Dia do Homem

Na ajuda ao próximo, o encontro de uma vocação

Paulo Duarte conta como o voluntariado se tornou uma paixão e um chamado de vida

Não somos definidos pelas dificuldades que enfrentamos na vida, mas sim pelas escolhas que fazemos a partir delas. Paulo Duarte, de 27 anos, transformou as lembranças de uma infância e adolescência crescendo próximo ao alcoolismo, brigas e problemas familiares em um trampolim para ressinificar seu presente e futuro e, com isso, acabou impactando também a vida de muitas pessoas.

Ainda adolescente, e após tomar a decisão de que mudaria sua história e suas atitudes para melhor, decidiu contribuir com um pedágio beneficente. Na época, não utilizava a palavra voluntariado para definir a ação, apenas queria fazer "algo de bom". Mal sabia ele que fazer algo de bom se tornaria uma tarefa quase que diária e natural em sua vida.

Quando criança Paulo fez parte da primeira turma de bombeiros mirins. A partir daí tornar-se um Bombeiro fazia parte de um sonho. "Sempre tive esse desejo e quando a oportunidade surgiu, fiz o curso. Mais tarde entendi que ser bombeiro abre um leque de possibilidades, então senti o desejo de cursar o Técnico em Enfermagem".

Ele se formou, mas não exerce a profissão de fato. Aliás, profissão também é uma questão de doação para ele. Paulo é representante comercial, mas também desempenha um papel especial na vida de alguém. "Tudo começou quando esse jovem que é autista e fazia tratamento na Renal Vida, precisava de alguém que o levasse até lá por uma semana. Criamos uma afinidade tão grande que aquela semana se transformou em duas, três e lá se vão sete anos. Então, no período da manhã eu fico com ele e cuido de toda parte de medicação, consultas e por aí vai", conta.

Você deve estar pensando que com dois trabalhos e o voluntariado no Corpo de Bombeiros de Pomerode não sobre muito mais tempo, não é mesmo? Pois então, ainda estamos só na metade.

Família: Paulo ao lado da esposa Rafaela e do filho Pedro, de apenas um ano de idade. 

Além disso, Paulo também é voluntário na Fanfarra Duque de Caxias há três anos. Integrante desde que frequentava o ensino fundamental, soube que o colégio não possuía mais a atividade por falta de um instrutor. Decidiu então que desempenharia o papel, ainda que nunca tivesse trabalhado diretamente com crianças. "Jamais havia me imaginado nesse papel e fui aprendendo aos poucos, percebi que muitas vezes o que os jovens querem é que você cobre disciplina e os incentive a vencer desafios. Neste sentido, aprendi muito com eles, pois quando me diziam: 'isso não vai dar', eu respondia: 'se você tentar, vai conseguir'. Aí percebi que muitas vezes em nossa vidas assumimos a mesma postura, dizemos que algo não será possível sem ao menos tentar. Mudei minha postura em relação a isso". Muito além de ensinar os jovens a tocar instrumentos, Paulo desenvolve atividades diversificadas com eles: como ensinar sobre primeiros socorros, realizar acampamentos e colecionar boas experiências.

Todos os passos até esse momento estavam preparando Paulo para o papel mais importante de sua vida, o de pai. Ao lado da esposa Rafaela, planejou a aguardou ansiosamente a chegada de Pedro, hoje com pouco mais de um ano. "Quando você se torna pai, seu olhar muda. Antes eu conversava com as crianças, amava brincar com elas e me dedicar. Mas a partir do momento em que soube que o Pedro chegaria para nós, comecei a observar tudo de outro ângulo: meu filho também vai passar por isso, ele também terá essa dificuldade e por aí vai".

Paulo conta que já havia definido quando jovem que seria um pai e um esposo presente. "Não adianta você fazer o bem para o próximo e não estar presente para a sua família. Minha esposa é uma super parceira, me apoia em todas as decisões e nós conversamos muito. Faço questão de estar presente para o meu filho, de levá-lo para a creche, brincar com ele, repartir tarefas de casa, como lavar louça, com a minha esposa. Quando era jovem e presenciava brigas familiares, pensava: eu vou fazer diferente, serei um pai diferente, farei melhor. Fui aprendendo com o tempo qual era a melhor forma de conseguir isso e hoje tenho orgulho da minha família e me sinto feliz pela pessoa que me tornei".

Esse sentimento também o motiva em atividades realizadas na comunidade de Ribeirão Areia, onde desempenha também a função de Conselheiro de Saúde. Com o aprendizado como técnico em enfermagem, Paulo contribui com quem necessita de ajuda. "Por exemplo, quando alguém sofre um acidente e a família precisa de ajuda para aprender a como dar banho no leito. Sempre que posso, ajudo. Não sou religioso, mas acredito no tripé: Deus, família e você. É preciso que você ame a si mesmo, queira o bem para o próximo e se doe aos seus sonhos. Se não tivermos isso, de que adianta? A vida é uma escada, precisamos subir degrau por degrau para conseguirmos chegar firme ao topo. E nessa caminhada, precisamos de pessoas ao nosso lado.

No dia 15 de julho é comemorado o Dia Nacional do Homem, apesar de causar estranheza por não ser tão comemorado como o Dia da Mulher, queremos, através da história de Paulo, homenagear todos os homens que se dedicam às suas famílias e à sociedade. É também importante lembrar que a data surgiu com o intuito de chamar atenção para o cuidado com a saúde, então, fique ciente que seus entes queridos precisam e desejam que você esteja ao lado deles, portanto cuide-se. 

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