Dia da Mulher

Doses de sorrisos para alegrar corações

07 Março 2019 10:51:00

Tânia Luize Weh, ou melhor, Dra. Naninha, e a vocação para o voluntariado

Foto: Marta Rocha
Projeto Sorriso: parceira há mais de uma década, Tânia descobriu a Dra. Naninha há seis anos e passou a levar sorrisos por onde passa.

Muito mais que um trabalho para preencher as horas vagas, que já não existiam, o voluntariado é algo que está na essência de Tânia Luize Weh. Desde criança, inspirada pelos exemplos da mãe, já gostava de ajudar na escola e na igreja. "Costumo brincar que o voluntariado está no meu sangue desde criança. E fui crescendo nesse mundo que me fez ter um entendimento diferente sobre a vida. Nesse sentido, minha mãe sempre foi uma grande inspiração".

E foi por essas andanças focadas no olhar cuidadoso para o outro, que Tânia ajudou a dar vida ao projeto Cativa Ação, em uma empresa têxtil da qual foi colaboradora por muitos anos. E, por meio dessas atividades, conheceu o Projeto Sorriso. "Costumo dizer que são 14 anos de voluntariado. Há dez acompanho o projeto em Pomerode e há seis anos descobri a Dra. Naninha", conta.

Ela relembra que a inserção no Projeto não foi uma novidade para ninguém porque já ajudava os voluntários nas atividades dentro do município. Então, o convite acabou sendo algo natural. E a Dra. Naninha apareceu durante o primeiro dia de treinamento. "Cada voluntário precisa encontrar o seu clown. Eu sempre reforço que a gente não cria o clown, a gente descobre ele dentro de nós. Na época que entrei para o projeto, tinha jornada dupla, na Cativa e na Apae, e era comum o sono ser um companheiro mais frequente. Foi aí que a Dra. Naninha ganhou vida".

Tânia explica que existem muitas diferenças entre um palhaço tradicional e um clown, já que esse último precisa de muita empatia para situações delicadas e de sofrimento. "Um clown não é palhaço, ele precisa saber falar com o olhar e colher a aceitação do outro naquele primeiro instante de encontro. A troca não pode ser forçada e precisamos respeitar a percepção de cada um. Porque a verdadeira missão de um clown é ser agente transformador de alegria, e acho que essa também é a missão de qualquer voluntário", reitera.

Hoje, além de levar a Dra. Naninha para as "consultas" no Hospital e Maternidade Rio do Testo e no Centro de Convivência Pommernheim, Tânia também é coordenadora do Projeto Sorriso em Pomerode, que conta atualmente com 15 integrantes. "Cada voluntário, antes de descobrir seu clown passa por um treinamento. Muitas vezes, antes de se encontrar, acaba percebendo que não tem o perfil. Como qualquer trabalho é preciso vocação. E acredito que, as vezes, acabamos nos escondendo em muitos 'não', precisamos nos permitir mais".

Tânia afirma que passou a ter um olhar mais otimista para vida. "Acho que a maior descoberta é você se ver clown durante 24 horas por dia, a partir do momento em que realmente vive esse universo. A transformação que a Dra. Naninha fez em minha vida foi enorme, ela me ensinou muitas coisas, que precisamos viver o momento e esquecer as amarguras do passado", finaliza.


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