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Cid Lang

Preços, como funcionam

11 Junho 2018 09:52:00

Tudo depende do lado em que você está. 

Todos nós temos desejos acerca de como os preços devem funcionar. Ficamos ultrajados quando os preços dos alimentos e da gasolina sobem. Nunca queremos que eles aumentem e nunca achamos que eles devem aumentar.  

No entanto, a coisa muda em relação a, por exemplo, imóveis e ações. Quando os preços caem, as pessoas se desesperam. "Como é possível que minha própria casa caia de preço?!". "Os preços das ações em meu portfólio desabaram na crise! Estou mais pobre! Isso é injusto!"  

Ou seja, como indivíduos, desejamos que alguns preços sempre subam e que outros sempre caiam. No final, tudo vai depender da posição em que estamos: se na do consumidor ou na do produtor. Enquanto proprietários, somos de fato "produtores" de nossos imóveis e ações, o que quer dizer que estamos mantendo nossos imóveis e ações com a esperança de que, algum dia, iremos colocá-los à venda. Queremos que seus preços sempre subam.  

Já em relação às coisas que queremos comprar, como gasolina, alimentos, roupas, viagens, aluguéis, eletroeletrônicos etc. queremos que seus preços sejam os mais baixos possíveis. Queremos que seus preços caiam continuamente. Queremos poupar recursos. 

E funciona assim em todos os mercados. Compradores sempre querem pagar $0 por algo. Vendedores sempre querem vender esse algo por R$1 milhão (ou qualquer outro valor que ele considere astronômico). Sendo assim, como é que a pessoa que quer pagar $0 e a pessoa que quer receber $1 milhão chegam a um acordo? Ambos chegam a um meio termo, um valor no qual o produto vale mais para o comprador do que o dinheiro que ele está disposto a abrir mão, e no qual o dinheiro que o comprador dará pelo produto vale mais para o vendedor do que o produto. Os termos resultantes são chamados de preço. 

E esse preço será influenciado pela concorrência (interna e externa) entre os vendedores e também entre os compradores. Quanto mais vendedores ofertando o mesmo produto, menores os preços. Quanto mais compradores demandando o mesmo produto, maiores os preços. 

COMO A COISA DESANDA? COM TABELAMENTO! 

Se analisada um pouco mais a fundo, essa falácia de que o "preço justo" deve ser estabelecido arbitrariamente por alguns burocratas iluminados, e não de comum acordo entre as partes contratantes, é, na verdade, uma inversão completa de valores. E, na maior parte das vezes em que é utilizada, trata-se de uma forma indireta de justificar a interferência dos governos nos mercados - para benefício de alguns e prejuízo de outros.


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