Dr. Vicente Caropreso
12 Maio 2021 08:00:00

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Dia 19 de maio era até há pouco o Dia Mundial de Prevenção, Controle e Combate às Hepatites Virais, embora hoje seja celebrado também em 28 de julho - ainda valem as duas datas.

Hepatite viral é uma infecção no fígado, que pode causar alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes não tem sintomas, mas quando os sintomas se apresentam eles são: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

As Hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda o vírus da hepatite D (mais encontrado na região Norte do país) e o da hepatite E, raro no Brasil, mais encontrado na África e na Ásia.

As hepatites causadas por infecção pelos vírus B ou C comumente se tornam crônicas e este é seu maior perigo. Por nem sempre apresentarem sintomas, as pessoas não sabem que têm a infecção e isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem ser diagnosticada. O avanço silencioso da infecção afeta negativamente o fígado, causando fibrose avançada ou cirrose, que podem evoluir e levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do fígado.

Cerca de 1,4 milhões de pessoas morrem no mundo anualmente, seja pela infecção aguda ou por doenças associada às hepatites, como o câncer hepático ou a cirrose. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às da AIDS e da tuberculose.

Existem testes rápidos para detectar a infecção pelos vírus B ou C. São gratuitos, disponíveis no SUS para toda a população. Todas as pessoas precisam fazer o teste para esses tipos de hepatite pelo menos uma vez na vida. Populações mais vulneráveis precisam ser testadas regularmente.

A hepatite B não tem cura, mas tem vacina - também oferecida gratuitamente pelo SUS, nas Unidades Básicas de Saúde.

Não há vacina para a hepatite C, mas existe tratamento que permite sua cura também disponível pelo SUS.

As hepatites virais podem ser controladas.

Faça o teste, vacine-se, faça o tratamento!



Dr. Vicente Caropreso
05 Maio 2021 08:00:00

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Como o dia 10 de maio é o dia Mundial do Lúpus, aqui vão algumas informações sobre essa doença.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença inflamatória que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, tais como pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos. É uma doença autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio corpo.

O Lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são mais acometidas.

O Lúpus pode ser de quatro tipos:

- Lúpus Discoide: ataca a pele formando lesões avermelhadas especialmente no rosto, nuca e couro cabeludo.

- Lúpus Sistêmico: é o tipo mais comum de Lúpus e pode ser mais ou menos grave. A inflamação acontece em todo o organismo, podendo comprometer a pele, rins, coração, pulmões, sangue e articulações.

- Lúpus induzido por drogas: acontece porque alguns medicamentos provocam sintomas como os do Lúpus Sistêmico, que desaparecem quando se interrompe o uso da substância.

- Lúpus Neonatal: muito raro, afeta filhos recém-nascidos de mulheres que têm Lúpus, mas tende a desaparecer naturalmente em alguns meses.

A maioria dos pacientes com Lúpus apresenta sintomas basicamente durante as crises, quando os sinais se agravam por um tempo e depois desaparecem.

Os sintomas mais comuns são: desconforto geral, ansiedade, mal-estar, fadiga, febre, dor nas articulações, rigidez muscular e inchaços, dificuldade para respirar, dor de cabeça, queda de cabelo, feridas na boca, confusão mental e perda de memória.

Quando atinge o cérebro e sistema nervoso pode causar cefaleia, dormência, convulsões, problemas de visão e alterações de personalidade.

Um sintoma bem conhecido são as manchas que formam uma borboleta nas faces - com a luz do sol elas podem piorar e se alastrar.

O tratamento para o Lúpus varia de acordo com os sintomas e o órgão afetado.

O reumatologista é o médico especializado e, no caso do Lúpus de pele, o dermatologista.

Se perceber esses sintomas, procure atendimento médico.



Dr. Vicente Caropreso
29 Abril 2021 09:07:00

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Hoje em dia, se fala muito em intolerância à lactose, coisa que há uns anos praticamente não se ouvia.

A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir o leite bovino e seus derivados, como iogurtes e queijos. Os seus sintomas são dor abdominal, náuseas, desconforto, diarreia e gases.

O leite é um alimento bastante complexo: tem água, vitaminas, proteínas, gorduras e açúcar. O açúcar do leite bovino é a lactose. Para digerir a lactose, nosso organismo fabrica uma enzima chamada lactase, que transforma a lactose em glicose.

Sem a enzima lactase, nosso organismo não consegue digerir a lactose, o que provoca esses sintomas de indigestão e mal-estar.

A intolerância à lactose pode ser causada por algumas doenças ou pela idade, pois o passar dos anos pode diminuir naturalmente a produção da lactase. Existe também a deficiência congênita, no qual os bebês, principalmente prematuros, nascem sem a capacidade de produzir lactase. Nesse caso a intolerância à lactose é permanente.

O leite é um alimento muito importante na nossa dieta por ser uma fonte de proteínas e de vitaminas B1, B2, B6, B12, vitamina A e minerais como fósforo, potássio, zinco, magnésio e cálcio, indispensáveis para uma boa alimentação.

Para manter o leite e derivados na dieta, as pessoas intolerantes à lactose podem ingerir comprimidos de enzima lactase junto com os lácteos.

No caso de optar por cortar os lácteos da dieta, deve-se compensar a falta de cálcio na dieta, consumindo vegetais verde-escuros como brócolis, couve, agrião e mostarda; e peixes como salmão e sardinha, mariscos e camarão.

No supermercado existem diversos alimentos industrializados com lactase em sua preparação para dietas com restrição de lactose: queijos, requeijão, iogurtes, leites, biscoitos, pães, bolos, entre outros. São um pouco mais caros, mas vale pelo equilíbrio nutricional.

Evite o mal-estar da intolerância à lactose, mas mantenha uma dieta bem equilibrada.



Dr. Vicente Caropreso
21 Abril 2021 13:17:00

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O tétano é uma doença infecciosa grave, não contagiosa, mas que pode ser fatal, se a pessoa não for atendida prontamente num hospital.

Ela é causada pela toxina produzida por uma bactéria, a Clostridium tetani.

A maioria das pessoas acha que o tétano é causado por metais enferrujados, mas a bactéria do tétano está em vários ambientes: em objetos enferrujados e sujos, nas fezes de animais e seres humanos, na terra, nas plantas e na boca de alguns animais.

Ela contamina entrando por arranhões, cortes ou por mordidas de animais, formando feridas que ficam inchadas ao seu redor.

O período de incubação da bactéria é de sete dias e os primeiros sintomas surgem entre uma a três semanas.

O diagnóstico é feito por exame clínico, avaliando os sintomas e lesões de pele pelas quais a bactéria possa ter infectado o paciente.

A toxina da bactéria ataca o sistema nervoso central, causando rigidez muscular no corpo todo, mas principalmente no pescoço; espasmos corporais doloridos, febre, suor, hipertensão, dificuldade para abrir a boca e engolir e um tipo de "riso" forçado produzido por espasmos nos músculos do rosto.

A vida da pessoa pode entrar em risco quando a contratura muscular atinge os músculos respiratórios causando hipóxia - falta de oxigênio no cérebro.

O tratamento do tétano é feito com antibióticos, relaxantes musculares, sedativos, imunoglobulina antitetânica ou soro antitetânico.

Para evitar o tétano, crianças até cinco anos devem receber a vacina tríplice contra tétano e, a partir dessa idade a vacina dupla (contra difteria e tétano) que também é recomendada para os adultos e pode ser obtida em qualquer posto de saúde. Uma dose de reforço deve ser tomada a cada dez anos para garantir a proteção contra a doença.

Mantenha a vacinação em dia e não corra esse risco.

Sem vacina, o tétano pode ser evitado se todos os ferimentos forem imediata e cuidadosamente lavados com muita água e sabão.

Diante dos sintomas da doença, procure ajuda médica imediatamente.



Dr. Vicente Caropreso
14 Abril 2021 08:57:00

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Muitas vezes descuidamos do ouvido e esses descuidos podem causar sérios problemas em nosso aparelho auditivo.

Introduzir cotonetes, clipes, palitos e outros objetos no ouvido para tirar a cera é um dos problemas mais comuns, pois a pessoa acaba é empurrando a cera contra o tímpano, o que pode provocar dor, inflamação, perda de audição e pode até perfurar o tímpano.

Os cotonetes só devem ser usados para limpar a parte externa da orelha, nunca devem ser enfiados dentro do ouvido.

A cera - ou cerume - é uma secreção normal produzida pelo ouvido para limpar, proteger e lubrificar o conduto auditivo. É um protetor que combate fungos e bactérias e evita que o excesso de água entre no ouvido

Pequenas partículas que penetram com a poeira e a poluição ficam presas no cerume, que as impede de chegar à membrana do tímpano. A mastigação, os movimentos das articulações das mandíbulas e a descamação natural da pele do conduto auditivo externo empurram a cera para fora, em direção à saída do ouvido, de onde ela será eliminada durante o banho.

A cera é produzida apenas na parte mais externa do conduto auditivo. A parte mais interna, junto à membrana do tímpano, praticamente não tem cerume, uma providência da natureza para impedir que a cera emparedasse a membrana, o que impediria a sua capacidade de vibrar e transmitir os sons para o interior do ouvido e para os nervos que os transmitem ao cérebro.

Se você sentir dor de ouvido, sensação de ouvido entupido ou perda de audição, esses sintomas podem ter várias causas, você não deve associá-los unicamente ao excesso de produção de cera. Para estes casos, procure um otorrinolaringologista, que é o médico especialista em ouvido, nariz e garganta.

Tratamentos populares do tempo de nossas avós, como pingar azeite quente ou gotejar álcool, não devem ser utilizados.

Cuide bem de seus ouvidos, evite trauma no canal auditivo, infecções, ruptura do tímpano e perda de audição, não introduza nada dentro do ouvido.



Dr. Vicente Caropreso
07 Abril 2021 08:01:00

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Nestes tempos sombrios de pandemia, a sensação de medo associada à solidão do distanciamento social, provocou um aumento nos casos de depressão.

Os principais sinais da depressão são o sentimento de tristeza sem fim e a falta de interesse em fazer coisas que antes fazia com prazer. Mas existem outros sintomas: o ganho ou perda de peso não intencional; insônia ou sonolência excessiva; agitação ou apatia psicomotora; cansaço constante; sentimento de culpa excessiva; dificuldade de concentração; pensamentos recorrentes de suicídio ou morte; baixa autoestima e alteração da libido.

É importante distinguir a depressão da tristeza natural provocada por acontecimentos inerentes à vida, como a morte de ente querido, perda de emprego, desentendimentos amorosos e familiares ou problemas econômicos, casos em que as pessoas sofrem, ficam tristes, mas conseguem superar. Já na depressão, a tristeza se mantém praticamente o tempo todo, por dias seguidos.

Os quadros depressivos geralmente são revertidos com tratamentos farmacológicos e psicoterápicos associados.

A família dos portadores de depressão precisa participar, informar-se sobre a doença, suas características, sintomas e riscos, pois existem recursos fora da medicina que podem ajudar a vencer a doença.

A família pode incentivar a atividade física regular, a alimentação balanceada e sadia, os cuidados com a higiene pessoal e mostrar a importância e a necessidade de interagir com outras pessoas. Isso pode ajudar muito a reverter o quadro de depressão.

Trancar-se num quarto escuro, sem fazer nada nem falar com alguém, não ajuda a superar a crise depressiva.

A depressão também pode ser um sintoma secundário de algumas doenças sistêmicas como o hipotireoidismo. É importante estabelecer o diagnóstico clínico.

Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez.



Dr. Vicente Caropreso
31 Março 2021 08:00:00

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Hoje o assunto é a Halitose - o conhecido mau hálito - que não é uma doença, e sim um sintoma de que há algo errado no organismo.

A halitose não é percebida pelo portador do problema, mas pode provocar repulsa nas pessoas com quem ele se relaciona.

Com o uso de máscaras, por conta da pandemia, muita gente está percebendo seu próprio hálito, quando expira pela boca ou fala dentro da máscara e logo inspira pelo nariz.

Causas

A maioria dos casos de mau hálito tem origem na própria boca, principalmente na área posterior da língua, região que contém um grande número de pequenas criptas nas quais as bactérias podem alojar-se. A boca possui um ecossistema próprio, onde vivem centenas de espécies de bactérias com diferentes necessidades nutricionais. Quando essa flora digere proteínas, podem ser liberadas substâncias que têm mau cheiro, como o gás sulfídrico - com odor de ovo estragado - e o escatol, com odor de fezes, por exemplo.

Outras causas pode ser o mau estado dos dentes, inflamação nas gengivas, alimentos entre os dentes e abscessos.

Também a boca seca, seja por jejum, seja por desidratação, por estresse ou por medicamentos, provoca mau hálito; bem como respirar pela boca e falar por muito tempo.

O consumo excessivo de álcool ou infecções como amidalites e sinusites igualmente são causas frequentes de mau hálito.

Como evitar

Para evitar a halitose, escove os dentes, use fio dental e escove a parte de trás da língua pelo menos três vezes ao dia, após as refeições;

Beba muita água, mantenha a boca sempre úmida - chicletes ou balas sem açúcar ajudam a aumentar a salivação.

Evite o jejum prolongado.

Também é importante verificar com o médico para ver se os níveis de glicemia estão bons e se o estômago, rins e intestinos não têm alteração, pois isso poderá influir em seu hálito.

Se nada disso auxiliar, procure ajuda para descobrir a causa do odor desagradável na boca. O tratamento adequado pode exigir a participação de especialistas em diferentes áreas.



Dr. Vicente Caropreso
24 Março 2021 08:00:00

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Na pré-história, quando os seres humanos eram caçadores/coletores, a pessoa precisava se mexer constantemente e pensar rápido para sobreviver, pois quem ficasse parado morreria de fome ou seria devorado por um predador.

Isso aconteceu por aproximadamente 290 mil anos, até cerca de 10 mil anos atrás, quando os humanos começaram a se estabelecer em comunidades agrícolas após as descobertas da agricultura e da criação de animais.

Logo, a vida em movimento é uma mensagem evolutiva ainda presente em nossos genes e, por isso, até hoje, se você levar uma vida sedentária, seu cérebro vai deixar de funcionar cem por cento.

Exercícios ajudam na formação de novos neurônios, pela liberação de BDNF (do inglês Brain-derived neurotrophic fator - em português "Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro", uma proteína que ajuda na sobrevivência neuronal e na produção de novos neurônios), substância envolvida na produção, conservação e funcionamento das células nervosas.

Exercícios também estimulam a produção natural de dopamina, neurotransmissor que falta no cérebro de quem tem Parkinson.

Durante os exercícios os músculos produzem um hormônio chamado Irisina que tem potencial para reverter a perda de memória característica do Alzheimer, conforme estudo publicado em janeiro de 2019 na Nature Medicine, uma das revistas médicas mais importantes do mundo.

A medicina moderna vem descobrindo que a atividade física serve para prevenir e também para auxiliar no tratamento de várias doenças neurológicas como Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla, Epilepsia, Depressão e até Enxaqueca.

Por isso fazer exercícios físicos é fundamental para manter a saúde cerebral.

Caminhar ou fazer exercícios por quarenta e cinco minutos, pelo menos três vezes por semana, é a receita certa para ajudar a manter a mente afiada.

Mexa-se! Não fique parado(a)! Mantenha a saúde do corpo e da mente fazendo atividades físicas regulares.

Exercício também é um ótimo remédio para a mente.



Dr. Vicente Caropreso
16 Março 2021 17:40:00

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Desde o dia 14 estamos vivendo a Semana da Síndrome de Down, que se encerra no dia 21, Dia Internacional da Síndrome de Down.

Esta síndrome não é uma doença e sim uma ocorrência genética natural.

Por motivos ainda desconhecidos, durante a gestação, as células do embrião formam-se com 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formariam normalmente e é isso o que altera o desenvolvimento da criança. Seus efeitos variam, mas as principais características são os olhinhos puxados, o bebê ser mais molinho, e seu desenvolvimento ser mais lento.

O nascimento de qualquer criança é sempre esperado com expectativa. O bebê imaginado é sempre perfeito, por isso surge um sentimento de luto quando os pais se deparam com o bebê real, que chora, tem fome, cólicas, acorda no meio da noite, suja fraldas, etc.

Esse sentimento é maior para as famílias que recebem um bebê com Síndrome de Down que vai exigir dos pais ainda mais dedicação, por isso eles também precisam de ajuda para superar os primeiros momentos, difíceis e dolorosos.

De forma geral, essas crianças apresentam tendência à hipotonia (músculos mais macios e com menos força), além de uma flexibilidade exagerada nas articulações. Nascem, também, com fragilidades relacionadas com o coração, os ouvidos, o sistema digestivo e o sistema respiratório.

Mas hoje, existem processos de estimulação para o desenvolvimento e a inclusão dos portadores de Down em todas as esferas da sociedade e eles têm rompido muitas barreiras, estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, escrevendo livros, casando e chegando à universidade.

Isso só é possível por causa das 4 fases dos processos de estimulação: de 0 a 3; 3 a 6; 6 a 9 e dos 9 aos 12 anos, com estratégias para exercitar as habilidades, evolução dos movimentos, alternância entre estímulos, atividades entre esquerda e direita, etc.

Os resultados são surpreendentes.

Que todos os dias, em especial o dia 21, sejam muito felizes para essas criaturas tão amorosas.



Dr. Vicente Caropreso
10 Março 2021 08:00:00

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Com a pandemia, é bom estar preparado para tratar os pequenos acidentes caseiros ou de trabalho - e assim evitar os hospitais lotados.

Acidentes sérios devem receber ajuda médica rapidamente, mas se for coisa pequena os Primeiros Socorros caseiros resolvem.

Por isso, tenha sempre à mão antisséptico, álcool, água oxigenada, algodão, gaze, ataduras, esparadrapo ou micropore, Band-Aid, pinça, tesoura e bolsa de gelo e de água quente.

Veja os acidentes mais comuns e o que devemos fazer quando eles acontecem:

- Cortes e arranhões - Lave a ferida com água oxigenada, desinfete com antisséptico e proteja com um curativo. Se for ferimento por objeto sujo ou enferrujado, deve-se tomar vacina antitetânica.

- Espinhos ou farpas - tire com uma agulha ou pinça desinfetada no fogo e aplique antisséptico.

- Hemorragias no nariz - Incline a cabeça para a frente e feche o nariz com os dedos - ou tampe a narina afetada com algodão ou papel higiênico até parar o sangue. Não coloque a cabeça para trás para não aspirar sangue, isso pode causar pneumonia.

- Tornozelo torcido - Com o pé para cima, aplique a bolsa de gelo ou panos com água gelada. Depois de desinchar ponha bolsa de água quente para aliviar a dor.

- Picadas de insetos - esprema a picada para retirar o líquido ou o ferrão e esfregue álcool ou aguardente no local. Se inchar, coloque compressas de três colheres de sopa de vinagre para um litro de água.

- Bicho-de-pé - Para tirar, use uma agulha desinfetada no fogo e aplique antisséptico.

- Carrapato - Aplique manteiga ou uma gota de iodo que ele se solta sozinho e desinfete.

- Queimaduras pequenas - Resfrie a pele com gelo ou água fria. Não aplique qualquer pomada ou creme; se aparecerem bolhas, não fure!

Alguns acidentes devem sempre ter acompanhamento médico - Intoxicações e envenenamentos, mordidas de animais, picada de escorpião ou cobra (se puder, leve o animal junto), queimaduras muito graves e queimaduras causadas por eletricidade.



Dr. Vicente Caropreso
03 Março 2021 08:00:00

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Como já disse em artigo anterior, a crise da pandemia concentrou nossas atenções na COVID, mas nem por isso devemos esquecer da dengue, que segue fazendo vítimas.

No ano passado foram cerca de um milhão de casos de dengue no Brasil, portanto, devemos ficar alerta. A vigilância sanitária detectou muitos focos de Aedes Aegypti em várias regiões de nosso estado e nestes meses quentes do ano a ameaça da dengue volta a ser uma realidade perigosa.

A Dengue é a uma doença que pode ser fatal, principalmente quando se trata da dengue hemorrágica, e na atual situação de crise sanitária, com hospitais abarrotados e UTIs lotadas pela COVID torna-se um risco ainda maior.

Mais do que nunca, devemos nos preocupar em evitar a propagação desta doença, nos protegendo da picada do Aedes Aegypti, seja com o uso de repelente na pele, repelente elétrico em casa e, principalmente, tratando de eliminar os locais de reprodução dos mosquitos nas residências e nos terrenos baldios.

Todos os repelentes elétricos funcionam bem contra o Aedes Aegypti, e o correto é deixá-los ligados durante o dia, quando estiver em casa, pois o Aedes só pica durante o dia e ele entra nas casas e se esconde debaixo dos móveis.

Existem apenas 3 tipos de repelentes de pele que funcionam bem contra o Aedes Aegypti:

O repelente à base de IR3535 pode ser usado por gestantes e crianças acima de 6 meses, mas seu efeito é curto. Deve ser reaplicado a cada 2 horas. Existe nas marcas Jonhson´s, Turma da Mônica e Merck, entre outras.

O repelente à base de DEET é seguro para gestantes, mas não recomendado para crianças com menos de 2 anos. Existe nas marcas Autan, OFF, Repelex e seu efeito dura até 6 horas. O infantil dura só duas horas.

E por último o repelente a base de Icaridin pode ser usado por gestantes e crianças a partir de 2 anos. Sua proteção dura até 10 horas, e existe na marca Exposis.

Consulte o médico para saber o tipo mais indicado para você.

Evitar a Dengue neste momento é crucial para salvar vidas.



Dr. Vicente Caropreso
24 Fevereiro 2021 08:32:00

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Neste fevereiro completamos doze meses de convivência com a pandemia provocada pelo novo Coronavírus, causadora de mudanças profundas nas vidas dos povos de todo o planeta.

Em nosso país, a pandemia segue sendo devastadora, ceifando quase um quarto de milhão de vidas.

A Teoria da Evolução das Espécies de Darwin provou que toda a mutação que ocorre nos seres vivos de qualquer espécie só prospera quando eles se tornam mais capazes de sobreviver e de multiplicarem-se. Quando uma mutação dificulta a sobrevivência da espécie, ela se extingue com o fim dos indivíduos mal adaptados.

Por isso, quando sabemos que o novo Coronavírus apresenta mutações, isso significa que ele se tornou ainda mais capaz de sobreviver, ou seja, adquiriu mais capacidade de infectar seus hospedeiros e multiplicar-se, já que essa é sua única forma de sobrevivência.

A mutação surgida na Amazônia confirma a Teoria de Darwin, revelando-se mais contagiosa e perigosa que o vírus que lhe deu origem.

A boa notícia é que as vacinas parecem ter efeito sobre ela como tem sobre o vírus original.

Mas devemos redobrar os cuidados, pois esta nova cepa de vírus está se espalhando pelo território nacional.

A vacinação em massa ainda está longe de ser uma realidade para todos e tudo indica que ainda teremos mais um ano pela frente em que os cuidados de prevenção serão nossa única garantia real de evitar a doença, ou seja, as medidas sanitárias deverão seguir sendo tomadas pela população.

A única garantia que temos de evitar a contaminação ainda é o distanciamento social, o uso de máscaras e a higienização constante das mãos.

Mesmo os vacinados devem seguir as regras de prevenção por até 30 dias após a segunda dose.

Há vários casos registrados de reinfecção, só estaremos realmente seguros quando a vacinação atingir pelo menos 75% da população e atingirmos a imunidade coletiva.

Não esqueça, neste momento devemos ser solidários uns com os outros.

Cuidar bem de si é cuidar de todos.



Dr. Vicente Caropreso
17 Fevereiro 2021 08:00:00

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Quando comemos, os alimentos passam por um tubo que desce pelo tórax e vai da garganta ao estômago, chamado esôfago.

Entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para a passagem dos alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico suba e atinja a mucosa do esôfago causando irritação, pois o suco gástrico é uma substância bastante corrosiva, rica em ácido clorídrico.

Existem alguns motivos que podem causar o mau funcionamento dessa válvula, causando a doença chamada refluxo gastroesofágico - o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago.

Os sintomas mais comuns do refluxo são:

- Azia ou queimação na boca do estômago, que pode atingir até a garganta;
- Dor torácica intensa;
- Tosse seca; e
- Doenças pulmonares repetidas, como pneumonias, bronquites e asma.

O refluxo gastroesofágico tem cura, com tratamento clínico ou cirúrgico, mas ele pode ser prevenido combatendo-se a obesidade, evitando refeições volumosas antes de deitar e fugindo do consumo de alimentos como café, chá preto, chá mate, chocolate, molho de tomate, comidas ácidas, bebidas alcoólicas e gasosas.

Algumas crianças pequenas podem apresentar episódios de refluxo, mas na maioria dos casos, o problema desaparece espontaneamente.

Para prevenir refluxo nas crianças, não ponha o bebê na cama assim que acabar de mamar. Mantenha-o em pé no colo até que arrote e elimine o ar que deglutiu durante a amamentação.

Perca peso, fique longe do cigarro, evite excessos de álcool e café, não use roupas apertadas na região do abdome, não se deite após as refeições. Faça refeições mais leves, distribua os alimentos em pequenas quantidades por várias refeições e coma sem pressa, mastigando bem os alimentos.

Previna o refluxo e não se automedique se tiver episódios repetidos de azia ou queimação. Procure assistência médica para diagnóstico e tratamento adequados.

Cultive bons hábitos alimentares, cuide-se bem e viva com saúde.



Dr. Vicente Caropreso
10 Fevereiro 2021 14:08:00

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Todos as pessoas podem ter lapsos de memória, mas é normal que essas falhas sejam mais comuns a partir dos 60 anos.

Esses esquecimentos normalmente não são sintomas de doença neurológica grave, mas se eles começarem a se repetir muito, se deve consultar o neurologista.

Para melhorar o desempenho da sua memória, siga essas dicas:

- Faça palavras cruzadas - elas ajudam a memória e enriquecem o vocabulário.
- Programe suas tarefas para as situações da sua rotina - Por exemplo: se você tem de tomar um remédio na hora da novela, deixe os remédios na frente da televisão e não no quarto ou no banheiro. Isso ajudará a lembrar.
- Durante o dia, pare o que estiver fazendo e se pergunte: "O que eu estava fazendo antes disso que estou fazendo agora? ".
- Manter um diário, ou agenda de todas as atividades realizadas também é um bom exercício. Antes de dormir, relembre tudo que você fez, com o maior número de detalhes possíveis.

Se quando você lê, precisa recomeçar a leitura muitas vezes, pois percebe que não está compreendendo, siga estas dicas:

- Mantenha a concentração - veja se não há interferências prejudicando sua leitura.
- Escolha um ambiente tranquilo, sem televisão, sem telefone tocando e sem pessoas falando ao redor. Mantenha a postura correta na cadeira, para que o incômodo provocado pela má postura não atrapalhe a compreensão do texto.
- Destaque a informação mais importante - use uma folha de papel em branco para cobrir as linhas que você ainda não está lendo, visualize e leia uma linha por vez.
- Sinalize frases importantes de cada parágrafo - com uma caneta marca-texto sinalize palavras e frases importantes e depois releia as partes grifadas para absorver melhor a informação.

Pratique estas estratégias por algumas semanas.

Se achar que não ajudou, consulte um neurologista, para ter recomendações de dietas, exercícios físicos específicos, dicas para melhorar o sono e para avaliar se os medicamentos que você toma podem estar afetando sua memória.



Dr. Vicente Caropreso
03 Fevereiro 2021 08:00:00

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As férias acabaram e a volta às aulas já iniciou em grande parte das cidades catarinenses.

Nesses tempos difíceis, a rotina escolar sofreu e seguirá sofrendo mudanças e adaptações às exigências sanitárias necessárias para o enfrentamento da COVID.

Cada município deverá definir suas regras conforme a classificação de risco e este ano novas normas irão regulamentar as aulas presenciais, como distanciamento, rodízio e alternância dos alunos. Fique atento ao que for determinado pela escola de seus filhos.

Mas algumas coisas não mudam como a compra de material escolar (que este ano deverá incluir máscaras) e aí vão algumas dicas para ajudar a economizar:

- Verifique o que sobrou do ano anterior, reaproveite ou recicle tudo.
- Faça uma lista do que faltar e pesquise os preços em lugares diferentes, eles variam muito de loja para loja.
- Não compre por impulso nem faça todas as compras na mesma loja, para evitar que, entre produtos com um preço razoável, você compre outros com o preço bem mais alto.

Uma das tarefas mais difíceis é preparar as crianças para que voltem às aulas em clima de alegria e com boa disposição para estudar, para que o material escolar que você comprou seja bem aproveitado.

Nas férias somos mais liberais com os horários das crianças, mas as aulas vêm aí e devemos, aos poucos, entrar no seu ritmo para que essa volta aconteça da melhor maneira possível.

Para que a volta às aulas aconteça sem stress, é preciso adaptar o ritmo familiar, os horários de dormir, de acordar e das refeições.

Pelo menos uma semana antes do começo das aulas comece a despertá-los no horário de ir para a escola e ofereça as refeições também nas horas que eles comeriam se já estivessem em aula. Quando chegar a hora de voltar para a escola eles nem vão sentir a diferença, vão estar bem dispostos a encarar as aulas com facilidade e alegria e o rendimento escolar deles vai se beneficiar com isso.

Siga as regras sanitárias. Cuide da prevenção.

Um bom ano letivo a todos.



Dr. Vicente Caropreso
27 Janeiro 2021 08:37:00

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Como todos sabem, a saúde começa pela boca, onde se inicia o processo de alimentação. Uma boa alimentação é sinônimo de saúde.  

Devemos investir em uma alimentação balanceada, com quantidades certas de proteínas, carboidratos e fibras. A boa alimentação deve ser feita com alimentos sadios, alimentos contaminados por mau armazenamento ou malconservados fazem mal à saúde.

Para evitar problemas, devemos ter alguns cuidados especiais: fique atento para as condições de limpeza do local onde você faz suas compras, ele deve ser livre de insetos e os alimentos devem estar protegidos do calor, da umidade e longe dos produtos de limpeza - que podem contaminá-los.

Adquira sempre produtos de boa qualidade, leia os rótulos para ver se não estão fora do prazo de validade, só compre alimentos que tenham procedência conhecida e que estejam com a embalagem em perfeito estado.

Pegue por último os produtos resfriados ou congelados, que devem ser levados rapidamente para casa e colocados imediatamente na geladeira ou no freezer. Descongele os produtos congelados na geladeira, para eles não perderem suas qualidades nutritivas.

Evite o contato entre alimentos crus e cozidos, tanto na hora de guardar quanto na de preparar a comida, pois o alimento cru pode contaminar o que já está cozido. Sempre lave bem as mãos quando for mexer com comida.

Os alimentos devem ser servidos logo após o seu preparo. Alimentos cozidos que não forem imediatamente consumidos devem ser armazenados em temperatura abaixo de 10o c, e quando for requentá-los, utilize temperaturas acima de 70oC por pelo menos dois minutos antes de servir.

Não deixe restos de comida nos potes de armazenamento nem nos utensílios de preparação dos alimentos, lave-os bem após o uso.

ATENÇÃO! Sempre lave as compras com água e sabão antes de guardá-las na geladeira ou no armário, assim você evita também o risco de contágio pelo coronavírus.

Ter uma alimentação sadia é uma das formas de prevenção e de manter-se saudável!



Dr. Vicente Caropreso
20 Janeiro 2021 09:24:00

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A crise sanitária da pandemia concentrou o assunto na prevenção da COVID, mas a dengue, nossa velha conhecida, segue fazendo vítimas. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 928 mil casos de dengue, 68 mil casos de chikungunya e 6 mil casos de zika, até setembro de 2020 - últimos dados fornecidos.  

Como sabemos, todas estas doenças são transmitidas pelo Aedes Aegypti.

Foram menos casos em 2020 se compararmos com o ano de 2019, isso pode ser explicado em parte porque as pessoas ficaram mais em casa, expondo-se menos aos mosquitos.

Embora a nossa atenção esteja canalizada para a prevenção da COVID, não podemos esquecer de tomar os cuidados básicos de controle do mosquito da dengue, eliminando todos os locais com água parada em nossas casas onde ele possa se reproduzir, e tomando cuidado para não ser picado pelo Aedes.

Os sintomas da dengue são: febre, dores musculares, dor nos olhos, dor de cabeça e falta de apetite. A dengue pode agravar outras doenças, principalmente em pessoas com diabetes, hipertensão e idosos em geral, causando uma descompensação da doença pré-existente.

Então, amigas e amigos, prestem atenção nestas dicas para não serem picados:

1) O Aedes Aegypti voa a meio metro de altura; pica mais nos pés, tornozelos e pernas. Em locais abertos, use calças compridas e meias;
2) Seus horários preferidos são o começo da manhã e final da tarde dos dias mais quentes;
3) Sua picada, geralmente, não dói nem coça;
4) Ele não ataca durante a noite, só durante o dia;
5) Dentro de casa, ele se esconde debaixo de sofás e de móveis;
6) A maioria dos repelentes elétricos funciona contra ele, deixe o aparelho ligado durante o dia e proteja-se quando estiver em casa;
7) Use repelente na pele exposta quando sair de casa;
8) E não se esqueça de eliminar as águas paradas onde ele possa se reproduzir. 

A máscara, o distanciamento e a higiene das mãos previnem a COVID enquanto a vacina não vem para todos. Evitar a picada previne a dengue.  

Cuide-se neste verão perigoso.



Dr. Vicente Caropreso
13 Janeiro 2021 13:34:00

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O planeta Terra é envolvido por várias camadas de ar. 
O estrato mais alto da atmosfera é a camada de ozônio. Ela funciona como um filtro, diminuindo a força dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol que banham nosso planeta.

Nossa civilização industrial emite muitos gases que vão parar na atmosfera e que abriram buracos na camada de ozônio, permitindo assim a passagem dos raios ultravioleta em mais quantidade. A alta exposição a esses raios, de acordo com cientistas, vem causando um aumento no número de casos de câncer de pele.
Por esse motivo, a exposição ao sol, hoje em dia, só é considerada segura com o uso de protetor solar.

Os filtros solares têm um fator de proteção representado por números: quinze, trinta, sessenta, etc. quanto mais alto, maior a proteção. Quanto mais clara a pele, mais alto deve ser o fator; mas o correto é consultar o dermatologista, ele é o profissional certo para indicar qual o melhor produto para cada tipo de pele.

Não basta apenas se besuntar de protetor e achar que está protegido, preste atenção nestas dicas para usar corretamente o filtro solar:

- Não aplique o filtro enquanto estiver ao sol. Para obter a maior proteção, passe o produto enquanto estiver à sombra e espere quinze minutos antes de ir ao sol;
- Se for banhar-se, reaplique o filtro solar depois de sair da água, faça o mesmo se ficar ao sol por mais de duas horas;
- Use filtro solar também no dia a dia e não só na piscina ou na praia;
- Não use protetor solar vencido: fique atento ao prazo de validade do produto;
- Se for praticar esporte, use um filtro específico para atividades esportivas, com ingredientes como dióxido de titânio e óxido de zinco em sua formulação, para não perder a proteção quando suar.

Cuide-se! Evite as queimaduras de sol e o câncer de pele, use protetor solar junto com seu bom senso: não se exponha ao sol nas horas em que os raios solares são mais fortes, entre as 10:00h e as 16:00h e passe o verão numa boa.



Dr. Vicente Caropreso
06 Janeiro 2021 14:20:00

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Mesmo com a pandemia, uma das melhores coisas da vida é um refrescante banho de mar, de rio, lagoa ou piscina no verão. 

Este ano, por conta da COVID, deve-se evitar praias com aglomeração de gente e nunca se descuidar com a água para evitar afogamentos, que quase sempre são causados por imprudência ou descuido.

Para banhar-se com segurança, no mar ou na água doce, leia com atenção as dicas abaixo:

? Crianças só devem entrar na água com adultos; e não devem ser deixadas sozinhas com boias ou flutuadores, pois elas podem ser levadas pela correnteza. 
? Nunca deixe crianças sozinhas na água! Mesmo uma piscininha ou banheira com 15 cm de água pode ser fatal, mantenha atenção constante. 
? Se não souber nadar muito bem, não ultrapasse a altura da sua cintura.
? Não tome bebidas alcoólicas antes de mergulhar e não nade sozinho.
? Verifique se não há pedras, galhos, buracos ou se não é raso demais antes de mergulhar - nos rios, mesmo os locais conhecidos mudam com as chuvas e você pode ser surpreendido com buraco ou um galho onde antes não havia.
? No mar, evite áreas com placas de perigo, não se banhe em costões, eles têm pedras escorregadias, são batidos pelas ondas e expostos à maré alta.
? Evite locais com correnteza e obstáculos; evite desembocaduras de rios, pois elas geralmente podem possuir pontos com redemoinhos que podem ser fatais. 

No caso de presenciar alguém se afogando, os bombeiros orientam que se tente alcançar para essa vítima alguma coisa que boie, uma garrafa pet, uma bola, um isopor, para tentar fazer com que ela consiga ficar na superfície e se deslocar para a margem, alertam ainda que não se tente fazer o salvamento, porque se você não tem o treinamento pode se tornar uma segunda vítima.
Neste verão o maior perigo é a COVID. Não vá a festas, não se reúna em grupos sem distanciamento e máscara. Higienize suas mãos. Siga as regras de prevenção!
Cuide bem de você e de sua família e desfrute as coisas boas do verão. 



Dr. Vicente Caropreso
30 Dezembro 2020 08:00:00

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Amigas e amigos, que ano, este que se encerra!
É com alívio e a expectativa de dias melhores que chegamos ao final de 2020, um dos piores anos de que se tem notícia.
Foi como se as sete pragas da Bíblia se abatessem sobre o planeta e, principalmente, sobre o já tão sofrido povo de nosso país. 

Vendavais, tornados, enchentes, e fogo - muito fogo! Nunca o país foi tão assolado por incêndios como neste ano, como se as portas do inferno se abrissem espalhando suas chamas pelo país: na Floresta Amazônica, no Pantanal, no Cerrado e na Serra do Mar. Fogo torrando a vegetação, matando milhões de animais selvagens e mutilando outro tanto, destruindo os biomas da natureza e criando nuvens de fuligem e fumaça que se espalharam pelo país, poluindo e causando problemas de saúde. Fogo também em hospitais e em subestações de energia como a que deixou o estado do Amapá às escuras por semanas, causando tantos prejuízos e sofrimento.

Escapamos por muito pouco de uma invasão de gafanhotos - essa sim, uma legítima praga bíblica -, mas fomos duramente atingidos pela pandemia que já ceifou tantas vidas, causou muita dor e ainda segue fazendo vítimas, em uma nova espiral crescente de contaminação.
Que 2021 chegue trazendo os ares limpos da esperança e a vacina que finalmente possa parar a guerra contra a Covid-19 com uma vitória a nosso favor.  

Que comecemos o Ano Novo com esperança, mas com a consciência de que depende de nós o sucesso de tudo o que empreendermos, inclusive a luta de vida e morte contra o vírus que fez o mundo parar.
Que acreditemos na Ciência e em sua infinita capacidade de se recriar e reinventar o entendimento sobre a Natureza sempre se baseando na lógica e na experimentação metodológica. 

Que as pessoas abandonem o negacionismo e confiem nas vacinas - não só as vacinas contra a Covid-19 - todas as vacinas, pois elas já comprovaram a sua eficácia erradicando as pestes que custaram milhões de vidas no passado.
Que Deus abençoe os homens e mulheres de boa vontade em 2021. 

Feliz Ano Novo!






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