Cartão postal
16 Maio 2021 15:30:00

Contornos únicos do Portal Sul encantam visitantes do mundo todo

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Passar por Pomerode e não fazer uma paradinha para a clássica foto em frente ao Portal Sul é quase uma missão impossível. A estrutura imponente, com contornos que lembram os traços enxaimel, foi construída bem no coração da cidade, como se estrategicamente recebesse moradores e visitantes com um belo seja "bem-vindo". "Esse é o cartão postal da nossa cidade, o ícone representativo do município. É muito mais do que o local que recepcionamos nossos turistas, é onde os convidamos para conhecer e viver Pomerode", declara Gladys Sievert, secretária de Turismo e Cultura de Pomerode.

São tantos os registros e olhares de admiração que o Portal Sul coleciona desde a sua inauguração, que fica difícil até mensurar quantos visitantes já tiveram a oportunidade de conhecê-lo bem de pertinho. Para a secretária de Turismo, muitos são os fatores que interferem no montante oficial, como o fato de nem todos os visitantes assinarem o livro de registros do local, ou a pandemia por exemplo. "Porém, me atrevo a mensurar que aproximadamente 700 mil pessoas passaram por ali ao longo destes anos", reforça.

E para o cartão postal oficial do município e aniversariante do mês de maio, o ano de 2021 é ainda mais especial. Às vésperas de completar 30 anos, no dia 18, o Portal Sul também foi agraciado com a primeira reforma completa em toda a estrutura desde a sua inauguração. "São tantas histórias, tantas pessoas que se encantaram com o nosso portal, que vê-lo completar três décadas de existência é algo que me emociona."


Acervo Secretaria de Turismo/Museu Pomerano /Construção: obras foram concluídas em maio de 1991.

A expectativa da secretária de Turismo é que a reforma seja concluída ainda neste mês. "Marcando ainda mais a data em que nosso portal completa três décadas de história. Claro, temos que contar com a colaboração do tempo para que tudo seja concluído no prazo estipulado" reforça.

Gladys explica ainda que a reforma se fazia necessária por vários motivos, mas, principalmente, pela manutenção de um dos prédios mais visitados de Pomerode. "Garantir a acessibilidade era a nossa prioridade, bem como, realizar a reforma dos banheiros que são utilizados pelos turistas. Além disso, parte da estrutura, não possuía forro, o que comprometia a conservação dos mobiliários. O piso também precisou ser trocado. As paredes receberam uma nova pintura", enumera as benfeitorias.

Tanto o aniversário quanto a conclusão da reforma serão comemorados do jeitinho que o Portal sempre celebrou seus 30 anos de história, com belas memórias deixadas naqueles que o visitam. "Chegamos a cogitar a realização de uma reinauguração, mas avaliamos que o momento não é adequado para nenhum evento, festividade ou solenidade. A reforma em si marcará a data, sendo um investimento que nos trará resultados positivos contínuos e duradouros", conclui Gladys.


Marta Rocha/




Apoio
09 Maio 2021 17:30:00

Adriane Socreppa fala sobre o amor, responsabilidade e incentivo aos filhos

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"Ser mãe é saber ouvir o coração o tempo todo". É assim que Adriane Socreppa, mãe da Anita e do Teodoro fala sobre o que representa esse papel. Para ela, os filhos significam tudo. "É difícil conseguir explicar tanto amor, saber que eles têm uma vida inteira pela frente e precisam estar preparados para este mundo tão diverso. Hoje sou privilegiada em poder participar de cada momento da vida deles e sou muito grata por isso também", declara.

E no papel dessa super mãe está acompanhar a rotina de uma influenciadora, que somente em um dos seus perfis nas redes sociais, acumula quase 400 mil seguidores. Adri conta que precisou atrasar a volta ao mercado de trabalho para poder acompanhar a filha. "Em 2014 mudei minha vida para me dedicar à maternidade e planejar o segundo filho, tirei um tempo para eles e para mim. Já em 2017, quando me organizava para voltar, a Anita começou a fazer um tímido sucesso, o que já gerava pequenas viagens e fotos. Então, a rotina da casa foi se reorganizando neste projeto, e meu tempo também. Fiquei dividida e adiei meu retorno, segui meu coração ajudando ela a se dedicar, gravar, editar, responder os fãs e tudo o que ela precisava", revela.

O universo digital foi um aprendizado para mãe e filha. Para Adri a responsabilidade sempre foi garantir que a filha aproveitasse casa fase da infância e da adolescência. "Fomos dando o incentivo que ela precisava e nos últimos anos a coisa ganhou uma dimensão muito diferente. Em 2019 Anita chegou a um milhão de seguidores no Like APP e ultrapassou os 300 mil no Instagram, sempre com alcance nacional. Hoje o trabalho do Mundo de Anita exige muito da minha atenção, enquanto ela vive os 12 anos dela de forma normal, como qualquer menina da idade dela, eu ralo nos bastidores", reforça.

Arquivo pessoal /

Com a pandemia, Adri explica que todo esse processo ganhou uma dimensão ainda maior, com a chegada de projetos grandes como campanhas, catálogos de moda, recebidos entre outros. "Mas continuamos só aceitando aquilo que ela compraria também. Anita também é muito exigente na linha editorial dela, tentamos editar muito as questões da vida pessoal, para que ela possa ter a privacidade. Cuidamos para não transformar a vida dela num eterno espetáculo. Tratamos tudo com muito cuidado, respeitando sempre as vontades e os horários da Anita", reitera a mãe.

Adri diz que ser mãe da Anita é algo incrível, sendo influenciadora ou não. "Porque ela é muito querida por onde passa e sempre ouço coisas boas dela na escola, através dos pais das amigas, da família e isso é meu maior presente. Como influenciadora é igualmente maravilhoso, é lindo saber que ela faz o que gosta, se diverte e consegue se relacionar com as coisas novas da geração dela".

Orgulho de mãe que também se mistura com responsabilidade redobrada e cuidado. "Quem conhece a Anita de perto sabe o quanto ela trata todo esse 'sucesso' com muita humildade e simplicidade. Ela sempre cuida muito com estes limites. Por outro lado, é muita responsabilidade, pois a internet é um ambiente bastante tóxico, se não monitorado. Nosso trabalho é tentar saber, como tudo na vida, atuar com equilíbrio pra que seja sempre saudável", declara.

Para Adri o papel de mãe é viver incansavelmente a felicidade dos seus filhos. "Junto com toda mãe, seja a que gera ou a que adota um filho ou filha, nasce uma força infinita. Acredito que ela seja inexplicável, pois, cada mulher vive esta força de uma maneira e com a sua intensidade própria. Por isso mamães, mostrem as infinitas possibilidades para que eles descubram o que lhes faz felizes. Eles sempre podem nos ensinar muito quando estamos atentas", conclui.


Mensagens
09 Maio 2021 15:30:00

Fernanda Ribas de Oliveira compartilha valorosos ensinamentos adquiridos ao longo da vida

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Se o amor de uma mãe é infinito, há ainda aquele amor inconfundível e gigantesco dos filhos. Mães geram, criam, têm a missão de dar amor e formar um ser humano com valores e respeito. "Minha mãe sempre estará presente em minha vida de alguma maneira e as marcas que ela me deixou sempre farão parte de mim. Ela me ensinou a ter educação, a amar o trabalho e a ser uma pessoa melhor a cada dia".

Fernanda Ribas de Oliveira, 33 anos, perdeu a mãe Sandra Mara da Silva Carvalho, que também era sua parceira no trabalho, em dezembro do ano passado. "Toda perda é realmente profunda e triste, acho que ninguém está preparado para isso. Mas, de alguma forma, minha mãe tentou fazer isso comigo ao longo dos sete anos em que ela lutou bravamente contra um câncer. Cada ano ela morria um pouco, quando ela se foi acho que eu estava mais forte", conta.

Juntas, mãe e filha tocavam um dos mais reconhecidos restaurantes da região. "Ela era uma chef maravilhosa e uma grande empreendedora. Fundou o restaurante quando eu tinha apenas cinco anos e fazia questão de estar lá todos os dias. Seu maior legado será sempre esse respeito e amor pelo trabalho. Hoje também percebo o quanto ela faz falta na minha vida", declara Fernanda.

Por isso, para a mamãe da Bela, deixar registrado um pouco desses ensinamentos e compartilhá-los com outras pessoas em suas redes sociais, acabou se transformando em uma forma de manter as memórias da mãe sempre vivas. "Parece que com o tempo o processo de luto acaba ficando um pouco mais leve. O amor dela continua vivo

Fernanda Ribas/Mãe avó: Sandra sempre fez questão de estar próxima de Bela e compartilhar com ela cada momento.

E foi exatamente com o nascimento da filha que Fernanda aprendeu também a ser mãe e entendeu o que isso representa. "Nós não estávamos planejando a chegada da Bela. Tudo foi uma surpresa e eu não estava preparada. A gente só se torna mãe depois que um filho nasce. E isso não é uma coisa que surge, assim de uma hora para outra, é um processo de crescimento, dia após dia", afirma.

Fernanda, que também é jornalista, explica que a questão da maternidade ainda é muito romantizada e que muitas mães ainda sofrem com o peso do que é imposto pela sociedade. "Parece que a nossa missão é de que tudo seja perfeito. Mas, ser mãe é uma construção diária, não pode haver culpa e imposição de outras pessoas. Isso é algo muito íntimo de quem está vivenciando esse processo", reforça.

Ela acredita que tudo é uma troca entre mãe e filho e que com cada pessoa o processo acontece de forma diferente. "Toda essa entrega ocorre de acordo com as possibilidades que a vida nos dá. Tenho a impressão de que meu papel na vida da Bela se torna cada vez mais importante na medida que os anos passam. Ela é uma pessoa educada e muito esperta e tudo isso se deve ao papel da mãe e do pai também na vida dela. Mas é algo que não nasce pronto".

Ela reforça que esse processo da maternidade deve ser construído dentro da realidade e das possibilidades de cada mulher. "É algo que vai sendo tecido ao longo da vida. O que podemos dar em um primeiro momento é amor, com a responsabilidade de criar outro ser. Por isso, devemos dar valor às pequenas coisas, aproveitar cada instante agora, amar e viver intensamente".

Arquivo pessoal /


Gerações
09 Maio 2021 12:30:00

Mãe e filha falam sobre a experiência da maternidade e o amor sincero

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Nos 150 anos da Escola Amadeu da Luz não é difícil entrar nas histórias inspiradoras de famílias que passaram pelas salas de aula, várias gerações juntas que fazem parte de cada página da trajetória de uma das instituições de ensino mais antigas ainda em atividade no município.

E para esse especial de Dia das Mães, o Testo Notícias conta um pouquinho da vida de duas mamães da Amadeu, Rosália Hornburg, 64 anos, e Anadir Hornburg, 41 anos. "Sempre foi muito gratificante saber que fiz parte da história da escola, que estudei e trabalhei no mesmo lugar em que meus filhos estudaram. Tê-los por perto era algo muito gratificante", relembra Rosália.

A matriarca é uma das figuras muito queridas por professores e alunos da escola. Por anos ela preparou a merenda que era servida e muito apreciada. "Eu trabalhava preparando o lanche de todos os alunos sempre com muito amor e carinho", afirma.

A funcionária agora está aposentada, mas diz que não tem palavras para agradecer o papel que a escola teve na sua educação, na dos filhos e agora também dos netos. "É sempre bom relembrar, cultivar memórias e ver como tudo isso transformou minha vida".

Rosália foi mãe cedo e descobriu a primeira gravidez aos 18 anos. Na época o susto foi grande, mas hoje acredita ter sido no momento certo. Ela teve três filhos: André, Adriano e Anadir. "Hoje eu vejo como tudo isso foi muito bom para mim. A chegada de cada filho foi única, e uma verdadeira bênção na minha vida", declara.

Para Rosália cada filho tem um lugar especial em seu coração. E o amor e dedicação para com eles sempre foi igual. "O amor de mãe sempre se multiplica. Ser mãe é ser presença constante, carinho, proteção e segurança. É amar infinitamente", complementa

Arquivo pessoal/Amor de mãe: com a pequena Flávia, Anadir tem a oportunidade de vivenciar os ensinamentos da mãe, Rosália.

No amor de mãe, o espelho para a filha

Para Anadir, sua mãe Rosália é a verdadeira fonte de inspiração de amor e fortaleza. "Ela sempre me ensinou que ter a oportunidade de criar um filho é ver a vida se transformar, mas tendo a responsabilidade de educar, respeitar e amar", afirma.

O sonho de ser mãe foi realizado quando Anadir tinha 38 anos e a chegada de Flávia, hoje com três anos, foi muito celebrada. "A maternidade é uma experiência transformadora na vida de uma mulher. Ser mãe é querer ser uma pessoa melhor e mais forte a cada novo dia. É não perder a esperança e ter a certeza de que seu filho será a sua maior prioridade", garante.

Anadir teve o privilégio de estudar na mesma escola da mãe, no período em que ela trabalhava na unidade. "Era algo maravilhoso porque ela sempre estava por perto. A Escola Amadeu da Luz sempre fez parte das nossas vidas e acho que vai continuar fazendo por muito tempo", declara.

Para o Dia das Mães, Anadir e Rosália aproveitam a oportunidade para parabenizar todas as mamães. "Desejamos a todas um feliz e abençoado dia. Aos filhos, nunca se esqueçam de que o amor de mãe é o sentimento mais intenso, puro e sincero que existe. Todas as mães têm a missão de amar, proteger e preparar os filhos para a vida", conclui Anadir.


Coragem
09 Maio 2021 10:30:00

Simone Klitzke fala da emoção de ser mãe em qualquer idade e os novos desafios que chegaram com a pandemia

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O sonho da maternidade sempre parecia muito longe da realidade de Simone Klitzke, 48 anos. E, ao contrário da maioria das mulheres, a profissional dedicada e comprometida revela que nunca pensou em ser mãe. "Isso até 2002, quando descobri que estava grávida e pensei: 'eu grávida, como assim?' Foi então que um misto de sentimentos aflorou em mim", conta.

Refeita do susto inicial, Simone começou a curtir cada detalhe da gestação e cada momento passou a ser único. "Aquela magia de ter outro coraçãozinho batendo dentro de mim era algo indescritível".

Mas, aquele ano cheio de surpresas e descobertas também trouxe uma notícia muito triste. Antes de completar três meses de gestação, Simone acabou sofrendo um aborto. "Quis o destino que eu não fosse mãe naquele ano e esse aborto mexeu muito comigo. Uma forma que encontrei de superar essa perda foi focar na minha carreira profissional e construir minha casa, pois na época ainda morava com os meus pais", relembra.

Alguns anos mais tarde, e já com a vida estabilizada, Simone e o marido decidiram que era chegada a hora de tentar mais uma vez. "Foi em 2010, estava feliz da vida com a nova gravidez. Mas, antes dos três meses, acabei abortando novamente. Fiquei arrasada."

O casal, então, procurou entender o motivo dos abortos espontâneos, fizeram uma bateria de exames e descobriram que estava tudo certo com ambos. "Se antes não me imaginava sendo mãe, agora queria ser e não conseguia. Estava começando a ficar muito preocupada, pois todos diziam que deveria ser mãe antes dos 40 anos, e eu estava chegando perto dessa idade", conta.

Em 2011 uma nova gravidez e um misto de alegrias e preocupação tomou conta de Simone. "Pensei comigo, conto ou não conto pra todo mundo. Tinha medo de gerar uma expectativa e que não desse certo novamente. Então, eu e meu marido optamos por não contar nos primeiros meses".

Segundo Simone, apenas as pessoas mais próximas souberam da importante notícia, apesar de que muitos desconfiavam de tamanha alegria em seu semblante. "Os nove meses foram de uma felicidade ímpar, nem parecia que estava grávida, sem enjoos ou dores, somente o puxão de orelha do médico a cada consulta. Engordei 20 kg, mas, nem isso me abalou", garante.

Ana Paula Guerra/Alegrias: após duas tentativas e muita dor pelas perdas, Simone comemorou cada segundo da gestação de Arthur, hoje com oito anos.

O pequeno Arthur nasceu em junho de 2012 e, a partir daquele momento, a vida de Simone mudou completamente. "Aquele foi o dia mais feliz de nossas vidas, a chegada do meu anjo, meu menino, a alegria das nossas vidas. A partir desse dia, a vida mudou completamente. Se antes não existia rotina, a partir desse momento começamos a ter que manter uma. Hora de amamentar, de dormir ou não, de dar banho, de passear, de dar carinho e muito carinho. Amamos cada instante desse processo", reitera.

Simone teve o privilégio de curtir o filho até os sete meses antes de voltar ao trabalho. "Foram meses intensos, onde tudo era novidade e aprendizado. Depois disso, voltei a trabalhar e ele foi para a creche, por meio período, e meio período a minha mãe cuidou dele durante aquele ano. E como é bom ter esse apoio quando a gente mais precisa", assegura.

Assim como muitas mamães, que trabalham fora e precisam deixar seus filhos na creche ou escola durante o dia, 2020 chegou de uma forma extremamente desafiadora. "Era março de 2020, pandemia e de repente, tudo parou. Você precisava ficar em casa com os seus, sair somente na necessidade. Tivemos que nos reinventar, nos ajustar e adaptar à nova rotina".

E nesse período mais crítico, novamente Simone pode contar com a ajuda dos familiares nos cuidados do Arthur. "Mesmo assim, como as aulas eram on-line, ainda tinha que sentar com ele e explicar tudo. E, em muitos momentos, não sabia mais o que fazer. Eu não tinha a didática para ensinar. Mas, ao mesmo tempo, a vida exigia isso de mim, pois o meu filho precisava desse apoio para o seu aprendizado", declara.

Juntos, com muita paciência e amor, mãe e filho conseguiram superar o período difícil e celebraram a chegada de 2021, com a esperança de que a vida, aos poucos, volte ao normal. "Aprendemos a tomar todos os cuidados necessários para conosco e com os outros e esse cuidado é algo que levaremos para a vida", comenta.

Arquivo pessoal /Amor incondicional: ao lado de Arthur, Simone experimenta os sentimentos mais puros e a capacidade de se reinventar todos os dias.

Para o menino Arthur, hoje com oito anos, a mamãe Simone declara sua gratidão e amor incondicional. "Poder conceber a vida é uma dádiva de Deus. O amor de mãe é o sentimento mais intenso, puro e sincero que uma mulher pode experimentar. O que todas nós mães temos em comum é o amor incondicional pelos filhos. Por isso, reserve um tempinho para estar com eles, brincando, assistindo a um filme, passeando ou simplesmente não fazendo nada, mas, juntos", finaliza.


Pomeranos no Vale Europeu
09 Maio 2021 08:30:00

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Oriunda da vila de Nelep (Belgard - Pomerânia), a família Zinke teve uma travessia do Atlântico incomum (não saíram pelo porto de Hamburgo). ALBERT ZINKE de 32 anos, sua esposa EMILIE HARDT de 26 e os filhos Gustav de 4 anos e Albert de 1 ano, partiram pelo porto de Antuérpia na Bélgica em 13 de Outubro de 1877 com o navio Hypparchus. Fizeram escala no Rio de Janeiro em 08 de Novembro de 1877. Partiram para Desterro (Florianópolis), onde nasceu a filha Emilie BERTHA Auguste ZINKE em 22 de novembro de 1877. Por fim, seguiram para a Colônia Blumenau, especificamente para Rio do Testo. Seu assentamento ocorreu em Pomerode Fundos e na grafia do sobrenome, são encontrados registros nas versões com um e dois "n". O casal de imigrantes ALBERT e EMILIE além dos filhos que nasceram na Pomerânia e da filha que nasceu em Desterro, tiveram mais cinco filhos que nasceram aqui: Richard, Carl, Anna, August e Heinrich. A ligação dos Zinke com o campo encontra sua maior expressão quando destacamos o Frigorífico Zinnke, hoje o maior plantel de gado de corte do município, bem como, a cervejaria artesanal Zinke, genuinamente Pomerodense. Uma curiosidade: a Escola Vidal Ferreira está atualmente localizada num terreno doado por Norberto Zinnke (antiga propriedade de Wilhelm Zinnke, que, durante o período de nacionalização de Vargas, hospedou um professor por um ano considerando que a casa estava localizada próximo a antiga escola).


Superação
08 Maio 2021 17:30:00

Após testar positivo para covid-19, Thaise Variani celebra as vitórias e a chegada da primeira filha

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Se a pandemia pode ser desafiadora para as mamães de longa data, imagina para aquelas que se descobriram grávidas em meio a um universo de incertezas. E não foi diferente com Thaise Variani, 38 anos. "Confesso que gestar em meio a uma pandemia dessa magnitude não foi fácil, mas ao mesmo tempo não deixei que a magia desse período tão lindo se apagasse", revela.

A chegada da pequena Laura foi muito planejada e aguardada pelos pais. Como muitas mulheres, Thaise priorizou primeiro o lado profissional, para depois tornar o sonho de construir uma família realidade. "Quando encontrei o meu marido, o lado materno começou aflorar, pois a vontade de construir uma família sempre esteve presente desde o início do nosso relacionamento", assegura.

Thaise conta que a explosão de alegria, ao ter certeza sobre a chegada da tão aguardada filha, também veio acompanhada daquele sentimento de insegurança sobre as mudanças que a maternidade traz para a vida de uma mulher. "Descobrir que estava grávida da Laura foi um misto de sentimentos e esse resultado positivo foi mais uma certeza da presença de Deus em minha vida".

A gravidez foi tranquila e recheada de amor e carinho. Até que, já no fim da gestação, uma notícia mudou tudo. "Sempre tomamos todos os cuidados e cumprimos todos os protocolos. Entretanto, na reta final testei positivo para a Covid-19 e iniciei uma luta, que confesso, foi uma das maiores vividas até hoje", afirma.

O medo foi o primeiro sentimento de Thaise, que veio seguido da vontade de lutar por ela e pela filha, mesmo quando recebeu a notícia de que precisaria ir para uma unidade de terapia intensiva. "O meu desejo era para que as nossas vidas, a minha e a da Laura, fossem preservadas. Houve dias que eu achei que morreria, porque o vírus é assim, ao mesmo tempo que você acha que está melhorando e vai sair dessa, ele te debilita a ponto de você chegar bem perto da morte. Mas Deus e a vontade enorme de ver minha filha e viver tudo que estava planejado para nós, me deram forças para lutar quando eu achava que a batalha estava perdida. Nem Deus e nem meu marido desistiram de mim, em nenhum minuto sequer, é por isso que hoje Laura e eu estamos aqui".

Marta Rocha/Testo Notícias /Primeiro Dia das Mães: ao lado da pequena Laura, a mamãe Thaise comemora o maior presente que recebeu de Deus em 2020, a vida. Foto: Marta Rocha/Testo Notícias

Mesmo na UTI, Thaise se manteve consciente e estável. Assim, pode acompanhar o drama de outras gestantes, muitas em estado mais grave, algumas que tiveram que antecipar as suas cesáreas e outras que perderam os seus bebês. "Como gestantes não eram consideras grupo de risco, decidi compartilhar essa realidade nas minhas redes sociais, para conscientizar outras mamães da gravidade do momento. Eu não queria ver ninguém passando pelo que eu passei e, tampouco, pelo que essas outras mulheres passaram" reitera.

Passados os momentos de dor e angústia, a tão esperada chegada de Laura foi comemorada com esperança, amor e muita alegria. "Foi especial e toda a equipe do hospital nos acolheu de uma maneira inigualável. Naquele momento eu tinha certeza que minha filha precisava nascer para me fazer renascer. Deus preparou a ocasião certa para o nosso encontro e nos concedeu a vitória da vida", garante a mamãe de primeira viagem.

Já em casa, Thaise declara que todos os momentos com a filha são verdadeiramente incríveis. "Laura é intensa e, ao mesmo tempo, doce e amável, tem uma linda personalidade, desde pequena sabe exatamente o que quer e para que veio a esse mundo. Minha filha é sinônimo de amor, realização, vitória, vida e da presença do amor de Deus por mim e pela minha família", fala com orgulho.

Agora, às vésperas de comemorar o seu primeiro Dia das Mães, Thaise reforça a importância da maternidade e o papel que cada mãe tem para a formação de um mundo melhor. "A mãe ideal não existe, existe sim a mãe possível, cada uma na sua individualidade. Ser mãe é estar sempre em equilíbrio para cuidar, proteger, ajudar, educar, consolar, apoiar, dar amor e, ao mesmo tempo, dar espaço ao crescimento saudável e a independência do filho".

Thaise deixa ainda uma mensagem de amor e carinho para as outras mães. "Mamães, tenham sempre em mente que Deus, com seu olhar de graça e misericórdia, vê cada uma de nós como sua filha amada, em virtude de nossa disposição e entrega à maternidade. E esse é o amor de mãe, inigualável, infinito, inexplicável e despretensioso, como o amor de Deus", finaliza.


Resiliência
08 Maio 2021 12:00:00

Maglaine Keila Carneiro fala do sonho de infância e a rotina como mãe e empresária

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Há quem diga que só entende o verdadeiro significado do amor de mãe quem um dia se tornar uma. Maglaine Keila Carneiro, 29 anos, experimentou esse sentimento na prática. "Eu sempre dizia que minha mãe era uma verdadeira guerreira e que eu a amava imensamente por tudo que ela tinha batalhado por nós. Mas, jamais conseguiria ter a dimensão do amor que ela tem pelos filhos sem ter tido a oportunidade de ser mãe", conta.

Desde pequena Maguy sonhava com o dia em que também pudesse ser chamada de "mamãe". "Era aquela brincadeira inocente de criança. Toda vez, o papel de mãe tinha que ser meu. Esse sonho era algo que sempre fez parte da minha vida. Acredito que ter um filho é a satisfação maior que uma mulher pode ter. Acho que é algo que a vida nos presenteia, uma bênção que temos, dar a vida a outra pessoa".

Já adulta, a empreendedora passou a se dedicar ao crescimento profissional e à consolidação da loja que abriu com a irmã. "Algo dentro de mim me dizia que seria mãe antes dos 30. Mas, em 2019, estávamos completamente focadas na reinauguração da loja e, por isso, o sonho da maternidade tinha ficado um pouco de lado", afirma.

O foco não era ter um filho, até que um dia a desconfiança bateu e Maguy decidiu fazer um teste de gravidez. O resultado a deixou desnorteada. "Lembro que chorei muito, fiz três testes, entre aqueles de farmácia e o de sangue, para ter certeza que estava grávida. Mas a ficha só caiu quando fiz o primeiro ultrassom e escutei o coraçãozinho do bebê batendo com toda a força", relembra emocionada.

Maguy assegura que, mesmo não tendo sido planejado, aquele foi o melhor acontecimento da sua vida. "Aquela foi a sensação mais difícil de descrever, uma mistura de sentimentos, do desespero à euforia em alguns segundos. Me senti realmente muito realizada e hoje tenho certeza que foi no momento de Deus. Sou grata a Ele e ao Bernardo por terem me escolhido para esse papel de mãe".

O pequeno Bernardo, hoje com um ano e três meses, nasceu um pouco antes do turbilhão que mudou o mundo todo e que foi causado pela pandemia do coronavírus. "Antes do mundo todo se fechar, nós tínhamos o projeto de casar em 2020 para consolidar a chegada do Bernardo, a nossa união e a nossa família. Mas com a pandemia isso não foi possível e passei a adequar a minha rotina com a loja e as necessidades do meu filho", recorda.

Assim como muitos empreendedores, Maguy também teve que repensar o seu negócio, que sofreu com o fechamento por muitas semanas. "Eu e minha irmã tivemos que traçar várias estratégias que foram importantes e que hoje vemos que deram muito certo, uma delas foi investir nas vendas e na comunicação on-line", explica.

Em muitos momentos, Maguy confessa que pensou em desistir, mas encontrou as forças que precisava no pequeno Bernardo e no suporte que teve de pessoas ao seu redor. "Era uma rotina muito diferente e uma verdadeira loucura. Porém, tive a benção de, desde o começo da gestação, ter pessoas iluminadas na minha vida. Tanto no trabalho com a minha equipe e a minha irmã, que nunca saiu do meu lado, quanto em casa com o suporte que tive da minha família. Isso foi algo verdadeiramente incrível".

Do ano de 2020 a mamãe empreendedora e empresária tira muitas lições, a maior delas é de que todos os desafios podem ser superados. "O Bernardo me tornou mãe no momento certo e sou muito grata por isso. Ele ensinou a nossa família a nunca desistir dos nossos sonhos e é por ele que batalho todos os dias. Ser mãe exige uma entrega integral, então tenho que dosar o tempo com ele e com as tarefas da loja, mas isso me permite crescer muito como pessoa", reitera Maguy.

Para 2021 a mamãe garante que o Dia das Mães será uma data ainda mais especial. "Você realmente só saberá o que é esse amor de mãe quando puder senti-lo em seu coração. Por isso mamães, lutem todos os dias para ver o sorriso dos seus filhos e nunca desistam. No dia que bater o medo, olhe para eles e agradeça a Deus. Mães, vocês sempre serão as melhores mães do mundo para os seus filhos, errando e acertando, mas amando sempre", conclui.


Adoção
08 Maio 2021 09:00:00

Suzana Hornburg Glau fala sobre a adoção dos filhos e a construção diária de uma família

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O amor de uma mãe é incondicional, único e incontestável, seja ela de sangue ou de coração. Desde muito cedo, Suzana Hornburg Glau, 45 anos, sabia que um dia seria mãe. "A palavra 'mãe' é muito poderosa e ela significa muito. É um vínculo que não pode ser quebrado, independente se você será uma mãe de gestação ou de coração, como eu", conta Suzana Hornburg Glau, 45 anos.

Ela e o esposo Rildo já estavam casados há dez anos, uma união feliz, mas com o sonho de formar uma família sempre latente. "Quando uma sobrinha nossa entrou no processo de adoção, isso nos fez refletir que também era chegada a nossa hora de sermos pai e mãe", afirma.

Assim como muitos casais que optam pela adoção, Suzana e Rildo entraram no processo de habilitação para a adoção. Primeiramente sonharam em ter um bebê e apenas uma criança. "Depois entendemos que a nossa missão era com filhos um pouco mais velhos. Recebemos três chamados para conhecer algumas crianças e nas três vezes, por vários empecilhos, acabou não dando certo e lamentamos por isso", relembra.

Um dia, a tão aguardada quarta ligação foi recebida pelo casal. Era véspera do aniversário de Suzana e mal sabia ela que este seria um dos presentes mais especiais de sua vida. "Eles nos perguntaram se ainda estávamos aptos e se tínhamos o interesse em conhecer duas crianças, eram irmãos de quatro e cinco anos, uma menina e um menino. Nossos corações transbordaram e nem dormimos mais naquela noite", declara.

No dia seguinte, o tão aguardado encontro aconteceu e foi o suficiente para Suzana saber que aqueles eram os filhos por quem esperou a vida toda. "Foi uma emoção inexplicável. No abrigo tinham mais de 40 crianças, mas quando eu fui pra casa só conseguia lembrar do rostinho dos dois. Naquele momento fomos apresentados como tio e tia, mas o meu coração já era deles".

O processo de adoção ainda durou algumas semanas até que toda a tramitação fosse concluída. Suzana e Rildo ainda fizeram mais uma visita às crianças e faziam questão de manter contato com eles por telefone. "E foi em uma dessas conversas por telefone que eu ouvi a palavra mãe pela primeira vez e me emociono até hoje quando me lembro disso", recorda.

Há oito anos, a chegada de Fabrício e Analise a Pomerode foi muito celebrada pelo casal e também pela família. Suzana faz questão de dizer que, assim como qualquer mãe, tem erros e acertos e muito aprendizado a cada nova fase da vida dos filhos. "Somos mães e acho que isso já nos dá o instinto de criá-los da melhor forma possível, com amor, carinho e muito respeito".

Para a empreendedora, que faz questão de adaptar a sua rotina para estar sempre perto dos filhos, é exatamente esse amor e respeito que devem permear cada atitude. "Quando você se torna mãe de coração isso é muito mais forte, independente de qualquer coisa, meu amor por eles é incondicional. Claro, não sabemos o dia de amanhã. Mas estar próxima ajudou muito na convivência com eles e essa conexão que hoje nós temos é maravilhosa", expõe.

Suzana reforça que toda mãe precisa ser e estar presente, e que para as mães de coração isso é algo ainda mais profundo. "Nunca caberá a nós qualquer tipo de julgamento. Mas, quando uma mãe abandona seus filhos e outra está lá para acolher é algo grandioso. Ser mãe é algo muito forte, e isso é válido para as mães de gestação e de coração. Mãe é aquela que cria, quem protege e que está sempre junto em todos os momentos, é amar acima de tudo".

Suzana reforça também o papel da família para a construção de um lar feliz e deixa uma mensagem especial para as outras mamães. "Sou grata por ter o Rildo como meu companheiro em todas as fases, sou uma mãe melhor todos os dias pelo amor e suporte que tenho dele. Acredito que a família é um conjunto, mamães e papais, unidos para mostrar o melhor caminho a seus filhos. Por isso, só posso pedir para que vocês cuidem de seus filhos como se fossem joias raras", finaliza.


Argumento Jurídico
07 Maio 2021 18:30:00

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Uma dúvida recorrente entre os segurados do INSS é se existe ou não um rol de doenças que caracterizem o direito ao auxílio doença e a aposentadoria por invalidez.

E a legislação atual, tanto a Lei 8.213/91, o Decreto 3.048/99 assim como as instruções normativas do INSS não tratam do assunto de forma taxativa, ou seja, não há previsão de doenças especificas que concedam o direito aos benefícios de aposentadoria por invalidez ou auxílio doença.

O critério utilizado pelo artigo 42 da Lei 8.213/91 para concessão da aposentadoria por invalidez é relacionado a incapacidade total e permanente sem possibilidade de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, assim sendo, independente da doença ser grave ou leve, deve-se verificar se essa incapacidade impede o segurado de retornar ao seu trabalho ou a qualquer outra atividade para manter o seu sustento.

Enquanto o artigo 59 da Lei 8.213/91 trata da concessão do auxílio doença e fala em incapacidade para o trabalho ou para sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos, portanto também não há delimitação de doença ou incapacidade específica.

Em ambos os casos os pedidos podem ser feitos tanto na via administrativa, diretamente junto do INSS, como na via judicial caso INSS venha negar o pedido.



Vale ressaltar ainda, que o artigo 45 da Lei 8.213/91 trata do pagamento de um acréscimo de 25% sobre o benefício do seguro que necessitar de assistência permanente de outra pessoa, sendo que nesse caso sim, existe um rol de doenças que geram o direito ao adicional de 25%.

Portanto, importante esclarecer que os institutos de auxílio doença e aposentadoria por invalidez não têm um tabelamento de doenças, não podendo ser confundido rol de doenças que dão direito ao adicional de 25% por grande invalidez.

Por fim, o que a Lei exige é a incapacidade laboral para a concessão dos benefícios, caso essa seja a sua situação, para efetivar o seu direito o segurado pode buscar orientação jurídica com advogado(a), especialista em Direito Previdenciário, de sua confiança.

Por Jonas Rafael Klein


Biodegradável
03 Maio 2021 16:27:00
Autor: Por: Redação TN

Ivo Stahnke ensina como fazer sabão caseiro de maneira prática

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Responda rápido, de qual maneira vocês descarta o óleo de cozinha utilizado para frituras? Se a sua resposta foi despejá-lo pelo ralo da pia ou descartar na natureza, é importante ressaltar que uma gota de óleo pode contaminar até mil litros de água pura, por isso, dar o destino certo ao item é importantíssimo.

Existem alguns destinos viáveis para proteger a natureza, um deles é reutilizar o óleo para fazer o conhecido sabão caseiro. Ivo Stahnke, ecônomo da Associação dos Servidores Públicos Municipais de Pomerode, explica que o processo é simples. Exige apenas cuidado e atenção no preparo, uma vez que utiliza em sua composição a soda cáustica, que é corrosiva.

Ivo tem ampla experiência como químico prático, então, quando percebeu que as sobras de óleo do restaurante Shaks Bar estavam crescendo, resolveu que era hora de reaproveitar o produto e, de quebra, economizar com a compra de detergente. "É um ganho em todos os sentidos, além de preservar a natureza, já que o sabão é biodegradável, ainda temos uma economia de quase 90% na compra de detergente para louça", afirma.

Ele explica que no restaurante o sabão é utilizado tanto na forma de barra quanto líquido. Se a quantidade produzida for maior do que a utilizada, o sabão é doado.

Ivo acredita que qualquer pessoa possa fazer o processo e fabricar o próprio sabão caseiro, gerando economia e cuidado com a natureza. "É importante, antes de passar a 'receita', reforçar que as pessoas precisam tomar alguns cuidados básicos. A soda cáustica é um produto corrosivo, portanto é necessária a utilização de luvas para manuseá-lo. Além disso, eu indico que as pessoas protejam os olhos e não permaneçam com o rosto sobre o vapor formado quando a soda é diluída. Por esses motivos também não indico que crianças façam esse preparo", orienta.


Matheus Kurth /

Ele ainda ensina que, caso haja contato com alguma parte do corpo por descuido ou respingo, basta lavar com água e depois vinagre, o que neutraliza a ação. Feitos os devidos avisos para garantir que não haja nenhum acidente, vamos ao modo de fazer:

- As quantidades utilizadas por Ivo são para a reutilização de cinco litros de óleo, porém, caso queira fazer uma quantidade diferente, basta reduzir ou aumentar proporcionalmente.

-Coloque 1kg de soda em escamas no fundo de um balde. É importante observar o grau de pureza, que precisar ser de no mínimo 96%, caso seja inferior, ela não diluirá completamente. Também lembre-se de utilizar luvas.

-Adicione três litros de água para diluir (pode ser direto da torneira). O contato da água com a soda cáustica provoca uma reação exotérmica, ou seja, a mistura vai esquentar. Deixe descansar por alguns minutos.

-Separe cinco litros de óleo em outro recipiente (coe para tirar as impurezas que restam das frituras).

-Adicione a soda diluída (agora em forma líquida) ao óleo. Agite a massa por aproximadamente 45 minutos. A massa estará pronta quando você levantar a colher utilizada para mexer, esparramar por cima da massa e ela não afundar.

-Coloque a massa no recipiente que desejar e deixe descansar por 72 horas, nesse tempo ocorre o processo de saponificação.

-Depois é só cortar o sabão em barras a armazenar para ser utilizado nas mais diversas atividades de limpeza.


Atendimento
02 Maio 2021 08:00:00
Autor: Por: Redação TN

Zico Ott descobriu na profissão de garçom uma verdadeira vocação

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Saber a melhor maneira de lidar com as pessoas é um requisito importante para quem trabalha com o público. Por vezes, a paciência é testada até o limite e é necessária muita experiência para saber contornar esse tipo de situação. Uns aprendem com o tempo e outros já nasceram com o dom, que é o caso do garçom Sigmund Ott, de 60 anos, mais conhecido pela população pomerodense como Zico.

A vida profissional começou muito longe do público. Trabalhou por 17 anos na Netzsch, mais 10 anos como motorista de caminhão, além de já ter passado também pela Schornstein, em que era técnico de manutenção. No entanto, Zico viu sua vida mudar quando foi chamado para atuar na Festa Pomerana, há 20 anos. Seu papel naquele momento era ser garçom e atender o pessoal. "Me interessou muito quando comecei a trabalhar com eventos, foi uma coisa nova que até então não conhecia e gostei demais", conta.

Com o tempo, ele foi ganhando experiência e, com isso, mais responsabilidade. De uns cinco anos para cá, focou na área e se tornou o coordenador da parte de bebidas da Festa Pomerana, além de ter uma equipe própria de garçons para atender em eventos como o Festival Gastronômico, Clubes de Caça e Tiro, casamentos, bailes, confirmações e outras comemorações. "É um hobby que tenho, mas ao qual me dedico muito. Às vezes me tira uma oportunidade de viajar, mas gosto de trabalhar com o público, sempre me interessou muito", destaca.

Durante a Festa Pomerana, Zico precisa arrumar energias para estar presente todos os dias, já que é o encarregado por organizar os pontos de refrigerante e fazer o controle das bebidas para que não falte durante o evento, e, além disso, destaca a necessidade de que tudo esteja sempre gelado, tendo em vista que a festa ocorre no mês de janeiro, sempre muito quente.

Para ele, o que mais o marcou nesses anos na área de eventos é o trabalho árduo necessário para a Festa Pomerana. "Você começa sexta-feira à noite, sai às 4h da manhã, 9h tem que estar novamente na festa e vai até o outro dia de manhã, às 4h, além do domingo de noite. Às vezes, nem dá para dormir", conta.

Além disso, desde maio de 2020, ele também faz parte da equipe de garçons do Restaurante Wunderwald, trabalhando três vezes por semana e também aos sábados e domingos, meio período. "Já estou com eles acho que há uns quatro anos, mas sempre trabalhava em todos os eventos que o restaurante participava fora", esclarece. No entanto, apesar de ter essas horas reservadas semanalmente, ele não deixa de trabalhar nos demais eventos. "É cansativo, mas sou aposentado, então dá para descansar. Se eu não gostasse disso, iria desistir."


Arquivo pessoal /Futuro: o garçom pretende continuar na área até quando conseguir.

Zico admite que, em alguns momentos, ouve comentários não tão legais, mas já adianta dizendo que não liga e tenta repassar esse pensamento para a equipe também. "Sempre digo para o meu pessoal só ouvir e agradecer. Não tenho reclamação de ninguém referente a isso", explica. Para ele, mesmo admitindo que é difícil lidar com o público, trabalhar com o povo é o que o faz feliz. "Faço o máximo possível para atender todo mundo bem", completa.

Em relação à resposta das pessoas sobre o serviço prestado, essa é uma questão muito valorizada por Zico, pois, sempre que termina o evento, pergunta para o contratante se foi bem feito e se teria alguma observação a ser feita. "Nunca escutei o pessoal reclamar, às vezes tem algumas sugestões, mas que sempre corrigimos. A pessoa que contrata uma festa tem seus objetivos e lucros e temos que trabalhar para isso."

A maior parte do aprendizado adquiriu com o tempo, no dia a dia. No entanto, lembra de um colega dos tempos de Schornstein que lhe ofereceu muitos ensinamentos. "Gostei muito do que ele me passou, segui os conselhos e acabei gostando. Esse foi um dos caras que me incentivou a trabalhar com isso", pondera.

O apoio veio também da família de Zico, inclusive tendo alguns parentes que ingressaram nessa área. Dois irmãos dele, que são motoristas de caminhão, fazem parte da equipe de garçons para os eventos nos fins de semana. Além disso, um dos filhos também seguiu os passos do pai e, enquanto passa a semana trabalhando em uma empresa, nos sábados e domingos também atua no Restaurante Wunderwald. "De duas semanas para cá, estou com a minha nora também trabalhando de garçonete comigo."

Mesmo já estando aposentado pelo tempo de contribuição, ele declara que continuará atuando na área enquanto a saúde permitir. "Sei que minha esposa fica às vezes sábado e domingo sozinha em casa, mas tiro um dia por mês para sair com ela e levo os meus dois netos junto. Enquanto eu puder fazer isso e minha família ajudar, com certeza continuarei", finaliza.


Receita
02 Maio 2021 08:00:00
Autor: Por: Redação TN

Alunos do Ensino Bilíngue da EBM Dr. Amadeu da Luz tiveram uma tarefa diferente e divertida

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Envolver as famílias no processo nas atividades escolares e propor atividades que marquem a memória dos alunos, é uma grande ferramenta de aprendizado que vem sendo utilizada pelos professores há muito tempo, e que têm se intensificado cada vez mais.

Para os alunos do 6º A (6. Klasse A) do Ensino Bilíngue da Escola Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz, essa experiência veio, recentemente, através de uma experiência culinária que envolvia a utilização do idioma alemão fora da sala de aula.

A ideia foi da Professora (Lehrerin) Renita Hoffmann. Ela explica ter trabalhado na escola com textos que tinham como tema "Projekttage an der Schule", que seriam aulas ou oficinas fora do currículo escolar. Um deles falava sobre "Sie haben Brot gebacken" (os alunos assaram pão). "Acho importante que os alunos falem alemão em situações que não sejam apenas na escola, gosto de envolver as famílias principalmente porque estamos trabalhando na modalidade de ensino híbrido. Como toda semana eu passo uma tarefa (Hausaufgabe) sugeri que fizessem pão em casa e eles ficaram bem animados. Os alunos sempre gostam de fazer atividades diferentes!"


Reprodução Redes Sociais/Parceria: Tales e Vinicius fizeram a tarefa juntos.

A receita para fazer o stockbrote consta no próprio livro didático vindo da Alemanha (chamado Deutschprofis). Para facilitar a atividade, Renita tirou uma foto da receita que consta no livro e enviou por meio de um aplicativo, no grupo dos alunos do 6º ano. "Pedi para que filmassem ou fotografassem a atividade e enviassem para mim por Whatsapp", explica a professora. O objetivo era perceber se todos haviam participado ativamente.

Logo após receberem a tarefa, os alunos Tales e Vinicius perguntaram se poderiam fazer o pão juntos. "É claro que eu concordei. Eles foram os primeiros a fazer e as fotos foram enviadas pela mãe do Tales, que foi muito gentil em comentar a experiência", revela a professora.

Ela conta ainda que ao agradecer e se desculpar pela sujeira, recebeu em retorno uma mensagem que a deixou extremamente feliz. "Ela disse: 'a sujeira se esquece, mas o programa nunca mais vão esquecer'".


Reprodução Redes Sociais /Experiência: alunos enviaram fotos e vídeos da ?produção? de pães.

Muitos outros alunos já enviaram as fotos e vídeos da atividade, muitos deles realizaram a tarefa no fim de semana. E você também quer tentar? Então confira a receita: 

Rezept Für 10 Stockbrote

1 Wurfel (42g) Hefe

325 ml lauwarmes wasser

600g mehl

2 esslöffel öl

2 teelöffel salz

1 teelöffel zucker

Die hefe im lauwarmen wasser auflösen. Alles in eine schüssel geben um mit dem handrührgerät mixen. Den teig zudecken und 45 minuten stehen lassen. Danach den teig mit etwas mehl kurz durchkneten und in 10 gleiche teile teilen. Die teigstücke zu ca. 40cm langem rollen formen. Die stöcke and der spitze mit alufolie umwickeln und darauf die teigrollen wickeln. Das stockbrot ca. 10 minuten lan über der glut, bis es goldbraun ist. Viel Spab!


Pomeranos no Vale Europeu
02 Maio 2021 00:00:00
Autor: Por Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow, Cláudio Werling e Dirceu Zimmer

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Existem boas experiências que podem ser imortalizadas em nossa memória, e ao lembrarmos delas, trazem um conforto inexplicável. São lembranças conectadas ao que vivenciamos e experimentamos ao longo da vida. Nossa infância, a fase mais importante das descobertas, deixa marcas que nos acompanham para sempre. Lembrar dos domingos com pato ou marreco recheado no almoço e a sopa de pêssego como sobremesa, ou aquela cuca feita no forno à lenha pela Oma nas sextas-feiras final do dia após faxina da casa, nos arremessam diretamente ao passado, acionando nossa memória afetiva. O sociológo francês Pieere Bourdieu afirma que "provavelmente nos gostos alimentares é que está a marca mais forte e permanente do aprendizado infantil, onde se conserva a nostalgia". Herdeiros de uma culinária rica em sabores, os descendentes pomeranos têm um amplo repertório gastronômico. Na Pomerânia, que durante um tempo foi o celeiro da europa, a produção de alimentos era a principal atividade nas propriedades.


Foto: Livro Pommern - Land am Meer/Ilustração de uma colheita de grãos nos campos da antiga Pomerânia.

Destaque para a criação de aves; do gado leiteiro; dos suínos; dos campos de batatas e cereais; dos vários tubérculos como as Wruken (uma espécie de nabo), e ainda, a abundante influência do mar e suas diversas espécies. Em livros antigos com receitas da Pomerânia, podemos evidenciar essa riqueza, se destacam pratos como o Pommersches Gänzenschmalz (banha de ganso), Pommerscher Gänzebraten (ganso assado), Ententopf (canja/ensopado de marreco), Schwarzsauer (sopa feita com sangue de aves ou suíno), Heringsalat (salada com pedaços de arenque em cubos), Sahnehering (arenque preparado com molho branco), Fischsuppe (caldo de peixe), Karpfen in Biersauce (carpa em pedaços cozida na cerveja escura - Malzbier) e Aal mit Rührei (enguia fatiada servida com uma espécie de farofa). As aves e os peixes exerciam forte inspiração para os pratos salgados.


Foto: Livro O Patrimônio Cultural da Imigração em Santa Catarina/Nos campos da Pomerânia e de Pomerode, as aves são presença certa. O assado de domingo tradicionalmente compõe o marreco ou pato recheado. Registro no Sítio Tribess em Pomerode.

A vasta costa báltica aliada à abundância do arenque que ocorre naquela região são um belo exemplo. Da mesma forma, o ganso e o marreco eram presenças imprescindíveis, bem como as batatas que aparecem em inúmeros pratos. Receitas doces, muitas também eram feitas, com destaque para o Mohnstollen (bolo tipo rocambole misturando duas cores, imitando a flor Mohn (papoula). Tipos de Stollen também eram elaborados com uvas passas, especialmente no Natal. Sopas de cerejas (Kirschsuppe) e de pêssego (Pfirsichsuppe), frutas abundantes naquelas terras. Destaque também para o Stettiner Baumkuchen (bolo em formato de árvore em que as camadas podem lembrar o tronco de uma árvore). São inúmeras as receitas que ao longo dos séculos foram sendo elaboradas e aprimoradas nos lares pomeranos. No entanto, toda essa fartura sempre esteve ao alcançe dos camponeses? Na prática, quem tinha todo o conforto e fartura de alimentos era a nobreza em suas amplas casas. No documentário "Als der Osten noch Heimat War 1v3 Pommern", Irma Pliquet que trabalhou numa dessas casas dos senhores/aristocratas (antigas propriedades feudais), destaca que os jantares dos encontros dos aristocratas (Junkers) eram rodeados de muita "pompa".


Acervo: Edson Klemann/Mesa posta e farta numa festa de aniversário infantil na década de 1970 em Pomerode.

Erika Bartelt que também serviu numa destas casas na Pomerânia, diz que o vestido escuro e o avental branco era a vestimenta que usavam e que o preparo destes jantares era feito no subsolo da casa senhoril, ela diz, "subir e descer a escada o tempo todo fazia parte da rotina... no porão todo o preparo, e em cima, no salão principal, os grandes jantares regados com muita comida e bebida". Heinz Blossey, cocheiro naquela época na Pomerânia, contribui no mesmo documentário, "...eles eram os senhores da propriedade, os aristocratas e donos das terras, e nós, éramos os trabalhadores diaristas/jornaleiros, então, havia uma distinção enorme entre essas duas classes". Certamente, nas instalações dos camponeses que trabalhavam nessas propriedades, o alimento era bem mais restrito. No livro 500 anos de Pomerode, um relato da família Ehlert nos traz detalhes. Roland Ehlert, busca em sua memória informações passadas de geração em geração, destaca: "... em geral, trabalhava-se para os grandes senhores, ganhava-se pouco, mal para sobreviver. Muitas vezes moravam nas casas dos senhores e tinham que racionar tudo, principalmente os alimentos". Roland complementa: "...quando um filho queria comer fora de hora, a mãe chamava atenção e dizia: você já comeu. Vamos guardar para o amanhã". Não podemos esquecer que a alimentação dos pomeranos "sem terra", era impactada de forma frequente pelas guerras, pestes e o próprio sistema feudal que estava em franca transformação no século XIX.

Foto: Livro O Patrimônio Cultural da Imigração em Santa Catarina/As conservas são uma tradição herdada dos imigrantes. Uma forma de armazenar alimentos conservando-os para os rigorosos invernos. No Brasil, apesar do clima tropical, esse hábito permanece até os dias atuais.

Na mesa dos nobres, havia tigelas inglesas com muitas frutas (pêssego, maçã, pera e framboesa), avelãs e nozes, ou ainda, no café da manhã, jarras de leite, queijos, manteiga, bolos com passas e diversos tipos de pães de trigo. Por outro lado, o camponês e seu trabalho árduo desde as primeiras horas da manhã, no seu intervalo recorria ao pão que tinha em sua indispensável cesta oval, além do toucinho, linguiça caseira, pão com banha (Fettbrot), geléia de porco com batata (Sülze mit Kartoffeln) e alguma fruta. Certamente a escassez e a dieta desigual entre nobres e camponeses, era o ambiente recorrente nos antigos campos da Pomerânia. Todo esse cenário, no qual se deve levar em conta o clima da região, as características dos cultivos e criações nas propriedades dos senhores/nobres, e, os consequentes hábitos alimentares, influenciaram definitivamente a gastronomia dos descendentes pomeranos. Em Pomerode, que é fortemente influenciada por esse povo, a culinária carrega essa herança dos campos da Pomerânia.


Acervo: Margret Ott/Curso de culinária na antiga Pomerânia no Kreis de Bublitz (1911).

As famílias pomerodenses mantém até hoje muitos hábitos alimentares que remanescem dos seus ancestrais pomeranos. A rotina do camponês aqui, sempre teve muita conexão com os hábitos dos imigrantes. O Frühstück , preparado para ser a refeição no meio da manhã na roça, incluía ou ainda inclui em algumas famílias o pão com embutidos (Wurst, Leberwurst, Blutwurst), ovo cozido e sempre uma fruta, por aqui, geralmente uma banana. Da mesma forma os assados de domingo com ave recheada, o aipim, "Kartoffelnsalad", ou ainda Klöse (nhoque) e muitos acompanhamentos/verduras em conserva, como, pepino, repolho e couve-flor (a conserva é uma tradição entre os povos europeus, uma forma de conservar os alimentos produzidos no verão para serem consumidos no inverno). A sobremesa dos almoços especiais, sempre acompanhada de sopas doces de pêssego, abacaxi ou figo (Pfirsichsuppe, Ananassuppe, Feigensuppe). Aliás, muito comum a secagem de pêssegos ao sol ou no forno para desidratá-los, assim, podem ser armazenados e render muitas sobremesas ao longo do ano. O café da tarde nos festejos não dispensa o pão com ovo e sardinha (Heringsbrot), uma clara referência ao consumo de arenque tão comum nas terras próximo ao mar Báltico. O pão sempre foi um capítulo à parte, se nos campos da Pomerânia os cereais como aveia e trigo reinavam, aqui nos trópicos a realidade e necessidade de se adaptar fez do milho, do cará, da batata doce e do aipim (Maisbrot, Carábrot,...) o melhor aliado.


Foto: Cláudio Werling/Evelina Werling no preparo do Kochkäse.

A cuca, atualmente um ícone nos cafés coloniais aqui servidos, é resultado de adaptações que os imigrantes fizeram usando frutas tropicais como a banana e o abacaxi. As geléias, se na Pomerânia eram de maçã, mirtilo e framboesa, aqui a banana, laranja e demais frutas tropicais foram adaptadas. Os derivados de leite são um capítulo à parte, o famoso Kochkäse, recentemente tombado como patrimônio cultural imaterial é um belo exemplo.


Foto: Secretaria de Turismo de Pomerode/Pão e cuca no forno a lenha sendo servidos na Festa Pomerana de Pomerode. Sabores que sobrevivem há séculos.

Klaus Granzow, em seu livro "Typisch Pommern", destaca uma expressão idiomática que reflete bem os hábitos e o comportamento dos pomeranos perante a histórica escassez de alimentos: "Ein Pommerscher Magen kann alles vertragen", ou seja, "Um estômago pomerano pode suportar tudo". Esse breve recorte histórico da Pomerânia apresentado, enaltece que os desafios ao longo de séculos de um povo, foram se traduzindo em uma culinária rica e diversificada, e hoje, o município de Pomerode se estabelece como um pólo gastronômico que encanta pela singularidade, sabor e simplicidade. São características perfeitamente ligadas ao modo de vida do povo Pomerano, transpondo para a mesa um legado milenar.


Atendimento
30 Abril 2021 15:00:00

Zico Ott descobriu na profissão de garçom uma verdadeira vocação

Saber a melhor maneira de lidar com as pessoas é um requisito importante para quem trabalha com o público. Por vezes, a paciência é testada até o limite e é necessária muita experiência para saber contornar esse tipo de situação. Uns aprendem com o tempo e outros já nasceram com o dom, que é o caso do garçom Sigmund Ott, de 60 anos, mais conhecido pela população pomerodense como Zico.

A vida profissional começou muito longe do público. Trabalhou por 17 anos na Netzsch, mais 10 anos como motorista de caminhão, além de já ter passado também pela Schornstein, em que era técnico de manutenção. No entanto, Zico viu sua vida mudar quando foi chamado para atuar na Festa Pomerana, há 20 anos. Seu papel naquele momento era ser garçom e atender o pessoal. "Me interessou muito quando comecei a trabalhar com eventos, foi uma coisa nova que até então não conhecia e gostei demais", conta.

Com o tempo, ele foi ganhando experiência e, com isso, mais responsabilidade. De uns cinco anos para cá, focou na área e se tornou o coordenador da parte de bebidas da Festa Pomerana, além de ter uma equipe própria de garçons para atender em eventos como o Festival Gastronômico, Clubes de Caça e Tiro, casamentos, bailes, confirmações e outras comemorações. "É um hobby que tenho, mas ao qual me dedico muito. Às vezes me tira uma oportunidade de viajar, mas gosto de trabalhar com o público, sempre me interessou muito", destaca.

Durante a Festa Pomerana, Zico precisa arrumar energias para estar presente todos os dias, já que é o encarregado por organizar os pontos de refrigerante e fazer o controle das bebidas para que não falte durante o evento, e, além disso, destaca a necessidade de que tudo esteja sempre gelado, tendo em vista que a festa ocorre no mês de janeiro, sempre muito quente.

Para ele, o que mais o marcou nesses anos na área de eventos é o trabalho árduo necessário para a Festa Pomerana. "Você começa sexta-feira à noite, sai às 4h da manhã, 9h tem que estar novamente na festa e vai até o outro dia de manhã, às 4h, além do domingo de noite. Às vezes, nem dá para dormir", conta.

Além disso, desde maio de 2020, ele também faz parte da equipe de garçons do Restaurante Wunderwald, trabalhando três vezes por semana e também aos sábados e domingos, meio período. "Já estou com eles acho que há uns quatro anos, mas sempre trabalhava em todos os eventos que o restaurante participava fora", esclarece. No entanto, apesar de ter essas horas reservadas semanalmente, ele não deixa de trabalhar nos demais eventos. "É cansativo, mas sou aposentado, então dá para descansar. Se eu não gostasse disso, iria desistir."

Zico admite que, em alguns momentos, ouve comentários não tão legais, mas já adianta dizendo que não liga e tenta repassar esse pensamento para a equipe também. "Sempre digo para o meu pessoal só ouvir e agradecer. Não tenho reclamação de ninguém referente a isso", explica. Para ele, mesmo admitindo que é difícil lidar com o público, trabalhar com o povo é o que o faz feliz. "Faço o máximo possível para atender todo mundo bem", completa.

Em relação à resposta das pessoas sobre o serviço prestado, essa é uma questão muito valorizada por Zico, pois, sempre que termina o evento, pergunta para o contratante se foi bem feito e se teria alguma observação a ser feita. "Nunca escutei o pessoal reclamar, às vezes tem algumas sugestões, mas que sempre corrigimos. A pessoa que contrata uma festa tem seus objetivos e lucros e temos que trabalhar para isso."

A maior parte do aprendizado adquiriu com o tempo, no dia a dia. No entanto, lembra de um colega dos tempos de Schornstein que lhe ofereceu muitos ensinamentos. "Gostei muito do que ele me passou, segui os conselhos e acabei gostando. Esse foi um dos caras que me incentivou a trabalhar com isso", pondera.

O apoio veio também da família de Zico, inclusive tendo alguns parentes que ingressaram nessa área. Dois irmãos dele, que são motoristas de caminhão, fazem parte da equipe de garçons para os eventos nos fins de semana. Além disso, um dos filhos também seguiu os passos do pai e, enquanto passa a semana trabalhando em uma empresa, nos sábados e domingos também atua no Restaurante Wunderwald. "De duas semanas para cá, estou com a minha nora também trabalhando de garçonete comigo."

Mesmo já estando aposentado pelo tempo de contribuição, ele declara que continuará atuando na área enquanto a saúde permitir. "Sei que minha esposa fica às vezes sábado e domingo sozinha em casa, mas tiro um dia por mês para sair com ela e levo os meus dois netos junto. Enquanto eu puder fazer isso e minha família ajudar, com certeza continuarei", finaliza.


Irmãs Carmelitas
30 Abril 2021 10:04:00
Autor: Por: Redação TN

Missa foi presidida pelo bispo diocesano Dom Rafael Biernaski

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Aconteceu no sábado, dia 24 de abril, a missa que marcou a inauguração da capela do Centro de Assistência Madre Maria José (Ceama). A celebração especial foi presidida pelo bispo diocesano Dom Rafael Biernaski, de Blumenau.

Por conta da pandemia, a presença de público foi restrita, porém toda celebração foi transmitida pelo canal do Youtube das "Carmelitas Mensageiras".

Por meio das redes sociais do projeto, o registro do momento de extrema alegria foi compartilhado através da publicação de fotos e mensagens de agradecimento a todos que contribuíram com a construção. "Nossos corações estão cheios de gratidão por essa graça e por todas as pessoas envolvidas nessa missão. Desejemos que essa Capela seja um balsamo de amor, luz e cura a todos os irmãos e irmãs que vierem buscar refúgio aqui, que as palavras de Deus toquem o coração de quem ouvi-las, dando ânimo, força, sabedoria, despertando em cada um os sentimentos de amor e perdão."

Ceama

Após 12 anos de planos, eventos para arrecadação de fundos e o recebimento de doações que partiram de benfeitores de várias cidades, foi erguida, em Testo Rega, grande parte da estrutura que abrigará o Centro de Assistência Madre Maria José (Ceama), das Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo. Quando estiver pronto, o objetivo é que o imóvel seja a sede de um projeto social com capacidade para atender até 120 crianças de 6 a 13 anos, com oficinas ofertadas no contraturno escolar.


Ação
29 Abril 2021 14:39:00

Ação é promovida pela APP da escola

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Em comemoração ao Dia das Mães, a Associação dos Pais e Professores (APP) da Escola Básica Municipal Olavo Bilac promoverá uma pastelada nos dias 7 e 8 de maio (sexta e sábado). Na sexta-feira a venda ocorre das 10h às 19h e, no sábado, das 7h30min às 16h, na Capela Santo Antônio, em Testo Central.

Cada pastel será comercializado ao preço de R$ 4,00 e é possível escolher entre os sabores: frango, carne, palmito, pizza, banana e churros.



Cumplicidade
25 Abril 2021 14:30:00
Autor: Por: Redação TN

Eurides e Anila Glatz comemoram as tão esperadas Bodas de Ouro dia 24 de abril

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Em um mundo em que relacionamentos se tornaram facilmente termináveis e pequenos detalhes são transformados em grandes problemas, presenciar relações duradouras se tornou motivo de alegria. Se, para alguns, 10 anos de namoro já é muito, para outros, meio século é o registro de uma união longa e duradoura.

É nesse clima de comemoração que o casal Eurides e Anila Glatz, de 71 e 66 anos, respectivamente, se encontra na véspera de completar 50 anos de casados. O dia 24 de abril de 1971 marcou o início oficial da união dos dois, mas a história começou quando eles ainda eram crianças e moravam na mesma localidade, no Vale do Selke Grande.

A diferença de idade dos dois fez com que Eurides fosse amigo dos tios gêmeos de Anila e, com isso, estivesse sempre na casa da avó da atual esposa. "Eles sempre judiaram de mim e dos meus dois irmãos", conta ela. Posteriormente, quando eram mais velhos começaram a namorar, ela tinha 15 e ele 19. Em apenas dois anos, o casório já aconteceu, mas Eurides deixa claro: "Nós não éramos obrigados a nos casar".

O dia especial foi marcado por uma grande festança de quase 300 pessoas no salão do Vale do Selke e demorou pouco tempo para o primeiro e único filho nascer em fevereiro do ano seguinte, ele recebeu o nome de Jonas. "Eu trabalhei em uma casa que tinha crianças e estava acostumada com elas, por isso a gente queria logo ter um filho", confessa Anila. Hoje, a família cresceu e conta também com uma nora e dois netos, de 14 e cinco anos.

Assim como muitos pomerodenses, a vida do casal foi marcada por muito trabalho duro. Na verdade, tudo começou quando se casaram e o pai da noiva deu para os dois uma vaca leiteira, "para termos comida na mesa", explica Eurides. "Ganhamos para começar a trabalhar na roça", completa ela.

Ele trabalhou por cinco anos em uma tecelagem e, após isso, ficou por 29 anos na Karsten, local em que se aposentou e saiu em 1998. Além disso, também foi porteiro da Prefeitura de Pomerode durante 10 anos e meio. Já Anila começou como costureira em casa e fazia peças sob medida, depois trabalhou em uma camisaria e também teve passagem pela Karsten, além de ajudar na cozinha do Salão do Progresso, na Festa Pomerana, entre outros locais. Agora, trabalha duas vezes na semana como diarista. "Nossa vida era trabalhar, a gente ia sempre nos trancos e barrancos", conta a esposa.


Geração: o casal com Jonas, seu único filho. FOTO: Arquivo pessoal  

Dos 50 anos de convivência, ela diz que brigavam em alguns momentos, mas o marido completa dizendo que isso faz parte. "Eu fui confirmado com um pastor que dizia 'quando não há fumaça na cozinha, não tem comida'", relembra Eurides, momento em que o casal caiu no riso. Além disso, eles completam dizendo que a casa é grande, então quando um quer brigar, o outro foge e, dessa forma, não gera discussão.

Em relação ao tamanho da residência, o marido deixa claro que as tarefas domésticas são divididas, assim se torna mais leve e fácil. "Ela faz a parte de dentro e eu faço a parte por fora, cada um tem o seu serviço e nenhum incomoda o outro". Essa compreensão é o que eles mais admiram um no outro. "Se eu peço uma coisa para ela, ela não nega, e se ela precisa de mim, eu já vou na hora", completa.

Nessa meia década de história, muitos momentos bons foram compartilhados entre os dois, mas perdas também fizeram parte de todos esses anos. Em cinco anos, Eurides e Anila perderam seis pessoas muito importantes para os dois, os pais dela e os quatro pais dele, os biológicos e o casal adotado pelo gentil senhor como pais de coração. "Não tínhamos mais ninguém, isso fez muita falta", admite ela.

Além disso, outro momento foi muito difícil para o casal: o acidente de bicicleta que Eurides sofreu. Há oito anos atrás, ele decidiu ir até o Salão do Progresso de bicicleta e, na volta, desceu devagar, pois a estrada estava ruim. "Estava subindo um fusca e perto de mim tinha um buraco, aí ele desviou. Eu não vi, mas atrás de mim vieram duas motos e uma delas se assustou. Quando ela freou e parou, deu um coice na minha bicicleta e eu cai no meio da rua", conta.


Laura Sfreddo /Bodas de ouro: um relacionamento duradouro.

Quando Anila chegou ao local, os profissionais que prestaram apoio não deixaram vê-lo. Indo para o hospital com o vizinho, ela pensou que havia ocorrido o mesmo que seu pai, que morreu repentinamente em um acidente. "Quando cheguei lá e vi que ele estava vivo foi uma alegria. Agora estamos bem, se continuar assim pode demorar mais uns 20 anos", brinca.

Mesmo diante de dificuldades, tropeços e desafios, o casal se manteve unido nesses 50 anos. Como nem tudo são flores, houve anos em que o relacionamento não estava no melhor momento, mas eles sempre se recuperaram. "Vamos continuar assim nesse resto da vida, se estamos com saúde já está bom. Hoje em dia pensamos muito no filho, na nora e nos netos, quando estão todos bem está tudo bem também", salienta Anila.

Infelizmente, devido à pandemia, a tão esperada festa para comemorar as Bodas de Ouro não poderá acontecer. Mas nós, do Testo Notícias, desejamos que o amor, a felicidade e a cumplicidade do casal, características tão visíveis durante a entrevista, estejam sempre presentes no relacionamento dos dois. 


Pomeranos no Vale Europeu
25 Abril 2021 12:00:00
Autor: Por Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow, Cláudio Werling e Dirceu Zimmer

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Desde o nascimento da colônia Blumenau a atividade de charutaria se fazia presente. Entre os 17 primeiros imigrantes estava o charuteiro Friedrich Riemer proveniente da Prússia. Consta que após 03 anos em terras brasileiras já havia uma próspera fábrica de charutos, fruto das primeiras plantações de tabaco por volta de 1853. A presença do tabaco na pujança da colônia Blumenau pode ser observada nos itens "exportados" numa das viagens regulares do vapor Progresso (15 de junho de 1883). Nesta, foram transportadas para Itajaí mercadorias como carne em conserva, mel, linguiça, batatas, ovos, 09 caixas de charutos, 06 fardos de tabaco, entre outros. Ao longo das décadas inúmeras charutarias prosperaram na região. O imigrante Riemer afirmava que o tabaco aqui produzido era melhor que o da Europa e do Caribe, somente perdendo para o de Havana.


Acervo Guisela Schuldt/Da esquerda para a direita: Gerhard Schuldt e sua esposa Rita, no centro o casal Johannes e Wanda Schuldt (nascida Volkmann), o menino Wilmar Schuldt e Guisela Hedrich (Schuldt).

No Vale de Pomerode a família Bürger foi a pioneira. Arthur Bürger fundou a fábrica em 1920 e por volta de 1940 ela funcionava no antigo prédio da escola da comunidade centro. O charuto "Flor do Brasil" era o mais popular e entre os especiais destacava-se "Cinza Branco" e a produção comercializada para vários Estados. Em Testo Central Alto também havia a fabricação de charutos. Guisela Hedrich (nascida Schuldt) que, por volta de 1948, quando tinha 10 anos, já auxiliava na fabricação de charutos. Seus pais Johannes (Hannes) e Wanda Schuldt trabalhavam como terceirizados na sua casa para Arthur Bürger, com quem aprenderam o ofício. Fundaram a fábrica Johannes Schuldt na década de 1940 na residência da família e boa parte da produção era destinada para Porto Alegre (RS).


Acervo: Sammlung, J. Blumenau-Niesel, Berlim/Dr. Blumenau em seu jardim fumando um charuto. No dia a dia fumava-se o cachimbo e aos domingos o charuto num momento especial.

As marcas utilizadas na ocasião eram "Oriental" e "Pequena Gaúcha". Toda a família trabalhava na fábrica e também 08 funcionários de Indaial. Os seladores dos charutos eram Armando e Ingo Hein de Pomerode, responsáveis pela colocação dos rótulos nos charutos. Posteriormente eram prensados e colocados nas caixas para o transporte. O processo de fabricação do charuto compreendia "enrolar" o tabaco, "rotular", "prensar" e, por fim, encaixotar para a expedição. Guisela destaca que parte da produção era terceirizada, "havia uma família Perini no Klarasbach e a família Kühlewein de Testo Central que pegavam as folhas do tabaco com meus pais e faziam em suas casas o charuto". A matéria prima seu Hannes comprava em Rio dos Cedros da família Bonatti, percurso que fazia de bicicleta. A fábrica de charutos dos Schuldt encerrou suas atividades na década de 1970. Muitas famílias passaram a cultivar tabaco em suas lavouras para a multinacional Souza Cruz, as várias estufas de fumo nas propriedades são um legado arquitetônico deste período. 


Informe ApaeXonante
22 Abril 2021 15:15:00
Autor: Por: CAESP Egon Kühn (APAE)

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Todos sabem que o envelhecimento é um processo natural do desenvolvimento humano. Contudo, essa etapa traz aspectos individuais que devem ser observados em relação ao contexto social.

Conceitos e práticas atuais ainda são influenciadas por compreensões que restringem a pessoa com deficiência intelectual a categoria de eterna criança. Por essa visão se torna necessário atuar a partir de uma perspectiva em que as capacidades das pessoas com deficiência intelectual sejam valorizadas com uma abordagem da sua faixa etária, permitindo o desenvolvimento da pessoa em relação ao seu meio, isso permite que a pessoa torna-se um cidadão com independência, autonomia e senso crítico.

O início do processo de envelhecimento na pessoa com deficiência intelectual ocorre a partir dos 30 anos de idade, mas o Projeto de Lei 5383/19 vigente considera idosa a pessoa a partir dos 65 anos de idade.

Na década de 80, a expectativa de vida era 35 a 40 anos para esse público com deficiência, hoje acompanha a faixa etária da "população geral", ou seja, 76,8 anos. Houve a evolução do respeito, inclusão e participação desse público na sociedade, o que fez com que sua expectativa de vida também aumentasse, através do olhar preventivo em sua saúde em geral.

"O envelhecimento é uma realidade muito recente na vida do portador de deficiência intelectual, até pouco tempo atrás, ele era visto como um compasso de espera para a morte, não havia investimento nele." (Jornal Folha de São Paulo, Março, 2006).

Então para a prevenção desse envelhecimento precoce do nosso público portadores de deficiência intelectual estimulamos eles para se manter ativos, em movimento, buscando a estimulação cognitiva em oficinas de atividades e ambientes diversificados no período em que eles estiverem na escola, além de orientar e incentivar as famílias para oportunizar aos educandos a ter vida ativa em seus lares e sociedade. Essa estimulação parte do conhecimento das habilidades que eles já têm e vão permitindo o desafio para a aquisição de novas habilidades.

Em busca constante de entardecer o processo de envelhecimento precoce e qualidade de vida a APAE, busca criar estratégias preventivas para diminuir os impactos do envelhecimento nos alunos, por meio da promoção e incentivo a atitudes de vida mais saudáveis, com a participação ativa dos alunos na construção da sua independência, autonomia, protagonismo e processo decisório.

Professora Neusa Warmeling Fuchter

Turma: Programa de Atendimento Laborativo (Proal)





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