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Felipe Scoz

Não quero ser um cidadão de bem

17 Julho 2018 14:04:00

Você já parou para pensar no que é ser um "cidadão de bem"? Em meio às discussões atuais, muito se fala sobre o significado deste termo. Mas será mesmo que ele retrata a realidade? 

Hoje, o dito "cidadão de bem", vulgarmente falando, é aquele contra corrupção, mas que sonega seus impostos; é a favor da família, desde que seja na estrutura da qual sua religião prega; ama seus filhos, porém, tudo depende da sua orientação sexual; que diz não ter culpa nos erros políticos, pois votou noutro candidato, este, com a ficha mais suja que os esgotos da cidade.

Fala-se muito em moralidade, ética, respeito perante o próximo, mas, na prática, vemos que os conceitos estão distorcidos. Acredito muito na liberdade de expressão, desde que a sua não interfira, ofenda ou agrida ninguém. Do meu ponto de vista, hoje, o termo remete a um grupinho seleto, de difícil acesso, que acredita ser superior a outros, baseado em suas crenças, sua classe social e suas ideologias.

Há dois mil e tantos anos atrás, tal de Jesus disse para amarmos uns aos outros. Não me lembro de existirem ressalvas. O sujeito em questão, se analisarmos bem, era conhecido por andar junto aos pobres, doentes, passou a vida descalço, foi crucificado ao lado de ladrões e, ainda, vos disse que seriam bem-vindos no reino dos céus. Então, preste bem atenção se você está no time certo.

Eu, particularmente, não quero ser um cidadão de bem, ao menos não nesse conceito. Quero respeitar o próximo independente de sua religião, cor, gênero, se é rico ou pobre, gordo, magro, alto ou baixo. Acho que esse é o verdadeiro sentido de ser do bem. Colocamos tantos rótulos, tantas divisões... Coisas que nos afastam ainda mais uns dos outros. Fica um questionamento: você quer ser representado por esse conceito?

O bem e o mal 

Dia desses, encontrei um texto muito interessante sobre o que conhecemos por bem e mal. Queria compartilhar um trecho com vocês.

"O desafio para quem trilha um caminho de espiritualidade - e para qualquer pessoa - é aplicar compaixão e amor nas situações difíceis, de violência. Normalmente, elas fazem o amor se contrair, se transformando em medo e ódio. Diante do mal, nos sentimos impotentes, porque não podemos resolver esse problema em grande escala. Essa sensação de impotência gera em muitos o sentimento de que o bem não vai vencer. Mas, para lutar contra o mal, precisamos olhar para ele com interesse, e não horror".

Com isso, vos digo que não é tarde para trilhar o verdadeiro caminho do bem. De ser do bem. Noutro texto que escrevi, fiz uma reflexão muito importante e trago novamente à tona os seguintes questionamentos: E se praticássemos a reciprocidade? Se parássemos de achar comum o sangue derramado, seja ele do herói ou do bandido? E se vivêssemos contando sorrisos, e não balas? E se tivéssemos mais empatia? E se buscássemos em nós a mudança que tanto almejamos?

Pode parecer utopia, mas não é tarde para recuperar a esperança. Até breve! 


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