Dr. Vicente Caropreso
23 Setembro 2020 09:00:00

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Chegou a primavera! A estação das flores, a mais bonita do ano.

Para a sua saúde, a beleza da primavera pode significar momentos de mal-estar devido às alergias causadas pelo pólen das flores. Suspenso no ar e carregado pelo vento, ele pode provocar doenças alérgicas, das quais a mais comum é a rinite alérgica.

Ela provoca coriza, espirros, coceira no nariz e sintomas parecidos com os de resfriado. Quase todo mundo já teve, não é verdade?

Nesse tempo de Covid, deve-se tomar cuidado para não confundir a simples rinite com infecção pelo coronavírus.

A rinite deve ser tratada, para evitar que possa evoluir para outras doenças como sinusite, otite, faringite e laringite, essas, sim, bem mais difíceis de tratar e que geralmente pedem o uso de antibióticos para sua cura completa.

As alergias não têm cura, elas só têm tratamento para aliviar os sintomas. Siga as dicas para evitar ou diminuir as rinites alérgicas de primavera:

- Use sabão neutro para lavar roupas e lençóis;

- Mantenha a casa arejada e limpe com pano úmido para evitar a poeira;

- Tire tapetes e carpetes e deixe o sol entrar para eliminar os ácaros;

- Guarde brinquedos de pelúcia ou enrole em plástico.

Outra doença que ocorre muito na primavera é a conjuntivite alérgica, uma inflamação da membrana que recobre o olho, a conjuntiva. Seus sintomas são: vermelhidão dos olhos, lacrimejamento, intolerância à luz e inchaço ao redor dos olhos.

Diferentemente da conjuntivite infecciosa - causada por vírus ou bactérias e que geralmente vem em forma de epidemia - a conjuntivite alérgica não é contagiosa e aparece associada à rinite, sendo também chamada de rinoconjuntivite.

Se for afetado, tome os seguintes cuidados:

- Mantenha as mãos limpas, para evitar infecção por bactérias ou vírus;

- Lave os olhos, com solução fisiológica 3 vezes ao dia;

- Não compartilhe toalhas, lenços, fronhas ou maquiagem, evite contaminação.

Siga essas dicas e desfrute a bela estação das flores com menos distúrbios alérgicos.

Uma Feliz Primavera!



Dr. Vicente Caropreso
16 Setembro 2020 09:00:00

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Este mês é marcado pela campanha Setembro Amarelo, ligada à prevenção do suicídio.

O suicídio é um assunto que as pessoas normalmente evitam abordar, assim como não se falava do câncer, da AIDS, e das doenças sexualmente transmissíveis um tempo atrás. Eram temas que todos evitavam abordar, em uma espécie de conspiração de silêncio, como se fossem assuntos proibidos.

Mas esconder o assunto não evitou que o número de suas vítimas crescesse a cada dia, sem parar. Foi preciso quebrar esses tabus e falar sobre essas doenças, para explicar, esclarecer, conscientizar e estimular a prevenção. Só assim se conseguiu reverter o cenário.

Com o suicídio ocorre o mesmo, pois hoje ele é considerado pelo Ministério da Saúde (e pela Organização Mundial de Saúde da ONU) um problema de saúde pública, mas não se fala ou fala-se muito pouco nele. A exemplo do que já vimos acontecer no passado com as outras doenças, o suicídio é hoje um assunto tabu, e isso vem contribuindo para que a quantidade de vítimas aumente.

O número de suicidas cresceu 34% nos últimos 15 anos. São 32 mortes por dia, uma a cada 46 minutos, somando mais de 11 mil óbitos por ano. Suicídio já é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 24 anos no Brasil.

Estudos estimam que nove em cada dez casos de suicídio podem ser evitados, se a pessoa tiver ajuda e atenção. Existe um telefone de apoio emocional e prevenção ao suicídio, o Ligue 188. É preciso quebrar o silêncio e divulgar o 188 como um caminho para a ajuda.

A depressão, considerada a doença do século e a maior causa de suicídios, tem tratamento. Daí a importância fundamental de abordar o assunto.

Discutir o tema - e entender os fatores que levam a ele - são as únicas armas que temos contra o suicídio.

Vamos quebrar o silêncio e divulgar o disque grátis para o 188 do CVV - Centro de Valorização da Vida. Ele existe para ajudar pessoas com ideias suicidas em todo o país.

Participe do Setembro Amarelo você também.

Valorize a vida!



Dr. Vicente Caropreso
09 Setembro 2020 09:00:00

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Crianças, normalmente, não ficam quietas, estão sempre em movimento, e isso é sinal de saúde - se a sua criança ficar muito quieta, apática, é sinal que alguma coisa pode estar errada com a sua saúde. 

Para garantir que as crianças tenham um desenvolvimento saudável não basta apenas deixá-las se movimentar à vontade, é preciso que essa energia seja canalizada de forma correta: crianças devem fazer 1 hora de atividade física todos os dias.

Com a popularização dos jogos eletrônicos e da tecnologia de comunicação de hoje as crianças fazem cada vez menos exercícios, em consequência, as antigas modalidades de recreação como os jogos e outras brincadeiras que envolviam esforço físico, estão sendo cada vez mais substituídas por atividades sedentárias.

O resultado é que a falta de exercício, combinada a uma alimentação rica em açúcares, carboidratos e gorduras, causou uma epidemia de obesidade infantil e de crianças com sobrepeso: aproximadamente 15% das crianças brasileiras está obesa, e mais 30% delas apresenta excesso de peso.

A relação entre tempo de exercício gasto e obesidade é direta, pois em um sistema fisiológico que usa a gordura como combustível, a perda de calorias se alcança com atividades de longa duração. O parâmetro de tempo é de 40 minutos de exercício para cima.

Quando se fazem exercícios por mais de 40 minutos, o corpo queima gordura como combustível. Logo, fazer 1 hora de atividades físicas, de moderadas a intensas por dia, é a recomendação ideal para a perda de peso e para melhorar o condicionamento físico das crianças, evitando que cheguem à adolescência com problemas de peso.

Além do problema do controle de peso, a atividade física é recomendável também para o bom desenvolvimento dos músculos e ossos durante a fase de crescimento das crianças.

A atividade física infantil é um desafio que pais e educadores devem encarar com seriedade, pois a boa forma física é saúde e deve ser conquistada desde a infância.



Dr. Vicente Caropreso
01 Setembro 2020 17:19:00

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Atividade física é qualquer movimento que gaste energia, como caminhar, lavar louça ou subir escadas.  

O contrário disso é o sedentarismo: um estado muito reduzido de atividade física que pode comprometer, e muito, a manutenção da saúde.

A modernização da sociedade e a alta velocidade do desenvolvimento tecnológico têm modificado os hábitos do ser humano, causando uma enorme redução da atividade física na vida das pessoas de todas as idades, crianças, adultos e idosos de ambos os sexos.

 Estudo publicado na revista médica The Lancet igualou o sedentarismo, em relação à mortalidade, a outros fatores de risco como o tabagismo e a obesidade. O estudo mostrou também que a prática de exercícios é capaz de prevenir 10% dos casos de diabetes, 10% dos casos de câncer de mama e câncer de cólon.

Por outro lado, mostrou que o sedentarismo foi responsável por 9% dos casos de mortalidade prematura, em todo o mundo.

Para vencer o sedentarismo, recomenda-se a prática de atividade física aeróbica moderada por no mínimo 30 minutos, cinco vezes por semana, ou atividade aeróbica de maior intensidade por 20 minutos, três vezes por semana, complementados por exercícios de musculação duas vezes por semana.

A atividade física deve ser usada como receita para a promoção da saúde cardiovascular. Explicar que o exercício deve fazer parte do tratamento, prescrevendo-o no receituário, é um dos caminhos que os médicos devem seguir para vencer o sedentarismo de seus pacientes.

Tanto as pessoas que querem começar uma atividade física quanto pacientes com histórico de doenças cardiovasculares devem consultar o médico para orientar sua prática de exercícios. Mas atividade física moderada, como caminhar, pode ser realizada pela maioria das pessoas.

A atividade física regular (aliada uma boa alimentação) é uma receita sem contraindicação para uma vida plena de saúde.

Mexa-se! O sedentarismo pode matar.




Dr. Vicente Caropreso
26 Agosto 2020 08:00:00

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A geração de nossos avós e bisavós passou por duas guerras mundiais que mataram cem milhões de pessoas e sobreviveu à Gripe Espanhola que fulminou outros cinquenta milhões. 
As guerras mundiais e aquela pandemia não só mataram milhões, como provocaram racionamento de alimentos, de energia, de medicamentos, de roupas e de dinheiro.
Milhões de famílias, países inteiros ficaram trancados em suas casas, suportando uma enorme depressão econômica, sofrendo com a escassez de produtos básicos para a sobrevivência.
Hoje estamos vivendo mais uma pandemia, muito similar àquela vivida por nossos avós, com a diferença que temos a nosso favor uma ciência muito mais avançada e tecnologias de comunicação e informação que permitem a rápida difusão de informação entre cientistas e nações e que também servem para alertar a população sobre as regras sanitárias necessárias para reduzir a contaminação.
Estamos em guerra contra um inimigo que ataca qualquer um, independentemente de sua nacionalidade, sexo, religião, cor ou ideologia política e mesmo assim vemos pessoas queixando-se por ter de usar máscaras e recusando-se a seguir normas simples de prevenção, agindo como crianças mimadas.
Nossos antepassados teriam vergonha de nós.
Esta guerra só ainda não acabou porque muitos não obedecem as regras do combate.
Ver pessoas sem máscaras fazendo festas, se aglomerando, andando pelas ruas, pedalando, correndo, espalhando o vírus pelo ar, nos mostra que existe gente lutando do lado do inimigo, sem fazer o menor sacrifício pelo bem-estar da comunidade.
O egoísmo e a irresponsabilidade são os vírus que precisamos combater para vencer o coronavírus.
Vamos seguir o exemplo de nossos antepassados e suportar a carga de responsabilidade que se exige de cada indivíduo em nome do bem coletivo.
Cuidar cada um de si mesmo é cuidar de todos. Se cada um se conscientizar e seguir as regras, venceremos rapidamente esta guerra.

Lute do lado da prevenção e ajude a salvar vidas!



Dr. Vicente Caropreso
19 Agosto 2020 08:00:00

Neste momento da guerra contra a Covid-19, torcemos para que as vacinas cheguem logo

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São centenas de laboratórios com milhares de cientistas trabalhando no desenvolvimento ou de medicamentos que possam controlar a replicação do vírus no organismo ou na produção de vacinas - 160 destas estão sendo trabalhadas no mundo todo. Três das vacinas que obtiveram bons resultados nas duas primeiras fases da experiência, foram aprovadas pela ANVISA e estão tendo sua terceira e definitiva fase de testes clínicos aqui no Brasil.  

São elas:

- Vacina desenvolvida pela empresa farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade Oxford, testando 2.000 voluntários no hospital da Unifesp e 1.000 voluntários recrutados pelo instituto D'or de Pesquisa e Ensino, do Rio de Janeiro.

- Vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac com os testes coordenados pelo Instituto Butantã, testando 9.000 profissionais de saúde em São Paulo;

- Vacina desenvolvida pela empresa farmacêutica americana Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech, testando voluntários em São Paulo, no CEPIC - Centro Paulista de Investigação Clínica, e na Bahia, na Instituição Obras Sociais Irmã Dulce.

Há também a vacina russa, que poderá ser testada após a liberação da ANVISA.  

Essas notícias são muito boas, entretanto não poderemos contar com vacinação em massa tão cedo. Mesmo se o resultado dos testes for positivo, provavelmente só a partir do ano que vem teremos doses suficientes para começar a vacinação de parte da população.

Por enquanto, a única vacina que temos para evitar a doença é a atitude responsável e, se o contágio seguir aumentando, é por conta da falta de prevenção pelas pessoas.

Por isso, é dever de cada um contribuir para o controle da contaminação seguindo as regras sanitárias básicas de prevenção.

Usar sempre a máscara quando estiver fora de casa, manter o distanciamento social e tomar cuidado com a higiene das mãos é responsabilidade de todos e de cada um de nós.

A pandemia não é uma campanha política, o coronavírus mata!

Faça a sua parte!



Dr. Vicente Caropreso
12 Agosto 2020 08:00:00

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Como viver bem durante a terceira idade?   

A abordagem médica mudou; e não só para os idosos.

Hoje, a ideia da medicina é não só tratar a doença quando ela se apresenta e sim cuidar da saúde como um todo, prevenindo já desde a infância.

A medicina de agora privilegia a prevenção.

Para a terceira idade, prevenir significa investir no seguinte tripé: checkup, atividade física e atividade intelectual.

Benefícios do check-up: a partir dos 45 anos, homens e mulheres devem realizar ao menos um checkup anual, para o diagnóstico precoce e o controle de doenças crônicas. Nessa fase da vida, mais que em qualquer outra, a prevenção faz toda a diferença.

Benefícios da atividade física: além de melhorar a condição cardiovascular, a atividade física fortalece a musculatura e dá firmeza de movimentos, o que evita quedas e previne fraturas. A melhor atividade para os idosos é a caminhada, feita quatro vezes por semana, 30 minutos por dia. Se ficar muito cansado, pode até dividir essa meia hora em três caminhadas de 10 minutos. Além de ruas e parques, outros lugares que podem favorecer as caminhadas e a socialização são os shoppings, onde os idosos encontram piso regular, temperatura adequada e também podem fazer amizades, o que incentiva a prática continuada.

Benefícios da atividade intelectual: ela previne um dos problemas mais comuns entre os idosos, que é a depressão. Os mais idosos começam a ter resistência a novos projetos, perdem a capacidade de se relacionar com as outras gerações e, assim, vão perdendo o prazer de viver. Ficar só vendo televisão não é a opção para quem quer viver bem a terceira idade. Essa é a hora de fazer cursos, ler, debater, colocar a cabeça para funcionar. Isso é que mantém o bom humor, abre a possibilidade de cultivar amizades e se atualizar, para sentir-se participante do mundo.

Siga essas dicas e consulte seu geriatra periodicamente.

Aproveite a terceira idade com saúde e alegria, com seus filhos, netos, parentes e amigos.



Dr. Vicente Caropreso
04 Agosto 2020 08:00:00

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A expectativa de vida vem crescendo em todo o mundo, no Brasil e em SC não é diferente

Na década de 1960, a esperança média de vida dos brasileiros era de 62 anos; já em 2019, a expectativa de vida dos catarinenses havia aumentado para 79,7 anos: 83 anos para as mulheres e 76,4 anos para os homens.

Uma pergunta que todos se fazem é: como viver bem durante a velhice?

A resposta mais correta é: preparando-se desde a juventude. As atitudes que tomamos durante a vida se refletem na terceira idade e os hábitos saudáveis mostrarão seus frutos nessa fase, podendo transformá-la para melhor.

Por isso aqui vai uma dica para os jovens e adultos jovens: cuidem de sua saúde agora, evitem abusos na juventude e irão envelhecer com saúde.

Com a longevidade, o surgimento de doenças crônicas também aumenta. Pessoas com mais de 65 anos têm entre três e cinco doenças acompanhando seu processo de envelhecimento; mas, se essas doenças estiverem controladas e medicadas não afetarão de forma significativa a qualidade de vida.

Os especialistas alertam que o principal problema na terceira idade não é a doença crônica, mas as sequelas que podem deixar quando não tratadas adequadamente.

Outro fator de risco são as quedas, pois a osteoporose, doença frequente entre os idosos, enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas.

A dica é: nunca é tarde para começar a cuidar do corpo e da mente.

Cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos adequados mantêm o organismo ativo, ajudando a prevenir doenças; e a atividade intelectual funciona como uma fisioterapia mental.

Dá para afirmar que ler um bom livro, uma revista e até conversar com amigos ajudam a manter viva a troca de experiências com o mundo, resultando em um cérebro exercitado, memória afiada, bom humor e disposição para a vida.

Siga essas dicas e consulte seu médico geriatra periodicamente, este é o caminho certo para aproveitar bem a terceira idade, com saúde e alegria.

Voltaremos ao assunto.



Dr. Vicente Caropreso
28 Julho 2020 08:00:00

Um assunto de utilidade pública: a doação de sangue

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Neste momento de pandemia, a doação de sangue é da maior importância, pois com a pandemia alguns bancos de sangue esvaziaram seu estoques. 

Vítimas de acidentes ou doenças graves, muitas vezes dependem de transfusões para não perder a vida. Por isso, uma das contribuições mais nobres que existem é a doação de sangue. Os doadores salvam muitas vidas e merecem toda a nossa admiração.

Muita gente ouviu falar coisas ruins e tem medo de doar sangue, mas são coisas sem fundamento:

Dizem que doar sangue vicia! Bobagem, doar sangue não vicia e se a pessoa deixa de doar não tem nenhum reflexo físico.

Dizem que doar sangue engrossa ou afina o sangue! Outra bobagem. O organismo controla perfeitamente a reposição do volume de sangue e de glóbulos vermelhos, que são mantidos sempre na mesma quantidade.

Dizem que doar sangue engorda ou emagrece! Não engorda, porque nada é injetado no doador; e nem emagrece, pois o volume retirado, que é de no máximo 450 ml, é reposto. Com 2 copos de água ou suco, o doador retorna ao peso anterior.

Algumas perguntas que as pessoas sempre fazem:

Há algum substituto para o sangue? Não! Só nosso corpo fabrica esse valioso salvador de vidas. Todo dinheiro que há no mundo não valerá nada se o sangue do tipo certo não estiver disponível.

Para doar sangue é preciso algum documento? Sim. Deve-se apresentar um documento com foto.

Tem que fazer alguma coisa especial antes da doação? No dia da doação, deve-se alimentar normalmente, evitando comidas muito gordurosas e beber muita água. Durma pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e não tome bebida alcoólica.

Quem pode doar sangue? Qualquer pessoa entre 18 e 69 anos com mais de 50kg e em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados.

Onde se doa sangue? Procure o Hemocentro mais próximo de sua casa e agende a sua doação. Por causa da pandemia os Hemocentros de todo estado advertem que deve-se ir sem acompanhante.

Doe! Seja um irmão de sangue!



Dr. Vicente Caropreso
22 Julho 2020 08:00:00

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A dica de hoje é algo que pouco se fala, mas que deve ser lida com muita atenção, principalmente pelas pessoas que tomam medicação de forma continuada. 

Existem aqueles estojos plásticos para guardar comprimidos ou cápsulas, muito usados pelos portadores de doenças crônicas que precisam tomar remédios todos os dias.

Os estojos simplificam a rotina de tomar remédios e são práticos para o dia a dia, mas podem não ser a melhor escolha, porque o medicamento pode estragar, por exposição ao ar, à umidade e à luz.

Ou seja, os estojos que separam o remédio por dia da semana não ficam fechados tão perfeitamente quanto o blister no qual ele é vendido.

O recomendado é nunca remover cápsulas ou comprimidos e afins da cartela. Nem dos frascos, principalmente aqueles frascos que contém sistema de controle de umidade, como os sachês de sílica.

Não devemos esquecer que a embalagem também foi elaborada pela indústria farmacêutica para garantir a melhor condição de conservação.

Os farmacêuticos especialistas afirmam que não devemos remover cápsulas e comprimidos da cartela ou dos frascos originais, pois as embalagens de fábrica, além do controle de umidade têm também proteção contra a luz para preservar as propriedades do remédio.

Nos estojos eles não ficam tão bem protegidos quanto nas embalagens originais.

Se quiser, você pode tirar as cartelas ou os frascos da caixinha de papelão e deixá-los em algum local - como uma gaveta - onde eles fiquem em condições adequadas de temperatura, umidade e exposição à luz, de acordo com as instruções da embalagem, mas o ideal é manter o medicamento na caixa original de papelão, com a bula, o lote e a data de validade.

Assim você também não corre o risco de confundir os medicamentos, ou tomar remédios fora de validade.

Guarde seus remédios nas embalagens originais e em locais frescos e arejados para evitar problemas de umidade. Evite o banheiro por ser um local muito úmido.

Faça isso e garanta a sua saúde, se medicando de forma correta.



Dr. Vicente Caropreso
15 Julho 2020 08:50:00

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Enquanto esperamos que se descubra e distribua-se uma vacina realmente eficaz contra o coronavírus, a única saída que temos para evitar a Covid-19 é o isolamento social, com seus prós e contras. 

Os prós são a segurança e a garantia de estar fazendo a coisa certa para se prevenir do contágio. Entre os contras estão os vários efeitos colaterais do isolamento, como a redução da atividade econômica, o stress e a ansiedade da falta de convivência, entre outros. Mas um dos mais reais para as famílias com crianças é que elas vieram para dentro de casa em tempo integral, com o fechamento das escolas.

Ter os filhos pequenos o dia inteiro como companhia, pode ser uma alegria, mas é também uma rotina desgastante, pois crianças são umas maquininhas cheias de energia, e tê-las confinadas, com espaço limitado para queimar as calorias que seu metabolismo acelerado exige é um desafio e tanto para os pais.

Crianças saudáveis precisam de atividade, além disso, como a maioria das escolas está com aulas à distância, os pais ainda têm de acompanhar as crianças nas lições escolares.

Por isso o melhor é fazer uma lista e organizar as atividades, mas tenho certeza que a maioria dos pais já está fazendo isso, e esse comentário é mais para me solidarizar com eles.

Mas não custa lembrar que, como criança precisa de exercícios físicos, os pais devem incluir em sua lista pelo menos uma hora diária de brincadeiras que exija esforço físico de seus pequenos.

A atividade física é essencial para que a criança cresça com saúde. Só jogos eletrônicas e brincadeiras sedentárias podem causar obesidade e atrasar o desenvolvimento de ossos e músculos.

Fica a dica:

Pais e mães! Aproveitem para se exercitarem junto com as crianças. Façam do limão uma limonada, unam o útil ao agradável e benéfico à sua saúde e mexam-se juntos! As crianças vão adorar e todos vão se divertir juntos.

Toda crise traz uma oportunidade embutida, transforme o problema em saúde e bem estar!

Cuidem-se bem!



Dr. Vicente Caropreso
08 Julho 2020 13:57:00

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O nosso organismo produz um hidratante natural que protege a pele de várias doenças. Ele é chamado manto hidro lipídico e consiste em uma camada de substâncias gordurosas que recobre a pele de todo o nosso corpo. 

Durante o inverno o ar fica mais seco, o frio diminui a transpiração do corpo e tomamos banhos mais quentes que removem a oleosidade da pele. Tudo isso faz com que a epiderme do rosto e do corpo resseque e fique esbranquiçada, o que indica a desnaturação das proteínas.

Com o ressecamento, a pele pode sofrer com algumas doenças. As mais comuns são as dermatites, como as dermatites seborreicas (entre elas a caspa), a dermatite atópica e também a psoríase e a ictiose.

Como manter a pele saudável no inverno 

-Beba por dia no mínimo 2 litros de água, chás ou sucos de frutas, para manter a hidratação da pele e de todo o organismo. Um corpo bem hidratado apresenta uma pele macia e elástica. 

-Evite banhos quentes e muito demorados; não se ensaboe demais nem se esfregue com esponjas, para não remover a proteção natural da pele. 

-Use hidratante logo após o banho - ainda no banheiro - com aquele vaporzinho pós-banho, pois ajuda na penetração do creme.

-Se sua pele for oleosa e com acne, use hidratante sem óleo no rosto e tórax que são geralmente as áreas de maior oleosidade.

-Os lábios também costumam ressecar no inverno. Use hidratantes labiais para evitar rachaduras.

-Pratique uma alimentação saudável, rica em vitaminas e antioxidantes.

-Coma legumes, hortaliças e frutas, que são fontes de vitaminas e minerais que previnem o envelhecimento da pele: frutas cítricas ricas em vitamina C e os vegetais, como o brócolis, o repolho e a cenoura, são exemplos de alimentos adequados para a estação.

-A soja tem isoflavonas, que evitam o ressecamento e melhoram a elasticidade da pele. Também castanhas, nozes e amêndoas, ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, ajudam a manter a pele saudável e bonita.

Se seguir essas dicas e ainda assim sua pele estiver muito ressecada, consulte o dermatologista. 



Dr. Vicente Caropreso
01 Julho 2020 16:46:00

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O inverno chegou e com ele as gripes, resfriados, amidalite e dor de ouvido se espalham rapidamente.  

Porém, além dos vilões de sempre, também se agravam a asma, pneumonia, bronquite, rinite, sinusite e o novo coronavírus - para o qual devemos estar muito atentos.

Vou deixar aqui umas dicas que servem para todo mundo, mas em especial elas devem ser seguidas com atenção pelas pessoas consideradas do grupo de risco: crianças pequenas, gestantes, portadores de doenças crônicas, pessoas com deficiência imunológica e pessoas mais idosas, que são as mais propensas a problemas causados pelas temperaturas baixas:

- Vacine-se contra a gripe. Aproveite os programas de vacinação ou vá a uma clínica especializada em vacinas. 

- Use roupas adequadas para o frio. Leve sempre um casaco com você, pois mesmo que durante o dia a temperatura esquente, à noite sempre esfria

- Como o frio resseca a pele e as mucosas, use soro fisiológico nos olhos e narinas, ele lubrifica as mucosas e evita a irritação. Mucosas nasais bem hidratadas não sofrem com sangramentos;

- Mantenha as roupas de cama limpas e arejadas para eliminar os ácaros;

- Retire o pó da mobília e limpe o chão com pano úmido, sem levantar poeira;

- Em dias de bom tempo, deixe entrar o sol e o ar em sua casa, eles combatem fungos, vírus e bactérias;

- Se você ou qualquer pessoa da família for alérgica, retire carpetes e cortinas do quarto e dos ambientes mais frequentados;

- Evite a fumaça de cigarro! Se você fuma, aproveite para deixar de fumar. É no inverno que se agravam os casos de doenças respiratórias em fumantes;

- Beba muita água, sucos e chás, mas evite as bebidas alcoólicas;

- Evite aglomerações em lugares fechados e pouco arejados para evitar o contágio com vírus que se propagam pelo ar;

- Lave sempre as mãos para evitar o contágio por contato;

- Enquanto perdurar o risco do novo coronavírus, use máscara quando sair de casa.

Cuide-se bem e passe um inverno com muita saúde. 



Dr. Vicente Caropreso
24 Junho 2020 21:18:00

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Estão começando os dias frios e precisamos manter um olho na balança, porque o inverno- com suas comidas quentes, deliciosas e bem calóricas -nos provoca a desafiar a dieta e pode nos engordar um bocado. 

Essa gula não deixa de ser natural, porque os dias mais frios exigem um consumo maior de calorias para compensar a perda de calor do corpo para o meio ambiente, por isso é tão bom comer aquela feijoada, macarronada, mocotozada, aquela vaca atolada e tantas outras coisas boas típicas de inverno.

Além de comermos mais comidas pesadas, a tendência,nos meses frios do ano é engordar também porque a vontade de fazer exercícios diminui, por causa das temperaturas baixas. O meio ambiente gelado nos tira a vontade de sairmos para o ar livre para caminhar ou se exercitar.

Logo, a relação entre frio e aumento de peso é muito comum, e é natural observarmos pessoas reclamando que sentem mais fome e que não encontram motivação para se exercitar, quando chegam os dias frios.

Outro fator que contribui para isso é o fato de que no inverno usamos roupas mais pesadas que escondem o corpo, o que faz com que muitos deixem de lado as boas práticas de vida, sem se importarem com a saúde, já que os danos à estética são menos visíveis com o corpo coberto por roupas volumosas.

O resultado nós já sabemos qual é: os números da balança vão lá para cima! Eles sobem e a gente sabe que depois é difícil fazer eles baixarem de novo, não é verdade?

Vamos então seguir o velho ditado que diz: tudo que é demais faz mal.

Coma o que quiser, mas não quanto quiser. Desde que não seja proibido pelo seu médico,dá para comer de tudo, mas com moderação, pra não se arrepender depois.

Não se prive das delícias do inverno, mas cuide para manter uma dieta equilibrada, sem abusos, e pratique atividade física.

Use roupa adequada para evitar os resfriados e suas consequências nefastas; e hidrate-se bem para combater o ressecamento de pele e das mucosas que o frio pode causar.



Dr. Vicente Caropreso
17 Junho 2020 09:59:00

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A hipertensão arterial - mais conhecida como pressão alta - é uma doença crônica determinada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias e que atinge mais de 30 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. 

Infartos do miocárdio são a segunda maior causa de mortes por doença no Brasil; em primeiro lugar vêm as doenças cerebrovasculares, como os derrames e isquemias. Tanto os infartos quanto os derrames têm como principal causa a hipertensão arterial. Podemos dizer então, sem medo de errar, que a hipertensão é a maior causadora de mortes por doença no Brasil.

Pelos dados da Organização Mundial de Saúde da ONU, a hipertensão arterial causa em torno de 10 milhões de mortes por ano no mundo. No Brasil não temos números exatos, mas o Ministério da Saúde estima em aproximadamente trezentas mil mortes por ano, causadas por doenças derivadas da hipertensão.

A pressão alta pode ser causada por vários fatores, que levam a um endurecimento e estreitamento das artérias, afetando a circulação, fazendo com que o sangue circule mais rapidamente, porém, em menor quantidade pelas artérias, exigindo um esforço maior do coração para distribuir o sangue pelo corpo.

Além de ataque do coração e derrame cerebral, a hipertensão pode causar insuficiência renal e afetar a visão, entre outros males que podem ou levar à morte ou deixar sequelas que comprometem a qualidade de vida das pessoas.

Por ser uma doença silenciosa, a hipertensão pode surpreender, por isso é muito importante examinar a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, o ideal é fazê-lo a cada três meses.

Se for constatada a pressão alta, ela pode ser tratada com medicamentos; mas como diz o dito popular: é melhor prevenir do que remediar. Então, previna-se contra ela: faça exercícios físicos, cuide do peso, alimente-se com uma dieta saudável com frutas e legumes frescos, pouco sal e gordura, evite o excesso de massas e doces, controle as bebidas alcoólicas e deixe de fumar.

Fique de olho na pressão e viva mais e melhor.



Dr. Vicente Caropreso
17 Junho 2020 09:00:00

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A hipertensão arterial - mais conhecida como pressão alta - é uma doença crônica determinada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias e que atinge mais de 30 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. 

Infartos do miocárdio são a segunda maior causa de mortes por doença no Brasil; em primeiro lugar vêm as doenças cerebrovasculares, como os derrames e isquemias. Tanto os infartos quanto os derrames têm como principal causa a hipertensão arterial. Podemos dizer então, sem medo de errar, que a hipertensão é a maior causadora de mortes por doença no Brasil.

Pelos dados da Organização Mundial de Saúde da ONU, a hipertensão arterial causa em torno de 10 milhões de mortes por ano no mundo. No Brasil não temos números exatos, mas o Ministério da Saúde estima em aproximadamente trezentas mil mortes por ano, causadas por doenças derivadas da hipertensão.

A pressão alta pode ser causada por vários fatores, que levam a um endurecimento e estreitamento das artérias, afetando a circulação, fazendo com que o sangue circule mais rapidamente, porém, em menor quantidade pelas artérias, exigindo um esforço maior do coração para distribuir o sangue pelo corpo.

Além de ataque do coração e derrame cerebral, a hipertensão pode causar insuficiência renal e afetar a visão, entre outros males que podem ou levar à morte ou deixar sequelas que comprometem a qualidade de vida das pessoas.

Por ser uma doença silenciosa, a hipertensão pode surpreender, por isso é muito importante examinar a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, o ideal é fazê-lo a cada três meses.

Se for constatada a pressão alta, ela pode ser tratada com medicamentos; mas como diz o dito popular: é melhor prevenir do que remediar. Então, previna-se contra ela: faça exercícios físicos, cuide do peso, alimente-se com uma dieta saudável com frutas e legumes frescos, pouco sal e gordura, evite o excesso de massas e doces, controle as bebidas alcoólicas e deixe de fumar.

Fique de olho na pressão e viva mais e melhor.



Dr. Vicente Caropreso
10 Junho 2020 08:30:00

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O isolamento social é a única vacina conhecida até agora contra o novo coronavírus, conforme comentamos em uma coluna anterior.
Vários centros de pesquisa pelo mundo todo trabalham sem parar na busca de medicamentos que combatam a doença e no desenvolvimento de uma vacina que imunize as pessoas contra o vírus.
Entre os medicamentos com boas chances de êxito estão antivirais como o remdesivir - sendo testado com relativo sucesso no Japão e nos Estados Unidos; o anticoagulante heparina - sendo testado no Brasil por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com colaboradores europeus; e China, Holanda e Alemanha desenvolvem moléculas capazes de inibir a reprodução do vírus; mas todos eles por enquanto são apenas boas chances ainda em estudo. Torço para que quando esta coluna seja lida já tenhamos descoberto um medicamento definitivo para o tratamento da doença.

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Por enquanto, o isolamento social e as medidas de prevenção são os únicos remédios; e, por mais incômodo que eles sejam, é melhor do que arriscar-se a ficar doente.
Para não cair em uma rotina desgastante e pouco saudável durante a quarentena, é importante cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos, para manter o corpo e a mente saudáveis. Faça uma dieta balanceada, com carnes magras, cereais, verduras, frutas e legumes, sem excessos de sal e de açúcar. Tome por volta de dois litros de água por dia, a água ajuda a manter o organismo limpo, e a mente alerta. 

Evite comer alimentos gordurosos e industrializados. Eles podem provocar a sensação de cansaço e desânimo, afetando o seu estado de espírito e sua saúde mental.
E exercite-se! Se não quiser fazer ginástica, dance! A dança é um excelente exercício e um passatempo muito divertido. Escolha umas músicas e dance por meia hora, dance só ou com os companheiros de quarentena, sejam adultos ou crianças.
O importante é se mexer muito e se sentir bem. 

Ocupe o corpo e a mente para relaxar.

Cuide-se muito bem!



Dr. Vicente Caropreso
03 Junho 2020 08:00:00

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O isolamento social da quarentena pode facilmente provocar a assustadora sensação de solidão.
O ser humano é um ser social por natureza, isso faz com que a solidão e o distanciamento não sejam atraentes para a grande maioria das pessoas.
Alguns poucos gostam da própria companhia e aproveitam a solidão e o silêncio para ler, estudar, meditar ou cuidar de suas tarefas domésticas, mas essas pessoas são as exceções que confirmam a regra, pois a grande maioria de nós se sente desconfortável com o isolamento da quarentena.
Mas como tudo tem remédio, para vencer a solidão, podemos usar a tecnologia para nos comunicarmos.
Hoje as telecomunicações e a informática possibilitam imensas oportunidades de comunicação. A distância deixou de ser um problema e podemos falar instantaneamente com qualquer pessoa em qualquer parte do globo, praticamente sem custos usando a Internet, ou pelo telefone - a preços inimaginavelmente mais baixos em relação aos praticados há alguns anos.

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Temos o telefone e o celular, temos o e-mail, temos as redes sociais como Facebook e Instagram; e temos os aplicativos de troca de mensagens instantâneas de texto, áudio ou vídeo como o Whatsapp e o Messenger; há, enfim, muitas opções para se comunicar com parentes e amigos.
Caso você não domine bem as tecnologias mais novas, não se acanhe, use o telefone e ligue para os filhos e netos, para os irmãos, os parentes, para as amigas e amigos ou para os vizinhos.
Uma das melhores coisas da vida é ouvir a voz de alguém que se preocupa com o nosso bem-estar, que quer saber como estamos, se precisamos de algo, ou simplesmente para jogar um pouco de conversa fora e passar o tempo de maneira agradável, contando as novidades.
É muito bom ser lembrado e receber uma ligação carinhosa de quem se quer bem.
Comunique-se! Vença a solidão, faça disso uma rotina benéfica em sua vida, todo dia faça contato com alguém que você ama. 

Quando você cuida bem de si, está cuidando bem de todos.

Cuide-se bem!



Dr. Vicente Caropreso
27 Maio 2020 15:18:00

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Uma das situações mais comuns durante a quarentena provocada pela Covid-19 é a sensação de medo.
As pessoas têm medo de contrair o vírus e isso é natural.
O medo é positivo nesses casos, pois incentiva a pessoa a tomar cuidados e observar as medidas de prevenção.
Ele só passa a ser negativo quando é exagerado e se transforma em pânico.
Para evitar que o medo se transforme em pânico, basta seguir algumas recomendações. Deve-se evitar o excesso de notícias e não passar o dia na frente da TV, na Internet ou no Whatsapp checando as notícias e o número de casos ou de vítimas da doença, como já falamos nesta coluna.
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Para ajudar a suportar bem o mal-estar e vencer o possível medo causado pela quarentena, é importante manter uma autodisciplina e uma rotina de vida, fazendo tudo o que deve ser feito, alimentando-se nas horas certas, tomando regularmente os medicamentos que tiver que tomar, cuidando da limpeza doméstica e da higiene pessoal com capricho e estabelecendo momentos de lazer para manter a mente ocupada de forma saudável.

Leia um bom livro, assista a bons filmes, cozinhe (sozinha ou acompanhada), exercite-se em casa (o YouTube e a internet estão cheios de aulas on line), divirta-se com jogos, enfim, não fique só na frente da TV vendo notícias ruins.
Se sentir um pouco de medo, não se preocupe. Não ter medo é ainda pior, pois a pessoa sem medo pode agir de forma temerária e imprudente, descuidando-se ou desprezando as medidas de prevenção e ficando assim, exposta à contaminação.
O medo é saudável se for bem administrado, administre bem o seu, siga as dicas acima e mantenha-se saudável e sentindo-se bem na quarentena.
Fique em casa o mais que puder, quando sair use máscara, não toque no rosto depois de tocar em objetos de uso coletivo, lave as mãos com frequência e tome todos os cuidados para evitar o contágio. O risco não acabou e não pode ser desprezado.

Quando você cuida bem de si, está cuidando bem de todos.

Cuide-se bem!



Dr. Vicente Caropreso
20 Maio 2020 08:00:00

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A solidariedade, às vezes exige uma boa dose de desprendimento e de sacrifício pessoal, pois ela nada mais é do que nos doarmos em nome de terceiros. 

Tenho ouvido de todo lado as reclamações de muita gente alarmada por ver pessoas desrespeitando em sociedade as normas de prevenção preconizadas pelas autoridades sanitárias.

Nas redes sociais, são inúmeros os comentários sobre grupos de pessoas aglomeradas nas ruas, nos parques, nas filas de banco e lotéricas sem respeitar a distância mínima de 1,5m entre elas.

Comentam também ver pessoas nos bares, sem máscaras, próximas umas das outras, como se estivéssemos em situação de absoluta normalidade e não vivendo uma pandemia causada por um vírus muito agressivo que espalhou-se pelo mundo todo em questão de semanas.

E finalmente, as queixas que muitos andam sem máscara pelas ruas.

Em Santa Catarina, foi somente graças ao isolamento social determinado pelas autoridades de saúde - na hora certa, diga-se - que conseguimos evitar o colapso no serviço de saúde - e por enquanto estamos livres do cenário preocupante que se pode ver em outros estados do país como Ceará, Pernambuco e Amazonas.

Vencemos a primeira batalha, mas a guerra ainda não terminou.

Com a retomada das atividades econômicas está havendo uma falsa sensação de que o perigo passou e que a vida pode seguir como era antes da pandemia.

Isso é um grande erro!

O vírus ainda está aí e, agora, com o aumento na circulação de pessoas, os riscos de contaminação estão muito maiores.

Alerta máximo! Não se iluda, o perigo não passou.

Quem pertencer a algum dos grupos de risco: terceira idade ou portadores de comorbidades como diabetes, doenças cardiovasculares ou outras, também deve manter o isolamento.

Quem precisa sair, tem a dupla responsabilidade de cuidar de si e de não levar o vírus para casa.

Somente unidos, com solidariedade, cuidando uns dos outros, poderemos reduzir o máximo possível o impacto do vírus e vencer essa guerra.

Cuidem-se bem!






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