Economia

Setores do comércio devem ser liberados gradativamente

Entidades que representam a cadeia produtiva pleiteiam a liberação junto ao Governo do Estado

Foto: Arquivo Testo Notícias

Diariamente, novas determinações quanto à cadeia produtiva estão sendo avaliadas pelo Governo do Estado. Ainda na terça-feira, 24, um novo decreto ampliando os setores que são considerados essenciais foi publicado pelo Executivo catarinense. Na noite do mesmo dia, o governador Carlos Moisés sinalizou que mais algumas atividades, como o varejo de materiais de construção, devem ser incluídas nessa lista.

A demanda vem sendo amplamente defendida pelo setor produtivo. Entidades como a FCDL/SC, a Facisc e a Fecomércio/SC já haviam feito a solicitação através de ofícios. Da mesma forma, a Fiesc pediu a continuidade das atividades da construção civil.

De acordo com o vice-presidente da CDL Pomerode e diretor distrital, Felix Antonio Valentini, o pleito das entidades é para que haja uma análise diária e a liberação gradual para que o comércio volte a atuar. Ele explicou que essa avaliação se dará pela essencialidade que cada atividade representa na sociedade. "Acredito que até na sexta-feira teremos a liberação para que mais comerciantes voltem a abrir suas portas", pontua.

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É importante destacar que nesse novo decreto permanece a orientação de que todos os estabelecimentos com autorização para atuar devem limitar a entrada de pessoas em 50% da capacidade de público e também fazer o controle para que haja respeito à distância mínima de 1,5 metro entre cada pessoa.

Segundo ele, os cuidados para frear o contágio pelo coronavírus também dependem da postura da população. "Pedimos para que as pessoas tenham consciência, que respeitem as orientações de segurança e que tomem suas próprias medidas, como deslocar apenas uma pessoa da família para ir ao mercado realizar as compras".

Felix afirma ainda que a CDL está em contato direto com os órgãos oficiais para que possa fornecer informações aos associados. "Estamos nos empenhando para levar orientação aos nossos associados, inclusive sobre impostos, financiamento e todas as dúvidas que têm surgido nesse momento", pontua.

A busca por prestar orientações e auxiliar os comerciantes e empresários tem sido o grande diferencial das entidades pomerodenses que representam o setor produtivo.

O presidente da Associação Empresarial de Pomerode, Peter Volkmann, esclareceu que as indústrias da cidade encontraram soluções diversificadas, adaptadas à realidade cada uma, para cumprir as determinações do decreto estadual. Como não há uma regra genérica, a Acip disponibilizou um canal para que os associados esclareçam suas dúvidas. "Muitas empresas não sabem ainda como agir com questões trabalhistas, tributárias, financiamentos e assim por diante. Nosso objetivo com o canal é responder a essas perguntas, dando uma orientação de qualidade diante dessa enxurrada de informações que mudam a todo tempo e que se tornam confusas e exaustivas".

Peter destaca ainda que após o período de vigência do segundo decreto assinado pelo governador do Estado, será a vez do setor produtivo retomar as atividades e aprender a conviver com a nova realidade. "Esse é sim o momento de respeitar a orientação das autoridades, mas não podemos achar que a situação com o coronavírus estará solucionada em 15 dias. Teremos que encontrar meios de nos proteger enquanto voltamos a produzir. O Brasil não tem estrutura econômica como a Europa, por exemplo, para se manter tantos dias em casa, precisamos achar uma forma segura de retomar os trabalhos, após esses 14 dias parados", contextualizou.

O presidente da Acip explica que a preocupação se estende a todas as atividades econômica. "Nos preocupamos muito com os autônomos que estão sem receber, com as micro e pequenas empresas que não tem estrutura para se manter fechadas. A maioria das empresas precisa faturar para pagar as contas do mês, não têm fluxo de caixa para ficarem paradas, e isso pode gerar muito desemprego. E o desemprego pode matar muita gente também".

Para ele, a postura adotada a partir daqui terá papel determinante não apenas no combate ao vírus, mas também na manutenção das empresas, do emprego, do comércio e na retomada da economia.

Construção civil 
A Federação das Indústrias do Estado de SC pediu também a inclusão da construção civil nos setores da indústria que podem atuar com 50% da capacidade durante o decreto de isolamento social.  

Segundo a entidade, o setor será fundamental para retomada economia quando o coronavírus passar, mas se não mantiver um nível mínimo da atividade agora, parte das empresas podem quebrar. "Especialmente as pequenas poderão ter a situação irremediavelmente comprometida, caso essa interpretação não seja revertida", afirmou o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

No ofício, a Fiesc reforçou que serão adotadas medidas rígidas de prevenção contra a Covid-19, contando com suporte do Sesi para proporcionar um sistema de saúde adequado aos trabalhadores, como exigem as autoridades.



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