial aconteceu no dia 1º de setembro de 2019, durante a Caminhada ao Morro Azul. O lugar conta agora com um lindo balanço do infinito, um totem em formato de coração localizado no mirante sul e uma luneta, no mirante norte. "É neste local que o turista encontrará uma das mais lindas vistas da cidade de Timbó e de outros municípios. Com o auxílio da luneta é possível até vislumbrar o litoral. Nos próximos meses, novos investimentos serão feitos no parque", comenta.

Roseli Maria Pereira

Com a temporada de verão e o fim de ano chegando, os horários do parque foram adaptados para atender ainda melhor os turistas. "Devido ao grande número de pessoas que frequentam o Morro Azul, entre o Natal e o Ano Novo, o mesmo permanecerá em funcionamento todos os dias das 8h às 18h", finaliza.  


Caminhada
26 Dezembro 2019 13:09:00

A Rota das Cachoeiras de Corupá revela um imenso tesouro natural em meio à Mata Atlântica

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Um lugar cercado pela natureza, onde a única preocupação é segurar a ansiedade para se deslumbrar com a próxima surpresa, que se revela timidamente após cada pedacinho de trilha percorrido em meio à mata. Localizada na cidade de Corupá, a Rota das Cachoeiras é uma unidade de conservação da Reserva Particular do Patrimônio Natural Emílio Fiorentino Battistella.

Em seus 1.153,66 hectares, localizam-se as 14 formosas cachoeiras da unidade, atualmente considerada uma das mais belas áreas naturais de Santa Catarina. "A reserva tem uma grande importância ecológica, pois está inserida em um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica de Santa Catarina, ecossistema brasileiro que possui atualmente menos de 8,8% de sua área original", comenta o diretor Executivo da Rota das Cachoeiras, Reinaldo Langa.

Através da trilha, denominada Passa Águas, é possível observar fauna e flora, que com suas exuberantes árvores, instigam os visitantes a respirar fundo e admirar cada passo dessa aventura. Um dos cuidados da Associação de Preservação e Ecoturismo Rota das Cachoeiras, foi facilitar o acesso aos deficientes físicos em pelo menos uma das cachoeiras. "Possuímos um deck para o acesso até a primeira cachoeira para cadeirantes e deficientes visuais, que merecem também contemplar esse ambiente", destaca.

Divulgação Portal de Turismo de Corupá /Surpresa: mais de 14 cachoeiras enfeitam a elegante trilha, denominada Passa Águas.

São em média quatro horas de caminhada recheadas de novidades, surpresas e atrações. No entanto são recomendadas algumas instruções, como, por exemplo, o uso de roupas leves, tênis ou botina confortáveis e solado de boa aderência. Com o intuito de tornar o passeio ainda mais agradável, componentes como água, suco e frutas são indispensáveis, lembrando é claro, de descartar o lixo em um lugar adequado e não em meio à natureza. É proibida a entrada de animais de estimação.

O horário de funcionamento varia de acordo com a época do ano. De abril a outubro, o atendimento inicia às 7h30min e vai até 14h, já no período de alta temporada, entre os meses de novembro e março, a entrada é liberada a partir das 7h30min e segue até às 15h. O ingresso, no valor de R$ 20,00 por pessoa, pode ser adquirido durante o trajeto para a Rota das Cachoeiras, no Mercado Fossile e no Camping Rio Novo.

O local ainda oferece aos visitantes uma infraestrutura completa de estacionamento, banheiros com chuveiro e churrasqueiras. "Os turistas são recebidos sempre com o melhor atendimento possível durante todos os períodos do ano. Algumas obras de infraestrutura foram feitas na trilha para oferecer mais segurança e conforto durante a caminhada". O percurso conta agora com um mirante na 11° cachoeira, deck's de pedra nos pontos de maior aclive/declive e corrimões. E para zelar ainda mais pela segurança dos turistas, as trilhas são limpas semanalmente.

Para finalizar, Langa faz um convite: "venha sentir o ar puro e curtir um ambiente natural, você merece, a Rota espera por vocês".


Galinhas e ovos
26 Dezembro 2019 07:45:00

Família Schutz escolheu o turismo rural para aumentar a lucratividade da granja

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Foi aquele gostinho das coisas servidas na casa da Oma e do Opa que impulsionou o casal Simone Schutz Greuel e Peter Christian Greuel a abrir as portas da propriedade rural localizada no Ribeirão Souto. "São receitas que aprendemos com os nossos avós e bisavós, feitas com ovos, e que faziam parte do cardápio diário e das festas, lá no passado. Nossa culinária e nossos costumes são muito aprovados pelos visitantes. Quando começamos não tínhamos ideia de como eles se encantariam com tudo o que temos aqui", conta.

Há um ano eles fazem parte da Rota do Imigrante, um roteiro que une história, cultura e lazer e está fomentando o desenvolvimento da região de Testo Central. "O ovo tem uma lucratividade muito baixa. Apenas a venda deles já não era mais suficiente para manter a propriedade e garantir o sustento de toda a família, que trabalha sempre unida. Então, quando soubemos da criação da Rota, decidimos tentar, mesmo não sabendo ao certo tudo o que teríamos para mostrar", relembra.

Matheus Kurth/Acolhida: a recepção aos turistas é compartilhada com uma das noras do casal, Suellen Michelle Hein.

O local, era um sonho do pai de Simone, Ralf Schutz, que quando se aposentou, queria dar um novo formato para o sítio que há gerações pertencia à família. "Ele sempre foi empreendedor e começou a procurar propostas sobre o que fazer após a aposentadoria. Então pensou na granja, que era algo que ainda não existia no município".

Foi assim que, em 1996, surgiu a Ovos Schutz, com uma criação inicial de aproximadamente duas mil galinhas. Atualmente, esse número chega a mais de dez mil galinhas, com uma produção diária de mais de nove mil ovos, quase tudo destinado ao mercado local e algumas cidades vizinhas como Timbó, Blumenau e Jaraguá do Sul.

Simone e Peter não queriam deixar tudo esse sonho de lado, por isso decidiram apostar no turismo rural ainda no início de 2018. Com alguns cursos na bagagem e algumas visitas técnicas, o casal adaptou a parte externa de um antigo paiol, para ser o local de acolhida aos visitantes, e buscou nas memórias as histórias antigas da família, tudo para receber bem os turistas que chegam de todas as partes do Brasil e do mundo. "Como meu pai criou e se dedicou por tantos anos à empresa, nós não queríamos desistir agora e acho que isso também vem um pouco da nossa origem, não desistir nunca. Nós batalhamos para encontrar alternativas e manter tudo isso".

Matheus Kurth/Galinha dos ovos de ouro: granja é o plano de fundo para fomentar a sustentabilidade da família Schutz na propriedade rural.

Eles revelam que já receberam a visita de mais de 400 pessoas. Durante o tempo em que está na propriedade, o visitante aprende um pouquinho da história da família Schutz, dos imigrantes pomeranos, como surgiu a granja e são realizadas as atividades no local. "Para encerrar a visita, os turistas são convidados a degustarem um delicioso café no sítio com produtos coloniais à base de ovos", explica Simone orgulhosa.

Como na granja, cada um já é acostumado com a rotina de trabalho de domingo a domingo, foi bem tranquilo para a família Schutz se adaptar à nova rotina de receber turistas todos os dias. "Eu acredito que seja uma troca, porque as pessoas que vêm de fora, têm a curiosidade de saber como é o nosso dia. Mas eles também nos ensinam muito, e essa troca não tem como mensurar o seu valor".

Atualmente a família está buscando capacitação para oferecer um atendimento diferenciado aos turistas. "Esse período serviu para adquirirmos certa experiência. Agora trabalhamos em algumas mudanças para adaptar e proporcionar uma experiência ainda mais completa para aqueles que nos visitam. Claro, tudo depende de planejamento e investimento. Por exemplo, lançamos recentemente os ovos em conserva, um pedido feito pelos turistas que queriam levar a iguaria para casa".

Simone, assim como muitos pomerodenses, trabalhou por anos longe das propriedades familiares, em indústrias e comércios. Quando se aposentou, Simone viu a oportunidade, assim como seu pai, de dar um novo sentido para o sítio. "Acho que voltar significou também aplicar um pouco de tudo o que eu aprendi lá fora, principalmente a parte de gestão, além da bagagem de atendimento ao cliente. Cada dia é um novo desafio", revela.

Matheus Kurth/Turismo rural: hoje o principal público atendido pela família são os ciclistas, como a família de Sérgio Mota, de Mogi das Cruzes, São Paulo.

Hoje Simone diz que tem uma vida mais saudável do que tinha antes. A família diz que não busca apenas o lucro, mas também a convivência e a satisfação de todos. "Na época, todos saíram para procurar emprego fora porque não tínhamos noção de quanto era gratificante ver esse negócio crescer e dar resultado. Hoje me sinto realizada em poder estar em casa, com esse dia a dia em família. Acho que não tem preço você ver os filhos crescerem e agora os netos também", admite.

Fomentando o turismo no interior

Pomerode tem desenvolvido, ao longo dos anos, várias iniciativas para fomentar o turismo também fora da região central do município. Moradores, empresários e agricultores têm se estruturado no desenvolvimento de rotas turísticas em várias localidades diferentes.

Matheus Kurth/Amor pelo trabalho: casal Simone Schutz Greuel e Peter Christian Greuel, parceria no trabalho e na vida.

Atualmente, além da já tradicional e reconhecida Rota do Enxaimel, maior acervo desse estilo construtivo fora da Alemanha, existem outras três rotas em fase de consolidação: Rota do Imigrante, Rota das Raízes Germânicas e Rota da Colonização. Em cada uma delas é possível apreciar belas paisagens, ter contato com a cultura local e aprender um pouquinho sobre a história dos colonizadores e seus costumes, sem esquecer, é claro, daquele sabor inconfundível das iguarias pomerodenses.

A ideia da Rota do Imigrante surgiu em 2017, após a realização de um café cultural em uma pousada de Testo Central. Atualmente, são 17 empreendimentos, entre pessoas físicas e jurídicas, que se associaram à Rota e fazem parte do projeto que busca o desenvolvimento do turismo sustentável e de experiência sem perder as características da cultura pomerana.





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