Dr. Vicente Caropreso
23 Julho 2021 08:00:00

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A artrite reumatoide é uma doença sistêmica crônica, que não tem cura, mas pode ser controlada. É uma doença autoimune, ou seja, um tipo de doença onde o sistema imunológico, que é responsável por proteger o nosso organismo de vírus e bactérias, acaba atacando os tecidos do próprio corpo, neste caso, principalmente os tecidos das articulações, mas pode atacar também outros órgãos.

Os principais sintomas da artrite reumatoide são a inflamação - com dor, inchaço e vermelhidão - das articulações das mãos e dos pés; se não for tratada, essa inflamação pode deformar as articulações e dificultar as atividades do dia a dia.

Se não for tratada adequadamente, a inflamação persistente das articulações pode levar ao comprometimento das juntas, provocando deformidades e limitações nas atividades do dia a dia.

Apesar dos avanços nas pesquisas, a causa da artrite reumatoide ainda é desconhecida. Porém, a maioria dos cientistas concorda que a combinação de fatores genéticos e ambientais é a principal responsável.

Foram identificados marcadores genéticos que multiplicam por dez as probabilidades de a doença se manifestar. Entretanto, há quem possua esses genes e não desenvolva a AR, assim como nem todas as pessoas com a doença têm esses genes.

No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas sofrem dessa doença, mulheres na grande maioria.

Infecções por vírus ou bactérias e trauma físico ou emocional podem causar a doença em quem tem predisposição genética, bem como os hormônios femininos, uma vez que a incidência é maior nas mulheres.

O fumo, além de causar a doença, também reduz a eficácia do tratamento.

No inverno, as pessoas com artrite reumatoide devem evitar o frio e usar luvas e meias de lã. Devem se manter aquecidas para evitar a dor e a piora da rigidez matinal, mantendo atividade física regular. Se a dor impedir a realização dos exercícios deve conversar com seu médico, para escolher o exercício adequado e ajustar a medicação.

Cuide-se bem para passar o inverno sem dores.



Dr. Vicente Caropreso
16 Julho 2021 08:00:00

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O câncer é a segunda doença que mais mata no Brasil.

São mais de duzentas mil vítimas por ano - e este número deve crescer.

Conheça algumas das situações associadas a um maior risco de câncer em longo prazo, e siga as dicas de como evitar a doença.

OBESIDADE - o excesso de gordura corporal provoca alterações hormonais e um estado inflamatório crônico no organismo que estimula a proliferação celular, o que contribui para a formação de diversos tipos de câncer.

Evite alimentar-se em excesso e faça exercícios físicos.

EXCESSO DE SAL - a ingestão de até cinco gramas de sal ao dia é boa para a saúde, mas em excesso, o sal incentiva o surgimento de úlceras que podem evoluir para câncer de estômago. Lembre-se que o sal também é usado em grande quantidade como conservante nos alimentos industrializados.

EXCESSO DE AÇÚCAR - Seu consumo exagerado aumenta o nível de insulina - hormônio que promove o crescimento - e câncer nada mais é do que o crescimento descontrolado de células. Em longo prazo, pode favorecer o aumento de células tumorais.

Reduza o sal, o açúcar branco e farinhas refinadas

TABACO - O fumo é responsável por 90% de todos os casos de câncer de pulmão, um dos que mais mata e por diversos outros tipos de câncer como os de boca, esôfago e pâncreas.

Deixe de fumar!

ABUSO DE ÁLCOOL - O álcool, além de ter efeito cancerígeno funciona como solvente, facilitando a entrada de outras substâncias que podem causar a doença.

Diversos tipos de tumores estão relacionados ao abuso de álcool, como o de mama, boca, esôfago, estômago, fígado e intestino.

Um bom limite é duas latas de cerveja ou cálices de vinho por dia para homens e uma para mulheres, no máximo cinco vezes por semana.

CARNES PROCESSADAS - Os embutidos e defumados passam por muitos processos e recebem inúmeras substâncias químicas para realçar seu sabor ou para conservação.

Consuma com moderação os produtos de carne processada.

Siga as dicas e garanta uma vida com menor risco de câncer.



Por: Dr. Vicente Caropreso
09 Julho 2021 08:00:00

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O nosso organismo produz um hidratante natural que protege a pele de várias doenças. Ele é chamado manto hidrolipídico e consiste em uma camada de substâncias gordurosas que recobre a pele de todo o nosso corpo.

Durante o inverno o ar fica mais seco, o frio diminui a transpiração do corpo e tomamos banhos mais quentes que removem a oleosidade da pele. Tudo isso faz com que a epiderme do rosto e do corpo resseque e fique esbranquiçada, o que indica a desnaturação das proteínas.

Com o ressecamento, a pele pode sofrer com algumas doenças. As mais comuns são as dermatites, como as dermatites seborreicas (entre elas a caspa), a dermatite atópica, a psoríase e também a ictiose.

Como manter a pele saudável no inverno

- Beba por dia no mínimo 2 litros de água, chás ou sucos de frutas, para manter a hidratação da pele e de todo o organismo. Um corpo bem hidratado apresenta uma pele macia e elástica.

- Evite banhos quentes e muito demorados; não se ensaboe demais nem se esfregue com esponjas, para não remover a proteção natural da pele.

- Use hidratante logo após o banho - ainda no banheiro - com aquele vaporzinho pós-banho, pois ajuda na penetração do creme.

- Se sua pele for oleosa e com acne, use hidratante sem óleo no rosto e tórax que são geralmente as áreas de maior oleosidade.

- Os lábios também costumam ressecar no inverno. Use hidratantes labiais para evitar rachaduras.

- Pratique uma alimentação saudável, rica em vitaminas e antioxidantes.

- Coma legumes, hortaliças e frutas, que são fontes de vitaminas e minerais que previnem o envelhecimento da pele: frutas cítricas ricas em vitamina C e os vegetais, como o brócolis, o repolho e a cenoura, são exemplos de alimentos adequados para a estação.

- A soja tem isoflavonas, que evitam o ressecamento e melhoram a elasticidade da pele. Também castanhas, nozes e amêndoas, ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, ajudam a manter a pele saudável e bonita.

Se seguir essas dicas e ainda assim sua pele estiver muito ressecada, consulte o dermatologista. 


Dr. Vicente Caropreso
02 Julho 2021 08:00:00
Autor: Por: Dr. Vicente Caropreso

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Durante o inverno precisamos manter um olho na balança, porque a estação fria - com aquelas comidas quentes, deliciosas e bem calóricas - nos provoca a desafiar a dieta e pode nos engordar um bocado.

Essa gula não deixa de ser natural, porque os dias mais frios exigem um consumo maior de calorias para compensar a perda de calor do corpo para o meio ambiente, por isso é tão bom comer aquela feijoada, macarronada, mocotozada, aquela vaca atolada e tantas outras coisas boas típicas de inverno.

Além de comermos mais comidas pesadas, a tendência, nos meses frios do ano é também engordar, já que a vontade de fazer exercícios diminui por causa das temperaturas baixas. O meio ambiente gelado nos tira a vontade de sairmos para o ar livre para caminhar ou se exercitar.

Logo, a relação entre frio e aumento de peso é muito comum, é natural observarmos pessoas reclamando que sentem mais fome e que não encontram motivação para se exercitar, quando chegam os dias frios.

Outro fator que contribui para isso é o fato de que no inverno usamos roupas mais pesadas que escondem o corpo, o que faz com que muitos deixem de lado as boas práticas de vida, sem se importarem com a saúde, já que os danos à estética são menos visíveis com o corpo coberto por roupas volumosas.

O resultado nós já sabemos qual é: os números da balança vão lá para cima! Eles sobem e a gente sabe que depois é difícil fazer eles baixarem de novo, não é verdade?

Vamos então seguir o velho ditado que diz: tudo que é demais faz mal.

Coma o que quiser, mas não o quanto quiser. Desde que não seja proibido pelo seu médico, dá para comer de tudo, mas com moderação, para não se arrepender depois.

Não se prive das delícias do inverno, mas cuide para manter uma dieta equilibrada, sem abusos, e pratique atividade física.

Use roupa adequada para evitar os resfriados e suas consequências nefastas; e hidrate-se bem para combater o ressecamento de pele e das mucosas que o frio pode causar.



Dr. Vicente Caropreso
25 Junho 2021 08:00:00

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Quem não teve dor de cabeça uma vez na vida?

Dor de cabeça ou cefaleia é uma das queixas mais frequentes no dia a dia da medicina e é um problema mundial.

As cefaleias podem ser de dois tipos: as primárias e as secundárias.

As cefaleias primárias podem ser de 3 tipos: enxaqueca, cefaleia de tensão e a cefaleia em salvas.

- Enxaquecas: são divididas em simples ou com aura (com alteração visual antes da crise de dor de cabeça). Sua característica principal é a dor latejante, geralmente de um só lado da cabeça. Pode ser ocasional ou frequente e até tornar-se crônica e diária.

- Cefaleia de tensão: é a dor de cabeça mais comum. Depende do estado de tensão da pessoa com consequente contração muscular excessiva. Atinge mais a parte posterior da cabeça e pescoço/ombros, e que vai aumentando durante o dia. Piora com o nervosismo e alivia com atividades relaxantes. Para o tratamento deste tipo de cefaleia, o médico deve controlar o nível de stress da pessoa e usar relaxantes musculares.

- Cefaleia em salva: é a pior forma das cefaleias primárias pela intensidade e duração das crises de dor, geralmente acompanhadas de vermelhidão num dos olhos que pode ficar inchado. Esse tipo de cefaleia pode ocorrer em episódios isolados ou na pior das formas, a crônica, na qual os ataques tornam-se semanais ou diários.

As cefaleias secundárias, são provocadas por doenças demonstráveis por exames clínicos ou laboratoriais, e normalmente advém de lesões estruturais no cérebro. Elas dependem da causa, por exemplo um tumor, uma sinusite, ou ter acontecido um traumatismo craniano, entre outras tantas causas.

O uso excessivo de medicamentos analgésicos frequentemente leva a casos crônicos de cefaleia, que são extremamente difíceis de tratar.

Por isso, se a pessoa tiver mais de uma crise de cefaleia por mês é bom procurar o seu médico, para evitar a automedicação e os efeitos colaterais nocivos pelo uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios.



Dr. Vicente Caropreso
18 Junho 2021 08:00:00

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21 de junho é o Dia Nacional e Mundial de Controle da Asma.

Asma é uma doença pulmonar inflamatória crônica, com episódios repetidos de falta de ar, tosse crônica, chiado e aperto no peito. Os sintomas podem piorar à noite ou quando a pessoa faz atividades físicas ou quando sofre alteração emocional.

É uma das doenças crônicas mais comuns e é uma comorbidade em relação à Covid-19.

A asma afeta crianças e adultos, e é um problema mundial de saúde. No Brasil são aproximadamente 20 milhões de asmáticos.

A sua gravidade varia de pessoa para pessoa, podendo ser leve, moderada ou grave.

A causa exata da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que é causada por um conjunto de fatores, genéticos e ambientais. A asma pode ser causada por fatores genéticos - quando há histórico familiar de asma ou rinite - ou por fatores ambientais - como o contato com o pó doméstico, ácaros, fungos, pólen, pelos de animais, fumaça e exposição ao frio. Também o uso de alguns medicamentos, como aspirina, anti-inflamatório não hormonal, e betabloqueadores podem ocasionar crises de asma.

Existem dois tipos de tratamento farmacológico: um com medicação controladora - para reduzir a inflamação dos brônquios diminuindo o risco de crises de asma e evitar a perda da capacidade respiratória futuramente; e outro com medicação de alívio - para diminuir os sintomas nas crises. O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.

Medidas simples são fundamentais para diminuir o contato com os ácaros e com o pó doméstico:

? Manter o quarto e os ambientes de convivências limpo, arejados e ensolarados;
? Limpar diariamente com aspirador e pano úmido, sem produtos com cheiro forte;
? Não varrer, pois a poeira fina fica no ar;
? Eliminar tapetes, cortinas, almofadas, estantes com livros, tudo que acumule pó;
? Encapar colchões e travesseiros com tecido específico contra o ácaro;
? Evitar animais dentro de casa.



Dr. Vicente Caropreso
11 Junho 2021 08:00:00

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A data de 14 de junho marca o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Neste ano de pandemia, vimos os estoques dos bancos de sangue caírem quase a zero por falta de doadores.

É compreensível que as pessoas com medo de se contaminarem, tenham ficado mais em casa e deixado de comparecer aos hemocentros para doarem, mas não é mais preciso ter medo, os hemocentros estão com todas as instalações adequadas, com as melhores condições sanitárias para receber os doadores sem risco de contaminação.

A doação de sangue salva vidas.

O sangue é essencial para tratamentos e cirurgias de urgência e emergência e pode ajudar pacientes que sofrem risco de vida, além de apoiar procedimentos médicos e cirúrgicos complexos. O sangue também é vital para o tratamento de feridos durante emergências de todos os tipos e tem um papel essencial nos cuidados maternos e neonatais.

O sangue é insubstituível e não pode ser produzido artificialmente, somente o sangue humano doado, coletado e armazenado nos hemocentros pode ser usado quando se faz necessária uma transfusão para salvar um paciente.

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes como hemácias, plaquetas e plasma e, assim, apenas uma unidade coletada pode beneficiar vários pacientes.

A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador, pois a recuperação ocorre imediatamente após a doação. Uma pessoa adulta tem, em média, cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450 ml. É pouco para quem doa e muito para quem precisa!

Doar sangue não engorda nem emagrece, não faz mal à saúde, não afina nem engrossa o sangue, isso é tudo bobagem que se ouve por aí.

Homens e mulheres com boas condições de saúde, peso superior a 50 quilos e com idade entre 16 e 67 anos podem ser doadores, mas existem algumas restrições; para conhecê-las, consulte o hemocentro.

Doe! Seja um irmão de sangue! Doar sangue é doar vida!

Procure o hemocentro mais próximo de sua residência e seja um doador.



Dr. Vicente Caropreso
04 Junho 2021 08:00:00

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A data de 3 de junho marca o Dia Mundial de Combate à Obesidade Mórbida Infantil.

A obesidade é considerada uma epidemia no mundo todo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a projeção é que até 2025 existam cerca de 1 bilhão de pessoas acima do peso ou obesas em todo o mundo.

O alarme soa quando consideramos a obesidade infantil: hoje, 44 milhões de crianças convivem com a obesidade em todo o mundo. Em quatro anos, esse número deve subir para 75 milhões, de acordo com a OMS.

No Brasil, temos aproximadamente quarenta milhões de crianças de zero a doze anos de idade. Trinta e três por cento delas - uma em cada três - estão obesas ou acima do peso ideal, ou seja, cerca de treze milhões de crianças ou correm o risco de adoecer ou já sofrem com doenças causadas pela obesidade.

Hipertensão, colesterol alto, problemas cardiovasculares e diabetes, entre outras, são as doenças mais associadas à obesidade infantil. O risco de fraturas e outros problemas ósseos na idade escolar também é muito maior, devido ao excesso de peso.

As causas comprovadas da obesidade infantil são: alimentação não balanceada, pouca atividade física e uso em excesso de equipamentos eletrônicos, como TV, celulares, jogos eletrônicos, computadores e tablets.

Antes de mais nada, a criança precisa consultar o médico e fazer exames para verificar se não há alterações hormonais.

Para combater a obesidade, deve-se impor uma alimentação saudável, livre de alimentos industrializados, como doces, biscoitos e salgadinhos - não só para a criança, toda a família deve participar, comer comida de verdade e dar o exemplo.

Deve-se também manter uma rotina diária de atividades físicas. A criança deve estar muito mais tempo brincando do que sentada. Pular corda, correr, rodar bambolê, jogar bola, joga peteca, dançar e nadar são ótimas atividades físicas.

A criança com obesidade infantil não tratada e revertida ainda na infância e adolescência, pode se tornar um adulto não saudável.



Dr. Vicente Caropreso
26 Maio 2021 08:00:00

Dia 31 de maio é o Dia Mundial de Combate ao Fumo

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Como todos sabem, fumar causa muitas doenças: câncer no pulmão, na boca, na garganta, na laringe e no estômago. Também leucemia, angina e infarto do miocárdio, enfisema nos pulmões, impotência sexual, bronquite, trombose vascular, catarata, aneurisma arterial, rinite alérgica, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e redução da capacidade de aprendizado e memorização - principalmente em crianças e adolescentes, fumantes passivos, vítimas dos fumantes adultos.

Na lista de mortes evitáveis da Organização Mundial da Saúde, em primeiro lugar estão as mortes causadas pelo cigarro; em segundo as causadas pelo álcool; e em terceiro lugar estão as mortes causadas pelo cigarro em pessoas que não fumam. O ar poluído pelo cigarro tem três vezes mais nicotina, monóxido de carbono e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante ativo traga.

Fumantes são os que mais morrem por escolha própria, mas também causam o maior número de vítimas, principalmente entre as crianças. Fumar perto de crianças é ruim, física e psicologicamente - a criança vai achar que fumar é bom e vai querer fumar para imitar os adultos.

Se você fuma, pare de fumar. Combater o vício exige força de vontade e persistência. Existem métodos de auxílio, veja umas dicas que podem ajudar:

Chiclete e adesivos de nicotina - São produtos feitos para liberar nicotina em pouca quantidade, apenas com o objetivo de controlar o vício.

Exercícios físicos - Quem se exercita tem mais chances de abandonar o vício do que os sedentários.

Bupropiona - Remédio usado uma semana antes da abstinência, com acompanhamento médico.

Parada imediata - Você simplesmente para. Os efeitos colaterais podem ser o ganho de peso e a ansiedade.

Parada gradual - Diminua gradualmente o número de cigarros por dia ou retarde a hora do primeiro cigarro.

Com um desses métodos e a sua força de vontade é possível parar de fumar.



Dr. Vicente Caropreso
19 Maio 2021 08:00:00

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Dia 27 de maio é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla (EM) uma doença inflamatória e degenerativa, provavelmente autoimune (quando o sistema imunológico ataca o próprio organismo) que produz incapacidade física progressiva.

A EM ocorre em episódios ou surtos, que ocorrem com meses ou anos de intervalo e afetam diferentes localizações do sistema nervoso central. Por exemplo, se as lesões cerebrais forem mais no córtex visual, as queixas começam pela visão. Se forem no cerebelo, os sintomas se apresentarão como problemas na coordenação motora e ou no equilíbrio. Dependendo da parte do cérebro e ou medula afetada pelas lesões, as funções correspondentes às áreas afetadas apresentarão os sinais da doença.

A doença atinge mais pessoas de 20 a 40 anos e mais mulheres (2 a 3 mulheres para cada homem). Pessoas de cor branca também têm chance maior de desenvolver a esclerose múltipla. No Brasil, apenas 30% dos pacientes com EM são negros.

Não existe uma causa clara ou única para o desenvolvimento da EM, ela é uma doença multifatorial, supostamente desencadeada por uma interação de fatores genéticos e ambientais.

Os principais sintomas são:

- Fadiga anormal e fraqueza muscular;

- Alterações na fala e na visão;

- Sintomas relacionados ao equilíbrio, mobilidade e coordenação motora;

- Dor e alterações na sensibilidade;

- Alterações no funcionamento de intestino e bexiga;

A esclerose múltipla não tem cura, mas pode ser controlada.

Os tratamentos buscam diminuir a atividade inflamatória e os surtos ao longo dos anos.

Hoje, no Brasil, já existem diversas opções de tratamento, através de cápsula oral diária ou injeções diárias, semanais e mensais, além do uso de vitamina D. O tratamento alivia os sintomas, mas o mais importante é o que reduz os efeitos das lesões do cérebro e da medula.

Há uma constante pesquisa na busca do tratamento ideal para evitar os sintomas incapacitantes e a dependência das pessoas.

A ciência, até hoje, procura com insistência a cura da doença.



Dr. Vicente Caropreso
12 Maio 2021 08:00:00

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Dia 19 de maio era até há pouco o Dia Mundial de Prevenção, Controle e Combate às Hepatites Virais, embora hoje seja celebrado também em 28 de julho - ainda valem as duas datas.

Hepatite viral é uma infecção no fígado, que pode causar alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes não tem sintomas, mas quando os sintomas se apresentam eles são: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

As Hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda o vírus da hepatite D (mais encontrado na região Norte do país) e o da hepatite E, raro no Brasil, mais encontrado na África e na Ásia.

As hepatites causadas por infecção pelos vírus B ou C comumente se tornam crônicas e este é seu maior perigo. Por nem sempre apresentarem sintomas, as pessoas não sabem que têm a infecção e isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem ser diagnosticada. O avanço silencioso da infecção afeta negativamente o fígado, causando fibrose avançada ou cirrose, que podem evoluir e levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do fígado.

Cerca de 1,4 milhões de pessoas morrem no mundo anualmente, seja pela infecção aguda ou por doenças associada às hepatites, como o câncer hepático ou a cirrose. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às da AIDS e da tuberculose.

Existem testes rápidos para detectar a infecção pelos vírus B ou C. São gratuitos, disponíveis no SUS para toda a população. Todas as pessoas precisam fazer o teste para esses tipos de hepatite pelo menos uma vez na vida. Populações mais vulneráveis precisam ser testadas regularmente.

A hepatite B não tem cura, mas tem vacina - também oferecida gratuitamente pelo SUS, nas Unidades Básicas de Saúde.

Não há vacina para a hepatite C, mas existe tratamento que permite sua cura também disponível pelo SUS.

As hepatites virais podem ser controladas.

Faça o teste, vacine-se, faça o tratamento!



Dr. Vicente Caropreso
05 Maio 2021 08:00:00

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Como o dia 10 de maio é o dia Mundial do Lúpus, aqui vão algumas informações sobre essa doença.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença inflamatória que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, tais como pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos. É uma doença autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio corpo.

O Lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são mais acometidas.

O Lúpus pode ser de quatro tipos:

- Lúpus Discoide: ataca a pele formando lesões avermelhadas especialmente no rosto, nuca e couro cabeludo.

- Lúpus Sistêmico: é o tipo mais comum de Lúpus e pode ser mais ou menos grave. A inflamação acontece em todo o organismo, podendo comprometer a pele, rins, coração, pulmões, sangue e articulações.

- Lúpus induzido por drogas: acontece porque alguns medicamentos provocam sintomas como os do Lúpus Sistêmico, que desaparecem quando se interrompe o uso da substância.

- Lúpus Neonatal: muito raro, afeta filhos recém-nascidos de mulheres que têm Lúpus, mas tende a desaparecer naturalmente em alguns meses.

A maioria dos pacientes com Lúpus apresenta sintomas basicamente durante as crises, quando os sinais se agravam por um tempo e depois desaparecem.

Os sintomas mais comuns são: desconforto geral, ansiedade, mal-estar, fadiga, febre, dor nas articulações, rigidez muscular e inchaços, dificuldade para respirar, dor de cabeça, queda de cabelo, feridas na boca, confusão mental e perda de memória.

Quando atinge o cérebro e sistema nervoso pode causar cefaleia, dormência, convulsões, problemas de visão e alterações de personalidade.

Um sintoma bem conhecido são as manchas que formam uma borboleta nas faces - com a luz do sol elas podem piorar e se alastrar.

O tratamento para o Lúpus varia de acordo com os sintomas e o órgão afetado.

O reumatologista é o médico especializado e, no caso do Lúpus de pele, o dermatologista.

Se perceber esses sintomas, procure atendimento médico.



Dr. Vicente Caropreso
29 Abril 2021 09:07:00

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Hoje em dia, se fala muito em intolerância à lactose, coisa que há uns anos praticamente não se ouvia.

A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir o leite bovino e seus derivados, como iogurtes e queijos. Os seus sintomas são dor abdominal, náuseas, desconforto, diarreia e gases.

O leite é um alimento bastante complexo: tem água, vitaminas, proteínas, gorduras e açúcar. O açúcar do leite bovino é a lactose. Para digerir a lactose, nosso organismo fabrica uma enzima chamada lactase, que transforma a lactose em glicose.

Sem a enzima lactase, nosso organismo não consegue digerir a lactose, o que provoca esses sintomas de indigestão e mal-estar.

A intolerância à lactose pode ser causada por algumas doenças ou pela idade, pois o passar dos anos pode diminuir naturalmente a produção da lactase. Existe também a deficiência congênita, no qual os bebês, principalmente prematuros, nascem sem a capacidade de produzir lactase. Nesse caso a intolerância à lactose é permanente.

O leite é um alimento muito importante na nossa dieta por ser uma fonte de proteínas e de vitaminas B1, B2, B6, B12, vitamina A e minerais como fósforo, potássio, zinco, magnésio e cálcio, indispensáveis para uma boa alimentação.

Para manter o leite e derivados na dieta, as pessoas intolerantes à lactose podem ingerir comprimidos de enzima lactase junto com os lácteos.

No caso de optar por cortar os lácteos da dieta, deve-se compensar a falta de cálcio na dieta, consumindo vegetais verde-escuros como brócolis, couve, agrião e mostarda; e peixes como salmão e sardinha, mariscos e camarão.

No supermercado existem diversos alimentos industrializados com lactase em sua preparação para dietas com restrição de lactose: queijos, requeijão, iogurtes, leites, biscoitos, pães, bolos, entre outros. São um pouco mais caros, mas vale pelo equilíbrio nutricional.

Evite o mal-estar da intolerância à lactose, mas mantenha uma dieta bem equilibrada.



Dr. Vicente Caropreso
21 Abril 2021 13:17:00

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O tétano é uma doença infecciosa grave, não contagiosa, mas que pode ser fatal, se a pessoa não for atendida prontamente num hospital.

Ela é causada pela toxina produzida por uma bactéria, a Clostridium tetani.

A maioria das pessoas acha que o tétano é causado por metais enferrujados, mas a bactéria do tétano está em vários ambientes: em objetos enferrujados e sujos, nas fezes de animais e seres humanos, na terra, nas plantas e na boca de alguns animais.

Ela contamina entrando por arranhões, cortes ou por mordidas de animais, formando feridas que ficam inchadas ao seu redor.

O período de incubação da bactéria é de sete dias e os primeiros sintomas surgem entre uma a três semanas.

O diagnóstico é feito por exame clínico, avaliando os sintomas e lesões de pele pelas quais a bactéria possa ter infectado o paciente.

A toxina da bactéria ataca o sistema nervoso central, causando rigidez muscular no corpo todo, mas principalmente no pescoço; espasmos corporais doloridos, febre, suor, hipertensão, dificuldade para abrir a boca e engolir e um tipo de "riso" forçado produzido por espasmos nos músculos do rosto.

A vida da pessoa pode entrar em risco quando a contratura muscular atinge os músculos respiratórios causando hipóxia - falta de oxigênio no cérebro.

O tratamento do tétano é feito com antibióticos, relaxantes musculares, sedativos, imunoglobulina antitetânica ou soro antitetânico.

Para evitar o tétano, crianças até cinco anos devem receber a vacina tríplice contra tétano e, a partir dessa idade a vacina dupla (contra difteria e tétano) que também é recomendada para os adultos e pode ser obtida em qualquer posto de saúde. Uma dose de reforço deve ser tomada a cada dez anos para garantir a proteção contra a doença.

Mantenha a vacinação em dia e não corra esse risco.

Sem vacina, o tétano pode ser evitado se todos os ferimentos forem imediata e cuidadosamente lavados com muita água e sabão.

Diante dos sintomas da doença, procure ajuda médica imediatamente.



Dr. Vicente Caropreso
14 Abril 2021 08:57:00

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Muitas vezes descuidamos do ouvido e esses descuidos podem causar sérios problemas em nosso aparelho auditivo.

Introduzir cotonetes, clipes, palitos e outros objetos no ouvido para tirar a cera é um dos problemas mais comuns, pois a pessoa acaba é empurrando a cera contra o tímpano, o que pode provocar dor, inflamação, perda de audição e pode até perfurar o tímpano.

Os cotonetes só devem ser usados para limpar a parte externa da orelha, nunca devem ser enfiados dentro do ouvido.

A cera - ou cerume - é uma secreção normal produzida pelo ouvido para limpar, proteger e lubrificar o conduto auditivo. É um protetor que combate fungos e bactérias e evita que o excesso de água entre no ouvido

Pequenas partículas que penetram com a poeira e a poluição ficam presas no cerume, que as impede de chegar à membrana do tímpano. A mastigação, os movimentos das articulações das mandíbulas e a descamação natural da pele do conduto auditivo externo empurram a cera para fora, em direção à saída do ouvido, de onde ela será eliminada durante o banho.

A cera é produzida apenas na parte mais externa do conduto auditivo. A parte mais interna, junto à membrana do tímpano, praticamente não tem cerume, uma providência da natureza para impedir que a cera emparedasse a membrana, o que impediria a sua capacidade de vibrar e transmitir os sons para o interior do ouvido e para os nervos que os transmitem ao cérebro.

Se você sentir dor de ouvido, sensação de ouvido entupido ou perda de audição, esses sintomas podem ter várias causas, você não deve associá-los unicamente ao excesso de produção de cera. Para estes casos, procure um otorrinolaringologista, que é o médico especialista em ouvido, nariz e garganta.

Tratamentos populares do tempo de nossas avós, como pingar azeite quente ou gotejar álcool, não devem ser utilizados.

Cuide bem de seus ouvidos, evite trauma no canal auditivo, infecções, ruptura do tímpano e perda de audição, não introduza nada dentro do ouvido.



Dr. Vicente Caropreso
07 Abril 2021 08:01:00

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Nestes tempos sombrios de pandemia, a sensação de medo associada à solidão do distanciamento social, provocou um aumento nos casos de depressão.

Os principais sinais da depressão são o sentimento de tristeza sem fim e a falta de interesse em fazer coisas que antes fazia com prazer. Mas existem outros sintomas: o ganho ou perda de peso não intencional; insônia ou sonolência excessiva; agitação ou apatia psicomotora; cansaço constante; sentimento de culpa excessiva; dificuldade de concentração; pensamentos recorrentes de suicídio ou morte; baixa autoestima e alteração da libido.

É importante distinguir a depressão da tristeza natural provocada por acontecimentos inerentes à vida, como a morte de ente querido, perda de emprego, desentendimentos amorosos e familiares ou problemas econômicos, casos em que as pessoas sofrem, ficam tristes, mas conseguem superar. Já na depressão, a tristeza se mantém praticamente o tempo todo, por dias seguidos.

Os quadros depressivos geralmente são revertidos com tratamentos farmacológicos e psicoterápicos associados.

A família dos portadores de depressão precisa participar, informar-se sobre a doença, suas características, sintomas e riscos, pois existem recursos fora da medicina que podem ajudar a vencer a doença.

A família pode incentivar a atividade física regular, a alimentação balanceada e sadia, os cuidados com a higiene pessoal e mostrar a importância e a necessidade de interagir com outras pessoas. Isso pode ajudar muito a reverter o quadro de depressão.

Trancar-se num quarto escuro, sem fazer nada nem falar com alguém, não ajuda a superar a crise depressiva.

A depressão também pode ser um sintoma secundário de algumas doenças sistêmicas como o hipotireoidismo. É importante estabelecer o diagnóstico clínico.

Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez.



Dr. Vicente Caropreso
31 Março 2021 08:00:00

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Hoje o assunto é a Halitose - o conhecido mau hálito - que não é uma doença, e sim um sintoma de que há algo errado no organismo.

A halitose não é percebida pelo portador do problema, mas pode provocar repulsa nas pessoas com quem ele se relaciona.

Com o uso de máscaras, por conta da pandemia, muita gente está percebendo seu próprio hálito, quando expira pela boca ou fala dentro da máscara e logo inspira pelo nariz.

Causas

A maioria dos casos de mau hálito tem origem na própria boca, principalmente na área posterior da língua, região que contém um grande número de pequenas criptas nas quais as bactérias podem alojar-se. A boca possui um ecossistema próprio, onde vivem centenas de espécies de bactérias com diferentes necessidades nutricionais. Quando essa flora digere proteínas, podem ser liberadas substâncias que têm mau cheiro, como o gás sulfídrico - com odor de ovo estragado - e o escatol, com odor de fezes, por exemplo.

Outras causas pode ser o mau estado dos dentes, inflamação nas gengivas, alimentos entre os dentes e abscessos.

Também a boca seca, seja por jejum, seja por desidratação, por estresse ou por medicamentos, provoca mau hálito; bem como respirar pela boca e falar por muito tempo.

O consumo excessivo de álcool ou infecções como amidalites e sinusites igualmente são causas frequentes de mau hálito.

Como evitar

Para evitar a halitose, escove os dentes, use fio dental e escove a parte de trás da língua pelo menos três vezes ao dia, após as refeições;

Beba muita água, mantenha a boca sempre úmida - chicletes ou balas sem açúcar ajudam a aumentar a salivação.

Evite o jejum prolongado.

Também é importante verificar com o médico para ver se os níveis de glicemia estão bons e se o estômago, rins e intestinos não têm alteração, pois isso poderá influir em seu hálito.

Se nada disso auxiliar, procure ajuda para descobrir a causa do odor desagradável na boca. O tratamento adequado pode exigir a participação de especialistas em diferentes áreas.



Dr. Vicente Caropreso
24 Março 2021 08:00:00

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Na pré-história, quando os seres humanos eram caçadores/coletores, a pessoa precisava se mexer constantemente e pensar rápido para sobreviver, pois quem ficasse parado morreria de fome ou seria devorado por um predador.

Isso aconteceu por aproximadamente 290 mil anos, até cerca de 10 mil anos atrás, quando os humanos começaram a se estabelecer em comunidades agrícolas após as descobertas da agricultura e da criação de animais.

Logo, a vida em movimento é uma mensagem evolutiva ainda presente em nossos genes e, por isso, até hoje, se você levar uma vida sedentária, seu cérebro vai deixar de funcionar cem por cento.

Exercícios ajudam na formação de novos neurônios, pela liberação de BDNF (do inglês Brain-derived neurotrophic fator - em português "Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro", uma proteína que ajuda na sobrevivência neuronal e na produção de novos neurônios), substância envolvida na produção, conservação e funcionamento das células nervosas.

Exercícios também estimulam a produção natural de dopamina, neurotransmissor que falta no cérebro de quem tem Parkinson.

Durante os exercícios os músculos produzem um hormônio chamado Irisina que tem potencial para reverter a perda de memória característica do Alzheimer, conforme estudo publicado em janeiro de 2019 na Nature Medicine, uma das revistas médicas mais importantes do mundo.

A medicina moderna vem descobrindo que a atividade física serve para prevenir e também para auxiliar no tratamento de várias doenças neurológicas como Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla, Epilepsia, Depressão e até Enxaqueca.

Por isso fazer exercícios físicos é fundamental para manter a saúde cerebral.

Caminhar ou fazer exercícios por quarenta e cinco minutos, pelo menos três vezes por semana, é a receita certa para ajudar a manter a mente afiada.

Mexa-se! Não fique parado(a)! Mantenha a saúde do corpo e da mente fazendo atividades físicas regulares.

Exercício também é um ótimo remédio para a mente.



Dr. Vicente Caropreso
16 Março 2021 17:40:00

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Desde o dia 14 estamos vivendo a Semana da Síndrome de Down, que se encerra no dia 21, Dia Internacional da Síndrome de Down.

Esta síndrome não é uma doença e sim uma ocorrência genética natural.

Por motivos ainda desconhecidos, durante a gestação, as células do embrião formam-se com 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formariam normalmente e é isso o que altera o desenvolvimento da criança. Seus efeitos variam, mas as principais características são os olhinhos puxados, o bebê ser mais molinho, e seu desenvolvimento ser mais lento.

O nascimento de qualquer criança é sempre esperado com expectativa. O bebê imaginado é sempre perfeito, por isso surge um sentimento de luto quando os pais se deparam com o bebê real, que chora, tem fome, cólicas, acorda no meio da noite, suja fraldas, etc.

Esse sentimento é maior para as famílias que recebem um bebê com Síndrome de Down que vai exigir dos pais ainda mais dedicação, por isso eles também precisam de ajuda para superar os primeiros momentos, difíceis e dolorosos.

De forma geral, essas crianças apresentam tendência à hipotonia (músculos mais macios e com menos força), além de uma flexibilidade exagerada nas articulações. Nascem, também, com fragilidades relacionadas com o coração, os ouvidos, o sistema digestivo e o sistema respiratório.

Mas hoje, existem processos de estimulação para o desenvolvimento e a inclusão dos portadores de Down em todas as esferas da sociedade e eles têm rompido muitas barreiras, estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, escrevendo livros, casando e chegando à universidade.

Isso só é possível por causa das 4 fases dos processos de estimulação: de 0 a 3; 3 a 6; 6 a 9 e dos 9 aos 12 anos, com estratégias para exercitar as habilidades, evolução dos movimentos, alternância entre estímulos, atividades entre esquerda e direita, etc.

Os resultados são surpreendentes.

Que todos os dias, em especial o dia 21, sejam muito felizes para essas criaturas tão amorosas.



Dr. Vicente Caropreso
10 Março 2021 08:00:00

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Com a pandemia, é bom estar preparado para tratar os pequenos acidentes caseiros ou de trabalho - e assim evitar os hospitais lotados.

Acidentes sérios devem receber ajuda médica rapidamente, mas se for coisa pequena os Primeiros Socorros caseiros resolvem.

Por isso, tenha sempre à mão antisséptico, álcool, água oxigenada, algodão, gaze, ataduras, esparadrapo ou micropore, Band-Aid, pinça, tesoura e bolsa de gelo e de água quente.

Veja os acidentes mais comuns e o que devemos fazer quando eles acontecem:

- Cortes e arranhões - Lave a ferida com água oxigenada, desinfete com antisséptico e proteja com um curativo. Se for ferimento por objeto sujo ou enferrujado, deve-se tomar vacina antitetânica.

- Espinhos ou farpas - tire com uma agulha ou pinça desinfetada no fogo e aplique antisséptico.

- Hemorragias no nariz - Incline a cabeça para a frente e feche o nariz com os dedos - ou tampe a narina afetada com algodão ou papel higiênico até parar o sangue. Não coloque a cabeça para trás para não aspirar sangue, isso pode causar pneumonia.

- Tornozelo torcido - Com o pé para cima, aplique a bolsa de gelo ou panos com água gelada. Depois de desinchar ponha bolsa de água quente para aliviar a dor.

- Picadas de insetos - esprema a picada para retirar o líquido ou o ferrão e esfregue álcool ou aguardente no local. Se inchar, coloque compressas de três colheres de sopa de vinagre para um litro de água.

- Bicho-de-pé - Para tirar, use uma agulha desinfetada no fogo e aplique antisséptico.

- Carrapato - Aplique manteiga ou uma gota de iodo que ele se solta sozinho e desinfete.

- Queimaduras pequenas - Resfrie a pele com gelo ou água fria. Não aplique qualquer pomada ou creme; se aparecerem bolhas, não fure!

Alguns acidentes devem sempre ter acompanhamento médico - Intoxicações e envenenamentos, mordidas de animais, picada de escorpião ou cobra (se puder, leve o animal junto), queimaduras muito graves e queimaduras causadas por eletricidade.






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