Pomeranos no Vale Europeu
11 Abril 2020 10:11:00
Autor: Genemir Raduenz, Edson Klemann e Johan Strelow

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Quando a Páscoa se aproxima, somos tomados por um sentimento de que é tempo de celebração. Trata-se de uma data carregada de manifestações culturais. A palavra Páscoa que tem origem do hebraico "pessach", significa "passagem". Na Páscoa judaica, remete à passagem da escravidão para a liberdade do povo judeu, no calendário cristão a passagem da morte para a vida (ressureição de cristo). Por sua vez, nas línguas saxônicas a palavra tem outra origem. No alemão, denominada de Ostern, em pomerano/Platt chamada de Ouster e ainda em inglês de Easter, são palavras também vinculadas com um momento de passagem, mas nesse caso a mudança de estação no continente europeu. Para os germânicos que inclui a região da Alemanha e antiga Pomerânia, o mês de março se caracteriza pelo início da primavera, momento em que ocorre a transição de dias mais frios e escuros para dias mais ensolarados e quentes.

A celebração dessa "passagem" de estações é comemorada há séculos e tem um lastro com a era pagã. Nesse período se cultuava a deusa germânica Eostre/Ostara. Ela estava relacionada à primavera e era considerada a deusa da fertilidade, existia inclusive a denominação do oestremonat, considerado o mês germânico para essa deusa. O culto à deusa da fertilidade está conectado à primavera, período que se inicia o semear e o cultivar da terra. Uma época em que presentear com ovos fazia parte da tradição de muitos povos, como os germânicos e os eslavos. O ovo está ligado à fertilidade, simbolizando a origem da vida. Da mesma forma, a simbologia do coelho ou lebre quanto à fertilidade, também estariam ligados a deusa Eostre/Ostara. Outros povos antigos como os persas e romanos já possuíam o hábito de presentear com ovos na primavera associando a época com o renascimento, florescimento e fertilidade. Em Pomerode, é uma tradição secular, os germânicos quando colonizaram essa região, trouxeram da Europa o costume de presentear com ovos coloridos na manhã de Páscoa. No início, o ovo era presenteado cozido, com a casca colorida e consumido naquela manhã especial.

Os imigrantes encontraram nos trópicos uma planta nativa que atendia perfeitamente a função do "tingimento do ovo", a denominaram de Eierkraut (planta/erva do ovo), pois ano a ano a mesma passou a ser utilizada para colorir os ovos no prenúncio da Páscoa. O processo consiste em separar o bulbo da folhagem, cortar o mesmo e colocá-lo em água fervente. Posteriormente mergulhar o ovo ou somente a casca deixando cozinhar por dois minutos. A coloração adquirida é um surpreendente roxo, extremamente característico da Páscoa de antigamente. Também é possível usar folhas e flores que são colocadas na casca sobre o qual é envolto um tecido mergulhando-se o ovo para o cozimento. Esse processo proporciona um decalque nas casquinhas de belo efeito estético. A pintura da casca do ovo com Eierkraut foi um precursor do que conhecemos hoje como ovos de Páscoa. Num processo evolutivo as casquinhas começaram a ser pintadas com tintas sintéticas e recheadas com balinhas, amendoim, entre outras guloseimas, e, mais tarde, os tão característicos ovos de chocolate. Elsira Ewald, pomerodense da localidade de Ribeirão Souto, lembra que quando criança sua mãe coloria os ovos com Eierkraut e na manhã de Páscoa os ovos eram consumidos no café da manhã. Para ela, era um momento único que ficou marcado em sua memória.

Genemir Raduenz/Planta Eierkraut que crescia nos campos de Pomerode. Muitas vezes nas lavouras era considerada uma erva daninha, no entanto, na época de Páscoa virava protagonista. Na foto ao lado vemos o tubérculo do Eierkraut cortado e pronto para ser colocado na água em fervura

A Páscoa em Pomerode sempre foi marcada por muitas tradições, e a pintura dos ovos com Eierkraut pode ser considerado o início e o elo para a atual e grandiosa festa de páscoa da cidade, denominada de Osterfest. A principal atração é uma enorme árvore (Osterbaum) com casquinhas naturais de ovos de galinha pintados, ou seja, a Osterbaum pode ser destacada como um simbólico adorno para toda a comunidade que expressa uma tradição secular de pintar ovos para a celebração da Páscoa.


Genemir Raduenz/Os ovos devem ser colocados dentro da água fervendo com a erva, após 02 minutos podem ser retirados, proporcionando uma coloração de um roxo vibrante

Mas além do tradicional ovo de Páscoa, outro costume secular desperta a curiosidade, trata-se da Osterwasser (água de páscoa). Um ato carregado com fortes crenças de que pode trazer beleza e saúde. A água deve ser coletada numa fonte antes do nascer do sol. A Pomerodense Locady Gall (nascida Zinnke) moradora da localidade do Ribeirão Herdt, lembra que sua avó e sua mãe tinham essa prática. Da mesma forma, ela também buscava Osterwasser na manhã de Páscoa. Quando solteira fazia isso no riacho da casa dos pais (Anna e Wilhelm Zinnke) que ficava na rua Leopoldo Blase em Pomerode Fundos, e depois, quando casou com Otto Gall continuou a tradição na localidade de Ribeirão Herdt. Sra. Locady relembra aos 86 anos: "deve-se acordar cedo, levar o jarro ou balde na mão direita, coletar a água no riacho com a mesma mão e proferir em nome do pai, do filho e do espírito santo. No caminho de casa novamente proferir em nome do pai, do filho e do espírito santo (ideal falar três vezes durante o ritual).


Acervo Locady Gall/Família Zinnke da localidade de Pomerode Fundos. Ao Centro sentados a Sra. Anna e Wilhelm Zinnke. Na esquerda a Sra. Locady Gall e seu marido Otto

Chegando em casa a água deve ser envazada em garrafas. É uma água que se conserva e pode ser usada para males que possam afetar as pessoas da casa. No próximo ano na manhã de Páscoa se coleta nova água". A Osterwasser é considerada uma água sagrada e para muitos uma superstição, é mantida numa garrafa e usada ao longo do ano como remédio. Atualmente algumas famílias na cidade ainda mantém essa tradição e tem a crença de que a água pascal os protegerá ao longo de um ano. A Páscoa simboliza a passagem da morte para a vida, o renascimento e a fertilidade de bons tempos e a esperança de um novo ciclo mais próspero.

Feliz Páscoa -- Frohe Ostern -- Fröilige Ouster 

*Artigo publicado no especial de Páscoa de 2018



Pomeranos no Vale Europeu
14 Março 2020 11:16:00
Autor: Por: Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow e Cláudio Werling

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A família Ewald se origina da Pomerânia. O imigrante Albert Ewald nasceu em 12 de fevereiro de 1843 e imigrou para o Brasil em 1865, da vila de Tempelburg do Kreis de Neustettin. Com ele vieram sua esposa Ernestina e o filho Paul, de sete meses. Vieram à bordo do navio Franklin guiado pelo capitão Fendt. O imigrante teve muitos filhos e uma vida longeva para os padrões da época, viveu 89 anos. O filho mais velho Paul Ewald, que nasceu na Pomerânia, casou-se com Bertha Just, na região de Ribeirão Souto. Desta forma, todas as famílias com sobrenome Ewald desta localidade de Pomerode descendem do imigrante Albert Ewald.


Pomeranos no Vale Europeu
06 Março 2020 14:07:00
Autor: Por: Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow e Cláudio Werling

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Nas pequenas vilas da Pomerânia de onde muitos imigrantes vieram, existem inúmeras "histórias para contar", e a da família Ramthun é especial. Começamos destacando um pouco da vida de Heinrich Ramthun. Na vila de Natelfitz, no Kreis de Regenwalde, a primeira esposa de Heinrich faleceu muito jovem, mas tiveram dois filhos, Wilhelmina e Hermann Ramthun. Ele se casou novamente e, segundo relatos, essa esposa maltratava os enteados, como consequência, os dois filhos abandonaram o lar e foram se abrigar na casa de estranhos.
O filho Hermann, nesta ocasião com nove anos, teve que trabalhar para garantir seu alimento e moradia exercendo a curiosa atividade de "cuidador de gansos" (na Pomerânia haviam muitos criadores de gansos que abasteciam o mercado com penas e carne de ganso defumada). Mais tarde, já um jovem homem trabalhou numa fábrica de cerveja. Hermann e Wilhelmina não mantinham mais contato com o pai Heinrich.
Em 1881, os filhos Ramthun se motivam em deixar a Pomerânia pois Hermann queria escapar do serviço militar, ambos imigram para Elba (condado de Winone Country), no estado de Minnesota, nos Estados Unidos da América. Já o pai Heinrich Ramthun havia imigrado para o Brasil em 1879 com sua terceira mulher, essa, muito mais jovem chamada Johanna Wilhelmina Henriette Pflanz (Heinrich havia deixado a segunda mulher pelos maus tratos com os filhos).
Acervo Ervira Eggert/Filhos de Hermann Ramthun. Registros feitos num estúdio fotográfico na cidade norte americana de Aberdeen.

Ainda na Pomerânia, Heinrich e sua mulher Johanna haviam se mudado para a vila de Piepenburg (Kreis Regenwalde) e, de lá, decidiram partir para o Brasil com suas duas filhas (Anna e Albertina), com a cunhada de Johanna (Augusta Pflanz) e com a mãe de Johanna (Charlotte Pflanz). Chegando no porto de Itajaí, seguiram até Blumenau e no galpão dos imigrantes escolheram um lote de terra na região de "Pommeroda".

Heinrich e Johanna agora já no Brasil ainda tiveram os filhos Ida e Wilhelm Ramthun. Por sua vez, os filhos Hermann e Wilhelmina, que foram para os Estados Unidos, nem sabiam do destino do pai. Posteriormente, descobriram o pai no Brasil e Wilhelmina Ramthun escreveu, em 16 de abril de 1882 a primeira carta. Hermann Ramthun trabalhou inicialmente numa fazenda nos Estados Unidos com baixo salário, casando-se com uma humilde moça de nome Amélia Hilke, da região de Altura, no mesmo condado de Winone Country (Estado de Minnesota). Batalhador, conseguiu com muito esforço adquirir seu próprio lote de terra e constituiu razoável fortuna se mudando para a cidade de Aberdeen, (condado de Brown), no estado norte americano de Dakota do Sul.

Todos esses detalhes dos filhos que foram para os Estados Unidos e do pai que imigrou para o Brasil, quem nos conta é a bisneta do imigrante Ramthun, a Sra. Elvira Eggert (nascida Ramthun). Ela guarda com muito carinho fotos dos antepassados e um incrível acervo de cartas, todas em escrita alemã, denotando que naquela época os imigrantes já possuíam razoável formação.

Acervo Ervira Eggert/Registro de Hermann Ramthun já adulto num estúdio na cidade de Aberdeen nos Estados Unidos.

Sra. Elvira destaca que a separação dos filhos e pai na Pomerânia, certamente foi motivo de muito sofrimento. Os relatos de saudades encontrados nas cartas são emocionantes. Numa passagem em uma das cartas a filha Wilhelmina pede para os Ramthun de Pomerode que enviem sementes de flores dos jardins aqui do Brasil, pois semeando-as nos Estados Unidos, ao florescerem, teria uma lembrança de seu pai.
A troca de informações entre os Ramthun sobre a percepção de dois países, com climas tão diferentes, também se desdobram em peculiares observações que nos remetem ao século XIX. Os Ramthun do Brasil destacam o forte calor e os animais silvestres, por outro lado, os Ramthun dos Estados Unidos evidenciam as ondas de frio mencionando, por exemplo, numa das cartas que em pleno agosto (verão no hemisfério norte) as batatas congelavam dentro do porão da casa.

Acervo Elvira Eggert/Família Ramthun de Pomerode. Na esquerda, sentada a imigrante Johanna Pflanz Ramthun, e acima, na extrema direita em pé está Wilhelm Ramthun (filho do imigrante Heinrich Ramthun).

Ao ler as cartas, não é difícil imaginar o quão difícil foi a vida dos imigrantes Pomeranos, quer seja nos trópicos, ou nas vilas geladas dos Estados Unidos. Como no exemplo da família Ramthun, na época da imigração muitas separações de outras famílias também ocorreram, certamente o tamanho da saudade que se abatia sobre os ombros destes pioneiros é imensurável. Vale lembrar que ao longo da história a maior leva de imigrantes da Pomerânia foi para os Estados Unidos, e muitos, para a região de Minnesota.
Os imigrantes Ramthun são um claro exemplo da resistência e perseverança do Pomerano, pois em lugares tão distintos construíram suas casas (lutaram pelas suas propriedades), formaram suas famílias e deixaram um legado inestimável. Sra. Elvira é uma entusiasta da história da família e sem perceber se apaixonou pela Pomerânia, então era hora de conhecer as vilas de onde seu bisavô Heinrich Ramthun imigrou.

Elvira Eggert/Casa feudal em Piepenburg (Pomerânia) aos fundos e nos arredores os celeiros. Possivelmente frequentados pelo imigrante Heinrich Ramthun antes de imigrar ao Brasil.

Tendo uma filha (Elke) que mora na Alemanha, a realização deste sonho foi facilitada. A viagem ocorreu em maio de 2018, acompanhada de suas filhas e genro.

É preciso destacar que após a segunda guerra mundial, Regenwalde e toda aquela região da Pomerânia se consolidou como território Polonês, assim, a viagem compreendeu percorrer várias vilas daquele país. Passaram por Stettin (antiga capital da Pomerânia), por Plathe, Regenwalde, Naugard, Wollin entre outras. Mas conhecer as vilas onde a família Ramthun vivia era o grande objetivo, percorreram então, Natelfitz, Witznitz e Piepenburg.

Elvira Eggert/Sra. Elvira no centro com suas filhas Ethel e Elke. Nos fundos o rio Rega na Pomerânia, inspiração para o nome do bairro Rega na cidade de Pomerode.

Ela relata que observar aqueles vastos e planos campos, as igrejas centenárias, a casa feudal e seus celeiros e colocar os pés descalços naquela terra a encheu de emoção. Certo momento numa das vilas se sentou e em silêncio observou os campos, as casas e o cantar dos passarinhos e, com muita emoção, tentou imaginar como foi a vida de seus ascendentes nessas terras e as dificuldades que enfrentaram. Ela ainda destaca que ao longo da viagem pela antiga Pomerânia "se encontrou" várias vezes com o rio Rega, esse que percorre regiões como Regenwalde e Plathe, ou seja, arredores onde os Ramthun viviam na Pomerânia, e, por uma feliz coincidência, a Sra. Elvira mora no bairro Rega na cidade de Pomerode.
Elvira Eggert/Igreja em Natelfitz (Pomerânia), local onde o imigrante Friedrich Ramthun nasceu.

As cartas da família Ramthun nos mostram que a separação de uma família e sua consequente distância, não são suficientes para apagar os eternos laços estabelecidos entre os imigrantes e seus descendentes, e que, a preservação da história e cultura de um povo fortalece esse vínculo.

Acervo Ervira Eggert/Primeira carta escrita por Wilhelmina Ramthun em 1882 nos Estados Unidos e endereçada ao Brasil.




07 Fevereiro 2020 11:34:01

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No início da tarde de ontem, 05/02, foi entregue o restauro da casa enxaimel do Sítio Tribess. As obras foram feitas em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que investiu cerca de R$ 178 mil.

A edificação principal do Sítio recebeu substituição completa da cobertura, vedações em madeira e instalações elétricas, além da recuperação da estrutura em enxaimel, de alvenarias, pisos e esquadrias. 

Participaram da entrega o Prefeito Ércio Kriek, presentes a superintendente do Iphan-SC, Liliane Nizzola, e a chefe substituta do Escritório Técnico da Imigração em Pomerode, Suelen Artuso.


07 Fevereiro 2020 11:27:00

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Na gastronomia típica local, nas lojas de souvenirs, nas festas regionais. Se tem uma coisa que não pode faltar quando o assunto é tradição germânica no Vale do Itajaí, é a Linguiça Blumenau. Produzida a partir de carnes suínas nobres, a iguaria ganha um reforço para ser reconhecida como um produto exclusivo da região. O Sebrae/SC, junto com fabricantes locais e as prefeituras dos cinco municípios (Blumenau, Pomerode, Gaspar, Timbó e Indaial) retoma o processo para garantir o registro de Indicação Geográfica (IG) ao produto.

Segundo o Ministério da Agricultura, esse registro é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer.

Conferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o registro de Indicação Geográfica é um atrativo a mais para o reconhecimento de um produto e o consequente avanço econômico da região fabricante. "Em Santa Catarina já temos este reconhecimento para alguns produtos, como os dos Vales da Uva Goethe, conquistado em 2012, e da banana da região de Corupá, em 2018. Para a região do Vale, onde a Linguiça Blumenau é fabricada, ter a IG será um importante passo para proteção, reconhecimento e desenvolvimento da produção local", explica Aloisio Salomon, analista do Sebrae Vale do Itajaí.

A partir de agora, Sebrae e produtores passam a estruturar informações sobre o produto e a realidade local, que irá resultar na construção das características, processos e limitação territorial da Linguiça Blumenau. Segundo a entidade, a conclusão das ações de preparo e a obtenção do registro devem acontecer no fim do ano.

Além da linguiça Blumenau, outras regiões com produtos característicos estão pleiteando o reconhecimento de Indicação Geográfica. São eles: as ostras de Florianópolis; o camarão de Laguna; a cachaça de Luiz Alves, a banana de Luiz Alves, a maçã Fuji da região de São Joaquim, os vinhos de Altitude de Santa Catarina e o Mel de Melato de Bracatinga do planalto Sul brasileiro. No total, mais de 5 mil produtores catarinenses estão sendo impactados diretamente com a estruturação dessas IGs.


Oportunidade
07 Fevereiro 2020 11:02:45

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Com o intuito de desenvolver características de comportamento empreendedor e identificar novas oportunidades de negócios, o Sebrae/SC realiza de 9 a 14 de março mais uma edição de um dos melhores cursos de empreendedorismo do mundo: o Empretec. Reconhecido em mais de 40 países, o curso é uma metodologia da Organização das Nações Unidas e terá seis dias de imersão e 60h de capacitação com dedicação exclusiva dos participantes em técnicas de desenvolvimento pessoal e gerencial. As inscrições estão abertas e as entrevistas seletivas acontecem nos dias 18 e 27 de fevereiro.

O Empretec tem o objetivo de provocar a melhora no desempenho empresarial, para uma maior segurança na tomada de decisões, permitindo que os empreendedores ampliem sua visão de oportunidades e aumentem suas chances de sucesso empresarial. Os participantes serão desafiados a desenvolver dez características empreendedoras como: busca de oportunidade e iniciativa, persistência, análise de riscos, qualidade e eficiência, comprometimento, busca de informações, metas, planejamento, persuasão e rede de contatos e independência e autoconfiança.

De acordo com Nilmar Paul, um dos responsáveis por ministrar o curso, o Empretec tem o objetivo de potencializar o comportamento empreendedor. "Podem participar pessoas com negócios próprios para otimizar resultados, pessoas com vontade de empreender pela primeira vez e até interessados em desenvolver um comportamento empreendedor. Quem realiza o curso tem melhores resultados dentro da sua empresa, pois consegue empreender com mais consciência e lidar diretamente com os riscos. É um curso prático de experiência empreendedora completa, onde o participante conseguirá localizar oportunidades, atender, investir, executar e obter lucros ao final da prática", destaca.

O processo para participar do Empretec inicia com pré-inscrição, seguida por uma entrevista de seleção que visa avaliar as características empreendedoras do candidato, permitindo traçar um perfil dos participantes do grupo. Mais informações: 0800 570 0800 ou pelo whatsApp: 3390-1411. O Sebrae Itajaí fica localizado na Rua Brusque, n° 650, no Centro.


Entrada gratuita
30 Janeiro 2020 19:20:00

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Nesta sexta-feira, 31 de janeiro, o Teatro Municipal de Pomerode será palco de uma apresentação da Banda Sinfônica do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc). Cerca de 40 alunos de diversos Estados brasileiros e representantes de países como Colômbia, Peru e Uruguai estarão juntos, formando a Banda Sinfônica do Femusc, na regência do professor Luiz Lenzi. O evento tem entrada gratuita e começa às 19h30min.

Para o concerto de Pomerode, o maestro Lenzi informa que será apresentada uma "Noite de Solistas", com enfoque em eufônium, trompete e trombone e saxofone. Serão apresentadas obras contemporâneas para Banda Sinfônica, mas também um olhar para a música popular brasileira, como Chiquinha Gonzaga (Corta Jaca) e Mestre Duda (Suíte Monette). Em Pomerode, o evento conta com apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo e Cultura.


Programe-se

O quê: Banda Sinfônica do Femusc

Onde: Teatro Municipal de Pomerode

Quando: Sexta-feira, 31 de janeiro, às 19h30min

Entrada: Gratuita




Refrescante
26 Dezembro 2019 15:03:00

Parque Aquático Cascata Carolina oferece uma linda paisagem em meio à natureza e garante diversão para toda família

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Para aqueles dias quentes de Verão, nada melhor do que uma piscina para se refrescar. De preferência, que ela seja pertinho da natureza, em um local que possibilite algumas horas de relaxamento e muito lazer. E é exatamente isso que o Parque Aquático Cascata Carolina, localizado na Rua Antônio Schmitz, Belchior Alto, em Gaspar, tem a oferecer.

O parque iniciou nos arredores de uma pequena cascata com piscinas naturais, sem nenhuma infraestrutura, onde pessoas da região e turistas costumavam se banhar. O tempo passou e, em 1984, foi inaugurado o primeiro parque aquático da região, conhecido como Parque Ecológico Cascata Carolina, contando com a estrutura de uma piscina com o formato do estado de Santa Catarina, um toboágua e um restaurante. Cinco anos se passaram e o empreedimento passou a se chamar Parque Aquático Cascata Carolina, ganhando novas atrações, como uma piscina com uma ponte para caminhar, dois toboáguas e uma lanchonete.

Em 1996 as opções de lazer ofertadas continuaram crescendo. Pensando também no público infantil, foram instaladas piscinas e dois toboáguas para os pequenos, além de três super toboáguas radicais para quem gosta de adrenalina. O ambiente também recebeu um toque especial, cada área composta por um tema diferente, contém esculturas fascinantes. No ano de 2002 foram realizadas algumas pesquisas com relação à água utilizada e, devido ao bom resultado obtido, o espaço foi intitulado como Parque Hidromineral.

Divulgação Cascata Carolina/Família: as piscinas e tobogãs trazem muita adrenalina e alegria aos banhistas de todas as idades.

Possuindo uma área com mais de 65 mil metros quadrados, hoje a Cascata Carolina oferece atrações para família inteira. Para o responsável pela administração do empreendimento, João Bruno Thais, os destaques são a segurança no local e a diversão garantida. "Temos atrações para todas as idades, mas a principal atração para quem gosta de adrenalina é o Toboágua Azul, com uma descida de 200 metros de comprimento e que pode atingir a velocidade de até 65 km/h, é muito radical", comenta.

Um passeio refrescante rodeado por chafarizes, cascatas, bosques e playgrounds, o parque ainda conta com um total de 12 toboáguas e três piscinas. Além da diversão, a alimentação também é garantida, já que um restaurante e lanchonetes fazem parte do espaço.

Para quem prefere fazer seu próprio almoço ou lanche, há a possibilidade de alugar quiosques com churrasqueiras, porém não é permitida a entrada de bebidas. "Uma opção maravilhosa para passar o dia em família. O grande diferencial da Cascata Carolina é a integração do parque com a natureza. Estamos cercados pela Mata Atlântica e tem um córrego com cascatas que corta todo o parque, é lindo" ressalta.

Um lugar inesquecível, cheio de vida e que deixa qualquer pessoa com um gostinho de quero mais. Os moradores do Estado dispõem de uma condição especial no preço da entrada. "Para quem ainda não conhece, nesta temporada de Verão temos uma promoção com desconto no ingresso para moradores de Santa Catarina".

E para quem estiver com a agenda cheia, ou trabalhando, o parque funcionará todos os dias, "inclusive nos feriados de Natal e Ano Novo" completa.


Cultura
26 Dezembro 2019 14:50:00

Localizada no Morro Boa Vista, a Chiesetta Alpina carrega traços de uma igreja milenar e de tradição italiana

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Uma igrejinha especialmente localizada onde o azul do céu se mistura ao verde das montanhas. Você pode estar achando que esse é o cenário de um filme, mas, na verdade, está a disposição para encantar os olhares dos moradores e turistas que visitam Jaraguá do Sul.

Para descobrirmos um pouco mais sobre esse lugar encantador e religioso, entramos em contato com o diretor de Turismo de Jaraguá, Marcelo Nasato, que falou um pouco sobre as curiosidades do local. Popularmente conhecida como Chiesetta Alpina, o monumento é inspirado na igreja milenar de São Simão Apóstolo, localizada em Vallada Agordina, na província de Belluno, na Itália. "A Chiesetta é consagrada ao Cristo dos Alpes, sendo a única no Brasil. Ela se constitui numa marcante edificação comemorativa pelo transcurso, em 2011, dos 150 anos da unificação italiana" comenta.

Com iniciativa da comunidade italiana, a fim de homenagear todos os imigrantes que vieram dos países da região dos Alpes e Apeninos, o Morro Boa Vista foi escolhido por relembrar as montanhas dolomitas. "O movimento pela sua construção iniciou em 2010 e a pedra fundamental foi lançada em 2011, sendo assim inaugurada a primeira etapa das obras em dezembro de 2012. Após a colocação das janelas e a finalização da torre, aconteceu a unção do altar feito em pedra dolomita, proveniente da Itália. A última etapa foi encerrada com a cerimônia de sua dedicação, no dia 22 de novembro de 2014" destaca.

Alex Júnior Giacomin 

Localizada em um terreno de 20 mil metros quadrados e em uma altitude de 570 metros do nível do mar, a igreja proporciona aos turistas uma vista dos diversos pontos da cidade. Internamente, a Chiesetta comporta cerca de 80 pessoas sentadas. "Em seu interior também está situado um crucifixo do ano 1700 e uma pintura de São Miguel, feita pelo renomado pintor e escultor italiano, Franco Murer", destaca. Para finalizar, uma torre com 27 metros de altura acompanha a igrejinha, deixando-a ainda mais deslumbrante.

Além da impecável construção, o lugar oferece uma paisagem fascinante, admirada e fotografada por milhares de turistas todos os anos. "Em seu entorno também são disponibilizadas áreas de convívio para visitantes, um bosque com árvores típicas da região alpina, estacionamento e instalações sanitárias, incluindo é claro, serviços de vigia", explica.

Nasato ainda faz um convite. "Jaraguá do Sul tem o prazer de convidar você e toda sua família para conhecer e apreciar a beleza e a cultura de nossa cidade", conclui.


Natureza
26 Dezembro 2019 14:46:00

Este é o município de Doutor Pedrinho, um lugar contemplado por belezas naturais

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Em meio à côncava e bruta massa rochosa, escoa a bela cascata cristalina, que dá origem à impecável e tímida Gruta Nossa Senhora de Fátima. Localizada no município de Doutor Pedrinho, a gruta, fora desvendada por João Girelli. 

Segundo historiadores, em meados de 1947, Girelli capinava na beira de um riacho, quando avistou rastros de uma anta. Prontamente, pegou sua espingarda e iniciou a caça, no entanto, enquanto dedicava toda atenção ao animal, uma enorme tempestade se formava. Na tentativa de se proteger dos trovões, acabou entrando em uma gruta, antes oculta aos olhos humanos. A admiração foi imediata, retornando ansioso para anunciar a descoberta. Após comunicar a boa nova, Celeste e Ângelo Uller se comoveram com a notícia e patrocinaram as primeiras imagens de Nossa Senhora de Fátima como padroeira, feita artesanalmente em madeira, desenhada e pintada pelo pintor Schiocchet, junto com São Paulo e Santo Antônio. O acesso até a gruta foi aberto através de uma trilha pelo lado direito e, numa solenidade, as imagens foram levadas até o topo.

Com o passar dos anos, o local recebeu obras, melhorias e um novo nome: Santuário Ecológico Nossa Senhora de Fátima. Atualmente o trajeto coberto pela mata e a beleza oferecida pela gruta encantam os turistas. Ao chegar no topo, uma passarela acompanha os visitantes e proporciona um caminho confortável para apreciar a natureza. Com vista panorâmica e uma queda d'água de 23 metros, as imagens sagradas de Nossa Senhora de Fátima, Santo Antônio e São Paulo tornam-se ainda mais especiais. Aos devotos, uma fonte sagrada em meio ao cenário acolhe as rezas e pedidos.

A agente administrativa da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo de Doutor Pedrinho, Neuza Fátima Girelli, explicou um pouco sobre a história do lugar e o seu significado para o município. "A gruta é muito importante para a comunidade local, por esse motivo se trabalha em parceria, ou seja, a Prefeitura mantém a infraestrutura, passarela, banheiros entre outros. E a comunidade ajuda com a limpeza, roçada e proteção do lugar". Além de turístico, o localtornou-se um destino religioso para os católicos. "Em 13 maio, Dia de Nossa Senhora de Fátima, é realizada uma missa na gruta" comenta.

Para aqueles que levam um pedacinho da gruta consigo, seja em memória ou captada por uma fotografia, o local também guarda recordações de quem passa por ali. Em razão disso, um livro de presença pode ser assinado pelos visitantes, onde é registrado o nome e o local de origem. Por meio dele também é realizada a contagem de quantas pessoas, em média, passaram por lá. "Entre 18 de maio de 2019 e 10 de outubro, um total de 2,1 mil assinaturas foram registradas, esse público varia de diversos lugares do Brasil, até mesmo estrangeiros" explica.

Outras atividades 

Cascata Salto Donner

Aos visitantes de Doutor Pedrinho, a aventura não para por aí. Além da belíssima gruta, os turistas podem apreciar esplêndidas cascatas e cachoeiras localizadas no percurso. Na chegada ao portal da cidade, a natureza já se faz presente com a encantadora Cascata Salto Donner. Localizada no bairro que dá origem ao seu nome, possui 25 metros de queda e um mirante, que proporciona a visão panorâmica do local, um formoso cartão de boas-vindas para quem vai à cidade. 

Divulgação Portal de Turismo de Doutor Pedrinho/Cascata Salto Donner: localizada no portal da cidade, seu mirante permite uma visão panorâmica.

Igreja Cristo Rei 

Além das belíssimas cachoeiras, Doutor Pedrinho traz consigo construções de grande valor cultural e histórico. Localizada a cinco quilômetros do Centro, feita toda em madeira e construída por colonizadores alemães, em meados de 1956, encontra-se a Igreja Cristo Rei. Seu sino, vindo da Alemanha, foi um dos primeiros da região, assim como o Galo dos Ventos. Os objetos mostram a cultura e a religiosidade da época, local onde viveu a Comunidade de Heimat.

José Marcos Claudino dos Santos/Cultura: a Igreja Cristo Rei foi construída por colonizadores alemães, em meados de 1956.

Ao longo do percurso, também são oferecidos locais para alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes. Todos esses atrativos têm fomentado o turismo na cidade. "Observamos um maior público no Verão, devido ao clima, por estarmos numa altitude de 530 a 1,2 mil, no entanto a procura nos últimos invernos também tem crescido, as pessoas adoram curtir o frio aqui", finaliza Neuza.

Cachoeira Paulista 

Outra parada obrigatória encontra-se a 15 quilômetros do Centro, localizada no Alto Capivari. Com 40 metros de altura, a Cachoeira Paulista possui uma paisagem deslumbrante. Contemplada por uma altura relevante, ideal para a prática de Rapel e Tirolesa, o lugar se torna o preferido dos amantes de esportes radicais, praticados sempre no segundo e quarto domingos do mês. Na propriedade também é possível encontrar chalés, pedalinhos, área de camping e pesque pague. Devido à manutenção e infraestrutura, além de situar-se em uma propriedade particular, é feita uma cobrança para o acesso. O local atende de terça a domingo, lembrando que neste fim de ano ela ficará fechada nos dias 24 e 25 de dezembro.

Ativa Aventuras/Esportes Radicais: a Cachoeira Paulista possui 40m de altura, ideal para a prática de Rapel e Tirolesa.

Cachoeira Véu de Noiva 

A 10 quilômetros do Centro da cidade, localizada no Bairro Benedito Alto, encontra-se a encantadora Cachoeira Véu de Noiva. Com uma queda d'água de 63 metros, a cachoeira tem acesso livre. Além da belíssima paisagem, o local ainda presenteia os visitantes com uma caminhada ecológica de 20 minutos, realizada em meio ao canto dos pássaros e ao ar puro da vegetação. 

José Marcos Claudino dos Santos/Véu de Noiva: além de uma cachoeira encantadora, o local oferece um caminha ecológica fascinante.





Lazer
26 Dezembro 2019 14:33:00

O Parque da Malwee é conhecido pela variedade de atrações oferecidas aos visitantes

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Além dos visuais deslumbrantes oferecidos no alto dos morros de Jaraguá do Sul, parques, áreas de lazer e outros atrativos são apresentados pela cidade. Entre eles se destaca o Parque da Malwee, inaugurado em 1978 pelo fundador da empresa Malwee, Wolfgang Weege (in memoriam).

Localizado na rua que leva seu nome, no número 770, no Bairro Parque Malwee, o local funciona diariamente das 7h30min às 17h e tem entrada gratuita. Ocupando 1,5 milhão de metros quadrados de área preservada, abriga mais de 35 mil espécies de árvores, como o Pinus Japonês, árvores e palmeiras originárias da Polinésia, limoeiros, araucárias, cerejeiras, flamboyant e cerca de 4 mil ciprestes Bidwillii, originais da Austrália.

Logo na entrada, uma bela lagoa recepciona os visitantes, um visual que encanta e traz sossego, ao seu redor uma calçada de concreto permite realizar uma caminhada tranquila e aprazível. Além do lago principal, o parque disponibiliza mais 16 outras lagoas, bicas de água potável, oratório, quiosques com churrasqueiras, museu, sanitários, estacionamento, lixeiras seletivas entre outros. Para quem ama esporte e diversão, uma pista de bicicross, área de esportes náuticos e aquáticos, labirinto de plantas, quadra de areia, playground e um ginásio de esportes fazem parte da estrutura.

E é claro que não poderiam faltar as delícias da culinária. Considerado também um refúgio gastronômico, o local possui dois restaurantes com ambientes climatizados. Um deles é especializado em cozinha típica alemã, instalado numa construção enxaimel. O outro fica anexo ao ginásio de esportes.

O diretor de Turismo, Marcelo Nasato ressaltou a importância do setor na cidade. "Ano após ano, o turismo vem crescendo graças ao grande número de empresas presentes em Jaraguá. Fomentando o turismo de negócios através da presença de profissionais como executivos, representantes e técnicos".

Com o objetivo de trazer novidades aos visitantes, o município vem investindo cada vez mais na área. "Neste ano foi lançado o Guia de Atrativos Religiosos da cidade, o Circuito de Cicloturismo Vale dos Encantos, o Jaraguá Mix com várias edições já agendadas para 2020, o passeio de Maria Fumaça, a Osterpark e a Decoração Natalina. Projetos como o Fomento à Cultura Cervejeira e o Agroturismo também fazem parte das atividades realizadas pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação", comenta.

Nasato ainda frisa o cuidado com as programações para que a cidade possa atender todo o público, em qualquer época do ano. "Nos preocupamos em estar bem preparados para receber os turistas, sendo assim, sempre há algum evento na cidade" finaliza.


Timbó
26 Dezembro 2019 14:28:00

O Parque Morro Azul é considerado um dos atrativos turísticos mais procurados da região

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Ideal para quem procura algo diferente do que a água salgada do mar, ou a doce das piscinas, o Parque Natural Municipal Freymund Germer - Morro Azul, traz uma mistura de aconchego e diversão. Localizado a 18 Km do Centro de Timbó, em uma altitude de 758 metros, o parque abrange uma área de 40 hectares cercados pela mata verde azulada, uma combinação perfeita para encantar os olhos de quem passa por ali.

Considerado um cartão postal da cidade de Timbó, atualmente o parque é administrado pelo Instituto Aracuã, responsável pela preservação permanente e manutenção do local. Durante o percurso, os turistas e visitantes fazem uma viagem no tempo, podendo observar paisagens deslumbrantes em harmonia com belas casas antigas. Na primavera tudo fica ainda mais especial, hortênsias azuis enfeitam o caminho proporcionando um passeio único e inesquecível.

DIVULGAÇÃO/Totem: estrutura em formato de coração representa o amor pela cidade.

Além da beleza natural, o parque é um dos mais procurados no sul do Brasil pelos praticantes de parapente. "Num passeio ao topo do morro, facilmente podemos encontrar os esportistas se preparando para os voos", comenta a assessora técnica institucional de Turismo, Cíntia Mara Panini. Outras atividades também são praticadas pelos visitantes como camping, churrasco com os amigos, caminhadas em trilhas ecológicas, educação ambiental para estudantes com agendamento prévio, observação da fauna, flora e muito mais.

DIVULGAÇÃO/Balanço do infinito: adrenalina pura, misturada com a nostalgia da infância.

Para atrair os visitantes e oferecer ainda mais novidades, a Prefeitura de Timbó e o Departamento de Turismo, investiram cerca de R$20 mil em atrativos instalados no alto do parque. A entrega oficial aconteceu no dia 1º de setembro de 2019, durante a Caminhada ao Morro Azul. O lugar conta agora com um lindo balanço do infinito, um totem em formato de coração localizado no mirante sul e uma luneta, no mirante norte. "É neste local que o turista encontrará uma das mais lindas vistas da cidade de Timbó e de outros municípios. Com o auxílio da luneta é possível até vislumbrar o litoral. Nos próximos meses, novos investimentos serão feitos no parque", comenta.

Roseli Maria Pereira

Com a temporada de verão e o fim de ano chegando, os horários do parque foram adaptados para atender ainda melhor os turistas. "Devido ao grande número de pessoas que frequentam o Morro Azul, entre o Natal e o Ano Novo, o mesmo permanecerá em funcionamento todos os dias das 8h às 18h", finaliza.  


Caminhada
26 Dezembro 2019 14:09:00

A Rota das Cachoeiras de Corupá revela um imenso tesouro natural em meio à Mata Atlântica

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Um lugar cercado pela natureza, onde a única preocupação é segurar a ansiedade para se deslumbrar com a próxima surpresa, que se revela timidamente após cada pedacinho de trilha percorrido em meio à mata. Localizada na cidade de Corupá, a Rota das Cachoeiras é uma unidade de conservação da Reserva Particular do Patrimônio Natural Emílio Fiorentino Battistella.

Em seus 1.153,66 hectares, localizam-se as 14 formosas cachoeiras da unidade, atualmente considerada uma das mais belas áreas naturais de Santa Catarina. "A reserva tem uma grande importância ecológica, pois está inserida em um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica de Santa Catarina, ecossistema brasileiro que possui atualmente menos de 8,8% de sua área original", comenta o diretor Executivo da Rota das Cachoeiras, Reinaldo Langa.

Através da trilha, denominada Passa Águas, é possível observar fauna e flora, que com suas exuberantes árvores, instigam os visitantes a respirar fundo e admirar cada passo dessa aventura. Um dos cuidados da Associação de Preservação e Ecoturismo Rota das Cachoeiras, foi facilitar o acesso aos deficientes físicos em pelo menos uma das cachoeiras. "Possuímos um deck para o acesso até a primeira cachoeira para cadeirantes e deficientes visuais, que merecem também contemplar esse ambiente", destaca.

Divulgação Portal de Turismo de Corupá /Surpresa: mais de 14 cachoeiras enfeitam a elegante trilha, denominada Passa Águas.

São em média quatro horas de caminhada recheadas de novidades, surpresas e atrações. No entanto são recomendadas algumas instruções, como, por exemplo, o uso de roupas leves, tênis ou botina confortáveis e solado de boa aderência. Com o intuito de tornar o passeio ainda mais agradável, componentes como água, suco e frutas são indispensáveis, lembrando é claro, de descartar o lixo em um lugar adequado e não em meio à natureza. É proibida a entrada de animais de estimação.

O horário de funcionamento varia de acordo com a época do ano. De abril a outubro, o atendimento inicia às 7h30min e vai até 14h, já no período de alta temporada, entre os meses de novembro e março, a entrada é liberada a partir das 7h30min e segue até às 15h. O ingresso, no valor de R$ 20,00 por pessoa, pode ser adquirido durante o trajeto para a Rota das Cachoeiras, no Mercado Fossile e no Camping Rio Novo.

O local ainda oferece aos visitantes uma infraestrutura completa de estacionamento, banheiros com chuveiro e churrasqueiras. "Os turistas são recebidos sempre com o melhor atendimento possível durante todos os períodos do ano. Algumas obras de infraestrutura foram feitas na trilha para oferecer mais segurança e conforto durante a caminhada". O percurso conta agora com um mirante na 11° cachoeira, deck's de pedra nos pontos de maior aclive/declive e corrimões. E para zelar ainda mais pela segurança dos turistas, as trilhas são limpas semanalmente.

Para finalizar, Langa faz um convite: "venha sentir o ar puro e curtir um ambiente natural, você merece, a Rota espera por vocês".


Galinhas e ovos
26 Dezembro 2019 08:45:00

Família Schutz escolheu o turismo rural para aumentar a lucratividade da granja

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Foi aquele gostinho das coisas servidas na casa da Oma e do Opa que impulsionou o casal Simone Schutz Greuel e Peter Christian Greuel a abrir as portas da propriedade rural localizada no Ribeirão Souto. "São receitas que aprendemos com os nossos avós e bisavós, feitas com ovos, e que faziam parte do cardápio diário e das festas, lá no passado. Nossa culinária e nossos costumes são muito aprovados pelos visitantes. Quando começamos não tínhamos ideia de como eles se encantariam com tudo o que temos aqui", conta.

Há um ano eles fazem parte da Rota do Imigrante, um roteiro que une história, cultura e lazer e está fomentando o desenvolvimento da região de Testo Central. "O ovo tem uma lucratividade muito baixa. Apenas a venda deles já não era mais suficiente para manter a propriedade e garantir o sustento de toda a família, que trabalha sempre unida. Então, quando soubemos da criação da Rota, decidimos tentar, mesmo não sabendo ao certo tudo o que teríamos para mostrar", relembra.

Matheus Kurth/Acolhida: a recepção aos turistas é compartilhada com uma das noras do casal, Suellen Michelle Hein.

O local, era um sonho do pai de Simone, Ralf Schutz, que quando se aposentou, queria dar um novo formato para o sítio que há gerações pertencia à família. "Ele sempre foi empreendedor e começou a procurar propostas sobre o que fazer após a aposentadoria. Então pensou na granja, que era algo que ainda não existia no município".

Foi assim que, em 1996, surgiu a Ovos Schutz, com uma criação inicial de aproximadamente duas mil galinhas. Atualmente, esse número chega a mais de dez mil galinhas, com uma produção diária de mais de nove mil ovos, quase tudo destinado ao mercado local e algumas cidades vizinhas como Timbó, Blumenau e Jaraguá do Sul.

Simone e Peter não queriam deixar tudo esse sonho de lado, por isso decidiram apostar no turismo rural ainda no início de 2018. Com alguns cursos na bagagem e algumas visitas técnicas, o casal adaptou a parte externa de um antigo paiol, para ser o local de acolhida aos visitantes, e buscou nas memórias as histórias antigas da família, tudo para receber bem os turistas que chegam de todas as partes do Brasil e do mundo. "Como meu pai criou e se dedicou por tantos anos à empresa, nós não queríamos desistir agora e acho que isso também vem um pouco da nossa origem, não desistir nunca. Nós batalhamos para encontrar alternativas e manter tudo isso".

Matheus Kurth/Galinha dos ovos de ouro: granja é o plano de fundo para fomentar a sustentabilidade da família Schutz na propriedade rural.

Eles revelam que já receberam a visita de mais de 400 pessoas. Durante o tempo em que está na propriedade, o visitante aprende um pouquinho da história da família Schutz, dos imigrantes pomeranos, como surgiu a granja e são realizadas as atividades no local. "Para encerrar a visita, os turistas são convidados a degustarem um delicioso café no sítio com produtos coloniais à base de ovos", explica Simone orgulhosa.

Como na granja, cada um já é acostumado com a rotina de trabalho de domingo a domingo, foi bem tranquilo para a família Schutz se adaptar à nova rotina de receber turistas todos os dias. "Eu acredito que seja uma troca, porque as pessoas que vêm de fora, têm a curiosidade de saber como é o nosso dia. Mas eles também nos ensinam muito, e essa troca não tem como mensurar o seu valor".

Atualmente a família está buscando capacitação para oferecer um atendimento diferenciado aos turistas. "Esse período serviu para adquirirmos certa experiência. Agora trabalhamos em algumas mudanças para adaptar e proporcionar uma experiência ainda mais completa para aqueles que nos visitam. Claro, tudo depende de planejamento e investimento. Por exemplo, lançamos recentemente os ovos em conserva, um pedido feito pelos turistas que queriam levar a iguaria para casa".

Simone, assim como muitos pomerodenses, trabalhou por anos longe das propriedades familiares, em indústrias e comércios. Quando se aposentou, Simone viu a oportunidade, assim como seu pai, de dar um novo sentido para o sítio. "Acho que voltar significou também aplicar um pouco de tudo o que eu aprendi lá fora, principalmente a parte de gestão, além da bagagem de atendimento ao cliente. Cada dia é um novo desafio", revela.

Matheus Kurth/Turismo rural: hoje o principal público atendido pela família são os ciclistas, como a família de Sérgio Mota, de Mogi das Cruzes, São Paulo.

Hoje Simone diz que tem uma vida mais saudável do que tinha antes. A família diz que não busca apenas o lucro, mas também a convivência e a satisfação de todos. "Na época, todos saíram para procurar emprego fora porque não tínhamos noção de quanto era gratificante ver esse negócio crescer e dar resultado. Hoje me sinto realizada em poder estar em casa, com esse dia a dia em família. Acho que não tem preço você ver os filhos crescerem e agora os netos também", admite.

Fomentando o turismo no interior

Pomerode tem desenvolvido, ao longo dos anos, várias iniciativas para fomentar o turismo também fora da região central do município. Moradores, empresários e agricultores têm se estruturado no desenvolvimento de rotas turísticas em várias localidades diferentes.

Matheus Kurth/Amor pelo trabalho: casal Simone Schutz Greuel e Peter Christian Greuel, parceria no trabalho e na vida.

Atualmente, além da já tradicional e reconhecida Rota do Enxaimel, maior acervo desse estilo construtivo fora da Alemanha, existem outras três rotas em fase de consolidação: Rota do Imigrante, Rota das Raízes Germânicas e Rota da Colonização. Em cada uma delas é possível apreciar belas paisagens, ter contato com a cultura local e aprender um pouquinho sobre a história dos colonizadores e seus costumes, sem esquecer, é claro, daquele sabor inconfundível das iguarias pomerodenses.

A ideia da Rota do Imigrante surgiu em 2017, após a realização de um café cultural em uma pousada de Testo Central. Atualmente, são 17 empreendimentos, entre pessoas físicas e jurídicas, que se associaram à Rota e fazem parte do projeto que busca o desenvolvimento do turismo sustentável e de experiência sem perder as características da cultura pomerana.


Zoo
23 Dezembro 2019 14:36:00

Com direito a ventilador, espécies recebem cuidados diferenciados durante a estação mais quente do ano

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Com dias em que a sensação térmica pode ultrapassar os 35°C, o verão traz desconforto para todos. Mas a equipe do Zoo Pomerode achou uma saída para amenizar o calor dos animais: o picolé. Seja de frutas ou carnes congeladas, os itens fazem a alegria e despertam o interesse de aves, mamíferos e répteis da instituição. Além disso, durante os meses mais quentes do ano recebem uma dieta com frutas ricas em água para manter a hidratação, são instalados ventiladores no recinto das lhamas e aspersores de irrigação de água para outras espécies. 

A distribuição dos picolés faz parte do programa de enriquecimento ambiental promovido para os animais do zoológico. O objetivo é estimular as espécies a explorar os espaços ao seu redor, através de técnicas alimentares, olfativas e mobiliárias como alimentos espalhados pelo chão ou escondidos. Outras ações envolvem essências e ervas aromáticas ou troncos, cordas e bambus. No caso da iguaria gelada, elas são utilizadas tanto para amenizar o calor quanto para trazer algo diferente para os bichos.

Erik Mak/Ação faz parte do programa de enriquecimento ambiental promovido para os bichos do zoológico.

Priscila Weber Maciel, bióloga do Zoo Pomerode, destaca que mesmo atividades rotineiras como a alimentação não podem se tornar comuns. "Nós oferecemos os picolés nos dias mais quentes e é sempre uma festa para os bichos e para os visitantes, que podem ver as reações deles", diz. As áreas onde as espécies ficam também contam com espaços com sombra e piscinas. "Os animais são como nós, os corpos deles vão se adequando ao clima. Mas, mesmo assim, estamos sempre pensando em maneiras para garantir o seu conforto", completa.

O Zoo Pomerode está aberto todos os dias, inclusive feriados e finais de semana. Até o dia 31 de março de 2020 funcionará das 8h às 19h, na Rua Hermann Weege, 180, Centro.

Erik Mak/Animais recebem picolés para amenizar o calor.

Sobre o Zoo Pomerode

Maior zoológico de Santa Catarina, o Zoo Pomerode abriga 1.011 animais, de 242 espécies diferentes. Destas, 40 espécies estão na lista mundial de ameaçadas de extinção. Na sua maioria, os moradores do espaço não têm condições de voltar à natureza porque foram vítimas de maus-tratos ou acidentes.



Morro da Turquia
20 Dezembro 2019 16:41:00

Morangos orgânicos trazem novas experiências para a propriedade de Marcos Hoffmann

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Com uma vista de tirar o fôlego, a propriedade da família de Marcos Hoffmann, 32 anos, está localizada na irregular formação geológica do Morro da Turquia, fazendo com que o principal desafio seja adaptar atividades apropriadas às condições do terreno. "Temos pouco espaço viável para produzir e, por isso, cada ação precisa ser focada em resultados", explica.

O produtor tinha deixado a propriedade ainda jovem para trabalhar como metalúrgico e, tempo depois, com tecnologia da informação. O sonho do meio rural já parecia distante quando, após a separação dos pais, decidiu voltar para as atividades rurais com o intuito de ajudar a mãe, Darci (in memorian). "Ela não queria que deixássemos de lado aquele pedaço de terra da família e não suportava ver aquilo tudo no mato, mas sozinha já não dava mais conta".

Aos poucos Marcos foi adaptando a rotina até abandonar o trabalho na cidade para se dedicar ao campo. Isso lá no ano de 2008, quando precisou procurar muita qualificação técnica para viabilizar o formato da propriedade. "Aqui tentamos sempre seguir em frente. Nos arriscamos com as vacas leiteiras, depois gado de corte, para voltarmos para o gado de leite e, atualmente, implantamos outras atividades como complemento de renda", relata.

Matheus Kurth/Sabor inconfundível: morangos orgânicos colhidos fresquinhos caíram no gosto dos pomerodenses.

Dos vários cursos e visitas que fez, aliados à orientação técnica que recebeu, começou a promover adaptações para os ganhos e diminuir os custos produtivos. "Investimos no melhoramento de pastagem e estamos adaptando o espaço para o sistema de pastagem rotacionada, temos meta de chegar a 30 piquetes no total, tudo para diminuir o nosso custo com a ração", explica.

Marcos investiu ainda em matrizes com melhoramento genético e mais aptidão para a produção leiteira, além de outras atividades. "O preço do leite oscila muito e a nossa proposta é diminuir o rebanho futuramente para aumentar a produtividade. Paralelo a isso, iniciamos há três anos a pesquisa de variedades que pudéssemos plantar em uma pequena quantidade de terra e que nos rendesse uma boa safra".

Matheus Kurth/Adaptações: sistema de pastagem rotacionada é aposta para a sustentabilidade da produção leiteira.

Foi então que optaram pelo plantio de morangos orgânicos, primeiramente com a prática de cultivo no solo e, posteriormente, com a produção suspensa. "Isso diminui o ataque de pragas, ajuda no controle do solo e facilita a hora da colheita. Nosso morango teve uma excelente aceitação no município e já temos compradores certos para os morangos, acho que o segredo é ofertá-los sempre fresquinhos", comenta.

Parte da produção é vendida na propriedade e outra comercializada na feirinha dos produtores rurais de Pomerode. Marcos pretende ainda ampliar a plantação de morangos que hoje já ultrapassa mil pés. "É uma atividade necessária e muito importante para o município. Tento atender a comunidade com um produto de qualidade para que as pessoas fiquem felizes com o que levam para casa".

Matheus Kurth/

Mesmo com todas as adaptações e investimentos, Marcos afirma que a propriedade ainda não oferta uma rentabilidade suficiente para que a família viva apenas do lucro no campo. O irmão, Marcelo, ainda trabalha na indústria, assim como as namoradas de ambos, que acabam ajudando na propriedade apenas no contraturno do expediente e aos fins de semana. "Eu também ainda faço alguns 'biquinhos' para completar a rendar, mas o sonho é viabilizar a propriedade para que ela seja sustentável. E isso é uma forma de homenagear a minha mãe".

Uma das propostas para o futuro é abrir as portas da propriedade para o turismo rural. "Somos abençoados por belíssima paisagens e temos um acervo de peças antigas que eram guardadas pelo meu avô. Agora estamos estudando muito o assunto e planejando bastante sobre as experiências que podemos entregar aos visitantes", finaliza.

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Agricultura urbana
20 Dezembro 2019 16:25:00

Lauro Goede cultiva mais de 20 variedades de hortaliças que são vendidas fresquinhas para os seus clientes

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Lauro Goede nasceu e se criou no meio rural, filho de agricultores soube desde cedo o valor do trabalho com a terra. Na propriedade de seus pais, em Pomerode Fundos, a família criava e plantava de tudo um pouco para garantir o seu sustento. "A gente tinha gado, de corte e de leite, galinhas, porcos e também plantávamos fumo, que era nossa principal fonte de renda", relembra.

Anos mais tarde, quando se casou com Edeultraud, mudou-se para a região central do município, com uma realidade bem diferente daquela que estava acostumado. Ao redor da pequena propriedade viviam muitos vizinhos, um lugar que até então para Lauro era improvável para qualquer tipo de produção rural. "Eu achava que o espaço era muito pequeno para que eu pudesse tirar meu sustento de lá".

Matheus Kurth/Produtividade garantida: qualificação, capacitação e planejamento foram os segredos para a garantia de lucratividade para a pequena propriedade familiar.

Na época, as oportunidades de trabalho eram escassas na cidade, pela falta de experiência, ele não conseguiu um emprego na indústria ou comércio. O que o agricultor sabia mesmo fazer era cuidar da terra e torná-la muito produtiva. Por isso, decidiu usar todo o seu conhecimento para transformar o pátio de casa em uma grande horta onde se podem colher temperos e hortaliças fresquinhas o ano todo. "Pesquisei muito sobre o que eu poderia fazer com o que eu tinha em mãos e decidi que essa era a opção mais viável. Afinal, todo mundo precisa, era algo que tinha um giro rápido e eu podia cultivar uma grande variedade de hortaliças em um pequeno espaço como o nosso", conta.

Matheus Kurth/Carro-chefe: entre as hortaliças mais pedidas pelos clientes de Lauro estão o alface e a rúcula, que nunca podem faltar.

E olha que ele já mantém o local, que enche os olhos de qualquer visitante, há mais de duas décadas. Nos primeiros anos eram apenas pepinos, vendidos a uma empresa de conservas. Aos poucos, foi diversificando as variedades que agora chegam a mais de 20 espécies diferentes. "Cenoura, nabo, beterraba, brócolis, couve-flor, repolho, alface de cinco tipos diferentes, rúcula, cebolinha, salsinha, chuchu, tomate cereja, batata doce, abobrinha e o que mais eu tiver espaço para plantar na minha horta. Algumas eu planto o ano todo, outras apenas em algumas épocas. Mas o que os meus clientes mais gostam é de vir e já fazer a 'feirinha', querem levar de tudo um pouco", explica orgulhoso.

Matheus Kurth/Saudáveis e fresquinhas: em um pequeno espaço Lauro adaptou a produção de hortaliças para venda direta ao consumidor o ano inteiro.

O agricultor continuou fazendo cursos, visitas técnicas e procurando por assistência. Adaptou várias atividades para tornar o manejo mais fácil e sustentável, diminuindo custos e aumentando lucratividade. "Ainda hoje preciso estudar e tenho muito que aprender, se engana quem acha que o que fazemos aqui não precisa de planejamento e dedicação. Me sinto uma pessoa realizada em saber que estou produzindo verduras mais saudáveis", reforça.

Outra grande transformação feita por Lauro em sua propriedade foi passar a vender diretamente para o consumidor. Como estava bem próximo de quem compra, viu nesse formato uma oportunidade de alavancar os lucros. Ele abre a propriedade duas vezes por semana para atender os clientes. "Muitas pessoas que passavam na rua me perguntavam se eu não tinha verduras para vender. Então, decidi plantar e logo vender aqui na própria propriedade. Assim, o comprador garante tudo fresquinho com um preço um pouco mais baixo e eu consigo um valor um pouco mais justo pela minha produção do que se eu tivesse que vender a atravessadores", expõe.

Matheus Kurth/Saudáveis e fresquinhas: em um pequeno espaço Lauro adaptou a produção de hortaliças para venda direta ao consumidor o ano inteiro

O casal trabalha unido desde que ela se aposentou da indústria têxtil. Além de ajudar na limpeza dos canteiros e no dia de feirinha, é dela a função de preparar as mudinhas. "Sou mais feliz agora do que quando trabalhava na indústria. E esse trabalho em família é maravilhoso, o marido tem que ajudar a esposa e esposa o marido", afirma.

Apesar da rotina de horas seguidas de trabalho diariamente, faça chuva ou faça sol, os dois garantem que não têm do que reclamar. "Nós trabalhamos muito para conseguir produzir tudo o que colhemos. Mas daqui tiramos o nosso sustento e também alguns luxos como as viagens que já fizemos. Por isso, enquanto pudermos trabalhar, vamos continuar plantando hortaliças", finaliza Lauro.

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Em família
20 Dezembro 2019 15:54:00

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A propriedade da família Gums está localizada em um dos lugares mais bucólicos do município, a Estrada da Carolina. No vale, em meio a montanhas, surgem os contornos singulares da área rural, dividida entre pastagens, plantações e muito verde. Privilégio para aqueles que escolheram o campo para viver e ver os filhos crescerem.

Edson Gums nasceu no sítio, que hoje administra ao lado da esposa Marilucia, com quem está casado há 13 anos. Os dois acompanham agora o crescimento da filha Caroline Thainá, 12 anos, que desde cedo aprendeu o amor e o respeito para com a terra e os animais da família. "Temos muito orgulho de tudo o que investimos e transformamos aqui. Minha filha ainda pequena já queria nos acompanhar no cuidado com as vacas", conta.

Matheus Kurth /Família: Edson e Marilucia hoje são os responsáveis pela propriedade de Rita e Nelson, localizada na Estrada da Carolina.

Antes de Edson abandonar o trabalho em uma indústria, nos anos 2000, eram os pais, Rita e Nelson, que se dividiam no plantio de fumo, arroz e batatinhas. "A principal fonte de renda era o fumo, mas eles ainda tinham algumas vacas de leite e outras criações. Foi quando decidi deixar o serviço para ajudá-los com a agricultura", relembra.

Entre as muitas opções, Edson passou a investir na criação de gado leiteiro porque cuidar dos animais sempre foi algo que gostou muito de fazer. "É o dom e o carinho que nós temos pelos animais", reforça Edson. Quando Marilucia se mudou definitivamente, já haviam 18 vacas produzindo leite no local. "Eu cheguei na propriedade quando tinha apenas 16 anos e não tenho vergonha em dizer que tudo o que eu sei hoje, aprendi a fazer aqui", afirma.

O desafio para o casal, que sempre trabalhou junto, foi então tornar a propriedade autossuficiente economicamente. Desde então muitas modificações foram feitas, como adaptações nos estábulos, implantação da ordenha mecanizada e um resfriador para o leite, tudo para aumentar a produção e garantir a qualidade do que estavam ofertando. "As formas de lidar com os animais, as estruturas, a forma de ordenhar, tudo mudou. Acho que ficou tudo melhor que antes, mesmo que no começo a adaptação com a ordenha mecanizada tenha sido um pouquinho mais difícil, hoje ganhamos tempo e temos mais facilidade na hora do manejo".

Matheus Kurth /Desafios: no trabalho diário, a esperança da família Gums em continuar vivendo no campo de forma sustentável e feliz.

Hoje são 32 animais produzindo em torno de 400 litros diários, todos vendidos para uma indústria de laticínios e achocolatados da região Norte do Estado. No total, o sítio tem 75 cabeças de gado da raça holandesa, escolhida criteriosamente por Marilucia. "É uma raça muito mansa e produz muito o leite", declara.

Entre os principais desafios da propriedade familiar, que hoje tem a produção leiteira como fonte de renda, é a variação constante do preço do leite para venda e da compra de ração. "Nosso planejamento precisa levar em conta sempre essas questões porque nosso sustento vem totalmente da produção familiar e a situação não é muito como as pessoas pensam. Tivemos que investir, procurar por qualificação profissional, mas nem sempre o que produzimos é valorizado pelo consumidor que está na outra ponta", argumenta Edson.

Matheus Kurth /União: casal Edson e Marilucia trabalha junto para cuidar da propriedade especializada em produção leiteira.

Além da variação para a aquisição de insumos, o casal ainda trabalha para recuperar o investimento feito para as adaptações no galpão da ordenha. "Fizemos um financiamento pelo 'Mais Alimentos' e agora temos dez anos para quitá-lo. Acredito que valeu muito a pena, não temos muito dinheiro, mas valorizamos tudo o que construímos aqui", revela Edson. "Esse trabalho representa tudo, porque nós também temos nossas alegrias com os animais, não é apenas trabalhar. É o dom de cuidar da terra, é melhor ganhar menos e ser feliz", completa Marilucia.

Alegrias compartilhadas pelo casal mesmo com uma rotina de trabalho que muitas vezes ultrapassa 12, 13 horas diárias, sete dias por semana. "Todos os dia acordamos, vamos para o galpão lidar com as vacas, durante o dia cuidamos das outras tarefas da propriedade e à noite cuidamos novamente das vacas e da ordenha. Acho que as vacas são felizes porque fazem parte da nossa família e isso se reflete na qualidade do leite que ofertamos", garante Edson.

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Diversificação
20 Dezembro 2019 15:42:00

Propriedade que já teve o arroz como principal fonte de renda, hoje se tornou referência na produção de alevinos

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O equilíbrio econômico de uma propriedade rural está diretamente relacionado à capacidade de adaptação, diversificação e à busca por conhecimento. Essas são as principais lições aprendidas pelo engenheiro agrônomo, Dagvin Wachholz com o pai, Elmo.

Desde criança, viu Elmo presar pela diversificação das atividades na propriedade da família, que fica no bairro de Testo Rega, em Pomerode. "Na agricultura familiar, como o próprio nome já diz, somente a família trabalha na propriedade e, como essas geralmente são pequenas, precisa aproveitar todo o potencial que têm a oferecer", pondera.

Além de ser músico, o pai de Dagvin tentou implantar várias culturas e criações para garantir a o sustento da família e a rentabilidade do negócio, desde a plantação de verduras, fumo, milho, suínos até a criação de gado de leite. "Nenhuma delas se mostrou atrativa. Talvez pelo tamanho da propriedade que no total, com as áreas restritas e reservas obrigatórias, não passa de 10 hectares", analisa.

Marta Rocha /Tilápia: a produção de alevinos dessa espécie passou a ser o carro-chefe.

As tentativas de adaptação levaram Elmo a conhecer e investir na rizicultura (plantio de arroz), a partir daí, o pioneirismo passou a fazer parte da vida da família. Na década de 1980, Dagvin e o cunhado, Mauricio Rauh, resolveram reativar uma pequena lagoa existente na propriedade, nela, colocaram alguns peixes, da espécie carpa.

Até aquele momento eles não possuíam muito conhecimento sobre a atividade, mas isso mudaria. Dagvin resolveu estudar agronomia e, ao ler notícias sobre como, na China, a criação de peixes em consonância com o plantio do arroz já acontecia há dois mil anos, resolveu buscar informações com a Acaresc (antiga Epagri) e através de livros. "Iniciamos a Rizipiscicultura (produção de peixes com arroz). Fomos um dos pioneiros no país. O pai colhia o arroz, geralmente no mês de março, em seguida com as taipas (tapumes) já mais altas e com uma lâmina de água de aproximadamente 50 centímetros, colocávamos os alevinos nas quadras". Os peixes ficavam lá até meados de outubro, quando se iniciava o novo ciclo de plantio do arroz. Os animais eram comercializados entre vizinhos.

Essa foi uma grande inovação e se tornou o carro-chefe das atividades na propriedade da família Wachholz por cinco anos. Depois eles começaram a trabalhar com as duas culturas separadamente.

A partir daí eles conheceram um novo nicho de mercado. "Como em outubro já chega a época de reprodução dos peixes, em várias quadras de arroz apareciam filhotes de carpas (alevinos). No início não demos muita importância. Meu pai os entregava de graça para quem pedia, pois nosso foco era a venda do peixe adulto e a limpeza para diminuir os custos de preparo de solo", relembra.

Marta Rocha /De pai para filho: Dagvin Wachholz administra a propriedade ao lado do cunhado, Mauricio Rauh.

No entanto, a cada ano os pedidos por alevinos cresciam, superando a procura pelo peixe já adulto. Foi então identificada uma promissora fonte de renda. "Passamos a investir na criação de alevinos até que em 1996 plantamos arroz pela última vez. O peixe se transformou na principal cultura desenvolvida pelo meu pai".

A administração da propriedade era feita por Elmo, mas o filho sempre esteve ao seu lado, sobretudo trazendo novas tecnologias e atuando na abertura de mercados. "O ajudava principalmente na parte técnica, na indução artificial para desova dos peixes".

Dagvin conta que dentre os principais desafios estava justamente no fato do pioneirismo na implantação desse tipo de cultura no Brasil. "Iniciamos ao mesmo tempo em que a piscicultura moderna chegava ao país. Não existia ração para peixes na região, muitos testes foram realizados, muito custo para definir o que era mais produtivo e economicamente viável", revela.

Nessa época, Maurício morava no interior de São Paulo e trabalhava como representante comercial. Graças à profissão, conheceu várias cidades em que o governo investia em piscicultura para repovoamento de barragens e hidroelétricas. "Visitamos várias delas e em cada uma, 'pescávamos' uma ideia". Com a busca de conhecimento por todos os cantos, conseguiriam promover o desenvolvimento da atividade.

Do ponto de vista técnico, a maior barreira enfrentada foi a reprodução artificial de espécies exóticas (carpas chinesas: capim, cabeçuda e prateadas). Até o fim dos anos 1990, essa era a principal espécie comercializada. Com o passar do tempo, a Tilápia se tornou a protagonista e, atualmente, 95% da produção de alevinos se destina a peixes dessa espécie. A produção é escoada para o Vale do Itajaí e Litoral Norte do Estado.

Matheus Kurth/

Dagvin conta que a administração da propriedade agora fica a seu cargo em sociedade com Maurício. O papel já vinha sendo desempenhado por ambos nos últimos anos, período em que Elmo enfrentava a luta contra o câncer.

A rizicultura deixou de ser aplicada na propriedade, que trabalha principalmente com a produção de alevinos. No local também há a criação de ovelhas e gado de corte, porém em pequenas quantidades e para consumo próprio. Além disso, algumas palmáceas foram plantadas em áreas onde não é possível desenvolver a piscicultura.

Aperfeiçoar potencialidades  

Dagvin não trabalha exclusivamente na propriedade da família, atua também na Cooperativa Juriti, uma associação de agricultura familiar que congrega 750 produtores de arroz, de 26 municípios. Ele revela acreditar fielmente na possibilidade de viver do campo. "Trabalho há 30 anos com esses produtores e a maioria vive só da agricultura".

Para isso, explica ele, é preciso estudar qual atividade é a mais rentável para cada propriedade. "Hoje temos inúmeras opções que podem se tornar lucrativas, o importante é otimizar ao máximo o espaço e sempre buscar inovações. A diversificação de atividades é importante, pois quando uma estiver em baixa, a outra pode ajudar a equilibrar a economia da propriedade".

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Visão inovadora
20 Dezembro 2019 15:01:00

Lore e Rubens Gaulke mantêm primeiro abatedouro de tilápias e já fomentam o crescimento da piscicultura no município

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A piscicultura não estava nos planos de aposentadoria de Lore Gaulke. Ela trabalhou por 34 anos no comércio do município e, apesar de ter nascido na propriedade rural da família localizada no Rega III, não imaginava que a lagoa no meio da pastagem seria o pontapé inicial de um negócio inédito no município. "Quando me aposentei eu procurava por atividades que eu pudesse desenvolver em casa e preencher meu tempo livre. Há muitos anos nós mantínhamos uma lagoa de peixes, mas a produção era vendida toda para um pesque-pague. Eu nunca imaginei que a minha aposentadoria seria dessa forma, há alguns anos, isso nem em sonhos passava pela minha cabeça", recorda sorridente.

Foi a saída de Rubens, marido de Lore, do emprego, a ajudinha que faltava para que juntos buscassem por alternativas de atividades que poderiam ser desenvolvidas na propriedade. "No começo não tínhamos nem ideia do que fazer. Acho que o essencial foram as muitas pesquisas, também estudamos muito e tivemos muito apoio da consultoria técnica e de um dos nossos colaboradores, o Adriano, para chegar o projeto que saiu do papel em 2018, o primeiro abatedouro de peixes de Pomerode".

Carinhosamente batizado de Gaulkes Fisch, o entreposto de tilápias foi construído para atender todas as exigências técnicas e sanitárias, uma planta piloto que, em menos de um ano, serve de inspiração para outros empreendedores rurais. "Também não podemos deixar de citar o suporte da secretaria de Desenvolvimento Rural e da Epagri. Trabalhamos todas as fases de implantação do projeto com foco no que tínhamos planejado, um trabalho com dedicação e muito cuidado com a questão de limpeza. Já conquistamos todas as certificação necessárias", reforça Rubens.

Matheus Kurth /Negócios para além da aposentadoria: o entreposto de peixes não estava nos planos de Lore e Rubens Gaulke, mas hoje é o projeto de vida da família.

O produto de qualidade já caiu no paladar dos apreciadores da iguaria e conquistou vários restaurantes e lanchonetes da região, clientes fiéis, que fazem questão de buscar o peixe na Gaulkes Fisch. Cerca de 1200kg do peixe são beneficiados mensalmente e a expansão na produção prontamente beneficiou outros pequenos piscicultores, que passaram a ser fornecedores da matéria-prima para o abatedouro.

"Nossa criação de peixes foi suficiente apenas para atender a demanda dos primeiros três meses do entreposto em funcionamento. Desde então, compramos muitos quilos de peixe vivo de outros pequenos criadores aqui da região. E estamos muito felizes porque é um incentivo para que eles também consigam um preço mais justo pelo suor do seu trabalho", reitera Lore.

Grande parte do que é beneficiado pela Gaulkes Fisch ainda é para atender a demanda local, mas alguns clientes, pessoas físicas de outras cidades, também já compraram o peixe congelado. O casal já planeja o crescimento e pretende agora buscar mais clientes. "Agora trabalhamos para atender também a merenda escolar, é um nicho em expansão".

Matheus Kurth /Gaulkes Fisch: cerca de 1200kg são beneficiados mensalmente no primeiro abatedouro de tilápias certificado do município.

Entre os entraves para a expansão do negócio estão a oscilação de preço e a clandestinidade. "A variação expressiva no preço da ração de peixes faz muitos criadores abandonarem a atividade e isso afeta a oferta pelo produto e a nossa precificação para o consumidor. Outro grande desafio para nós são os abatedouros ilegais, porque a comparação de preço é inevitável, mesmo quando reforçamos que a certificação, inspeção e rotulagem tudo dentro dos padrões, garantem a qualidade do que o consumidor leva para a mesa", explica Lore.

O casal dedica em média oito horas diárias para atividade e contam ainda com a ajuda de colaboradores terceirizados para o dia do abate, que ocorre uma vez por semana. Após todo o trabalho de filetagem e revisão de todos os cortes, para garantir que não tenham ficado espinhas, os filés de tilápia são embalados em pacotes de um, dois, três ou cinco quilos, todos eles soltinhos para facilitar a manipulação do consumidor.

Outra diferença do peixe beneficiado na empresa é que ele não é glaciado, ou seja, não recebe o banho de água antes do congelamento. "Os filés são todos congelados a seco para depois serem embalados. Claro, quando você descongela, vai soltar um pouquinho de água, mas não vai ter a perda do que produtos similares que são glaciados. A garantia de qualidade do início ao fim é o nosso objetivo", afirma Lore.

Matheus Kurth /

Lore e Rubens revelam que o empreendimento já começa a ser lucrativo e que esperam recuperar os investimentos em um prazo de cinco anos. "O investimento foi alto, mas seguimos todas as normas e padronizações que nos foram solicitadas. Custou bem mais do imaginávamos incialmente, mas agora posso me orgulhar e dizer que deu certo", conclui Lore.

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