Semana santa

Conselho de Veterinária orienta consumidores na compra de pescados

Com aumento do consumo, é preciso estar atento para fraudes. Fiscais federais realizam inspeção em 16 estados

Foto: Kalyane Alves/A Semana
Às vésperas da Páscoa, cidades promovem feiras de peixes vivos.

Na quaresma, a produção de pescados aumenta em torno de 40%, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura. O período também registra importante aumento da procura do produto pelos consumidores. Apesar disso, o brasileiro não é acostumado ao peixe e muitos cuidados na hora da compra são desconhecidos. No país, o consumo médio anual é de 10 kg, metade dos 20 kg recomendados pela OMS. 

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC) preparou algumas dicas para ajudar na escolha. O presidente da entidade, Marcos Vinícius de Oliveira Neves, explica que os peixes frescos devem possuir pele brilhante e úmida, olhos salientes, guelras rosas ou vermelhas, odor suave ou ausente e escamas bem aderidas ao corpo.

No caso dos congelados, a embalagem precisa estar intacta, apresentar rótulo e estar armazenado de acordo com as temperaturas indicadas pelo fabricante. Também é importante verificar se o pescado procede de um estabelecimento registrado no serviço de inspeção oficial, garantindo dessa forma que o produto passou por avaliação higiênicosanitária por um médico veterinário e está apto para o consumo, explica.

Os consumidores que dão preferência aos peixes mais nobres devem redobrar a atenção para não serem enganados. Na tentativa de evitar fraudes, fiscais federais e agentes de inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizaram desde março a Operação Semana Santa em 16 estados brasileiros, entre eles Santa Catarina. 

Neste período, foram recolhidas amostras de peixes embalados para verificar se o produto correspondia, de fato, ao que estava sendo oferecido. O bacalhau costuma ser um dos peixes mais fraudados e no lugar dele o consumidor pode estar comprando espécies como saith e ling. Outros exemplos são o panga, merluza e alabote que já foram vendidos como linguado. Os resultados desta operação ainda não foram divulgados.

Cuidados 

Pele - O peixe bom tem a sua pele brilhante, ao contrário do ruim, que já tem sua superfície opaca e sem vida. 

Escamas - Elas devem estar bem firmes no corpo do peixe. Se você puxar uma delas e soltar com facilidade, é um indício de que você deve buscar por outro animal. 

Olhos - Assim como a pele, os olhos devem estar brilhando com cores vivas. Caso estejam cinza ou esbranquiçados, é mau sinal. 

Brânquias vermelhas - Também conhecidas como guelras, essa parte localizada no fim da cabeça deve estar o mais avermelhada possível. Descarte os que estiverem com elas rosadas ou acinzentadas. 

Odor - Um peixe só começa a desenvolver qualquer odor quando inicia sua decomposição, e deve-se ter atenção por ser um produto muito perecível. Quanto mais se desenvolver o processo de decomposição do peixe, mais forte será o seu odor, e isso ocorre por causa de algumas substancias químicas. Quando frescos, seja peixe ou frutos do mar, eles não possuem nenhum cheiro característico ou forte. 

Bacalhau - Procure conhecer a procedência. Uma boa pesquisa de preços e tipos de qualidades pode levar a uma compra mais acertada. Não adquira se ele estiver com manchas avermelhadas ou pintas pretas no dorso, sinais que indicam a presença de bolor ou deterioração. 

Produtos Congelados - No caso do peixe congelado e os vendidos em embalagens, o balcão não pode estar superlotado. Isso impede a circulação do ar frio e compromete a qualidade. O produto deve estar conservado sempre a temperaturas inferiores a -18 °C, e o resfriado abaixo de 0 °C.


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