Dr. Vicente Caropreso
20 Janeiro 2021 09:24:00

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A crise sanitária da pandemia concentrou o assunto na prevenção da COVID, mas a dengue, nossa velha conhecida, segue fazendo vítimas. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 928 mil casos de dengue, 68 mil casos de chikungunya e 6 mil casos de zika, até setembro de 2020 - últimos dados fornecidos.  

Como sabemos, todas estas doenças são transmitidas pelo Aedes Aegypti.

Foram menos casos em 2020 se compararmos com o ano de 2019, isso pode ser explicado em parte porque as pessoas ficaram mais em casa, expondo-se menos aos mosquitos.

Embora a nossa atenção esteja canalizada para a prevenção da COVID, não podemos esquecer de tomar os cuidados básicos de controle do mosquito da dengue, eliminando todos os locais com água parada em nossas casas onde ele possa se reproduzir, e tomando cuidado para não ser picado pelo Aedes.

Os sintomas da dengue são: febre, dores musculares, dor nos olhos, dor de cabeça e falta de apetite. A dengue pode agravar outras doenças, principalmente em pessoas com diabetes, hipertensão e idosos em geral, causando uma descompensação da doença pré-existente.

Então, amigas e amigos, prestem atenção nestas dicas para não serem picados:

1) O Aedes Aegypti voa a meio metro de altura; pica mais nos pés, tornozelos e pernas. Em locais abertos, use calças compridas e meias;
2) Seus horários preferidos são o começo da manhã e final da tarde dos dias mais quentes;
3) Sua picada, geralmente, não dói nem coça;
4) Ele não ataca durante a noite, só durante o dia;
5) Dentro de casa, ele se esconde debaixo de sofás e de móveis;
6) A maioria dos repelentes elétricos funciona contra ele, deixe o aparelho ligado durante o dia e proteja-se quando estiver em casa;
7) Use repelente na pele exposta quando sair de casa;
8) E não se esqueça de eliminar as águas paradas onde ele possa se reproduzir. 

A máscara, o distanciamento e a higiene das mãos previnem a COVID enquanto a vacina não vem para todos. Evitar a picada previne a dengue.  

Cuide-se neste verão perigoso.



Dr. Vicente Caropreso
13 Janeiro 2021 13:34:00

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O planeta Terra é envolvido por várias camadas de ar. 
O estrato mais alto da atmosfera é a camada de ozônio. Ela funciona como um filtro, diminuindo a força dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol que banham nosso planeta.

Nossa civilização industrial emite muitos gases que vão parar na atmosfera e que abriram buracos na camada de ozônio, permitindo assim a passagem dos raios ultravioleta em mais quantidade. A alta exposição a esses raios, de acordo com cientistas, vem causando um aumento no número de casos de câncer de pele.
Por esse motivo, a exposição ao sol, hoje em dia, só é considerada segura com o uso de protetor solar.

Os filtros solares têm um fator de proteção representado por números: quinze, trinta, sessenta, etc. quanto mais alto, maior a proteção. Quanto mais clara a pele, mais alto deve ser o fator; mas o correto é consultar o dermatologista, ele é o profissional certo para indicar qual o melhor produto para cada tipo de pele.

Não basta apenas se besuntar de protetor e achar que está protegido, preste atenção nestas dicas para usar corretamente o filtro solar:

- Não aplique o filtro enquanto estiver ao sol. Para obter a maior proteção, passe o produto enquanto estiver à sombra e espere quinze minutos antes de ir ao sol;
- Se for banhar-se, reaplique o filtro solar depois de sair da água, faça o mesmo se ficar ao sol por mais de duas horas;
- Use filtro solar também no dia a dia e não só na piscina ou na praia;
- Não use protetor solar vencido: fique atento ao prazo de validade do produto;
- Se for praticar esporte, use um filtro específico para atividades esportivas, com ingredientes como dióxido de titânio e óxido de zinco em sua formulação, para não perder a proteção quando suar.

Cuide-se! Evite as queimaduras de sol e o câncer de pele, use protetor solar junto com seu bom senso: não se exponha ao sol nas horas em que os raios solares são mais fortes, entre as 10:00h e as 16:00h e passe o verão numa boa.



Dr. Vicente Caropreso
06 Janeiro 2021 14:20:00

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Mesmo com a pandemia, uma das melhores coisas da vida é um refrescante banho de mar, de rio, lagoa ou piscina no verão. 

Este ano, por conta da COVID, deve-se evitar praias com aglomeração de gente e nunca se descuidar com a água para evitar afogamentos, que quase sempre são causados por imprudência ou descuido.

Para banhar-se com segurança, no mar ou na água doce, leia com atenção as dicas abaixo:

? Crianças só devem entrar na água com adultos; e não devem ser deixadas sozinhas com boias ou flutuadores, pois elas podem ser levadas pela correnteza. 
? Nunca deixe crianças sozinhas na água! Mesmo uma piscininha ou banheira com 15 cm de água pode ser fatal, mantenha atenção constante. 
? Se não souber nadar muito bem, não ultrapasse a altura da sua cintura.
? Não tome bebidas alcoólicas antes de mergulhar e não nade sozinho.
? Verifique se não há pedras, galhos, buracos ou se não é raso demais antes de mergulhar - nos rios, mesmo os locais conhecidos mudam com as chuvas e você pode ser surpreendido com buraco ou um galho onde antes não havia.
? No mar, evite áreas com placas de perigo, não se banhe em costões, eles têm pedras escorregadias, são batidos pelas ondas e expostos à maré alta.
? Evite locais com correnteza e obstáculos; evite desembocaduras de rios, pois elas geralmente podem possuir pontos com redemoinhos que podem ser fatais. 

No caso de presenciar alguém se afogando, os bombeiros orientam que se tente alcançar para essa vítima alguma coisa que boie, uma garrafa pet, uma bola, um isopor, para tentar fazer com que ela consiga ficar na superfície e se deslocar para a margem, alertam ainda que não se tente fazer o salvamento, porque se você não tem o treinamento pode se tornar uma segunda vítima.
Neste verão o maior perigo é a COVID. Não vá a festas, não se reúna em grupos sem distanciamento e máscara. Higienize suas mãos. Siga as regras de prevenção!
Cuide bem de você e de sua família e desfrute as coisas boas do verão. 



Dr. Vicente Caropreso
30 Dezembro 2020 08:00:00

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Amigas e amigos, que ano, este que se encerra!
É com alívio e a expectativa de dias melhores que chegamos ao final de 2020, um dos piores anos de que se tem notícia.
Foi como se as sete pragas da Bíblia se abatessem sobre o planeta e, principalmente, sobre o já tão sofrido povo de nosso país. 

Vendavais, tornados, enchentes, e fogo - muito fogo! Nunca o país foi tão assolado por incêndios como neste ano, como se as portas do inferno se abrissem espalhando suas chamas pelo país: na Floresta Amazônica, no Pantanal, no Cerrado e na Serra do Mar. Fogo torrando a vegetação, matando milhões de animais selvagens e mutilando outro tanto, destruindo os biomas da natureza e criando nuvens de fuligem e fumaça que se espalharam pelo país, poluindo e causando problemas de saúde. Fogo também em hospitais e em subestações de energia como a que deixou o estado do Amapá às escuras por semanas, causando tantos prejuízos e sofrimento.

Escapamos por muito pouco de uma invasão de gafanhotos - essa sim, uma legítima praga bíblica -, mas fomos duramente atingidos pela pandemia que já ceifou tantas vidas, causou muita dor e ainda segue fazendo vítimas, em uma nova espiral crescente de contaminação.
Que 2021 chegue trazendo os ares limpos da esperança e a vacina que finalmente possa parar a guerra contra a Covid-19 com uma vitória a nosso favor.  

Que comecemos o Ano Novo com esperança, mas com a consciência de que depende de nós o sucesso de tudo o que empreendermos, inclusive a luta de vida e morte contra o vírus que fez o mundo parar.
Que acreditemos na Ciência e em sua infinita capacidade de se recriar e reinventar o entendimento sobre a Natureza sempre se baseando na lógica e na experimentação metodológica. 

Que as pessoas abandonem o negacionismo e confiem nas vacinas - não só as vacinas contra a Covid-19 - todas as vacinas, pois elas já comprovaram a sua eficácia erradicando as pestes que custaram milhões de vidas no passado.
Que Deus abençoe os homens e mulheres de boa vontade em 2021. 

Feliz Ano Novo!



Dr. Vicente Caropreso
16 Dezembro 2020 08:00:00

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Estação das cores, do calor, das festas de fim de ano e das férias, o verão é sinônimo de alegria e diversão, mas neste ano de pandemia teremos de mudar alguns hábitos.
Além dos cuidados com a pele e com a desidratação, que são os problemas mais comuns do verão, este ano deveremos evitar o contágio com o coronavírus.

CUIDADOS COM A PELE

- Micoses de pele - causadas pela combinação de calor e roupas de banho molhadas. Para evitá-las, troque a roupa molhada por seca.
- Queimaduras de sol - use protetor solar, evite o excesso de exposição ao sol e prefira as horas em que o sol está menos forte: até as 10:00h e depois das 16:00h. Proteja as crianças com filtro solar e cuide para não irem demais ao sol. Mas atenção! Nunca passe filtro solar em bebê com até 6 meses de idade, só garanta uma boa sombra para a criança.
- Queimaduras por sucos de frutas também são bastante comuns no verão - e podem demorar meses para desaparecer. Não exponha ao sol a pele manchada com figo ou frutas cítricas, como o limão da caipirinha.

DESIDRATAÇÃO

Ela pode ser causada por vários fatores: pelo aumento da transpiração, por excesso de exercícios sem reposição de líquido, ou até por vômitos e diarreias provocados por alimentos contaminados ou que se estragaram com o calor.
Evite a desidratação tomando pelo menos 2 litros d'água por dia.

COVID-19

Neste verão ela é o principal risco à saúde de todos.
Para evitá-la é só seguir as regras de prevenção: usar máscara quando estiver fora de casa, evitar aglomerações mantendo o distanciamento social e higienizar constantemente as mãos com álcool gel quando estiver fora de casa e quando chegar em casa lavar cuidadosamente as mãos e punhos com água e sabão.
Evite festas e ambientes frequentados por desconhecidos. Celebre apenas com seus familiares, em sua casa. Não arrisque sua saúde e a da sua família por uns momentos que perderão o significado se alguém adoecer por conta deles.
Cuide bem de você e de sua família e desfrute as coisas boas do verão.



Dr. Vicente Caropreso
09 Dezembro 2020 08:00:00

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A estação do sol está chegando e as crianças se esbaldam nas brincadeiras de férias.
Para evitar problemas de saúde causados pelo calor e o sol, devemos tomar algumas precauções e ficar de olho nelas.
Veja os principais cuidados que devemos ter com os pequenos no verão:

- Exposição das crianças ao sol

Muita atenção! Não use filtro solar em bebês com até 6 meses de idade. Mantenha os bebês fora do sol, garanta sempre uma boa sombra para o seu bebê.
Não deixe crianças de 6 meses ou mais tomarem sol entre as 11 e as 16 horas, pois nessas horas a radiação solar é muito mais forte.
Proteja a criança com roupas, um chapéu que proteja orelhas, nariz e lábios - e aplique filtro solar - com fator de proteção 30 ou maior - meia hora antes de ir para o sol, reaplicando o filtro a cada 2 horas, principalmente quando a criança for à água ou se ela transpirar muito.
Além da insolação e das queimaduras de sol, outro problema bem comum no verão é a desidratação.

- Desidratação

Ela pode ser causada por vários fatores: pelo aumento da transpiração, por excesso de exercícios sem reposição de líquido, ou até por vômitos e diarreias provocados por alimentos contaminados ou malconservados que se estragaram com o calor.
Os sintomas da desidratação são: sede intensa, muito tempo sem urinar, boca e mucosas secas, olhos ressecados e fundos e muita prostração.
Para evitar a desidratação, deve-se ingerir bastante líquido, muitas frutas na dieta, comer apenas alimentos bem conservados e de boa procedência, usar roupas leves e preferir locais arejados e com sombra.
Se alguém se desidratar, uma boa receita é o soro caseiro: misture uma colher de café de sal e uma colher de sopa de açúcar em um litro de água fervida (mas fria).
Vá dando colheradas de soro caseiro durante o dia ao paciente. E faça-o tomar um copo d'água a cada vez que ele evacuar, para repor os líquidos do organismo.
Mas muita atenção! Casos graves precisam de cuidados médicos.
Cuidem-se bem e aproveitem o verão que está chegando.



Dr. Vicente Caropreso
02 Dezembro 2020 08:00:00

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O DEZEMBRO VERMELHO é o mês dedicado à prevenção do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. A AIDS é causada pelo vírus HIV, que ataca o sistema imunológico, destrói os glóbulos brancos e pode ser transmitido pelo esperma, secreção vaginal, sangue ou pelo leite materno. 

Para evitar o vírus é necessário:

- Utilizar preservativo na relação sexual;
- Exigir material descartável ou esterilizado em consultórios, laboratórios, barbearias, serviços de manicure, piercing e tatuagem;
- Não compartilhar objetos cortantes/perfurantes como agulhas, lâminas e seringas;
- Usar luvas ao manipular feridas e líquidos contaminados;
- Grávidas devem fazer teste HIV no pré-natal e seguir as orientações do médico para que a gravidez seja segura para o bebê. 

O DEZEMBRO LARANJA tem por objetivo estimular a população na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de pele, o câncer mais incidente no Brasil: 176 mil novos casos ao ano. 

Para evitá-lo, use filtro solar. Para quem trabalha diariamente exposto ao sol, também é indicado a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) como chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo além de protetor solar com fator mínimo (FPS) 30.

O DEZEMBRO DE ALERTA, mês de festas, fica por conta dos altos índices de contaminação por COVID-19 que estamos enfrentando no Estado de Santa Catarina neste momento. 

Ultrapassamos todos os índices registrados em agosto quando passávamos pelo pior momento da pandemia e estamos caminhando para o caos do sistema público de saúde, caso não haja redução do número de casos.

É urgente e imprescindível seguir as regras de prevenção: usar máscara, manter o distanciamento social e higienizar constantemente as mãos com álcool gel ou água e sabão.

Evite festas e ambientes frequentados por desconhecidos. Celebre apenas com seus familiares, em sua casa. Não arrisque sua saúde e a da sua família por uns momentos que perderão o significado se alguém adoecer por conta deles.



Dr. Vicente Caropreso
25 Novembro 2020 08:00:00

Novembro Azul e mais um artigo sobre a saúde do homem

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A segunda maior causa de mortes por doença entre os homens são as neoplasias, os diferentes tipos de câncer, entre eles o da próstata - como já falamos em artigo anterior. Os outros são o câncer de cólon - ou de intestino como é conhecido, e o câncer de pulmão.

Uma das principais causas do câncer de intestino são os maus hábitos alimentares, principalmente o excesso de carnes vermelhas - em especial os embutidos, o excesso de gorduras e açúcares, e a alimentação pobre em verduras e frutas.

Há ainda outros fatores que igualmente predispõem ao surgimento dessa neoplasia. A falta de exercícios, a obesidade, o abuso de álcool, o cigarro e a predisposição genética também podem ser causadores do câncer de intestino.

Quanto ao câncer de pulmão, está mais do que comprovado que o tabaco em suas várias formas é o seu principal causador. Cigarros, charutos, cachimbo e narguilé são os grandes vilões, que, junto à poluição atmosférica e algumas condições ambientais insalubres podem possibilitar o surgimento do câncer de pulmão - O tabaco predispõe também o surgimento de câncer na boca, na laringe, no estômago e esôfago, entre outros.

A terceira maior causa de doenças que levam os homens à morte são os problemas pulmonares: bronquite, enfisema, asma e pneumonia.
Estudos indicam que a maioria das pessoas que desenvolvem estas doenças é composta por fumantes. Os não-fumantes contraem doenças respiratórias por causas genéticas ou ambientais - poluição e até por ser fumante passivo. 

O tabaco é o maior responsável pelas doenças evitáveis que atacam a humanidade.
Dá para ver que quase todos os males que acometem os homens poderiam ser diminuídos apenas se eles se cuidassem um pouco mais.
Ir ao médico, fazer exames de saúde, não se medicar por conta própria, fazer uma alimentação balanceada e exercícios físicos, controlar o álcool e deixar de fumar. 
Uma vida com qualidade evita muitas doenças. 

Dr. Vicente Caropreso
CRM-SC 3463 / RQE 618
Médico/Deputado Estadual



Dr. Vicente Caropreso
18 Novembro 2020 10:20:00

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Vamos aproveitar a oportunidade do Novembro Azul - mês dedicado à prevenção do câncer de próstata e à saúde do homem de uma forma geral - para falar sobre um dos problemas masculinos de saúde mais frequentes: o AVC - Acidente Vascular Cerebral - popularmente conhecido como derrame cerebral. 

O AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma das principais causas de morte, incapacitação e internações no Brasil e em todo o mundo.

Existem dois tipos de AVC:
- O Acidente Vascular Isquêmico - ou isquemia - é a falta de circulação de sangue por entupimento de artérias do cérebro. É o tipo mais comum de AVC, representando 85% dos casos. Em geral, incide em pessoas mais velhas, com diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, problemas vasculares e em fumantes. Pode ocorrer a perda repentina da visão ou da força muscular, dormência na face, braço ou perna, fala arrastada e dificuldade de compreensão, tonturas, formigamento num dos lados do corpo e alterações da memória.

- O outro tipo é o Acidente Vascular Hemorrágico - quando ocorre um sangramento cerebral por rompimento de artéria ou veia. É mais raro, apenas 15% dos AVCs são do tipo hemorrágico. Ele pode ser causado por hipertensão, por baixa coagulação do sangue ou por traumatismos - provocados por acidentes ou agressões. Provoca uma dor de cabeça repentina com náuseas e vômitos, e sintomas semelhantes aos da isquemia.

Caso qualquer um desses sintomas apareçam, é fundamental ligar para o SAMU - 192, para os Bombeiros - 193, ou levar a pessoa imediatamente a um hospital para avaliação clínica detalhada.

Quanto mais rápido for o atendimento, maiores serão as chances de sobrevivência e recuperação total.
Evite o AVC! Você pode prevenir muitas doenças apenas com uma dieta balanceada, bons hábitos de vida, fazendo exercícios físicos e consultando regularmente o médico.

Dr. Vicente Caropreso
CRM-SC 3463 / RQE 618
Médico/Deputado Estadual



Dr. Vicente Caropreso
11 Novembro 2020 09:47:00

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Novembro Azul é o mês dos cuidados com a saúde do homem.  

A doença que mais causa mortes de homens no Brasil (mais do que o câncer de próstata, por exemplo) é o infarto agudo do miocárdio, conhecido como ataque do coração. São mais de cinquenta e cinco mil mortes por ano, mais ou menos um óbito a cada nove minutos.

O sintoma clássico de infarto é uma dor no lado esquerdo do peito, muitas vezes associada à tontura, mal-estar, enjoo, suor frio, queimação no estômago, aperto na garganta ou dor na axila ou no braço esquerdo; mas esses sintomas podem variar muito entre as pessoas.

Assim que surgem os primeiros sintomas é importante chamar o 192 do SAMU, pois o infarto pode levar à perda de consciência.

Nos casos de emergência, cada segundo é vital.

A vítima deve ser socorrida o mais rápido possível para que a artéria do coração seja desobstruída o quanto antes e se diminuam os riscos de sequelas.

Se o paciente for levado de carro, deixe-o em posição confortável, bem ventilado, e dirija sem manobras bruscas.

A principal causa do infarto é o acúmulo de gordura nas artérias que levam sangue para o coração. Elas podem surgir em pacientes com histórico familiar da doença, pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol elevado, altos níveis de stress, má alimentação, vida desregrada e em fumantes; mas, normalmente, só uma dessas características não é suficiente, é preciso dois ou mais fatores para enfartar.

Os homens não se cuidam. Muitas vezes têm os sintomas e não buscam ajuda. Só percebem o tamanho do problema quando o infarto já está acontecendo.

Esse é o grande problema masculino: descuidar da qualidade de vida como um todo: os homens na maioria descuidam da alimentação, não se exercitam, abusam do álcool e do fumo e, principalmente, não fazem consultas e exames de saúde regularmente.

Manter hábitos saudáveis - como a prática de exercícios físicos, uma dieta balanceada e consultar o médico - ajuda a evitar muitas doenças.

Dr. Vicente Caropreso
CRM-SC 3463 / RQE 618
Médico/Deputado Estadual 



Dr. Vicente Caropreso
04 Novembro 2020 08:30:00

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O novembro azul é a campanha anual dedicada à prevenção do câncer de próstata e à saúde do homem. 

Os homens cuidam menos de sua saúde e apresentam maior mortalidade que as mulheres em praticamente todas as etapas da vida. A cada três mortes de pessoas adultas no país atualmente, duas são de homens. E dos 20 aos 30 anos o risco de morte é 80% maior para os homens, pelo comportamento de risco e maior propensão a acidentes ou violência.

Os homens precisam entender que cuidados e prevenção são os maiores aliados da saúde. Detectar as doenças precocemente traz mais chances de cura e tratamentos menos agressivos.

O grande problema masculino de saúde é exatamente esse: os homens dão pouca importância aos cuidados com a saúde. Eles vão deixando a consulta médica para depois e quando se dão conta a doença já avançou e os tratamentos se tornam muito mais difíceis.

O câncer de próstata tem cura! Ele é a segunda maior causa de mortes por câncer em homens; é mais comum em homens acima dos 50 anos, mas pode ser combatido com sucesso se for detectado no começo.

Todos os homens, a partir dos 45 anos de idade devem consultar o urologista e fazer o toque retal e o exame de PSA uma vez por ano; e quem tem histórico de câncer de próstata na família, deve começar este controle a partir dos 40 anos de idade.

Além do câncer de próstata, outras doenças atingem bem mais os homens do que as mulheres; como o infarto, o acidente vascular cerebral, as doenças do fígado, o câncer de cólon e o enfisema pulmonar.

Meu amigo! Não se medique por conta própria, faça uma alimentação balanceada e exercícios físicos, controle o álcool, deixe de fumar e a sua vida vai dar um salto de qualidade.

Mulheres! A maioria dos homens, se deixada por conta própria, não se cuida como deveria.

Insistam com seu marido, namorado, pai e irmão, para que se cuidem. Marquem as consultas! Acompanhem os homens na ida ao médico e aos exames!

Façam o que puderem para que eles se cuidem melhor.

Dr. Vicente Caropreso
CRM-SC 3463 / RQE
Médico/Deputado Estadual 



Dr. Vicente Caropreso
28 Outubro 2020 08:00:00

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Quero aproveitar o Outubro Rosa, dedicado à saúde da mulher, para lembrar mais uma vez dos perigos do fumo e aconselhar as mulheres fumantes a deixarem de fumar! 

Quando uma mulher quer engravidar, ela deve tomar muitos cuidados, para ter uma boa gestação e para que seu bebê nasça com boa saúde.

Um dos principais cuidados, se a mulher for fumante, é deixar de fumar, para evitar os riscos associados ao tabaco.

O fumo pode levar desde a má-formação, até o crescimento restrito, a prematuridade e a morte do feto pela menor oferta de oxigênio ao bebê, porque as substâncias tóxicas do cigarro causam alterações nas artérias que nutrem a placenta e o bebê.

Filhos de mães fumantes também apresentam mais problemas como asma e bronquite, além de alergias e infecções, bem como aumenta o risco de diabetes, esquizofrenia e até mortes súbitas nas crianças.

O cigarro interfere também na amamentação, diminuindo a quantidade e o teor de gordura do leite. Crianças que mamam de mães fumantes dormem menos se receberem leite após a mãe ter fumado.

A fumante que descobrir que engravidou sem querer, precisa deixar de fumar e iniciar o pré-natal imediatamente - e deve dizer que fuma para o médico especialista.

A mulher que fuma 20 ou mais cigarros por dia durante 10 anos, tem um risco 60% maior de desenvolver câncer de mama - e o tabaco também pode desencadear tumores na boca, estômago, laringe e pâncreas, entre outros.

Mulheres são mais vulneráveis às toxinas do cigarro do que os homens. Mulheres fumantes têm 19% mais risco de desenvolver câncer no intestino, enquanto entre homens o risco é de 9%.

Mulheres fumantes têm mais chances de sofrer ataques cardíacos e derrames do que homens fumantes, e estas são as duas principais causas de morte de mulheres no ocidente.

Estudo feito na Austrália com mais de um milhão de mulheres mostra que as que abandonaram o cigarro aos 30 anos evitaram quase completamente o risco de morte prematura por doenças relacionadas ao fumo.

Mulheres, deixem de fumar!



Dr. Vicente Caropreso
21 Outubro 2020 09:54:00

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Nos primeiros 6 meses de vida do bebê, sua alimentação deve ser única e exclusivamente por amamentação; depois disso, combinada com outros alimentos, ela deve prosseguir até os 2 anos. 

O leite materno é o melhor alimento para o bebê, pois promove o desenvolvimento adequado, protege contra diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, prevenindo problemas ortodônticos.

No 6º mês já podem ser introduzidos outros alimentos com a orientação do pediatra e recomenda-se amamentar a criança até os 2 anos de idade ou mais, pois o leite materno é de mais fácil digestão do que outras fórmulas lácteas, provendo um melhor aproveitamento de todos os nutrientes, para o desenvolvimento saudável da criança.

A amamentação contribui também para a saúde da mulher, ao liberar ocitocina - hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. Amamentar reduz também o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.

O leite da mãe passa por 3 fases: nas primeiras mamadas vem o colostro, que possui grande concentração de anticorpos e age como uma vacina; depois vem o leite de transição que, ao final do primeiro mês dá lugar ao leite maduro, composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.

Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação deve ser distribuída em 5 ou 6 refeições diárias com boa ingestão de nutrientes, calorias e bastante líquidos, mas sempre evitando o álcool.

Há um mito a respeito da higiene. Não é necessário limpar os seios antes e depois das mamadas, isso remove a lubrificação natural da pele, resseca e ajuda no surgimento de lesões. Basta lavar os seios normalmente durante o banho.

A amamentação ainda cria um vínculo afetivo precioso entre a mãe e a criança.



Dr. Vicente Caropreso
13 Outubro 2020 09:26:00

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No espírito do Outubro Rosa, mês dedicado à saúde da mulher, vamos abordar a Endometriose, uma doença que muitas mulheres ainda desconhecem.
Endométrio é a camada interna do útero, que todos os meses provoca a menstruação. Endometriose é a presença do endométrio fora do útero.
Algumas mulheres, principalmente jovens, podem ter a endometriose sem saber e sem ter nenhum sintoma aparente, e só descobrem a doença quando têm dificuldade para engravidar.

Quando aparecem, os sintomas mais comuns da endometriose são:
- Cólica menstrual;
- Dor na região pélvica fora do período menstrual; 
- Dor profunda durante a relação sexual; 
- Alterações intestinais durante a menstruação: dor para evacuar, diarreia e/ou sangue nas fezes; 
- Dor para urinar ou sangramento na urina durante o período menstrual; e 
- Dificuldade para engravidar.

Se você convive com esses sintomas, e suspeita que possa ser endometriose, o caminho certo é consultar o ginecologista.
O exame ginecológico é extremamente útil no diagnóstico, em alguns casos é possível identificar a presença da doença realizando-se o toque vaginal, mas não há exames laboratoriais para a detecção da endometriose. O ultrassom e a ressonância nuclear magnética da pelve realizada por profissionais especializados podem identificar lesões de endometriose maiores do que 5mm, assim como os cistos de ovário relacionados à doença (endometriomas).

O tratamento da endometriose pode ser cirúrgico ou com o uso de medicamentos hormonais. Essa decisão depende do local de acometimento da doença e do sintoma referido pela paciente, mas em ambos os casos, a doença pode ser controlada.
Não há prevenção da endometriose, mas o diagnóstico precoce pode evitar o avanço da doença, permitindo a indicação de tratamento adequado.
Para as mulheres da terceira idade, uma boa notícia: quando a mulher entra na menopausa, a queda na produção de hormônios faz com que endometriose regrida na grande maioria dos casos.





Dr. Vicente Caropreso
08 Outubro 2020 15:31:00

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A campanha nacional Outubro Rosa que acontece este mês, é um alerta anual dedicado à saúde da mulher, com destaque para a prevenção do câncer de mama.  

Neste ano de pandemia teremos menos eventos presenciais, certamente as caminhadas, e reuniões serão restringidas e as palestras serão virtuais.

Mas as entrevistas em rádio e televisão, além das lives, como sempre perseguirão o objetivo de esclarecer, conscientizar e estimular a prevenção para reverter o cenário fatal causado pelo câncer de mama: o câncer que mais mata mulheres em Santa Catarina e no Brasil.

A alta mortalidade deve-se, em parte, ao fato de que metade das pacientes atendidas pelo SUS descobre a enfermidade já em estágio avançado; se o mal fosse detectado no início, seria muito mais fácil tratar e curar a doença.

A recomendação para reverter este quadro é a prevenção, pois o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura em 90%, qualquer que seja a idade da paciente.

Quando a doença é descoberta no princípio, todos ganham: lucra a paciente que terá muito mais chances de vencer a enfermidade e também a sociedade, por dois aspectos, o social e o econômico, já que a prevenção tem um custo muito menor do que o tratamento.

Uma das melhores ferramentas de prevenção é o exame de mamografia preventiva.

Até 2014 o SUS garantia a todas as mulheres acima dos 40 anos o direito à mamografia, até que este direito foi restringido apenas para mulheres acima de 50 e até os 69 anos. Os casos de câncer de mama aumentaram em todo o país, inclusive em Santa Catarina.

Em 2016, na ALESC, realizamos uma audiência pública para pressionar o Governo Federal a liberar a mamografia para todas as mulheres acima de 40 anos, e em 2017 o Senado determinou o retorno do protocolo anterior, para alívio das usuárias do SUS e dos profissionais de saúde preocupados com o aumento dos casos de câncer de mama.

Mulheres, cuidem-se bem, consultem e façam os exames preventivos.

Compartilhem a mensagem do Outubro Rosa!






Dr. Vicente Caropreso
30 Setembro 2020 09:00:00

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Uma dica importante para pais e mães: o(a) filho(a) de 1 a 10 anos está com febre, mal-estar, dor de cabeça e cansado?  

Se logo começarem a surgir manchas vermelhas na pele, geralmente com início no peito, nas costas e na face, espalhando-se depois para o resto do corpo, transformando-se em bolhas que secam e provocam muita coceira pode ser catapora, uma das doenças que tem mais incidência na estação que estamos - a primavera.

A catapora, também conhecida como varicela, é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada pelo vírus varicela-zóster, que atinge crianças entre 1 e 10 anos, mas pode atingir também adultos.

Embora seja uma doença mais comum em crianças entre 1 e 10 anos, também pode ocorrer em adultos, principalmente em pessoas com imunodeficiência - que apresentam um quadro de baixa imunidade - como os portadores de doenças crônicas.

A sua incubação varia de dez a vinte e um dias e sua recuperação ocorre entre sete e dez dias.

Na maioria das vezes a catapora evolui sem consequências mais sérias, mas em pessoas com imunodeficiência ou em adultos, o quadro pode resultar em manifestação hemorrágica grave, com surgimento de pneumonia e/ou infecção bacteriana secundária, devido à contaminação das feridas da pele por bactérias.

O contágio ocorre, principalmente, pela saliva, pelo espirro, pela tosse ou pelo contato direto com o líquido das bolhas.

Uma vez contaminado, o paciente deve fazer repouso, manter a pele limpa e não coçar. Ele deve ficar em casa, longe do convívio social, e esperar que as lesões da pele cicatrizem, para só aí retomar sua rotina normal.

A melhor forma de evitar essa doença é a vacinação. Uma única dose subcutânea protege em média 97% das crianças com idade até 13 anos. Já os adultos precisam de duas doses.

Muita atenção! Mulheres grávidas e pessoas com imunodeficiência devem consultar o médico antes de se vacinar.

Outro cuidado é não tomar aspirina em nenhuma hipótese. Medicação só a que o médico receitar.



Dr. Vicente Caropreso
23 Setembro 2020 09:00:00

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Chegou a primavera! A estação das flores, a mais bonita do ano.

Para a sua saúde, a beleza da primavera pode significar momentos de mal-estar devido às alergias causadas pelo pólen das flores. Suspenso no ar e carregado pelo vento, ele pode provocar doenças alérgicas, das quais a mais comum é a rinite alérgica.

Ela provoca coriza, espirros, coceira no nariz e sintomas parecidos com os de resfriado. Quase todo mundo já teve, não é verdade?

Nesse tempo de Covid, deve-se tomar cuidado para não confundir a simples rinite com infecção pelo coronavírus.

A rinite deve ser tratada, para evitar que possa evoluir para outras doenças como sinusite, otite, faringite e laringite, essas, sim, bem mais difíceis de tratar e que geralmente pedem o uso de antibióticos para sua cura completa.

As alergias não têm cura, elas só têm tratamento para aliviar os sintomas. Siga as dicas para evitar ou diminuir as rinites alérgicas de primavera:

- Use sabão neutro para lavar roupas e lençóis;

- Mantenha a casa arejada e limpe com pano úmido para evitar a poeira;

- Tire tapetes e carpetes e deixe o sol entrar para eliminar os ácaros;

- Guarde brinquedos de pelúcia ou enrole em plástico.

Outra doença que ocorre muito na primavera é a conjuntivite alérgica, uma inflamação da membrana que recobre o olho, a conjuntiva. Seus sintomas são: vermelhidão dos olhos, lacrimejamento, intolerância à luz e inchaço ao redor dos olhos.

Diferentemente da conjuntivite infecciosa - causada por vírus ou bactérias e que geralmente vem em forma de epidemia - a conjuntivite alérgica não é contagiosa e aparece associada à rinite, sendo também chamada de rinoconjuntivite.

Se for afetado, tome os seguintes cuidados:

- Mantenha as mãos limpas, para evitar infecção por bactérias ou vírus;

- Lave os olhos, com solução fisiológica 3 vezes ao dia;

- Não compartilhe toalhas, lenços, fronhas ou maquiagem, evite contaminação.

Siga essas dicas e desfrute a bela estação das flores com menos distúrbios alérgicos.

Uma Feliz Primavera!



Dr. Vicente Caropreso
16 Setembro 2020 09:00:00

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Este mês é marcado pela campanha Setembro Amarelo, ligada à prevenção do suicídio.

O suicídio é um assunto que as pessoas normalmente evitam abordar, assim como não se falava do câncer, da AIDS, e das doenças sexualmente transmissíveis um tempo atrás. Eram temas que todos evitavam abordar, em uma espécie de conspiração de silêncio, como se fossem assuntos proibidos.

Mas esconder o assunto não evitou que o número de suas vítimas crescesse a cada dia, sem parar. Foi preciso quebrar esses tabus e falar sobre essas doenças, para explicar, esclarecer, conscientizar e estimular a prevenção. Só assim se conseguiu reverter o cenário.

Com o suicídio ocorre o mesmo, pois hoje ele é considerado pelo Ministério da Saúde (e pela Organização Mundial de Saúde da ONU) um problema de saúde pública, mas não se fala ou fala-se muito pouco nele. A exemplo do que já vimos acontecer no passado com as outras doenças, o suicídio é hoje um assunto tabu, e isso vem contribuindo para que a quantidade de vítimas aumente.

O número de suicidas cresceu 34% nos últimos 15 anos. São 32 mortes por dia, uma a cada 46 minutos, somando mais de 11 mil óbitos por ano. Suicídio já é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 24 anos no Brasil.

Estudos estimam que nove em cada dez casos de suicídio podem ser evitados, se a pessoa tiver ajuda e atenção. Existe um telefone de apoio emocional e prevenção ao suicídio, o Ligue 188. É preciso quebrar o silêncio e divulgar o 188 como um caminho para a ajuda.

A depressão, considerada a doença do século e a maior causa de suicídios, tem tratamento. Daí a importância fundamental de abordar o assunto.

Discutir o tema - e entender os fatores que levam a ele - são as únicas armas que temos contra o suicídio.

Vamos quebrar o silêncio e divulgar o disque grátis para o 188 do CVV - Centro de Valorização da Vida. Ele existe para ajudar pessoas com ideias suicidas em todo o país.

Participe do Setembro Amarelo você também.

Valorize a vida!



Dr. Vicente Caropreso
09 Setembro 2020 09:00:00

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Crianças, normalmente, não ficam quietas, estão sempre em movimento, e isso é sinal de saúde - se a sua criança ficar muito quieta, apática, é sinal que alguma coisa pode estar errada com a sua saúde. 

Para garantir que as crianças tenham um desenvolvimento saudável não basta apenas deixá-las se movimentar à vontade, é preciso que essa energia seja canalizada de forma correta: crianças devem fazer 1 hora de atividade física todos os dias.

Com a popularização dos jogos eletrônicos e da tecnologia de comunicação de hoje as crianças fazem cada vez menos exercícios, em consequência, as antigas modalidades de recreação como os jogos e outras brincadeiras que envolviam esforço físico, estão sendo cada vez mais substituídas por atividades sedentárias.

O resultado é que a falta de exercício, combinada a uma alimentação rica em açúcares, carboidratos e gorduras, causou uma epidemia de obesidade infantil e de crianças com sobrepeso: aproximadamente 15% das crianças brasileiras está obesa, e mais 30% delas apresenta excesso de peso.

A relação entre tempo de exercício gasto e obesidade é direta, pois em um sistema fisiológico que usa a gordura como combustível, a perda de calorias se alcança com atividades de longa duração. O parâmetro de tempo é de 40 minutos de exercício para cima.

Quando se fazem exercícios por mais de 40 minutos, o corpo queima gordura como combustível. Logo, fazer 1 hora de atividades físicas, de moderadas a intensas por dia, é a recomendação ideal para a perda de peso e para melhorar o condicionamento físico das crianças, evitando que cheguem à adolescência com problemas de peso.

Além do problema do controle de peso, a atividade física é recomendável também para o bom desenvolvimento dos músculos e ossos durante a fase de crescimento das crianças.

A atividade física infantil é um desafio que pais e educadores devem encarar com seriedade, pois a boa forma física é saúde e deve ser conquistada desde a infância.



Dr. Vicente Caropreso
01 Setembro 2020 17:19:00

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Atividade física é qualquer movimento que gaste energia, como caminhar, lavar louça ou subir escadas.  

O contrário disso é o sedentarismo: um estado muito reduzido de atividade física que pode comprometer, e muito, a manutenção da saúde.

A modernização da sociedade e a alta velocidade do desenvolvimento tecnológico têm modificado os hábitos do ser humano, causando uma enorme redução da atividade física na vida das pessoas de todas as idades, crianças, adultos e idosos de ambos os sexos.

 Estudo publicado na revista médica The Lancet igualou o sedentarismo, em relação à mortalidade, a outros fatores de risco como o tabagismo e a obesidade. O estudo mostrou também que a prática de exercícios é capaz de prevenir 10% dos casos de diabetes, 10% dos casos de câncer de mama e câncer de cólon.

Por outro lado, mostrou que o sedentarismo foi responsável por 9% dos casos de mortalidade prematura, em todo o mundo.

Para vencer o sedentarismo, recomenda-se a prática de atividade física aeróbica moderada por no mínimo 30 minutos, cinco vezes por semana, ou atividade aeróbica de maior intensidade por 20 minutos, três vezes por semana, complementados por exercícios de musculação duas vezes por semana.

A atividade física deve ser usada como receita para a promoção da saúde cardiovascular. Explicar que o exercício deve fazer parte do tratamento, prescrevendo-o no receituário, é um dos caminhos que os médicos devem seguir para vencer o sedentarismo de seus pacientes.

Tanto as pessoas que querem começar uma atividade física quanto pacientes com histórico de doenças cardiovasculares devem consultar o médico para orientar sua prática de exercícios. Mas atividade física moderada, como caminhar, pode ser realizada pela maioria das pessoas.

A atividade física regular (aliada uma boa alimentação) é uma receita sem contraindicação para uma vida plena de saúde.

Mexa-se! O sedentarismo pode matar.







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