Educação
02 Setembro 2020 10:49:00

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O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, participou de uma audiência extraordinária na Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira, 1. A pauta da reunião, convocada pelo deputado Bruno Souza, tratou dos esclarecimentos da pasta sobre as regras para a retomada das aulas presenciais no sistema de ensino e um panorama das atividades não presenciais ao longo dos últimos meses em que as atividades escolares presenciais estão suspensas devido à pandemia do Coronavírus. Além de Bruno Souza, também participaram da audiência os deputados Jessé Lopes, Luciane Carminatti, Kennedy Nunes, Ada de Luca, Marcius Machado e Rodrigo Minotto.

Este foi o segundo panorama das ações da educação concedido pelo secretário aos parlamentares durante a pandemia. No dia 13 de maio, o secretário respondeu a perguntas dos parlamentares e detalhou a implementação do sistema de atividades não presenciais em Santa Catarina, incluindo tanto os alunos com internet quanto para os que não têm acesso. Desta vez, o principal assunto foi a atualização sobre as ações de retomada, com atividades previstas para depois de 12 de outubro, conforme a Portaria nº 612, conjunta entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Educação.

Com base no acompanhamento realizado pelo Governo do Estado, considerando a Avaliação de Risco Potencial nas Regiões de Saúde (Portaria nº 592/2020) de níveis Gravíssimo a Moderado, a SED projeta a retomada de atividades presenciais após o mapa em todo o Estado alcançar a estabilidade no risco moderado. O status permitirá o retorno gradual dos alunos em todas as redes de ensino, a partir dos últimos anos da educação básica, como o Ensino Médio, Técnico e Profissionalizante, até a retomada dos anos finais do Fundamental, dos anos iniciais e, por último, da educação infantil.

Com as aulas suspensas para reduzir a mobilidade das pessoas e a velocidade de transmissão do vírus no território catarinense, Uggioni frisou a preocupação com alunos da faixa etária da Educação Infantil, que deverá ser a última a retomar atividades presenciais. Os fatores como as complicações do quadro epidemiológico em países que retomaram aulas para crianças até os 6 anos e pela impossibilidade de as crianças nesta fase cumprirem efetivamente os protocolos de saúde requeridos, mesmo com todas as medidas de segurança que venham a ser adotadas.

"Precisamos cuidar para que esse movimento de retorno das aulas presenciais seja o mais suave possível, para não comprometermos o processo de educação e não piorarmos o quadro da saúde em Santa Catarina. Seria drástico voltarmos e duas semanas depois provocarmos uma explosão do número de infectados pelo vírus e fechar tudo de novo. O Estado tem tomado todas as decisões até aqui primando pela segurança de todos os envolvidos no processo de educação", destacou o secretário Natalino Uggioni.

O secretário avaliou como positivo o resultado do primeiro desafio da Educação, que é a oferta de atividades remotas, com alcance de 97% dos estudantes na rede estadual de ensino, iniciada em 6 de abril. O desempenho resulta do monitoramento aluno a aluno estabelecido pela SED e foi confirmado no mês de agosto, em Pesquisa Datafolha que ressalta a primeira posição do Sul no acesso à educação remota no país, para alunos com e sem acesso à internet.

Além das atividades pedagógicas, o secretário falou sobre a formalização legal e as instruções na pasta sobre todos os processos e adaptações. Neste escopo, estão os documentos orientando adequações e recursos tecnológicos, atividades de Ensino, novas demandas de Gestão de Pessoas, de Alimentação, Transporte Escolar e medidas sanitárias. Toda a legislação seguida ou gerada para o sistema de ensino de SC no período da Covid-19 encontra-se no site da SED.

Educação na Palma da Mão monitora informações por aluno

Durante a pandemia, o Sistema de Inteligência de Dados Educação na Palma da Mão ganhou novos painéis de controle, permitindo a avaliação diagnóstica da rede estadual, o monitoramento de matrículas por região de saúde e o acompanhamento de aluno a aluno nas 36 regionais de ensino da rede.

Criação de protocolos com base no Plano Estadual de Contingência

O documento normativo sobre os regramentos e adaptações que serão necessários para o retorno das aulas presenciais foi apresentado na última sexta-feira, 28. Elaborado pela Defesa Civil em conjunto com outras 14 entidades, o Plano Estadual de Contingência para a Educação orienta as respostas para os cenários de risco e estabelece procedimentos de como deve ser feita a preparação de um futuro retorno às salas de aulas.

A partir do documento, os municípios e redes de ensino poderão desenvolver os próprios protocolos, seguindo a metodologia do Plano Estadual de Contingência e adaptando alguns critérios de acordo com a especificidade do público escolar. Para auxiliar os municípios e gestores escolares nessa responsabilidade, há um cronograma de formações que deve ser aplicado ao longo do mês de setembro para garantir a segurança dos alunos e servidores antes de retornarem à sala de aula.


19 Agosto 2020 10:40:00

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A Secretaria de Estado da Educação decidiu manter a suspensão de aulas presenciais pelo menos até 12 de outubro em Santa Catarina, de acordo com as medidas de combate ao coronavírus do Governo do Estado. A definição vale para as redes pública e privada, municipal, estadual e federal, relacionadas à educação infantil, nível fundamental, médio, educação de jovens e adultos (EJA) e ensino técnico.

A nova data apresentada é uma resposta ao quadro demonstrado nesta terça-feira, 18, pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, ao secretário da Educação, Natalino Uggioni e à equipe técnica da SED, em reunião on-line. Segundo o titular da Saúde, a situação em todas as 16 regiões do Estado ainda é considerada gravíssima (12) ou grave (4) e requer a continuidade de planejamento e alerta antes da retomada de aulas presenciais. Priorizando dessa forma a segurança de estudantes, de professores e dos profissionais da educação.

Após o alinhamento com a equipe técnica, a SED apresentou o novo prazo à Secretaria de Estado da Saúde. A partir dessa definição, a Saúde irá encaminhar a publicação oficial pelo Governo do Estado.

"Em nosso estreito alinhamento com a Secretaria de Estado da Saúde, encaminhamos essa proposição, uma vez que as condições de controle da pandemia ainda não são favoráveis. Isto indica que precisamos garantir a segurança e manter atividades não presenciais para cumprir com nossa responsabilidade de seguir com o calendário escolar", reforçou Uggioni.

Considerando as projeções do coronavírus para as próximas semanas, a SED pretende avançar nas demandas relacionadas à adaptação do calendário escolar, na continuidade e reforço das atividades escolares remotas e nas ações do protocolo para a retomada de aulas presenciais, quando isto for possível.

Nesta quarta-feira, 19, completam-se cinco meses desde a suspensão das aulas presenciais. O decreto atual em vigor, 724, de 17 de julho de 2020, suspende as aulas nas redes pública e privada até 7 de setembro.

Nova portaria da SES determina suspensão de aulas até o risco moderado

Na segunda-feira, 17, a SES emitiu a Portaria no 592/2020, que determina quais medidas de enfrentamento da Covid-19 devem ser adotadas de acordo com a Avaliação de Risco Potencial nas Regiões de Saúde, classificadas como Gravíssimo, Grave, Alto e Moderado. Entre as atividades que passam por restrição, estão as aulas presenciais no Estado, que devem ser suspensas, inclusive em quadro de risco moderado, o que demanda adequações na estratégia da SED e contínuo monitoramento.


Educação
11 Agosto 2020 08:07:00

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O governador Carlos Moisés e o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, participaram nesta segunda-feira, 10, da entrega de 15 ônibus para o transporte escolar em Santa Catarina. Os recursos somam investimento de R$ 2,9 milhões e têm como origem uma emenda parlamentar da deputada federal Carmen Zanotto.
A entrega dos ônibus ao Governo do Estado ocorreu em Lages, que receberá dois dos novos veículos escolares. Outros 13 municípios serão beneficiados com um ônibus cada: Abdon Batista, Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Fraiburgo, Painel, Palmeira, Ponte Alta, Rio Rufino, São José do Cerrito, Urubici, Urupema e Vargem. 

O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, reforça que esses veículos atendem todas as exigências de segurança para transportar cerca de dois mil estudantes da rede estadual por mês. "Trata-se de um esforço conjunto do Governo e dos parlamentares para atuarmos na renovação da frota de veículos escolar", pontua. "Os novos ônibus do transporte escolar são fundamentais até para o nosso "novo normal", quando houver a retomada das aulas presenciais, para aumento e substituição da frota atual. Precisamos sempre dar a segurança necessária às nossas crianças", comentou a deputada Carmen Zanotto. Além dela, acompanharam o ato o deputado federal Fabio Schiochet e os deputados estaduais Marcius Machado, Nilso Berlanda e Paulinha. 

Mais 22 ônibus escolares devem ser entregues nesta semana
A semana prevê a entrega de mais 22 ônibus novos para o transporte escolar em Santa Catarina. Os veículos foram adquiridos por uma emenda coletiva do Fórum Parlamentar Catarinense com investimento de R$ 4,2 milhões. A cerimônia de entrega dos ônibus será na manhã de sexta-feira, no Teatro Pedro Ivo.
A expectativa é que sejam entregues 221 ônibus novos neste ano para o transporte escolar em Santa Catarina. O investimento total previsto é de R$ 48,9 milhões e inclui recursos do orçamento federal e estadual.
No ano passado, o Governo do Estado entregou 145 ônibus escolares adaptados, sendo 116 veículos adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e 29 com recursos próprios do Estado. Os investimentos foram de R$ 27,5 milhões, com mais de 100 municípios contemplados.

Ônibus seguem o padrão do Programa Caminho da Escola

Os veículos entregues nesta segunda-feira respeitam o padrão do Programa Caminho da Escola, aprovado pelo MEC e pelo Inmetro como o melhor modelo para o transporte dos estudantes do ensino básico. Os micro-ônibus têm 29 lugares e custo de R$ 193,6 mil por unidade.
Conforme o programa, realizado no âmbito do FNDE, a renovação da frota de ônibus escolares visa garantir segurança, qualidade no transporte de estudantes e ampliar o acesso e a permanência deles na educação básica, combatendo a evasão escolar com ênfase em áreas rurais e de difícil acesso.
Em Santa Catarina, o sistema de transporte escolar é feito em parceria da SED com a Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação de Santa Catarina (Undime/SC), incluindo os alunos das redes estadual e municipal de ensino. A gestão é feita pelos municípios e o Estado faz repasses mensais para o custeio do transporte dos alunos e a manutenção dos ônibus. Com a suspensão das aulas presenciais, o serviço também está interrompido temporariamente.


Recordação
07 Agosto 2020 08:46:00

Alunos do CEIM Professora Dorotéa Hoeft Borchardt criam cápsula do tempo

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O ano de 2020 ficará marcado na história. Ninguém chegou a imaginar que a utilização de máscaras, restrição das saídas de casa e o álcool em gel se tornariam companheiros do cotidiano. Assim como o distanciamento social, reuniões acontecendo por plataformas online, aulas de todos os níveis passadas remotamente.

Foi nesse contexto que o Centro de Educação Infantil Municipal (CEIM) Professora Dorotéa Hoeft Borchardt, localizado no Centro de Pomerode, incluiu como atividade da semana a elaboração de uma cápsula do tempo, que só poderá ser aberta quando as crianças completarem 18 anos. A ideia surgiu por iniciativa da diretora Sueli Avancini. Ela apresentou a proposta aos demais profissionais, que entenderam a ideia como uma excelente maneira de registrar esse momento na vida das crianças.

Ela explica que o CEIM encaminha diariamente atividades para serem realizadas com as crianças em casa, e a dessa semana foi a confecção de uma cápsula do tempo. O objetivo, segundo a diretora, é deixar registrado esse momento histórico, de uma forma divertida e, principalmente, significativa para a criança e para a família.

Os objetos que estarão na cápsula do tempo ficam a critério da família. Pode conter um desenho feito pela criança, objetos de valor afetivo, fotografias, ou recortes de jornais atuais falando da pandemia, por exemplo. "Dois itens são obrigatórios nesta cápsula: uma carta escrita pelos pais/responsáveis, bem como de alguém especial na vida da criança e a outra, ainda mais especial, uma carta escrita por nós do CEIM (creche) que foi enviada pelos correios", diz Sueli.


Arquivo Pessoal /Aprendizagem: Mãe de Youssef ajudando a confeccionar a caixa.

O local em que será guardada a cápsula também será escolhido pelas famílias, com o desafio extra de resistir à curiosidade e não abrir antes da data prevista. "Esperamos que quando abrirem as cápsulas e já não sendo mais crianças, procurem o CEIM para conhecer, para ver como está, que procure suas professoras e seus colegas e reflitam sobre as mudanças que aconteceram na sociedade de 2020 até então", completa a diretora.

A recepção dos pais e responsáveis à atividade foi extremamente positiva. Alguns já colocaram a mão na massa. A professora da creche, Andressa Daiane Hein, conta que as famílias também compartilharam toda a experiência. "Assim como nós profissionais do CEIM, eles aderiram prontamente à proposta da cápsula do tempo, compartilhando sugestões nos grupos de WhatsApp, bem como expondo suas emoções no decorrer do processo", revela.

Camila Santos Avelar Costa é mãe da Helena, estudante da creche 1C. Ela conta qual foi o objeto escolhido para ser guardado na caixa: "Colocamos uma atividade que foi feita durante a quarentena e era um desenho dela. Também incluímos uma caixinha de acrílico da Peppa Pig, e um pente das bonecas dela". Helena participou de todo o processo e inclusive dobrou do jeitinho próprio a folha do desenho. "Ainda não decidimos se vamos só guardá-la ou se vamos enterrá-la em nosso quintal", completa a mãe.

A tarefa de escrever a carta foi também um sucesso entre os pais. Gunnar Felipe Larsen, pai da Laura, do pré 1, levantou uma questão muito significativa. "O interessante é que terei de elaborar uma carta não para a minha filha hoje, mas para quando ela tiver 18 anos. Ou seja, a mensagem terá bastante expectativa, desejo, além de muito carinho, para quando ela for uma pessoa adulta", comenta.

Andressa acredita que o objetivo, enquanto instituição de ensino, foi alcançado. "Proporcionamos um momento diferenciado de interação entre a família e a criança, agregando uma perspectiva de futuro, ampliando a relação de carinho e afeto, assim como demonstrando a importância da participação da família no desenvolvimento da criança", finaliza ela. 


Educação
31 Julho 2020 08:00:00

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O Governo do Estado destinou mais de R$ 45,2 milhões nos últimos oito meses para pagamento de 227 emendas impositivas de 2018, previstas no Orçamento de 2019, que beneficiam a área da Educação. A verba atende diretamente 156 municípios de todas as regiões de Santa Catarina.

Os recursos, solicitados por 39 deputados e ex-deputados estaduais, contribuíram para apoio financeiro para Apaes e aquisição de ônibus, micro-ônibus e equipamentos para as escolas e seus laboratórios. Também serão usados em reformas como a da Escola do Fundo do Campo, em Otacílio Costa, a do Centro Educacional Profissional Lydio de Brida, em Urussanga, além de construções em unidades escolares, como a quadra poliesportiva na Escola Municipal Vila Gropp, em Atalanta. 

A Central de Atendimento aos Municípios (CAM), órgão da Casa Civil, e a Secretaria da Fazenda realizam o processo de pagamentos das emendas impositivas, atuando diretamente com os municípios por meio de 21 Núcleos de Gestão de Convênios. 

"As emendas estão sendo pagas de forma inédita. Esses recursos para a Educação fazem parte de um pacote de cerca de R$ 176 milhões que também envolve outras áreas. Além disso, ainda temos as emendas impositivas do Orçamento de 2020, das quais R$ 70 milhões já foram pagos neste mês de julho", informou o chefe interino da Casa Civil, Juliano Chiodelli. 

O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, reforçou a importância dos repasses. "Destacamos o compromisso assumido pelo Governo do Estado que se cumpre, por meio do pagamento dessas 227 emendas parlamentares para investimento na área de Educação. Estes recursos somam-se aos que viemos realizando em infraestrutura, recursos pedagógicos, laboratórios entre outros. Com a aquisição de ônibus escolares para municípios, o governo fortalece mais uma vez o eixo 'Além da Escola', contemplado pelo programa estadual Minha Nova Escola", destaca. 

Parlamentares e municípios 

As 227 emendas impositivas pagas para a área da Educação são dos deputados estaduais Ada de Luca, João Amin, José Milton Scheffer, Ismael dos Santos, Kennedy Nunes, Vicente Caropreso, Luciane Carminatti, Luiz Fernando Vampiro, Maurício Eskudlark, Marcos Vieira, Milton Hobus, Moacir Sopelsa, Neodi Saretta, Valdir Cobalchini, Mauro de Nadal, Padre Pedro Baldissera, Rodrigo Minotto, Romildo Titon, além dos ex-deputados Ana Paula Lima, Antônio Aguiar, Carlos Chiodini, César Valduga, Cleiton Salvaro, Darci de Matos, Dirce Heiderscheidt, Dirceu Dresch, Fernando Coruja, Gelson Merísio, Jean Kuhlmann, Leonel Pavan, Manoel Mota, Mario Marcondes, Narcizo Parisotto, Natalino Lázare, Patrício Destro, Ricardo Guidi, Serafim Venzon, Silvio Dreveck e Valdir Comin. 

Os municípios beneficiados com os recursos são Abdon Batista, Agrolândia, Alfredo Wagner, Angelina, Anita Garibaldi, Alta Bela Vista, Apiúna, Arabutã, Araquari, Araranguá, Armazém, Arroio Trinta, Ascurra, Atalanta, Balneário Barra do Sul, Balneário Gaivota, Balneário Piçarras, Balneário Rincão, Barra Bonita, Bela Vista do Toldo, Benedito Novo, Biguaçu, Blumenau, Bocaina do Sul, Bom Jesus, Botuverá, Braço do Norte, Caçador, Calmon, Camboriú, Campo Erê, Campos Novos, Campo Belo do Sul, Canelinha, Canoinhas, Catanduvas, Caxambu do Sul, Cerro Negro, Chapadão do Lageado, Chapecó, Cocal do Sul, Concórdia, Coronel Freitas, Coronel Martins, Correia Pinto, Corupá, Criciúma, Erval Velho, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Forquilhinha, Fraiburgo, Garopaba, Garuva, Gaspar, Gravatal, Guaramirim, Guarujá do Sul, Herval d'Oeste, Içara, Imbituba, Imbuia, Ibicaré, Indaial, Iomerê, Ipuaçu, Iraceminha, Irineópolis, Itá, Itaiópolis, Itajaí, Jaborá, Jacinto Machado, Jaguaruna, Jaraguá do Sul, Jardinópolis, José Boiteux, Lages, Laguna, Laurentino, Lauro Muller, Lebon Régis, Macieira, Major Gercino, Major Vieira, Maracajá, Marema, Massaranduba, Morro Grande, Nova Trento, Nova Veneza, Novo Horizonte, Orleans, Otacílio Costa, Palhoça, Passo de Torres, Passos Maia, Pedras Grandes, Penha, Peritiba, Petrolândia, Pinhalzinho, Pinheiro Preto, Planalto Alegre, Ponte Alta, Ponte Alta do Norte, Porto União, Pouso Redondo, Presidente Castelo Branco, Presidente Nereu, Quilombo, Rio das Antas, Rio do Campo, Rio do Oeste, Rio do Sul, Rio Fortuna, Rio Negrinho, Rio Rufino, Riqueza, Romelândia, Salto Veloso, Sangão, Santa Cecília, Santa Helena, Santa Rosa do Sul, Santa Terezinha, Santo Amaro da Imperatriz, São Bento do Sul, São Bonifácio, São Carlos, São José do Cerrito, São Domingos, São Francisco do Sul, São Ludgero, São João Batista, São João do Sul, São José, São Miguel da Boa Vista, São Miguel do Oeste, Schroeder, Siderópolis, Sombrio, Timbé do Sul, Três Barras, Treze Tílias, Tunápolis, Urubici, Urussanga, Vargem, Vargeão, Vidal Ramos, Videira, Vitor Meireles, Witmarsum, Xaxim e Zortéa.


Educação
28 Julho 2020 09:07:00

Prazo vai até sexta-feira (31)

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De hoje até esta sexta-feira (31) estarão abertas, no site do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) as inscrições no processo seletivo para o segundo semestre de 2020. O resultado será divulgado no dia 4 de agosto. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o período para complementação da inscrição dos candidatos pré-selecionados será de 4 a 6 de agosto.

As inscrições no programa, que começariam na semana passada, foram adiadas depois que o MEC identificou inconsistências no processamento da distribuição das vagas ofertadas pelas instituições de ensino superior.  

Lista de espera 

Quem não for pré-selecionado na chamada única do Fies pode disputar uma das vagas ofertadas por meio da lista de espera. Diferentemente dos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade Para Todos (Prouni), para participar da lista de espera do Fies não é necessário manifestar interesse, a inclusão é feita automaticamente.

A convocação da lista de espera vai do dia 4 até as 23h59 de 31 de agosto. 

Requisitos 

Pode se inscrever na seleção do Fies o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e tenha alcançado nota média nas provas igual ou superior a 450 pontos.

O interessado não pode ter zerado a redação e deve ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos. 

Programa 

O Fies é um programa do MEC que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, em instituições de educação superior particulares. O fundo é um modelo de financiamento estudantil moderno, divido em diferentes modalidades, podendo conceder juro zero a quem mais precisa. A escala varia conforme a renda familiar do candidato.

Fonte: Agência Brasil


Educação em Pomerode
23 Julho 2020 15:21:00

Pesquisa colheu dados sobre atividades não presenciais e opinião sobre retorno às aulas

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Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Educação e Formação Empreendedora de Pomerode apurou que a maioria dos pais de estudantes da rede pública de ensino da cidade prefere que as aulas presenciais continuem suspensas. Os dados foram colhidos antes da publicação dos mais recentes decretos instituídos pelo Município e Estado (que mantêm a suspensão das aulas até 7 de setembro), portanto a data considerada na pesquisa era a prevista anteriormente (agosto). Para essa questão, 72% respondeu ser favorável à manutenção das atividades não presenciais.

Mas o questionamento sobre o possível retorno às aulas foi apenas um dos objetivos da pesquisa, que se propõe também a diagnosticar e monitorar as dificuldades e práticas que tiveram êxito na modalidade de ensino não presencial.

A Rede Municipal conta com 4.960 alunos matriculados, divididos entre a Educação Infantil, Anos Iniciais e Anos Finais. A pesquisa aplicada entre os dias 06 e 13 de julho contou com a participação de 4.580 pais ou responsáveis, ou seja, 92.4% da integralidade das famílias dos estudantes das escolas municipais e dos centros de educação infantil.

Foi possível identificar, por exemplo, que 52% das crianças e adolescentes são acompanhados pelas mães no momento da realização das atividades de aprendizagem não presenciais. Já o número de estudantes acompanhados pelos pais é de 21%.

Por sua vez, quando questionados se a pessoa que acompanha o aluno consegue auxiliar nas atividades de aprendizagem não presenciais, 82% disseram que conseguem. E 89% revelou que compreende, na maioria das vezes, as propostas apresentadas.

Quando a pergunta versa sobre a existência de uma rotina de estudos, ou seja, "um horário específico para as atividades de aprendizagem não presenciais serem realizadas", 62% dos entrevistados afirmaram seguir um padrão de horário e ritmo de estudos.

Quase 60% dos entrevistados identificaram que as crianças e adolescentes apresentam muito interesse pelas atividades elaboradas pelos professores. Da mesma maneira, 56% revelaram que avaliam uma constância mantida no número das atividades. 36% consideram as atividades atrativas. Apenas 3% as consideram "nada atrativas".

Grande parte dos pais ou responsáveis relataram que são eles o suporte buscado pelos estudantes no momento em que surgem dúvidas durante a realização das atividades. Cerca de 46% das famílias afirmou que conseguiu adequar sua rotina, parcialmente, em decorrência da suspensão das aulas presenciais.

O questionário indagou ainda qual faixa etária deveria retornar primeiro às aulas no caso da opção de um retorno gradativo ser colocada em prática, nesse caso, 75% considera que a volta deveria abranger primeiro os anos finais.

Para o Secretário de Educação e Formação Empreendedora, Jorge Luiz Buerger, os resultados tabulados foram bastante positivos e caminharam ao encontro às diretrizes implementadas pela Secretaria. "Todos tivemos que nos adequar, nos reinventar. A dificuldade do novo é real, mas o ser humano se molda à realidade que o cerca. Os dados da pesquisa revelam que estamos no caminho certo. Que todos nós, pais, professores, responsáveis, educadores, temos os mesmos objetivos, garantir que as crianças e adolescentes saiam deste período com o menor prejuízo possível em sua formação e que mantenham o contato, mesmo que virtual, com os professores e colegas", finaliza.


Sala de aula
17 Julho 2020 14:21:00

Projeto de moradora de Pomerode foi um dos selecionados para concorrer ao Prêmio Educador Nota 10

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Ao perceber a dificuldade dos alunos em expressar as ideias através da fala, a professora de português e mestranda do Mestrado Profissional em Letras da UFSC, Michelli Marchi Oss-Emer, resolveu apostar em uma iniciativa diferente para que os alunos desenvolvessem suas habilidades. A ideia inicial era utilizar o YouTube, mas durante as pesquisas, acabou se deparando com os podcasts, materiais em áudio digitais, gravadas em formato semelhante aos programas de rádio, porém, que ficam disponíveis para serem baixados e ouvidos na hora em que o ouvinte preferir. "Como ele trabalha apenas a fala, dispensando o uso da imagem, considerei uma ferramenta mais eficaz para trabalhar a oralidade dos alunos que já tinham a dificuldade da timidez ao falar em público".

Michelli mora em Pomerode, mas é natural de Timbó e atualmente dá aulas em Blumenau. Foi lá, na EBM Paulina Wagner, que ela colocou em prática o projeto Podcast na sala de aula: oralidade, escrita e tecnologia, aplicado com os alunos do oitavo ano. "O objetivo era auxiliar na exposição das ideias, dominação da fala, além de aumentar a segurança dos adolescentes". Para transformar a ideia em realidade, Michelli precisou buscar conhecimentos já que o formato era novo tanto para ela quanto para os alunos. "Durante a busca de informações ficou claro que os conteúdos produzidos são voltados mais ao público adulto, que consome mais informações, então foi novo para os estudantes também", explica.

Arquivo pessoal /

Diversas atividades foram desenvolvidas com a turma para que eles entendessem o novo formato. "Dentre elas, elaborei roteiros de escuta, onde os alunos ouviam episódios e faziam anotações sobre o tom de voz, o vocabulário e outras questões relacionadas à fala dos apresentadores". Michelli inseriu ainda exercícios de entonação, ritmo de fala, efeitos de informalidade e formalidade. As etapas de escrita contaram com momentos de pesquisa, planejamento e revisão.

Foram várias atividades de audição de podcasts e exercícios de treino de fala com os alunos até chegar na produção, edição e publicação dos episódios disponíveis no canal da Escola, PW Cast, que pode ser ouvido em plataformas como Spotify, Apple Podcats e Deezer.

O projeto que iniciou em meados de setembro de 2019 e se estendeu até dezembro, impactou o cotidiano dentro da sala de aula. "Comecei a perceber como os alunos evoluíram no momento de apresentar suas ideias oralmente. A forma como começaram a estruturar a apresentação das opiniões e até mesmo como concordavam ou discordavam utilizando argumentos, respeitando e dando oportunidade para que todos apresentassem seus pontos de vista", comemora.

Já a inscrição do projeto para concorrer ao prêmio ocorreu de forma despretensiosa. Michelli acabou fazendo o cadastro já durante o período de prorrogação do prazo, após uma conversa coma diretora da escola. "Como você precisa resumir muito e acabei concluindo o processo alguns minutos antes do prazo encerrar, achei que não seria selecionada por não ter elaborado tudo com calma. Depois, houve a entrevista com uma avaliadora e, na hora, senti que ela havia gostado muito da ideia. Mesmo assim, considerei que pelo grande número de inscritos seria muito difícil estar entre os finalistas. Desde que recebi a confirmação, há cerca de uma semana, a ficha ainda não caiu", conta.

O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, promove a premiação em parceria com a Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho. O projeto reconhece e valoriza professores da Educação Infantil ao Ensino Médio e também coordenadores pedagógicos e gestores escolares de escolas públicas e privadas de todo o país. Michelli é uma das 50 finalistas selecionadas nesse ano. "Estou muito feliz, tanto por ter sido uma das selecionadas quanto pelo resultado obtido em sala de aula".


Educação
15 Julho 2020 17:06:00

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A taxa de analfabetismo em Santa Catarina caiu para 2,3% em 2019, ante 2,5% em 2018, conforme dados do módulo Educação de 2019 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na manhã desta quarta-feira, 15. O índice é o segundo menor do país, atrás apenas do Rio de Janeiro (2,1%), e quase três vezes menor que a taxa nacional (6,6%). O cálculo considera as pessoas a partir de 15 anos de idade.

Houve redução da taxa de analfabetismo em todos os grupos de idade na comparação com a pesquisa de 2018. No índice das pessoas com mais de 60 anos, por exemplo, houve redução de 8,2% para 7,3% na taxa de analfabetismo. Conforme o IBGE, 62,5% das pessoas analfabetas em Santa Catarina (85 mil pessoas das 136 mil) estão nesta faixa etária. Ainda assim, a taxa de analfabetismo dos idosos catarinenses é menos da metade do que os idosos brasileiros no país (18%). 

A queda na taxa de analfabetismo é uma consequência do aumento da escolarização, conforme indicado pela própria pesquisa. O percentual de alunos entre 6 e 14 anos frequentando a escola é de 99,7%. Para alunos de 15 a 17 anos, idade correspondente ao Ensino Médio, a taxa de escolarização é de 93,7%, a quarta maior do país. Além disso, o IBGE aponta que o índice cresce a cada ano, tanto que era de 86,1% em 2016. 

"A pesquisa mostra que Santa Catarina vem melhorando os índices em todas as faixas etárias, resultado do trabalho que vem sendo feito no âmbito da Educação estadual. A boa educação é a base para que tenhamos um Estado competitivo, com cada vez melhor qualidade de vida, onde todos se sintam bem e que atraia investimentos. É com base nesse trabalho que seguimos firmes no propósito de promover uma educação pública de qualidade", destaca o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni. 

Nível de instrução e anos estudados 

Os indicadores relacionados ao nível de instrução dos catarinenses também tiveram avanço em comparação com 2018. O percentual de pessoas com mais de 25 anos anos de idade que concluíram o Ensino Médio em Santa Catarina subiu de 47,2% para 48,5%. Enquanto isso, o percentual da população com Ensino Superior completo chegou a 18,1%, sendo o grupo que mais cresceu em Santa Catarina desde 2016, quando o índice era de 15%.

A pesquisa indica que 48,9% dos catarinenses com mais de 25 anos de idade tinham 12 anos ou mais de estudo, enquanto 14,9% da população tinha entre 9 e 11 anos de estudo, 25% tinha entre 5 e 8 anos de estudo e 11,2% tinha menos de 5 anos de estudos ou não tinha instrução, cujo percentual em Santa Catarina é o quinto menor do país. Além disso, a faixa de pessoas com 12 anos ou mais de estudo foi a única que cresceu desde 2016, subindo 4,9 pontos percentuais no período. 

A média de anos de estudo da população acima de 25 anos em Santa Catarina cresceu de 9,6 para 9,7 em 2019, sendo a sexta maior no país e superior à média nacional (9,4). Se considerado o grupo de pessoas a partir de 15 anos de idade, a média de anos de estudo em Santa Catarina sobe para 9,9 anos na pesquisa de 2019. 

Maior índice de pessoas de pessoas ocupadas e estudando 

Outra característica de Santa Catarina é a alta proporção da população que estuda e trabalha. A pesquisa indica que, entre 1,52 milhão de habitantes de 15 a 29 anos de idade, 20,9% estavam ocupados e frequentavam a escola em 2019, o maior percentual do país.

Do outro lado, 12,4% dos habitantes do estado na mesma faixa etária não estavam ocupados e não frequentavam escola ou cursos técnicos, pré-vestibulares ou de qualificação profissional, a menor proporção entre todos os Estados. Para efeito de comparação, o percentual nacional foi de 22,1% em 2019.


Educação
14 Julho 2020 11:05:00

O chamado blended learning crescerá após pandemia, diz especialista

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Com o surgimento da pandemia da covid-19, da noite para o dia professores e alunos tiveram que se acostumar e se reinventar na forma de aprender e de ensinar: com aulas online e videoaulas, entre outras ferramentas, os educadores se viram diante de novos desafios, aos quais estavam pouco ou nada preparados.

Embora o ensino a distância (EAD) já seja realidade para os adultos que fazem cursos técnicos, graduação e pós-graduação de forma online, para crianças e jovens a modalidade ainda está em crescimento, mesmo que não seja uma novidade, explica o professor e autor de livros didáticos Ismael Rocha.

"Há muito tempo, diversas escolas praticam o ensino híbrido. A partir do momento em que utilizam diferente plataformas de ensino e aprendizagem, estão trabalhando com o ensino híbrido. Quando há uma excursão para visitar um museu, uma área de mata, essas visitas representam ensino híbrido, que é algo que acontece na sala de aula e fora dela".

O que não estava estruturado, diz Rocha, era o uso constante do online. "O que nós não tínhamos antes da pandemia era o uso das ferramentas virtuais para o trabalho do ensino híbrido, não tínhamos a construção do online, que era muito pouco utilizado. Algumas escolas já tinham uma plataforma onde os alunos podiam tirar exercícios, publicar alguma lista de coisas que tinham feito, mas da maneira sistemática como estamos começando a ver hoje e como teremos daqui para a frente é uma novidade - não o ensino hibrido, mas o ensino a partir do uso de plataformas digitais, o ensino online", acrescenta. 

Considerada tendência na área da educação para o futuro, a mistura entre o ensino presencial e o online, que prevê um mix entre a sala de aula convencional e conteúdos produzidos com apoio de ferramentas de tecnologia, vai invadir mais fortemente a vida do estudante no mundo pós-pandemia. Mas o formato exige muito mais mudança dos professores do que dos estudantes, acredita Rocha, que também é diretor do Institute of Technology and Education (Iteduc), organização pioneira em capacitar professores de educação básica para o ensino online. 

"É uma mudança de paradigma, que vai levar professores e alunos a acreditarem que a plataforma digital é uma ferramenta extremamente útil para o processo de ensino-aprendizagem, principalmente porque a grande maioria dos jovens, desde as crianças, utiliza as ferramentas digitais para o lazer. A relação com o digital para as crianças e os jovens não é uma relação nova, já é presente." 

Nativos digitais

Na visão do especialista, o esforço está em transferir essa habilidade dos jovens para a área da educação. "O trabalho do professor vai ser fazer a transposição, acreditando que essas ferramentas podem trazer e facilitar o processo de ensino-aprendizagem, vamos ter dados mais significativos, vamos saber quantos alunos estão entrando na plataforma para fazer a tarefa, para cumprir as atividades. Vamos gerar a possibilidade de trazer para esses alunos informações muito mais criativas e envolventes, ou seja, muda muito e muda para melhor."

A adoção do método exige uma reorganização do tempo de sala de aula, junto com novo plano pedagógico. O professor ganha um papel também de mentor, apto a impulsionar os alunos em direção a uma postura crítica, acompanhando as questões individuais e dando vazão ao que melhor funciona no aprendizado de cada estudante. E as diversas plataformas digitais vêm para somar essa relação ensino-aprendizado. 

"Temos inúmeras plataformas que permitem esse tipo de interação. Desde as mais simples, que permitem que você faça uma aula e um exercício online, até as mais sofisticadas. Essas ferramentas ainda não são tão fáceis de serem trabalhadas, porque a grande maioria dos professores não é nativa digital, o que gera certa dificuldade para que o processo todo aconteça de maneira tranquila. Os professores estavam acostumados a ensinar, agora eles terão que aprender para ensinar. Certamente, os professores conseguirão dominar essas ferramentas para colocá-las em prática e permitir que o ensino híbrido se torne cada vez mais uma realidade." 

Ensino híbrido 

Também conhecido pelo termo em inglês blended learning, o ensino híbrido se acentuou com o advento da internet e nada mais é do que combinar diversas plataformas, como filmes, rádio e televisão, por exemplo. "Quando eu peço que o aluno assista a um filme e, na aula seguinte, tenho um debate sobre o filme, estamos trabalhando com diferentes plataformas para o que o processo de ensino se dê de forma mais intensa, e tudo isso veio de maneira mais forte com o advento da internet", afirma Rocha.

Segundo o professor, atualmente quem não tem acesso à internet e a computadores pode ficar prejudicado, mas há outras formas. "Os alunos que não têm acesso a essas plataformas ficam prejudicados sim, mas temos experiências em alguns lugares do mundo, com características socioeconômicas parecidas com as do Brasil, em que as aulas foram dadas pelo rádio por meio de emissoras estatais, ou seja, fizeram aulas permitindo que os alunos daquele país pudessem aprender. Se olharmos de uma maneira muito reducionista, entendendo que o ensino híbrido só pode ser feito por meio de internet com banda larga, não há dúvida de que realmente há um prejuízo para aquelas crianças e jovens que não têm acesso." 

O ensino híbrido pode ser feito por meio de formas bem conhecidas, lembra Ismael Rocha. "Nós temos estações de TV e rádio estatais, temos a possibilidade de fazer a geração de materiais escolares numa velocidade muito rápida. É muito mais uma decisão política, para que o ensino híbrido possa fazer parte do dia a dia das escolas, do que uma decisão de tecnologia. Um exemplo no Brasil é o famoso telecurso, quando uma série de pessoas conseguiu seu diploma dos antigos primeiro e segundo graus, acompanhando aulas todos os dias pela televisão. Elas não tinham oportunidades de ter aulas presenciais", diz. 

Na opinião do professor, a pandemia traz esse avanço para a educação. "Se tiver um programa de educação que seja formatado de maneira que todos possam ter acesso à informação, certamente nós teremos um ganho. A pandemia traz exatamente esse desenho: a possibilidade de mudarmos definitivamente a realidade da educação no Brasil. Para a educação não existem limites, existe sim a necessidade de ter boa vontade, porque aprender é algo que o ser humano faz desde quando nasce, desde os tempos das cavernas, por diferentes plataformas, nós estamos só sistematizando isso." 

Educa Week 2020 

Nesta terça-feira (14) no Educa Week, às 9h, Ismael Rocha e mais três especialistas vão falar sobre o tema, em debate de utilidade pública online. O debate contará com a participação de Mario Ghio, diretor-presidente do Somos Educação; Guilherme Cintra, head de Tecnologia Educacional do Eleva Educação, e Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais da SAS plataforma de educação.

A Educa Week 2020 vai até domingo (19 de julho). No total, serão mais de 30 painéis com a participação de 70 especialistas, que vão debater o futuro da educação no Brasil e compartilhar experiências de sucesso do ensino-aprendizagem durante a pandemia, entre outras pautas do setor. Para acompanhar os debates, aberto ao público, basta acessar o site do evento. 

*Com informações Agência Brasil


Educação
14 Julho 2020 10:11:00

Do total, 60.551 são bolsas integrais e 107.229, parciais

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As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) abrem hoje (13) e vão até a sexta-feira (17). A iniciativa do governo federal oferece bolsas de estudo em instituições de ensino superior privadas.

Os interessados devem acessar o portal do Prouni e consultar as bolsas e cursos disponíveis. No site é possível buscar por instituição, município ou área de estudo. 

De acordo com o Ministério da Educação, neste segundo processo seletivo foram disponibilizadas 167.780 bolsas em 1.061 faculdades particulares. Destas, 60.551 são bolsas integrais e 107.229, parciais. 

Para inscrição, é preciso ter uma conta no portal de serviços do governo federal. 

Pelo Prouni, é possível obter bolsas integrais ou parciais, que custeiem todo o curso ou metade do valor. As integrais são destinadas aos estudantes com renda familiar por pessoa de até 1,2 salário-mínimo. Já as parciais contemplam alunos cujas famílias possuem renda familiar por pessoa de até três salários mínimos. 

O Ministério da Educação estabelece como requisitos também o aluno ter conseguido nota de pelo menos 450 pontos de média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter diploma de ensino superior. 

O cronograma prevê, após o fim das inscrições, a divulgação do resultado da 1ª chamada no dia 21 de julho, a comprovação de informações da 1ª chamada até o dia 28 deste mês e o resultado da 2ª chamada no dia 4 de agosto.

*Com informações Agência Brasil 


Enem
09 Julho 2020 13:01:00

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O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). As novas datas foram divulgadas pelo secretário-executivo do MEC (Ministério da Educação), Antonio Paulo Vogel, e o presidente do Inep, Alexandre Lopes, nesta quarta-feira, dia 8 de julho, em entrevista coletiva na sede do MEC, em Brasília, e por videoconferência.

Antonio Paulo Vogel afirmou que as novas datas do Enem 2020 foram definidas após vários diálogos com as secretarias estaduais de Educação e entidades representativas das instituições de ensino superior públicas e privadas. "Diante do cenário atual, buscamos uma solução técnica e encontramos uma data que melhor se adeque para a maioria dos participantes do Enem", explicou Vogel. 

Alexandre Lopes lembrou que mais da metade dos inscritos que responderam à enquete disponibilizada na última semana de junho, na Página do Participante, preferiu os meses de dezembro e janeiro. "A gente também está atendendo à necessidade desses alunos que votaram. Como dissemos desde o início, a enquete não seria o único parâmetro para a definição da data. Também ouvimos os secretários de Educação e demais representantes das entidades educacionais", afirmou Lopes. 

O presidente do Inep também destacou que o instituto está preparado para aplicar o exame em janeiro e que busca, junto ao Ministério da Economia, um aporte adicional de R$ 70 milhões para adequações de segurança contra o Coronavírus. "Vamos tomar todas as medidas de segurança do ponto de vista sanitário para a aplicação da prova. Para isso, teremos de alugar novas salas e disponibilizar equipamentos de segurança, como máscaras e álcool em gel, o que gera um custo além do que foi planejado inicialmente. Porém, já estamos em contato com o Ministério da Economia e isso não será um problema para a realização da prova", tranquilizou.


Medidas
02 Julho 2020 11:37:00

Cronograma das atividades deve ser orientado pelo governo local

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O Ministério da Educação (MEC) definiu um protocolo de biossegurança para a retomada gradual das aulas nas instituições do sistema federal de ensino, como medida de prevenção à disseminação do novo coronavírus. A portaria foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União e diz que o cronograma de retorno das atividades deve ser orientado pelo governo local e pelas autoridades sanitárias.

O protocolo está disponível no portal do MEC e traz orientações sobre medidas de prevenção individual e coletiva, como aferição de temperatura, limpeza e ventilação de ambientes, uso de máscara, disponibilização de álcool gel 70% e respeito às regras de etiqueta respiratória e de distanciamento social. Também deve ser feito o escalonamento do acesso de estudantes a refeitórios e praças de alimentação. 

"No uso de bebedouros, deverá se evitar contato direto com a superfície, devendo ser utilizado papel toalha com possibilidade de descarte em coletor de resíduos com acionamento sem contato manual e posteriormente, realizar a higienização das mãos. Na impossibilidade do cumprimento de tais orientações, recomenda-se a interdição dos bebedouros", diz o documento sobre uma das recomendações. 

De acordo com o protocolo, deve-se considerar manter o trabalho e o ensino a distância para servidores e estudantes que fazem parte do grupo de risco para o novo coronavírus, como pessoas acima de 60 anos, gestantes e lactantes, portadores de doenças crônicas ou responsáveis pelo cuidado de pessoas com suspeita ou confirmação de infecção por covid-19. No caso de estudantes de grupo de risco, a instituição deve considerar a adoção de estratégias para reposição das atividades, após o fim da pandemia. 

As instituições de ensino devem constituir comissão, com a comunidade escolar, para definição e adoção de protocolos próprios, que considerem as regras do estado e município, com análise dos dados epidemiológicos da doença e orientações das autoridades sanitárias. 

O protocolo divulgado hoje poderá, no que couber, ser utilizado pelos demais sistemas de ensino.

*Com informações da Agência Brasil


Datas
01 Julho 2020 15:15:00

Inep fez enquete para escolha de data de aplicação da prova

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O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, hoje (1º), o resultado da enquete para a escolha do novo período de aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Para 49,7% dos estudantes, o Enem impresso deve ser aplicado em 2 e 9 de maio de 2021 e o Enem digital em 16 e 23 de maio.

As outras opções de data eram o Enem impresso em 6 e 13 de dezembro deste ano e Enem digital em 10 e 17 de janeiro de 2021, com 15% dos votos; e Enem impresso em 10 e 17 de janeiro de 2021 e Enem digital em 24 e 31 de janeiro, com 35,3% dos votos dos estudantes. 

As provas, que aconteceriam em novembro deste ano, foram adiadas em função das medidas de enfrentamento à pandemia da covid-19.  

A pesquisa com os estudantes foi aberta no dia 20 de junho na Página do Participante e 1,113 milhão de estudantes, que representam 19,3% dos inscritos no exame, responderam de forma voluntária. O Enem 2020 tem pouco mais de 5,7 milhões de inscritos. 

Data

De acordo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes, a data escolhida pelos estudantes ainda não é a oficial, mas será levada em conta para a definição. "Mais de 80% pediram para fazer a prova no ano que vem. É uma opinião importante, mas não é a única fonte de decisão", disse, ressaltando que poderá ser, inclusive, uma data diferente daquelas que foram colocadas na enquete. 

Lopes explicou que o MEC e o Inep irão, agora, consultar o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que estão tratando do cronograma das aulas no ensino médio, e as associações que representam as instituições de ensino superior, para saber quando pretendem começar o primeiro semestre ano que vem. "A data sairá desse processo de construção coletiva", disse. 

A expectativa é que a definição do período de aplicação da prova seja anunciado daqui duas ou três semanas. Segundo Lopes, independentemente da data, o governo está se preparando para garantir a segurança sanitária dos participantes e das pessoas que trabalham na aplicação do Enem, com a disponibilização de álcool em gel e máscaras, além de diminuir a quantidade de estudantes nas salas. 

Para o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, caso o Enem 2020 seja realizado em maio do ano que vem, isso prejudicaria o primeiro semestre letivo das universidades. "É uma variável que será levada em consideração no debate com as instituições", explicou. 

Sisu e Enade

Paulo Vogel disse que o portal do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já está aberto para a consulta de vagas para ingresso no segundo semestre deste ano, nas universidades e institutos federais de ensino. As inscrições vão de 7 a 10 de julho. 

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, também anunciou que a prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2020, que aconteceria em novembro, será adiada para 2021 em razão da pandemia da covid-19 e dos problemas para a conclusão do cronograma do segundo semestre letivo. A nova data ainda será definida. O Enade avalia o desempenho dos estudantes e dos cursos de ensino superior.

*Com informações da Agência Brasil


Educação
30 Junho 2020 13:17:00

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A Secretaria de Estado da Saúde publicou nesta segunda-feira, 29, uma portaria que regulamenta os protocolos para o retorno das aulas presenciais do ensino superior em Santa Catarina. Outra portaria também estabelece as medidas para permitir as aulas práticas de cursos técnicos no Estado, com exceção dos cursos técnicos das escolas da rede estadual de ensino.

Uma retificação será publicada no Diário Oficial nesta terça-feira, 30, determinando que ambas as portarias entram em vigor a partir de 6 de julho. As aulas presenciais nas redes privada e pública, nas esferas municipal, estadual e federal, incluindo educação infantil, ensino fundamental, nível médio e educação de jovens e adultos (EJA) seguem suspensas até o dia 2 de agosto. 

>> Portarias estão disponíveis aqui 

A portaria 447/2020 autoriza a realização de atividades presenciais de ensino superior em estabelecimentos acadêmicos públicos e privados, inclusive em nível de pós-graduação. Porém, diversas medidas devem ser adotadas para evitar a disseminação do novo coronavírus, como manter o distanciamento de 1,5 metro entre todos os frequentadores do ambiente educacional. Vale ressaltar que a recomendação é que os estabelecimentos priorizem o ensino a distância para as atividades que puderem ser mantidas de forma remota. 

O retorno das aulas presenciais também está condicionado ao resultado da Avaliação de Risco Potencial para disseminação da Covid-19 na região. Todos os municípios que pertencem a uma região em nível considerado Gravíssimo devem ter as aulas presenciais suspensas, já aqueles em nível Grave e Alto devem manter as aulas presenciais de forma alternada, limitando o número de estudantes. 

Por fim, os municípios de regiões com risco Moderado podem manter as aulas presenciais, respeitando o distanciamento entre os frequentadores. É possível saber o status e as orientações para cada região no site Coronavírus SC. 

A portaria contempla os estabelecimentos privados independentemente de terem ou não fins lucrativos. 

Medidas gerais que devem ser cumpridas pelas instituições de ensino 

Todas as pessoas deverão entrar no estabelecimento usando máscaras, a instituição deve aferir a temperatura de todas as pessoas com uso de termômetro. Além disso, antes do retorno das atividades presenciais, as instituições devem orientar os estudantes sobre o uso adequado de máscaras de proteção, higienização das mãos, etiqueta da tosse e distanciamento social. Também devem ser colocados materiais gráficos em locais de maior circulação para estimular a etiqueta da tosse e a higienização de mãos em vários momentos durante a permanência no estabelecimento de ensino.

Os estabelecimentos de ensino também devem criar e formalizar um plano de ação para detectar precocemente e lidar com casos suspeitos e/ou confirmados para Covid-19. 

Todas as medidas de prevenção previstas pela Secretaria de Estado da Saúde estão disponíveis neste link

Medidas de prevenção para aulas práticas de cursos técnicos

Outra regulamentação da Secretaria de Estado da Saúde publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira é a portaria 448/2020, que estabelece medidas de prevenção para as aulas práticas de cursos técnicos em Santa Catarina. A portaria entra em vigor no dia 6 de julho de 2020. 

As medidas incluem limitar o acesso de pessoas em 50% da capacidade determinada pelo alvará do Corpo de Bombeiros, realizar a aferição de temperatura ao entrar no estabelecimento, exigir que todos as pessoas utilizem máscaras durante todo o período de permanência no estabelecimento de ensino, manter distância mínima de 1,5 metro de raio entre as pessoas, limitar os locais de refeição a um terço da capacidade e estabelecer fluxos distintos de entrada e saída, quando possível, a fim de evitar o cruzamento entre as pessoas. 

Clique aqui para acessar todas as medidas previstas na portaria 448/2020.


Prazo
29 Junho 2020 11:10:00

A edição 2020 tem 5,8 milhões de inscritos

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Termina nesta terça-feira (30) o prazo para votação na nova data para a realização das provas adiadas por pandemia da covid-19. Para a enquete disponível somente aos inscritos pela "Página do Participante", com três opções de datas: Enem impresso: 6 e 13 de dezembro de 2020 / Enem Digital: 10 e 17 de janeiro de 2021 ou / Enem Digital: 24 e 31 de janeiro de 2021. Há ainda possibilidade da realização das provas impressas nos dias 2 e 9 de maio de 2021 / Enem Digital: 16 e 23 de maio de 2021.

Os inscritos que desejarem contribuir com uma das três sugestões deverão seguir o passo a passo: 

- Acessar a Página do Participante; 
- Fazer o login (CPF e senha) no portal gov.br 
- Clicar em "Enquete" 
- Escolher a opção com a data desejada 
- Clicar em "enviar" para confirmar. Finalizado o processo, a contribuição será computada. 

O Instituto Anísio Teixeira ( Inep) alerta que as informações a respeito do Enem 2020 podem ser acompanhadas nos portais do Ministério da Educação (Mec), assim como nas redes sociais oficiais dos dois órgãos do governo federal. Dúvidas relativas ao processo de inscrição podem ser sanadas pelo Fale Conosco, por meio do autoatendimento on-line ou do 0800 616161 (somente chamadas de telefone fixo). 

Números

A edição 2020 do Enem tem 5, 8 milhões.de inscritos. Segundo o Inep, o total marca um aumento de 13,5% em relação ao ano passado. O Instituto credita a ampliação dos participantes a fatores como a modalidade digital, extensão do período de pagamento e gratuidade automática. A modalidade sem custo foi utilizada por 83% dos inscritos. 

Do total, 65,6% terminaram o ensino médio em anos anteriores, mais da metade tem mais de 20 anos de idade e 60% são mulheres. No recorte por cor, 47% são pardos, 34,7% são brancos, 13,3% são pretos e 2,2% são amarelos.

*Com informações da Agência Brasil


Atividades
24 Junho 2020 15:06:00

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O Conselho Estadual de Educação (CEE) assinou nesta quarta-feira, 24, uma resolução que abre a possibilidade de manter as atividades escolares não presenciais até o dia 31 de dezembro de 2020 na rede pública e particular de Santa Catarina, de forma excepcional. A decisão de retorno de maneira presencial ou não será pautada de acordo com as orientações das autoridades estaduais e sanitárias.

O objetivo da resolução, conforme o presidente do Conselho, Osvaldir Ramos, é garantir a segurança necessária para a oferta do ensino remoto no período da pandemia de Covid-19. A medida já era prevista no artigo 2º da resolução 009/2020 do CEE, sendo agora estendida para um prazo maior. 

O documento também autoriza o sistema híbrido de ensino, combinando atividades presenciais e não presenciais. O CEE faculta às instituições ou redes de ensino a possibilidade de oferecer o ensino remoto de forma combinada com o ensino presencial, de acordo com as condições de cada estabelecimento de ensino e respeitando os protocolos recomendados pelas autoridades de saúde ou órgãos oficiais. 

Protocolos para o retorno à sala de aula serão definidos em conjunto

A possibilidade de adotar o sistema híbrido está sendo estudada pela Diretoria de Ensino da SED e pelo Comitê de Retomada das Aulas Presenciais, grupo de trabalho formado por 15 entidades que se reuniu pela primeira vez na última sexta-feira, 19. O grupo irá decidir em conjunto os protocolos para o possível retorno à sala de aula, caso a Secretaria de Estado da Saúde indique condições favoráveis para essa decisão.

Ao fim do encontro, foi definida a criação de grupos de trabalho específicos para elaborar protocolos sobre medidas sanitárias, ações pedagógicas, transporte escolar, alimentação escolar e gestão de pessoas. Cada grupo deve elaborar um cronograma de trabalho, já considerando a resolução do CEE-SC, para apresentar uma minuta das ações propostas no dia 30 de junho, data prevista para a próxima reunião.


Educação
22 Junho 2020 09:15:00

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O Comitê de Retomada das Aulas Presenciais em Santa Catarina, organizado pela Secretaria de Estado da Educação (SED), teve a primeira reunião na tarde de sexta-feira, 19. O objetivo é que o grupo intersetorial tenha encontros estratégicos para construir em conjunto os protocolos necessários para planejar o retorno de alunos, professores e servidores às salas de aula.

Neste primeiro encontro, estiveram presentes os representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Defesa Civil de Santa Catarina, Tribunal de Contas (TCE), Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Conselho Estadual de Educação (CEE), Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Particular e Fundações Educacionais (Sinpro) e Federação de Trabalhadores do Magistério (Fetam). 

O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, destacou a importância de reunir tantas instituições para alinhar o retorno às aulas presenciais. "Estamos trabalhando na mesma causa para o Estado de Santa Catarina, que é a Educação. Temos um desafio muito grande, que exige responsabilidade, mas somando esforços iremos transpor esse período da melhor forma possível, com o menor impacto nessa transição entre o período das ações não presenciais e a retomada das aulas presenciais". 

Definição de grupos de trabalho

Por ser o primeiro encontro, a reunião teve um aspecto mais introdutório e de alinhamento geral, com espaço para cada participante poder compartilhar a sua realidade, fazer apontamentos sobre o tema e trazer contribuições para o comitê. Durante a interação, os integrantes do comitê reforçaram a importância do regime de colaboração neste momento e destacaram a relevância da iniciativa. 

Ao fim do encontro, foi definido que serão criados grupos de trabalho específicos para elaborar protocolos sobre medidas sanitárias, ações pedagógicas, transporte escolar, alimentação escolar e gestão de pessoas. Cada grupo deve elaborar um cronograma de trabalho para apresentar uma minuta das ações propostas no dia 30 de junho, data prevista para a próxima reunião.

Aulas presenciais suspensas até 2 de agosto

O decreto 630/2020, estabelecido pelo Governo do Estado, suspende até 2 de agosto as aulas presenciais nas redes privada e pública, nas esferas municipal, estadual e federal, incluindo educação infantil, ensino fundamental, nível médio, educação de jovens e adultos (EJA), ensino técnico e cursos superiores. A retomada das aulas será comunicada com a devida antecedência e será feita de forma segura, seguindo as regras estabelecidas em conjunto com autoridades sanitárias. 

As aulas presenciais de cursos superiores poderão ser autorizadas a partir de 6 de julho em caso de decisão conjunta dos secretários de Estado da Saúde e da Educação, considerando os índices de contágio da Covid-19.


Educação
17 Junho 2020 13:21:00

Portaria também flexibiliza estágios e práticas em laboratório

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Portaria do Ministério da Educação (MEC), publicada no Diário Oficial da União de hoje (17), estende a autorização de aulas a distância em instituições federais de ensino superior até 31 de dezembro de 2020. O documento, motivado pelas medidas de contenção à pandemia de covid-19, também flexibiliza os estágios e as práticas em laboratório, que podem ser feitos a distância nesse período, exceto nos cursos da área de saúde.

Em março, o MEC já havia publicado a primeira portaria que trata sobre o tema com validade de 30 dias. Esta já é a terceira vez que o prazo é prorrogado. Porém, desta vez, a autorização para aulas on-line é estendida até o fim de 2020.  

Ainda segundo a portaria, as instituições de ensino terão autonomia para definir o currículo de substituição das aulas presenciais, a disponibilização de recursos a estudantes para que eles possam acompanhar as aulas, e a realização de atividades durante o período. 

O documento prevê ainda que as instituições podem suspender as atividades acadêmicas presenciais pelo mesmo prazo, mas elas deverão ser "integralmente repostas" quando for seguro voltar ao ensino presencial. Com a nova portaria, as instituições de ensino superior podem efetivar seus planos pedagógicos com o ensino híbrido e implantar inovações educacionais e tecnológicas.

*Com informações da Agência Brasil


Educação
10 Junho 2020 15:04:00

Alunos, professores e funcionários podem trabalhar juntos, criando conteúdos e compartilhando recursos de maneira integrada

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Desde o dia 20 de abril, alunos da rede municipal passaram a estudar por meio de computadores, notebooks, celulares, entre outros meios. "Agora no fim de maio, encerrou mais um bimestre, com isso, estamos apresentando os boletins, que é o resultado desse primeiro bimestre. A maioria dos alunos já conseguiu interagir com o novo método, mais de 90% deles está fazendo as atividades conforme o solicitado", comenta o secretário de Educação, Jorge Buerger.

Apesar de já ser muito utilizado, o ensino digital foi uma novidade tanto para os alunos, quanto para os pais. "Estamos dando liberdade para os pais na hora de responder. Temos conversado continuamente com os professores para melhorar a qualidade da oferta desse material, proporcionando atividades para que as crianças consigam fazer sozinhas ou acompanhadas dos responsáveis. Lembrando que o pai e a mãe não são professores, eles são apoiadores da criança para fazer as atividades", enfatiza. 

A expectativa é de que o novo método digital continue por mais dois meses, pois conforme o decreto do Governo do Estado, as aulas presenciais estão suspensas até o dia 2 de agosto. "A previsão do retorno é para o dia 3 de agosto, considerando que estes são cenários que mudam diariamente, então isso pode ser prorrogado ou antecipado. Em todos os casos, estamos em vias de estudos para avaliar como será o retorno", explica. 

No momento, os professores postam o material de estudo no Sistema de Gestão Escolar (SGE), plataforma já utilizada pela Secretaria de Educação há alguns anos. E para ampliar ainda mais a oferta de ferramentas, a prefeitura adquiriu uma nova página de estudos, o Microsoft Teams. "No começo de maio, fizemos a compra de uma plataforma em que o professor pode oferecer uma aula e o aluno acompanhar on-line, ao vivo, e quem não puder acompanhar ao vivo, pode assistir à gravação mais tarde", comenta. 

Este recurso possibilita ao aluno tirar dúvidas com o professor, além de disponibilizar uma gama de ferramentas gratuitas para desenvolver os trabalhos e atividades escolares. "Estamos disponibilizando os primeiros testes aos alunos da rede. Eles possuem acesso gratuito ao Office 365, pacote Word, Excel, PowerPoint, entre outros, além de poderem interagir com o professor. Solicitamos aos pais que ainda não acessaram a plataforma Teams, para que entrem em contato com sua unidade escolar, que receberão todas as informações necessárias", explica. 

Aos alunos que não possuem acesso à internet, todo o material está sendo disponibilizado na secretaria da escola. "Inclusive muitas crianças aproveitam quando vão retirar o material e já utilizam os computadores da unidade escolar para fazer as pesquisas. Lembramos que essa é uma modalidade de validade aprovada pelo Conselho Municipal de Educação e que é condição para aprovação durante um ano, ou seja, é uma rotina de escola de aulas não presenciais em que o aluno deve fazer as atividades propostas para continuar aprendendo e dar sequência ao ano letivo", finaliza.   






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