Identidade
09 Abril 2021 14:48:00
Autor: Por: Redação TN

Conheça o projeto que rendeu à professora Janaisa Cristofolini um prêmio de expressão nacional

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Com as aulas presenciais paralisadas em 2020, os profissionais da Educação Infantil precisaram inovar para continuar despertando nas crianças a curiosidade e o ímpeto de aprender. O desafio resultou em ideias maravilhosas que, em seguida, foram postas em prática e transformaram a experiência de aprendizado em algo mágico.

Uma dessas iniciativas nasceu em Pomerode, pelas mãos da professora da pré-escola do CEIM Professora Amália Gertrudes da Silva Anders, Janaisa Sanzon Cristofolini, de 38 anos. Batizado de "Histórias Inventadas", o projeto partiu de uma proposta pedagógica elaborada para a turma do Pré I, no dia 07 de maio de 2020.

A tarefa era simples: reunir vários objetos diferentes, encontrados em casa. Depois, a criança, com ajuda da família, construía a sua própria história utilizando os elementos reunidos. "Conforme escolhiam o objeto, acrescentavam na história, vivenciando assim a construção dela". Após receber os vídeos com as atividades, Janaisa resolveu transcrever cada palavra. "O resultado foi tão emocionante e incrível que surgiu a ideia de fazer um livro, para eternizar o lindo trabalho. Com ele pronto, cada criança recebeu um vídeo de um personagem (princesa ou pirata) contando a sua história, o que encantou ainda mais". A elaboração da obra literária exigiu de Janaisa a aprendizagem de um programa de computador ainda desconhecido para ela, mas, ao fim, todo esforço vale muito a pena. Para coroar a ação, os pequenos receberam uma edição do livro por meio de um drive-thru.


Arquivo pessoal /Após a finalização do livro: cada criança recebeu um vídeo de um personagem (princesa ou pirata) contando a sua história.

Janaisa explica que os benefícios da atividade são diversos, pois o fato da criança assumir o papel de protagonista da própria história permite um processo de construção da identidade social e cultural. Contribuindo para o desenvolvimento da linguagem e ampliando o universo de significados. "Por meio das histórias as crianças desenvolvem a imaginação, o gosto pela leitura e a criatividade, despertando para o lúdico e melhorando o raciocínio lógico. É um universo de narrativas, uma poderosa ferramenta para ampliação de experiências sociais, com sequência lógica dos fatos e ampliação do vocabulário. Além de ser uma valiosa oportunidade para momentos de maior vínculo com os familiares", ressalta.

Além do reconhecimento vindo das famílias e dos próprios alunos, que adoraram a atividade, o projeto "Histórias Inventadas" foi um dos destaques do Prêmio Educação Infantil - Boas práticas de Professores durante a Pandemia, promovido pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, com apoio da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Itaú Social. Foram mais de 707 iniciativas inscritas, dos 25 Estados e mais o Distrito Federal. Após quatro meses de avaliação, somando três fases, foram eleitas 100 boas práticas, dentre elas 13 de Santa Catarina, uma de Pomerode.

A educadora ficou imensamente feliz por ter o trabalho selecionado entre os melhores do país, ainda mais pelo reconhecimento à importância dos profissionais dessa área. "Nosso trabalho na pandemia foi e está sendo um desafio constante. São adaptações diárias que vamos realizando para um melhor aproveitamento das partes. Estamos nos reinventando e nos moldando com relação aos diversos formatos disponíveis para a realização das aulas."

Ela destaca ainda que o contexto de adversidade e necessidade, historicamente, gera inovações, boas práticas. Nesse caso o maior desafio era pensar como a concepção de infância poderia ser mantida durante essa pandemia, para que os direitos fossem garantidos, mesmo que à distância. "Posso pontuar a tecnologia como grande aliada, pois, foi através dela que conseguimos realizar o livro, facilitando a interação para o desenvolvimento da proposta. Foi um processo conjunto, onde a família precisou aprender novas metodologias e a professora precisou aprender a usar novos programas para ter o resultado desejado. Minha maior descoberta foi saber que mesmo à distância, durante uma pandemia, é possível melhorar minhas práticas, garantindo que as crianças tenham seu desenvolvimento integral", finaliza. 


Pomeranos no Vale Europeu
09 Abril 2021 13:57:00
Autor: Por Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow, Cláudio Werling e Dirceu Zimmer

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Ao longo da nossa história, as crises sempre foram "um motor" que impulsiona um novo status para a realidade vivenciada até aquele momento. As guerras entre as tribos, por exemplo, sempre acabaram gerando novos reinos e miscigenações; as crises sanitárias também sempre mobilizaram a busca por tecnologias que melhorassem a qualidade de vida das pessoas; a ruptura do modelo produtivo como a Revolução Industrial e seu consequente desemprego no campo, forçaram a emigração de povos para vários lugares do mundo. Fatos históricos demonstram que quando o ser humano se encontra num cenário de "desconforto", ele irá buscar melhores condições. São quando acontecem os maiores saltos no desenvolvimento econômico e social. No pequeno Vale do Rio do Testo (Pomerode), a família Weege exerceu na plenitude esse instinto de buscar a evolução. Aqui no Brasil tudo estava por fazer, e esse foi o maior estímulo para empreender e mostrar que é possível fazer a diferença. A família Weege emigrou da vila de Labes (margens do rio Rega) do Kreis Regenwalde da antiga Pomerânia. O casal Johann Carl Friedrich Wilhelm Weege (1823 - 1888) e sua esposa Henriette Düsing (1820 - 1897) chegaram ao Brasil em 1868 no veleiro Lord Brougham, assentando-se na localidade de Pomerode Fundos.


Acervo Heike Weege/Na esquerda a casa do casal Hermann e Paulina Weege sendo construída anexa a casa comercial em estrutura enxaimel.

Com eles vieram 04 filhos: Auguste, Friedrich, Carl e Albertine. O filho Carl Weege, que na ocasião da emigração tinha 12 anos, casou-se mais tarde com Caroline Auguste Sophie Grützmacher e negociou a aquisição de um lote de terra com a Companhia Colonizadora. Cultivou a terra da qual saía a sobrevivência como todos os demais imigrantes. Em 1919 Carl construiu um comércio de secos e molhados, um salão de bailes e um engenho para moer milho (atafona). Os moradores da região traziam o milho para moer na atafona e no local também ocorria a comercialização de mercadorias na "venda". Em 1920 sua esposa Auguste morre e Carl inconsolado desiste de viver na vila e migra para Jaraguá do Sul aos 64 anos de idade. Descendentes de Carl e Auguste continuaram os negócios em Pomerode Fundos e hoje a empresa Frigorífico Zinnke é a continuidade do empreendimento. Mas muito antes de Carl Weege empreender no ano de 1919, a história de outro empreendedor da família começava a ser traçada.


Acervo: Heike Weege/Funcionário August Utech sendo homenageado pelos 50 anos de trabalho na função de leiteiro na Indústria e Comércio Hermann Weege S.A.

Carl e Auguste tiveram 15 filhos, e destes, somente um teve a oportunidade de sair da colônia e se capacitar em outro ofício que não fosse o cultivo da terra e a lida com animais. Esse filho nasceu em 28 de maio de 1877 em Rio do Testo e recebeu o nome de Hermann Weege. Teve a oportunidade de estudar no colégio Franciscano do Stadplatz (centro de Blumenau), atualmente colégio Bom Jesus. Em 1891, aos 14 anos, Hermann foi trabalhar como aprendiz na Casa Comercial Malburg em Itajaí, e, aos 18 anos, decide ir trabalhar em Curitiba na firma Francisco Hauer. Depois de 03 anos em Curitiba, decide regressar para a casa dos pais, viagem feita de bicicleta Curitiba/Pomerode. Em 1901 Hermann decide se casar com Pauline Karsten (filha de Johann e Margarida Karsten - fundadores da Cia Karsten). No mesmo ano, eles decidem fundar seu próprio negócio com as economias que Hermann fez no tempo que trabalhou fora da colônia, surgindo assim em agosto de 1901 o embrião do futuro complexo Weege. Notadamente Hermann foi um homem determinado e arrojado para seu tempo. Iniciando seu comércio de secos e molhados, o objetivo era a compra e venda dos excedentes agrícolas dos colonos. Logo ele se posicionou como "uma ponte" entre o produtor rural e a comercialização dos excedentes para fora da vila. Com o aumento da população local os negócios foram ampliando e Hermann decide incorporar ao comércio um abatedouro de suínos que almejava a produção de carne, embutidos e banha. Mas sua visão ia muito além do tradicional modelo de troca e venda de mercadorias/abatedouro (várias vilas da região passaram a adotar essa estrutura clássica). Hermann havia tido contato com a capital Curitiba e certamente isso encorajava e subsidiava sua visão empreendedora.


Acervo: Sibila Grützmacher/Zoológico de Pomerode fundado por Hermann Weege como o primeiro de Santa Catarina.

Em 1912 ele adquiriu o primeiro automóvel de Pomerode. Na ocasião, o automóvel teve que ficar armazenado no Stadtplatz Blumenau pois não havia estrada para que o automóvel rodasse até Pomerode. Consta que Hermann "bancou" a construção da estrada nos tempos livres com o apoio de uma equipe, e depois, doou a estrada aos órgãos públicos. Em 1913 construiu o primeiro hotel de Pomerode em um terreno da Firma Weege. O local concentrava os eventos sociais da comunidade compreendendo um salão de bailes e restaurante. Mais tarde neste hotel também se concentrava a parada dos ônibus que passavam pela cidade (atualmente no mesmo prédio funciona o Restaurante Pomerode). Logo depois, em 1916, a Firma Weege empreende a primeira usina elétrica, objetivando automação em seu maquinário e iluminação, bem como vendendo o excedente para a vila Rio do Testo. Por volta de 1918 Hermann implantou uma pequena indústria de laticínios e no mesmo ano uma fábrica de gelo, "exportando" gelo para várias cidades de Santa Catarina. Na produção de lácteos Hermann foi extremamente exitoso, em parte, por estar localizado numa das maiores bacias leiteiras do Estado naquela época. Nos tempos de máxima produção, coletavam por dia 15.000 litros de leite no verão e 10.000 no inverno, incluindo vários municípios vizinhos.


Willy Sievert/Instalações da queijaria da Indústria e Comércio Hermann Weege.

Com isso, em 1980 foi construído e equipado um dos mais modernos lacticínios do país, adquirindo a capacidade de beneficiar 60.000 litros de leite por dia. Os lacticínios produzidos eram a manteiga, o queijo prato, queijo minas frescal e outros queijos mais seletos com maturação avançada como parmesão, pecorino, e o queijo gouda. Cabe destacar os queijos fundidos que derivavam de outros queijos manufaturados (geralmente prato e pecorino) que eram cortados em pedaços, triturados e depois fundidos em autoclaves. O queijo de ervas (Kräuterkäse) em bisnagas virou um ícone. A receita do Kräuterkäse seria dos ancestrais da Pomerânia e que durante muito tempo ficou sob a regência do mestre na arte de queijos Guilherme Ziehlsdorff que trabalhou na indústria Weege por mais de 60 anos. Aos queijos Weege e demais produtos foi auferida a marca Olho que também compreendia uma ampla variedade de embutidos oriundos de carnes bovinas e suínas. O pioneirismo de Hermann transbordava o complexo Weege, em 1925 também participou da composição societária da famosa fábrica de chapéus Nelsa S.A em Blumenau (ficava localizada próximo a FURB).


Livro Sabores da Colônia Blumenau/Logotipo da Fábrica Weege quando ainda pertencia geograficamente à Colônia Blumenau.

O chapéu era um acessório importante naquele período e a fábrica era uma referência, inclusive premiada em 1926 em Florianópolis na exposição Industrial e Agropecuária. O instinto empreendedor de Hermann não sossegava. Em 1931 ele patrocina a implantação da primeira linha telefônica entre Blumenau e Pomerode, distribuindo 07 aparelhos na cidade, além do instalado na Firma Weege. Até o surgimento da Companhia Telefônica Catarinense, Weege custeou os materiais e manutenção da linha, mais tarde, a estrutura foi doada para a Concessionária Estadual de Telefonia. Sem parar de pensar no futuro e demonstrando já naquele tempo preocupação ambiental, em 1932 Hermann funda o primeiro Zoológico de Santa Catarina. O Zoo foi oficialmente registrado em 1936 e convertido em fundação no ano de 1977. Aqui, cabe uma reflexão sobre a ligação dos pomeranos com a natureza. O historiador Ivan Seibel destaca que os habitantes da Pomerânia tinham um estreito vínculo com o mar, lagos e floresta. Antes da cristianização dos habitantes desta região que ocorreu por volta de 1168, ocorriam cultos dedicados as divindades da natureza. Então, "onde tem pomeranos tem lagoa". O Zoo de Pomerode surgiu no entorno de uma lagoa.

Da mesma forma, Wolfgang Weege inaugurou em Jaraguá do Sul (1978) um parque compreendendo 1,5 milhão de m² de área preservada com mais de 35.000 árvores, 17 lagoas e 133 espécies de aves catalogadas (Parque da Malwee). Retomando sobre o pioneirismo de Hermann, a Firma também adquiriu os primeiros caminhões de Pomerode, em destaque o pioneiro da marca Mercedes Benz. Engajado, Hermann não se limitava na atuação de seus negócios, participou ativamente do cenário político. Sendo Pomerode distrito de Blumenau, ele foi vereador de Blumenau nas gestões 1911 a 1915 e 1919 a 1927, bem como, também foi deputado estadual na gestão de 1927 a 1930.

@harley_guido/Museu do Imigrante na cidade de Pomerode. Idealizado pelo empresário Wandér Weege (bisneto do imigrante Carl). No local foi restabelecida a tradicional casa enxaimel, atafona e todo o entorno característico das propriedades dos imigrantes Pomeranos.

Entre as conquistas como deputado estão as melhorias na estrada Blumenau/Pomerode e a estrada Pomerode/Jaraguá. Já em 1936, a Firma de Hermann Weege foi transformada em Sociedade Anônima e passou a chamar-se Indústria e Comércio Hermann Weege S.A., foi quando os filhos Victor e Arno assumiram a direção. A família Weege também tinha vários outros negócios como áreas de apoio, entre eles uma fábrica própria de latas e caixas de madeira para embalagens, a usina hidrelétrica, o setor de transporte com caminhões próprios, oficina de manutenção, criação de suínos e de gado holandês. Ainda importante destacar que a esposa de Hermann, Pauline Karsten Weege, realizou ações importantes para a comunidade de Pomerode, como em 1955, quando doou um terreno à comunidade para a construção de uma praça de esportes, atual Sociedade Esportiva Floresta, e em 1973, quando também doou aos funcionários um terreno e materiais para a construção de uma sede esportiva - Associação Atlética Hermann Weege. Como já mencionamos, o imigrante Carl, abalado com a morte da esposa, migra para Jaraguá do Sul onde passa a morar com seu filho Wilhelm. Este filho de Carl, Wilhelm Weege, já tinha exercitado seu espírito empreendedor na região de Jaraguá do Sul, mais precisamente em 06 de janeiro de 1906, quando começou um comércio de secos e molhados associado a uma queijaria.

Mais tarde avançaram com uma indústria de laticínios que alcançou prestígio fora de Santa Catarina sob a marca Tabú. Os negócios do "tronco" da família Weege em Jaraguá do Sul prosperaram em vários segmentos, como na agricultura, na área frigorífica e posto de gasolina. Em 1960 o comércio foi modernizado e de forma pioneira surgiu uma super loja de departamentos que funcionou até 1976. Em 1967 também havia surgido um engenho de arroz próprio que funcionou até 1972. Em 1968 nascia a Malwee Malhas pelas mãos do filho de Wilhelm, Wolfgang Weege. A Malwee (composição das palavras malha e Weege), viria a se tornar uma das maiores indústrias têxteis do Brasil. Wandér Weege, filho de Wolfgang que continuou e expandiu os negócios da família, também demonstrou grande apreço as suas origens e valorização da cultura ao idealizar o Museu do Imigrante na localidade onde seu bisavô Carl havia se assentado quando emigrou da Pomerânia. Wandér, por intermédio desta e inúmeras outras iniciativas contribui restabelecendo na memória da cidade a relevância desta família empreendedora pomerana que durante muito tempo foi o alicerce econômico de Pomerode e parte da região de Jaraguá do Sul.


Informe ApaeXonante
08 Abril 2021 15:47:00

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O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ou simplesmente Dia Mundial do Autismo, é comemorado em 2 de abril. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de dezembro de 2007, com o intuito de alertar a sociedade e governantes sobre o transtorno do neurodesenvolvimento (o Transtorno do Espectro Autista), ajudando assim, a derrubar preconceitos e esclarecer a todos.

O autismo pode ser definido como uma condição comportamental em que a criança ou adulto apresenta prejuízos ou alterações básicas de comportamento e interação social, dificuldades na comunicação (aquisição de linguagem verbal e não verbal), alterações de cognição e presença de comportamentos repetitivos ou estereotipados. É preciso entender que existe um atraso significativo nos marcos de desenvolvimento dessas habilidades e que essas características aparecem nos primeiros anos de vida da criança. O diagnóstico do autismo é clínico, depende de uma minuciosa avaliação comportamental da criança e da entrevista com os pais. Durante a avaliação comportamental, o médico e sua equipe fazem um rastreamento do desenvolvimento da criança, buscando identificar se ela está aprendendo as habilidades básicas referentes à fala, à linguagem corporal, ao comportamento social, à cognição e empatia. Um atraso em duas ou mais dessas áreas pode ser sinal de problema de desenvolvimento.

Como professora de educação especial na Apae de Pomerode, convivo diariamente com crianças acometidas pelo Transtorno do Espectro Autista, sendo que viver no mundo do autismo é falar muitas vezes sem obter resposta do aluno, é fazer algo engraçado, cantar, brincar, fazer jogos de imitação, com o intuito de chamar a atenção da criança, para que ela vincule comigo e posteriormente se sinta motivada a interagir. A caminhada é longa, e nem todos os dias são fáceis, o sentimento de medo e incerteza também me acompanha às vezes; mas a grande diferença é saber que o autismo não é uma doença, mas uma característica muito particular, que acomete cada criança de maneira única, portanto, aprender a administrar o estresse diário, conhecer estratégias e técnicas de manejo de comportamento são essenciais para a busca de uma harmonia necessária para auxiliar nossos anjos azuis a se desenvolverem.

Digo sempre às pessoas que convivem e trabalham comigo, que o autismo toca profundamente a minha alma e o meu coração. Receber uma criança com este diagnóstico é ter a oportunidade de aprender com ela diariamente: novas formas de se comunicar, pois os olhos de um autista falam o tempo todo o que a boca ainda não está preparada para dizer; o corpo de uma criança autista sente tudo ao mesmo tempo; e é preciso ser uma boa observadora para perceber a necessidade da criança no momento (seja um choro, que pode estar associado ao ato de sede ou fome), ou uma estereotipia, como por exemplo correr em círculo para expressar uma alegria, sabendo que isto faz parte do processo de autorregulação da criança e de que é necessário respeitar essas singularidades. Ser professora de crianças com autismo é saber se colocar no lugar da criança, é saber que ela não vai aprender da mesma forma que os outros alunos, que a educação dela está centrada no processo de aprendizagem: de aquisição de novas habilidades, sejam elas sociais, de linguagem, de autocuidados, de autonomia e independência e não no resultado, pois nem sempre ele virá de maneira rápida e como esperamos. É maravilhoso aprender diariamente com a criança com autismo!

Professora Maira Elaine Schlüter


Lançamento
08 Abril 2021 09:17:00

A pandemia está impedindo a realização de shows, mas, justamente por isso, os músicos aproveitaram a parada forçada

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Dany e Rafa, uma das duplas sertanejas de maior expressão em Santa Catarina, lança nessa sexta-feira, dia 09, DVD em comemoração aos 20 anos de carreira. Com a pandemia estão impossibilitados de fazer uma grande festa, por isso, o lançamento será nas plataformas digitais, streams e emissoras de rádio de todo o Brasil. O DVD 20 anos, além da releitura de sucessos da dupla como "Amor de Balada", traz na primeira faixa a música "Só de Boa", e algumas novidades, destaque para as faixas "Nossa Balada" e "Romântico Raiz", novas músicas da dupla com uma roupagem atual em comemoração as últimas duas décadas de trabalho.

Ao todo, a dupla, que é natural de Timbó, já conta com 9 cds gravados, mais de 40 músicas e antes da pandemia tinha uma agenda lotada de shows. "Acreditamos que logo poderemos voltar a fazer shows e, por isso, aproveitamos esse período de recesso para se dedicar ao nosso DVD e canções inéditas", contam os irmãos.

Eles são conhecidos em todo o Brasil e apaixonados pela música sertaneja. "Carregamos no coração momentos mais que especiais. O incentivo dos nossos pais e o carinho da família, além dos fãs, estão sendo essenciais para nos mantermos firmes nosso propósito, mesmo com tudo que está acontecendo no mundo. Vai passar. É isso que temos de ter em mente", avaliam.

Os garotos tiveram seu talento revelado ainda na infância. Na época, o pai deles comprou uma caixinha de som para tocar em festas de aniversário de familiares e amigos e assim os meninos se tornaram requisitados. Desde então, não pararam mais. Participaram de vários festivais de música em Santa Catarina, na década de 90, sempre obtendo excelentes resultados. Também já se apresentaram nos programas Gente Inocente (Rede Globo), no quadro do "Chuveiro" e homenagearam as duplas Chitãozinho & Xororó e Marlon & Maicon. Foi em 2001 a gravação do primeiro CD "Contando as Horas", com 5 músicas inéditas.

Mas a grande virada na carreira ocorreu em 2009 com a gravação da música "Amor de Balada". Tocou em todo o Estado e diversas emissoras de rádio de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e outros estados.



Curiosidade
05 Abril 2021 08:00:00
Autor: Por Redação TN

Denise Bernadino começou a filmar a iguaria para mandar a quem duvidou

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Com o preço do ovo aumentando, nada melhor do que ter em casa uma galinha poedeira para suprir essa necessidade. Além do que, toda receita ganha uma cor mais característica quando o ovo não vem em uma caixa de supermercado, não é mesmo? Enfim, são vários os benefícios para quem adere à opção caseira.

Imagine então quebrar um ovo e perceber que há um brinde natural, ao invés de uma, duas gemas. Dessa forma a omelete rende bem mais.

Algumas pessoas nunca viram uma gema dupla, outros tiveram essa oportunidade poucas vezes e há ainda quem não goste quando o ovo tem essa particularidade. Ainda assim, ovos com duas gemas já foram vistos por diversas pessoas. Agora, a pergunta que fica aqui é: Você já viu um ovo com três gemas? Acha que é impossível? Pois a pomerodense Denise Cilene Zinke Bernadino já registrou o fato diversas vezes e fez imagens para provar.


Sthefanie Tainá Bernadino/Comparação: Ovo de três gemas ao lado de uma moeda de R$ 1.

A galinha de raça Paraíso Pedrês, apelidada carinhosamente de Hanna, veio ao mundo para surpreender. Além de botar ovos com duas gemas, o que já não é comum de se ver, ela também pôs alguns com três gemas. Imagina só, um único ovo rende uma omelete para a família toda.

A primeira vez que Hanna realizou a façanha, Denise, seu marido e os dois filhos ficaram espantados com o tamanho do ovo, comparado com os das outras galinhas. "Primeiro ela botou de duas gemas. Alguns dias depois ela botou outro, achamos tão pesado e ainda brincamos que deveria ter três gemas... E tinha mesmo", conta a dona.


Sthefanie Tainá Bernadino/Surpreendente: Três gemas em um prato.

Depois disso, outras vezes o ocorrido se repetiu e muitas pessoas duvidaram da veracidade do fato. Por isso, Denise começou a filmar e a tirar fotos quando o fato se repetia. "Até meus pais, que são idosos já, nunca tinham visto ovo com três gemas", pontua.

Segundo Denise, eles são bem grandes, como se fossem três ovos separados. Hanna é a única das 17 galinhas que não coloca ovo todo dia, "mas quando põe é essa surpresa".

Nas fotos, é possível ver comparações feitas pela família. Em uma das imagens está o ovo de três gemas ao lado de um ovo comum. Em outra, ao lado de uma moeda de R$1. Há também uma foto que mostra as três gemas em um prato.


Pomeranos no Vale Europeu
04 Abril 2021 11:39:00
Autor: Por Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow, Cláudio Werling e Dirceu Zimmer

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A primeira "picada/estrada" de Pomerode foi se desenhando ao longo do Rio do Testo na margem direita do rio no sentido Blumenau/Pomerode, mais tarde, denominada rua dos Atiradores. No entanto, para que ambos os lados do rio estabelecessem contato no dia a dia, as pontes se tornariam fundamentais para o desenvolvimento da região. Uma dessas pontes localizada em Testo Central Alto chama atenção quanto ao nome informal que recebeu, "Ponte do Facão".


Publicada na página do Facebook Memórias de Pomerode./Alwin Klotz no dia da inauguração da Ponte do Facão no antigo salão Lüdke. Em sua mão o facão que recebeu de presente do ferreiro August Goede.

Para compreender, temos que discorrer um pouco sobre o prefeito que a inaugurou. Alwin Klotz, que exercia a função de motorista antes de se tornar prefeito, segundo relatos, sempre portava em seu meio de transporte um facão. Quando se tornou prefeito, continuou com esse hábito. Um episódio em especial o consolidou como o "prefeito do facão". Certo dia, um caminhão de um cidadão qualquer "atolou" na serra entre Pomerode/Jaraguá. O cidadão teria feito "corpo mole" para retirar o caminhão do local que possivelmente obstruía a via. Essa informação chegou "nos ouvidos" de Alwin que prontamente se deslocou até o local e solicitou para que o caminhão fosse retirado, ao perceber a "má vontade" do cidadão, Klotz foi até seu carro e "puxou" o facão. Imediatamente o motorista conseguiu "desatolar" o caminhão e "sumiu" na paisagem.


Acervo: Charles Marquardt/Charge publicada num jornal de Blumenau em 30 de julho de 1976 destacando o homem do facão, uma referência a Alwin Klotz.

Essa e outras histórias reforçavam a fama de ser o prefeito do facão. Na gestão de Alwin, uma nova ponte de concreto foi inaugurada em Testo Central Alto e, no dia da inauguração, considerando já sua fama, recebeu de presente um facão feito pelo ferreiro August Goede que morava próximo a ponte. Relatos afirmam que a fita de inauguração da nova ponte teria sido cortada com o facão, batizando informalmente a "Ponte do Facão". Localizada na travessa Erwin Krueger, a primeira ponte havia sido instalada em 1928 e tinha estrutura de madeira e cobertura com chapas de zinco. A nova ponte de concreto inaugurada por Alwin Klotz em 1976 se mantém até a atualidade.


Decoração
04 Abril 2021 10:30:00

A decoração da casa de Soraia Ligia de Souza já se tornou uma tradição que encanta quem passa pelo local

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Montar a osterbaum já virou tradição para muitos pomerodenses e também para quem vive há mais tempo na cidade, adotando esse costume. Na época de Páscoa, milhares de ovos coloridos são retirados das caixas e armários e postos na árvore de galhos secos. Dos mais simples aos pintados à mão, todos têm seu valor sentimental e colorem Pomerode.

Há os que se contentam com essa simbologia e outros que acrescentam coelhos, guirlandas, ovos espalhados pela casa e outras decorações que ficam a cargo da imaginação e ideias de cada um. Esse é o caso de Soraia Ligia de Souza, de 56 anos, que há muitos anos fomenta a sua coleção de Páscoa.

Com uma quantidade de ovinhos pintados quase que incontável, há mais de uma década ela decora anualmente a casa para esse período. Além do significado que o período traz, decorar a residência por dias já virou uma das suas atividades preferidas ao longo do tempo. Segundo ela, a Páscoa representa "a vitória da vida sobre a morte, o sacrifício pela verdade e pelo amor".

Para quem passa em frente à casa de Soraia, é quase impossível não parar para admirar os detalhes, ficando visível o amor, preocupação e zelo. Este ano, ela demorou uma semana para colocar tudo no lugar, mas diz nunca estar completamente satisfeita, mesmo aumentado gradativamente o estoque de decoração. "Sempre me dá a sensação que poderia melhorar alguma coisa", conta.

Ainda que isso se torne cansativo, o trabalho duro vale a pena quando recebe elogios, seja de quem for. Para Soraia, o motivo de enfeitar a casa para a Páscoa é compartilhar alegria. "Ver o sorriso de uma criança, ouvir o comentário de uma pessoa que está passando e elogiar o que a gente faz com tanto carinho e amor. Tenho muito orgulho do que faço", pontua de forma realizada.

De 2020 para 2021, algumas mudanças foram feitas na decoração da casa. Segundo ela, esse ano as janelas estão mais decoradas e também há novos itens nas paredes de fora da residência. Além disso, uma nova osterbaum foi feita na varanda, fazendo companhia para outra existente no jardim.

No entanto, alguns objetos estão fazendo falta para Soraia. Dois casais de coelhos foram furtados na última Páscoa, sendo um deles de valor sentimental muito grande para ela, pois ganhou de presente de sua mãe. "Furtaram um casal por vez, em dois dias seguidos", explica.

O acontecimento fez com que Soraia se sentisse desanimada para decorar novamente a casa. Mas, depois de muito pensar, viu que esse fato não precisaria ser o fim do que tanto gosta e decidiu seguir em frente. Hoje, sua casa transparece felicidade e amor.

Por fim, ela deixa um recado especial a todos: "Que nesta Páscoa nossos corações estejam unidos pelos laços do amor e da amizade. Desejo a todos os pomerodenses uma Feliz Páscoa!"


Renascimento
03 Abril 2021 09:00:00

O romeno Stefan Chirilean fala sobre a celebração da Páscoa no país natal

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As tradições de Páscoa são muito presentes em Pomerode, uma data de profunda reflexão, cores e beleza. Mas você já parou para pensar em como essa data é comemorada em outros países?

O romeno Stefan Chirilean, proprietário do Mon Chéri Bistrot, mora no Brasil há cerca de sete anos. Ele recebeu nossa equipe para compartilhar um pouco das lembranças dessa celebração que é tão representativa para a cultura romena e para a religião Cristã Ortodoxa, predominante no país natal.

As diferenças entre a forma de comemorar começam pela data. Na Romênia a Páscoa desse ano será no dia 02 de maio. Isso porque o país segue o calendário juliano, enquanto que católicos e protestantes utilizam o calendário gregoriano.

Além disso, Stefan conta que por muitos anos o país esteve sob domínio comunista, as regras do regime, no entanto, não se aplicavam às celebrações dos feriados religiosos, como a Páscoa, por esse motivo a data traz consigo um duplo sentimento de comemoração à liberdade e renascimento.

As tradições cultuadas pelos cristãos ortodoxos romenos foram mantidas por séculos e são reforçadas a cada ano, passada às novas gerações. O jejum praticado pelos fieis na Romênia é mais rígido e mais longo que o do Brasil, com ausência quase total de produtos de origem animal. Exceto para as crianças que necessitam desses alimentos para se desenvolver. O motivo é a crença de que o corpo precisa de purificação para a celebração da importante data.

Stefan conta ainda que os dois dias de reflexão mais profunda são a quinta-feira e o sábado que antecedem a Páscoa. Uma das tradições de que ele sente mais falta é a do Sábado Santo, quando a multidão se dirige aos monastérios e igrejas para rezar, a celebração é realizada próximo à meia-noite.

Os fieis, trajados com roupas novas e festivas, como manda a tradição, levam consigo velas que mais tarde iluminarão a noite. Stefan conta que o fogo é aceso na cerimônia do "fogo sagrado", na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e levado de avião à Romênia. Em seguida é distribuído entre as igrejas e monastérios e, na noite de sábado, passado para todos os presentes. "É uma imagem linda, após a celebração as pessoas seguem para as suas casas protegendo a chama. Lá ela é transferida para um local específico. Muitas pessoas mantém o fogo aceso por 40 dias ou, o maior tempo possível", descreve.

Para os cristãos ortodoxos, a vela é possivelmente o símbolo mais importante da ressureição, representando a vitória da vida sobre a morte e do bem sobre o mal. A vela levada para casa após a celebração do Sábado não é jogada fora, mas mantida como um objeto sagrado, para ser acesa em caso de perigo ou problemas.

Não foi possível trazer consigo para o Brasil a parte da tradição do fogo sagrado, mas a família ainda mantém consigo algumas outras, sobretudo as relacionadas à gastronomia. Uma delas é o pão doce chamado de Páscoa. Ele recebe um recheio de queijo, também doce. A mensagem trazida por esse prato tradicional é retratada através de sua forma e dos ingredientes. A sobremesa tem sempre uma forma arredondada, relacionada ao disco solar, representando a propriedade de crescer e dar vigor à vegetação e às pessoas. À volta, a massa é transformada em uma corda trançada em duas, que personifica as sucessivas nações. No meio está a cruz, feita de dois fios da massa. Esse pão doce é levado pelas pessoas às igrejas para ser abençoado pelo sacerdote e consumido no dia da Páscoa.

Stefan conta ainda sobre outra belíssima tradição romena, a da pintura de ovos, rica em detalhes e significados. Cada região do país tem um estilo de pintura diferente. Uma diferença em relação à cultura daqui é que os ovos de lá são cozidos, ou seja, não é utilizada somente a casquinha. Os ovos que vão para a mesa da refeição de Páscoa são tradicionalmente pintados de vermelho, simbolizando o sangue derramado e a alegria da ressurreição. Na volta da celebração de Páscoa, os ovos são quebrados e consumidos. Na refeição de Páscoa predominam ainda os pratos feios à base de cordeiro.

A celebração chega à manhã de Páscoa, quando todos que estão em casa, para ter saúde e impulsionar tudo que fazem, devem lavar o rosto com a água de um copo no qual foi colocado um ovo vermelho e uma moeda de prata. Normalmente o mais novo da casa, ou o último a lavar o rosto, leva o dinheiro e o ovo.

Uma tradição semelhante daqui e de lá é a simbologia do Coelhinho da Páscoa. Na Romênia, além de chocolate, ele dá presentes às crianças, geralmente relacionados às simbologias da Páscoa. Como o Coelhinho tem o hábito de deixar os presentes em locais não convencionais, as crianças também procuram por eles nos jardins de casa.

Com suas semelhanças e diferenças, a Páscoa na Romênia traz ainda uma infinidade de tradições que variam conforme a região do país e também a religião seguida pelas pessoas, como a católica, que também é presente no país. Todas essas tradições precisariam de muito mais páginas para serem descritas, no entanto, cabe destacar que são riquíssimas em significado. Cada um a sua forma, celebra a Páscoa como forma de renascimento, esperança e alegria.  


Cultura
02 Abril 2021 11:00:00
Autor: Por: Redação TN

No sábado, a Rádio Pomerode, com parceria do Testo Notícias, transmitem a Stibas Live

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Trazida há mais de cem anos pelos imigrantes pomeranos, o costume do Stüppen tem início sempre a partir da meia-noite do Domingo de Páscoa. Os Stibas, como são popularmente chamados os músicos que passam de casa em casa com seus instrumentos para anunciar a ressurreição de Jesus, já entraram para a tradição pomerodense há muitos anos. Segundo o costume, uma música deve ser apresentada para despertar os moradores, em seguida uma para que eles se levantem e depois uma terceira para que os músicos sejam recepcionados pela família.

Em 2021, no entanto, a pandemia impede que os músicos possam visitar as casas das famílias pessoalmente. Pensando nisso, a Rádio Pomerode decidiu dar cara nova à tradição e levá-la até a casa dos pomerodenses por meio de uma live transmitida na noite de sábado, dia 03, a partir das 19h.

Será possível acompanhar a atração pela rádio através da 95,1 FM e em vídeo, pelas redes sociais da Rádio Pomerode e pela página do Facebook do Testo Notícias.

A apresentação fica por conta de Flávio Strey, que se diz muito feliz pela oportunidade. "Os Stibas eram uma tradição na nossa família e temos contato com ela desde o nascimento. Lembro que aguardávamos os Stibas com muita alegria, eram sempre momentos muito alegres", conta.

Para ele, ter a oportunidade de levar ao público a alegria de reviver essa tradição, sobretudo em um período de notícias tristes, é uma grande alegria. "Pelo segundo ano, os músicos não podem levar a alegria, a mensagem de ressurreição, a 'Serenata de Páscoa' às casas. Então tenham a certeza de que será uma noite muito agradável para despertar sorrisos. Ser escolhido para apresentar esse momento me deixa muito feliz e claro com o compromisso de fazer com que cada pessoa se sinta abraçada e motivada com a alegria de um grupo que promete uma energia fantástica", afirma.


Arte: Divulgação/Alegria e tradição: a live promovida pela Rádio Pomerode será no sábado, dia 3, às 19h.

A atração terá a participação especial do Neny da Colônia e será embalada pelos músicos Itamar Charles Schreiber (Teufelsgeige), Jordan A. Berndt (Gaita), Rudinei Cicato (Bumbo), Moacir Juanir Mahnke (Violão) e Claunisio Krenke (Sax/Trombone).

Para Moacir, de 39 anos, o objetivo dos participantes da Stibas Live é deixar uma mensagem de amor e esperança. "Nunca imaginamos que algum dia nossa música fosse parada, mas estamos fazendo nossa parte com fé e esperança, nos resguardo e cuidando em casa para que logo tudo volte ao normal", deseja.

Moacir também tem uma ligação com a tradição dos Stibas desde a infância. Ele tinha 13 anos quando participou da serenata pela primeira vez com um grupo de amigos na região da Vila Itoupava, em Blumenau. "Fomos de casa em casa para fazer a serenata, participaram naquele dia o Andre Hadlich (Bateria), Adriano Hornburg (Gaita), Fabiano Hornburg (Violão) e eu, também no violão. O desejo de juntar os amigos novamente e continuar com a tradição nas casas quando a pandemia passar existe, mas, enquanto isso não é possível, a ação organizada pela Rádio Pomerode trouxe muita alegria ao músico. Ele conta algumas músicas que farão parte da live: "Oh Isabela ", "O que tem a rosa", "Alte Tande", "Cana Verde" e "Dança dos passarinhos". "Essa é somente uma prévia do que está para vir, preparamos um repertório bem no estilo serenatas de Páscoa", finaliza.

Programa com a família

O quê: Stibas Live
Quando: Sábado, dia 03 de abril
A que horas: 19h

Onde: ao vivo pelo rádio através da 95,1 FM e por meio das redes sociais da Rádio Pomerode e também pelo Facebook do Testo Notícias. 


Talento
02 Abril 2021 09:00:00
Autor: Por: Redação TN

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Por meio de uma live realizada na manhã de quarta-feira, dia 31, foram anunciados os vencedores do 14º Concurso de Pintura de Cascas de Ovos. "Cada ano que passa as casquinhas submetidas à avaliação estão mais belas, apresentando uma plástica agradável e uma criatividade ímpar. E o que mais impressiona é a originalidade e qualidade técnica do material", declarou Gladys Sievert, secretária de Turismo e Cultura.

Ao todo, concorriam à premiação 96 unidades de cascas de ovos confeccionadas pelos alunos das escolas instaladas no município, distribuídas em cinco modalidades e três categorias. O vencedor de cada categoria recebeu um prêmio de R$ 100, a ser depositado na conta dos pais. Os demais colocados receberão um certificado e um brinde de Páscoa. Conheça a colocação final:

Pré-escolas - Técnicas naturais

1º - Alice Isabella Correia - Escola: Duque de Caxias

2º - Weslley Nathan Oestreich - Escola: Raulino Horn

3º - Naiara Eduarda Ebling dos Santos - Escola: Rosa Borck

Pré-escolas - Colagem

1º - Davi Luca Zanatta - Escola: Rosa Borck

2º - Agnes Michaella Bloedorn - Escola: Rosa Borck

3º - Sophia Soares Schneider - Escola: Waltrut Siewerdt

Pré-Escola - Pinturas

1º - Manuela Sofia Spredemann - Escola: Rosa Borck

2º - Arthur Henrique Liesenberg - Escola: Ruth Koch

3º - Augusto Raduenz - Escola: Rosa Bork

Ensino Fundamental I - Técnicas naturais

1º - Gustavo Guetzmacher

Ensino Fundamental I - Colagem

1º - Helena Weege Gelezauskas - Escola: Dr. Blumenau

2º - Erick Vinicius Steinert - Escola: Amadeu da Luz

3º - Laisa Vitoria Fuchter - Escola: Amadeu da Luz

Ensino Fundamental I - Pintura

1º - Arthur Pereira Maia - Escola: Amadeu da Luz

2º - Igor Kruzanovski - Escola: Kurt Brandes

3º - Guilherme Hornburg - Escola: Raulino Horn

Ensino Fundamental II - Técnicas Naturais

1º - Raul Erwin Darius Kruger - Escola: Almirante Barroso

2º - Maite Amanda Protzky dos Santos - Escola: Amadeu da Luz

3º - Nicole Fulber - Escola: Noemi Schoroeder

Ensino Fundamental II - Colagem

1º - Marcia Viebrantz - Escola: Vidal Ferreira

2º - Beatriz Fernanda Link - Escola: Noemi Schoroeder

3º - Felipe Eduardo Schork - Escola: Vidal Ferreira

Ensino Fundamental II - Pintura

1º - Beatriz Marchi Reuter - Escola: Olavo Bilac

2º - Henrique M. Klotz - Escola: Dr. Blumenau

3º - Sophi C. Maass - Escola: Dr. Blumenau

Ensino Médio - Pintura

1º - Pamela Eduarda Rahn - Escola: Prudente de Morais

2º - Victoria Marques Scharrenbroich - Escola: Dr. Blumenau

3º - Mirely Olimpio dos Santos - Escola: Prudente de Morais

Educação Especial - Técnicas Naturais

1º - Daniela Zinke - Escola: Apae

2º - Alex G. Rosa - Escola: Apae

3º - Elisiane Wirth - Escola: Apae

Educação Especial - Colagem

1º - Lucas Raduenz - Escola: Apae

Educação Especial - Pintura

1º - Rosana Merida - Escola: Apae


Emocionante
31 Março 2021 08:44:00
Autor: Por: Redação TN

O carro envolvido no acidente fugiu após a colisão contra o animal

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Por volta das 7h20min dessa quarta-feira, dia 31, o Samu prestou atendimento a uma ocorrência diferente e emocionante. Enquanto os profissionais estavam na base localizada na Rua Ari Barroso, bairro Salto do Norte, em Blumenau, visualizaram um carro indo de encontro a um cachorro e o atropelando. Após isso, o condutor fugiu do local. No entanto, o animal recebeu atendimento do Samu, foi levado a base do serviço em uma maca e agora está à espera da Prefeitura que o levará para averiguar os machucados. 


Informe ApaeXonante
27 Março 2021 14:00:00
Autor: Por CAESP Egon Kühn (APAE)

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A Apae de Pomerode, sempre pensa no que é melhor e no que vem de encontro com o aprendizado dos alunos, visando preservar a reabilitação, fazendo com que eles tenham cada vez mais autonomia e independência. Portanto, foi pensando nisso que o antigo refeitório da Apae se transformou em uma casa, a qual foi nomeada Casa Lar. Esse projeto foi feito através da parceria entre a Apae e a Empresa Bosch.

Na Casa Lar, são desenvolvidas Atividades de Vida Diária (AVD´s) pelas professoras e a terapeuta ocupacional, onde colocam em prática as atividades que envolvem o Currículo Funcional Natural, aliando assim as AVD's. Essas atividades estão relacionadas com auto cuidado, mobilidade, alimentação, higiene pessoal, vestir, despir, calçar. O Currículo Funcional Natural emerge nesse cenário como uma proposta para contribuir no desenvolvimento da aula visando preparar para situações cotidianas da vida em sociedade. O currículo funcional natural é composto de uma filosofia que norteia as práticas educacionais, objetivos e procedimentos de ensino que facilitem a apropriação, por parte do aluno, daquilo que é ensinado. A culinária (que é uma das atividades que nossos alunos mais gostam de fazer) é uma ferramenta utilizada no aperfeiçoamento das habilidades sociais, no convívio e no aprendizado. E esta proposta visa o aperfeiçoamento das habilidades sociais, no convívio e no aprendizado, e a valorização das potencialidades. Os alunos, através da culinária, podem exercitar o trabalho em equipe, autonomia, a capacidade de organização e de seguir orientações.

Como o próprio nome já diz, as atividades são pensadas no que é funcional - no sentido de que as habilidades (objetivos) que serão ensinadas tenham função para a vida, que possam ser utilizadas de imediato ou num futuro próximo. O aluno poderá utilizar as atividades aprendidas em sua própria vida ou para contribuir em sua família ou comunidade. E natural - está relacionado ao ato de ensinar, às situações de ensino, materiais selecionados e procedimentos utilizados, bem como à lógica na execução das atividades.

Quando os alunos utilizam a Casa Lar, tanto com as professoras, quanto com a terapeuta ocupacional, todas as atividades são planejadas e executadas conforme a demanda da turma. A Casa Lar é mais utilizada pelas turmas dos adultos. As atividades propostas ali vem de encontro com a necessidade do aluno.

"Nenhuma descrição, nenhuma imagem de nenhum livro podem substituir a vista real das árvores em um bosque com toda a vida que acontece em volta delas."

Maria Montessori

Um forte abraço, professora Juliane Michelli Frotscher


Pomeranos no Vale Europeu
26 Março 2021 13:39:00
Autor: Por Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow, Cláudio Werling e Dirceu Zimmer

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O "MOIN" habitualmente é utilizado em Pomerode e região como uma forma de saudação (Begrüßungsform). Da mesma forma também é comum o uso do nosso "OP" ou "OOP". A origem do "MOIN" certamente está mais ligada à Língua Pomerana (Platt) do que à Língua do Alto Alemão (Hochdeutsch). Mas, esqueçamos neste momento o nosso tradicional "OP" e fiquemos apenas com o habitual "MOIN". O termo se fortalece como provável origem no norte da atual Alemanha e no sul da Dinamarca, onde é utilizado de forma frequente.

No entanto, também perpassa a longa e diferente composição geográfica da nação germânica. Antes da Segunda Guerra Mundial tínhamos um território alemão muito maior, do qual a antiga Pomerânia, por exemplo, fazia integralmente parte. E também não podemos deixar de lembrar que, antes da Primeira Guerra Mundial, o território alemão era maior ainda compreendendo e unindo várias tribos germânicas. Não há uma clareza sobre a origem linguística do "MOIN", pois entre os pesquisadores existem discórdias neste sentido.


https://www.deviantart.com/meloni-chan/art/The-tree-parts-of-my-place-Friesland-321273181/A Língua dos Frísios seria uma das origens do vocábulo "MOIN". Um povo que permeou parte do litoral dos Países Baixos e parte do litoral Norte da Alemanha, e ainda, muito próximo da Dinamarca.

Para alguns se trata de uma forma contraída do "Guten Morgen" (bom dia em Alemão) e para outros, se trata por exemplo de uma forma própria que possivelmente tenha sua origem no próprio "Niederdeutsch" (Língua do Baixo Alemão) ou no "Friesisch" (Língua na região dos Países Baixos e no norte da Alemanha). Nesse aspecto, a origem é dúbia. Fora do Brasil, há diferença no uso quando empregado somente um "MOIN" para o uso do MOIN duplo (MOIN, MOIN). Na Alemanha por exemplo, MOIN é uma "saudação universal", usada de manhã, ao longo do dia, como despedida e até como resposta a uma saudação. E o uso do MOIN duplo (MOIN, MOIN) é utilizado no Norte da Alemanha remetendo a uma maior cordialidade.


https://www.facebook.com/typisch.hamburch/photos/a.457603971007311/622497934517913/?type=3&theater/Note que ao norte do mapa da Alemanha a utilização do ?MOIN? é intensa e muito comum. Isso não acontece no centro e no sul do país.

Com MOIN MOIN, pretende-se sinalizar para a outra pessoa que há uma pré-disposição para iniciar uma conversa. De qualquer forma, utilizar MOIN ou MOIN MOIN naquela região europeia será interpretado como uma saudação e haverá uma resposta cordial. Em Pomerode não há diferenciação de utilização destas duas formas, os "MOINs" significam apenas Guten Morgen ou Morgen (bom dia). Para o pomerodense "MOIN" não é uma "saudação universal" que pode ser utilizada em qualquer período do dia, e sim, somente na parte da manhã. Importante ressaltar que o uso do "MOIN", ou ainda do "OP" ou do "OOP", não deve ser menosprezado como forma de saudação, pois está intimamente conectada com nossas raízes Pomeranas.


Ceama
26 Março 2021 08:51:00
Autor: Por Redação TN

Imóvel em construção abrigará o projeto social das Irmãs Carmelitas, que pretende atender até 120 crianças

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Após 12 anos de planos, eventos para arrecadação de fundos e o recebimento de doações que partiram de benfeitores de várias cidades, foi erguida, em Testo Rega, grande parte da estrutura que abrigará o Centro de Assistência Madre Maria José (Ceama), das Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo. Quando estiver pronto, o objetivo é que o imóvel seja a sede de um projeto social com capacidade para atender até 120 crianças de 6 a 13 anos, com oficinas ofertadas no contraturno escolar.

Irmã Sandra e Irmã Andréia contam que o objetivo inicial, pensado em logo após a chegada da congregação a Pomerode, era a de construir uma casa de acolhimento para crianças, mas, com a convivência na comunidade, essa finalidade mudou e o projeto tomou um novo rumo há cerca de quatro anos. Isso porque as Irmãs notaram que a necessidade maior residia na dificuldade de dispor de um espaço seguro e que oportunize o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes no período em que não estão na escola, enquanto seus pais precisam trabalhar.

Dessa forma, a pretensão é de que o Ceama disponha de oficinas de dança, artes, música e diversas outras atividades de convivência e fortalecimento de vínculos. Além disso, existe também a ideia de criar uma "sala profissionalizante", preparando os jovens para o futuro.

Tudo isso, é claro, ainda depende da finalização do prédio, aquisição do mobiliário e arrecadação de fundos para a manutenção das atividades.

Para isso, o Ceama e as Irmãs Carmelitas precisam da ajuda de todos que possam contribuir. Irmã Andreia conta que os trabalhos no local iniciaram em janeiro de 2020, antes da chegada da pandemia e após vencidos alguns entraves burocráticos. O terreno foi doado por uma benfeitora da cidade de Blumenau. A estrutura pré-moldada também é oriunda de doação de uma empresa blumenauense, cuja família custeou também a mão de obra e parte elétrica. Houve ainda empresas de Blumenau e Gaspar que doaram argamassa, pisos e outros itens. Também houve contribuição de empresas de Pomerode, como a Supremo Cimentos e a Kyly.


Janaina Possamai/Comemoração: capela deve ser o primeiro ambiente concluído, para marcar os 15 anos de presença das Irmãs Carmelitas em Pomerode.

A comunidade também contribuiu com a participação em eventos promovidos pelas Irmãs Carmelitas, como pedágios, festas juninas e jantares realizados ao longo dos anos e não só em Pomerode. Esse valor foi investido também na quitação de taxas e valores necessários para a manutenção e regularização do terreno.

Com o montante disponível, as obras seguiram até junho, quando os recursos ficaram escassos e as Irmãs novamente saíram em busca de contribuições. Agora, ainda são necessários investimentos na pintura, mobiliário e parte externa, como a colocação de grades e portões. Irmã Sandra e Irmã Andréia destacam que toda ajuda é bem vinda, desde pequenos valores até a doação de materiais.

Estrutura

O prédio erguido em Testo Rega possui 720 m². O andar superior abriga uma capela que estará disponível para uso da comunidade, assim com os quartos para as Irmãs que se mudarão para lá após a obra ser concluída, uma cozinha, espaço para oração e banheiros.

No primeiro andar ficam as salas que abrigarão os alunos, também os banheiros, escritório para receber os visitantes e pais, sala para atendimento privado às crianças, refeitório e banheiros. Faz parte dos objetivos das Irmãs Carmelitas iniciar o atendimento no segundo semestre de 2021, porém ainda não em tempo integral e não com todas as oficinas. Tudo dependerá do andamento das obras, da burocracia e da aquisição das licenças necessárias.


Janaina Possamai/

15 anos em Pomerode

No dia 23 de abril, as Irmãs Carmelitas comemoram 15 anos de atuação na cidade. Para marcar a importante data, os trabalhos seguem firmes para que ao menos a capela tenha a construção finalizada.

Quem desejar contribuir, pode fazê-lo através da conta

VIACREDI (Cooperativa de crédito)
Banco 085
Agência: 0101
Conta: 108206-98

BANCO DO BRASIL:
Agência: 2474-0
Conta Corrente: 18345-8

Para conhecer mais sobre a Ceama e o andamento das obras, novidades são compartilhadas semanalmente através da Página do Facebook Ceama SC e do perfil do Instagram @Ceamaong. Também é possível entrar em contato através do fone (47) 30911525 e agendar uma visita.


Pomeranos no Vale Europeu
19 Março 2021 17:00:00
Autor: Por Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow e Cláudio Werling

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A família Sell emigrou da Vila de Fanger do Kreis Naugard (Pomerânia) em 1873. FRANZ Ludwig August Sell que nasceu na Pomerânia em 1864, imigrou aos 8 anos de idade para o Brasil com sua mãe Henriette Sell e seu padrasto August Zastrow. Embarcaram em 24 de maio de 1873 no Navio Phönix com destino à Colônia Blumenau. FRANZ Sell se casou em 25 de maio de 1887 com MARIE Catharine Stammerjohann (ela nasceu em 14 de janeiro de 1869 no Navio Victoria durante a travessia do Atlântico com seus pais Claus Stammerjohann e Anna Münz). O casal FRANZ e MARIE se estabeleceu em Rio do Testo na localidade de Pomerode Fundos. Suas terras compreendiam desde a serraria Sell até a Sociedade (salão) 1º de Maio. Tiveram 09 filhos: Carl casado com Wilhelmine Böde, Bertha casada com Hermann Hass,

Anna casada com Gustav Gumz, Marie casada com Richard Strelow, Hermann que casou com Wilhelmine Göde, Heinrich casado com Hedwig Steinert, Gustav que faleceu ainda criança e os gêmeos Rudolf e Alma casados com Ida Zinnke e Bernard Lenfers. FRANZ Sell era tropeiro comerciante e após as melhorias que foram realizadas aos poucos nas estradas/picadas, adquiriu sua carroça e levava produtos excedentes da produção agrícola de Pomerode Fundos e os vendia na região do Rio Cerro em Jaraguá do Sul, onde vários de seus filhos se estabeleceram. Como fruto do trabalho do casal Franz e Marie, conseguiram comprar uma colônia de terras para cada um de seus filhos conforme se casavam. FRANZ Sell faleceu aos 54 anos em 1919 e foi sepultado no cemitério de Pomerode Fundos. MARIE permaneceu em Pomerode mas em 1940 foi morar no Rio Cerro com a filha Anna Sell Gumz, falecendo no mesmo ano sendo sepultada no cemitério de Rio Cerro II. Cabe ressaltar que os imigrantes Henriette Sell e August Zastrow (mãe e padrasto de FRANZ) tiveram mais 06 filhos (meio irmãos de FRANZ Sell), o que estabelece fortes laços entre as famílias SELL e ZASTROW. Atualmente muitos dos descendentes de FRANZ e MARIE SELL empreendem seus negócios e contribuem com o desenvolvimento da cidade de Pomerode.


Fatalidade
19 Março 2021 14:24:00
Autor: Por Redação TN

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Só quem já presenciou um acidente sabe o turbilhão de sentimentos que esse momento pode gerar. Foi essa experiência que marcou a vida do Jeferson Luiz Zanatta, de 26 anos, e de sua família ao testemunhar a colisão entre um Honda/Civic, com placas de Pomerode, e uma Brasília, de Jaraguá do Sul, na SC-110, rodovia que liga as duas cidades.

Após fechar seu estabelecimento localizado no município vizinho, Jeferson seguiu juntamente com sua mãe, pai e um funcionário em direção à Pomerode, onde moram. Em uma fração de segundos, eles passaram por uma das experiências mais marcantes de suas vidas.

Ao se deparar com o gravíssimo acidente, Jeferson freou o carro, ligou o pisca e saiu do veículo, assim como os outros ocupantes. Ao olhar para um lado, eles perceberam uma menina caminhando em direção ao asfalto e alcançaram com o objetivo de mantê-la na segurança de um abraço. Ao olhar para o outro lado, a irmã estava paralisada e foi ajudada rapidamente.

Os pedidos desesperados das meninas impactaram Jeferson de maneira aterradora. Ainda assim, ele manteve a mente focada em continuar ajudando da melhor maneira possível. Foi até a Brasília desligá-la, chamou o socorro e foi o responsável por ir até a casa dos familiares na região para informar sobre o acidente.

Para ele, foi um momento assustador. "Nesses quase oito anos de estrada já vi muita coisa nessa SC, porque é perigoso, mas não como naquele dia, ficará marcado. Foi uma loucura para todo mundo. Os Bombeiros fizeram um apoio imenso, os caras foram gigantes", revela.

O acidente

Pouco antes das 20h do dia 15, um Honda/Civic com placas de Pomerode e uma Brasília de Jaraguá do Sul se chocaram na SC-110, rodovia que liga Pomerode a Jaraguá do Sul. De acordo com informações colhidas no local, quatro pessoas estavam na Brasília, duas crianças e os avós. O casal não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. As crianças foram encaminhadas ao hospital, receberam atendimento e se recuperam em casa. O motorista do Civic foi avaliado e liberado.

Conforme populares, a família morava nas imediações da localidade de Rio Cerro, em Jaraguá do Sul.

Os Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul, o Samu de Jaraguá do Sul e os Bombeiros Voluntários de Pomerode trabalharam na ocorrência. A Polícia Militar Rodoviária também esteve no local, assim como o Instituto Geral de Perícias.


Retorno
19 Março 2021 14:22:00
Autor: Por Redação TN

História de Arizoli sensibilizou muitas pessoas

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Uma corrente de solidariedade iniciada pela jovem Aline Suelen Kraft arrecadou mais de R$ 6 mil reais para ajudar Arizoli Samuel do Prado, o vendedor de algodão-doce que foi agredido e teve o braço ferido durante um roubo ocorrido na localidade de Testo Central, em Pomerode, em fevereiro desse ano.

Aline ficou sensibilizada com a história contada pelo Testo Notícias e deu início a uma vaquinha realizada por meio da internet. A ação ganhou força e resultou na arrecadação de R$ 6.042,45. Além disso, uma doação externa de mais R$ 200 completou o valor total de R$ 6242,45.

Aline e Arizoli haviam se encontrado brevemente anteriormente, enquanto ela passava pela rodovia e encontrou o vendedor caminhando no acostamento. Mas na quinta-feira, dia 11, ele foi até a casa da jovem para que ambos combinassem de que forma ele desejava receber o valor arrecadado.

Arizoli agradeceu a todos que participaram da ação. Ainda com o braço enfaixado, ele contou que iria ao hospital no dia seguinte para tirar a tala. 


Lúpulo
19 Março 2021 14:21:00
Autor: Por Redação TN

Cervejaria localizada no Vale do Selke Pequeno possui venda no local e delivery para atender a todos os públicos

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Conheça a Däzchen Cervejas Especiais

Nascida pela paixão do proprietário e mestre cervejeiro, Fábio Alexandre Däzchen, pelo sabor peculiar das cervejas artesanais, a Däzchen Cervejas Especiais atua oficialmente no mercado deste abril de 2020. No entanto, essa história começou bem antes. "Ao degustar cervejas artesanais acabei tomando gosto, então em 2016 comecei a fazer minhas cervejas caseiras e aos pouco essa atividade se tornou uma profissão. Iniciamos a construção da cervejaria em 2019 e um ano mais tarde já possuíamos todas as liberações para comercialização do produto", conta.


Atualmente, sete estilos diferentes são produzidos pela Däzchen. Entre eles, o Pilsen é o campeão de vendas. "É o estilo mais consumido no mundo", explica. Há também a Weizen, feita com trigo, para quem gosta de um sabor mais lupulado temos a American IPA, já os fãs de cervejas mais elaboradas vão adorar a Old Ale que "fica maturando durante seis messes em chips de carvalho francês", já a Imperial Porter possui características do malte torrado tanto na coloração quanto no sabor. Outras duas opções são o coquetel composto Red e White, popularmente conhecido por chopp de vinho. Segundo Fábio, os estilos estão disponíveis tanto em chopp em barril e pets quanto em garrafas.


Matheus Kurth /Sabor inigualável: Fábio Däzchen é o mestre cervejeiro responsável pela produção dos sete estilos disponíveis na cervejaria.

O mestre cervejeiro explica que a fabricação das cervejas se inicia com a elaboração da receita. O passo seguinte é a pesagem dos insumos e moagem do malte. "Inicia-se então o processo quente, com água pré-aquecida adiciona-se o malte e iniciamos rampas de temperaturas para fazer a conversão do amido em açucares, finalizada essa etapa fazemos a filtragem, separação do bagaço do liquido". O líquido é então levado para fervura e o lúpulo é adicionado para dar o equilíbrio ou acentuar o amargor da cerveja, após a fervura o mosto passa pelo resfriamento, é transferido para o tanque fermentador e recebe a adição do fermento, para realizar a fermentação, processo que dura em torno de três a cinco dias, dependendo do estilo. Após acontece a maturação para arredondamento dos sabores, etapa que leva em cerca 20 dias. "O passo final é o envase e pronto, temos o produto disponível para venda".

Fábio conta que a Däzchen surgiu com foco voltado para atendimento a eventos, mas com a pandemia, foi necessária uma readequação. Para vencer esse desafio, a cervejaria resolveu adequar a forma de vender o produto, disponibilizando além da opção em barril, o envase em pet e garrafas. "É possível adquirir nossos produtos por meio de delivery ou na loja de fábrica."


Matheus Kurth /Fábrica: a Däzchen Cervejas Especiais iniciou oficialmente suas atividades em abril de 2020.

Também há a opção de fazer uma visita na fábrica para conhecer o processo produtivo. No entanto, para essa modalidade, é preciso fazer um agendamento e seguir todas as regras vigentes para evitar o contágio por coronavírus.

Contato

A Däzchen Cervejas Especiais fica na Rua Vale do Selke Pequeno, 2626.
Fone: (47) 99114-6224
E-mail: d.cervejasespeciais@gmail.com
Facebook e Instagram: Dazchen Cervejas Especiais


Diversão e guloseimas
19 Março 2021 14:17:00
Autor: Por Redação TN

Além de exercitar a criatividade, a atividade dá direito a participar do sorteio promovido pela Royale

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A Páscoa está chegando e para manter viva a magia da época a Padaria e Confeitaria Royale, que fica em Testo Salto, decidiu envolver as crianças em uma atividade lúdica e, de quebra, sortear um cesta de guloseimas entre aquelas que participarem.

Funciona da seguinte forma, as crianças devem trazer uma casquinha pintada, de preferência por elas mesmas, e já pronta para pendurar na árvore. É permitida uma casquinha por criança e ela não pode ser de plástico. Não é um concurso de melhor pintura, ou seja, será um sorteio entre todos que pendurarem os ovinhos na árvore. Podem participar crianças de um a 12 anos de idade. O sorteio será na véspera da Páscoa, no dia 03 de abril.


Royale/Divulgação /Emily e Enzo: irmãos já penduraram suas casquinhas pintadas para colorir a árvore.

E a árvore já ganhou as primeiras casquinhas, entre elas as dos irmãos Emily, de quatro anos e Enzo, de três aninhos. A Helena, de seis anos, não só pendurou o ovinho na árvore como também deixou uma mensagem a todos. "A Páscoa não é só chocolate, é paz, amor, reunir a família e é a ressureição de Jesus Cristo."


Síndrome de Down
19 Março 2021 14:14:00

À medida que cresce, Liz descobre suas habilidades, características e amadurecimento

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A Trissomia 21, mais conhecida como Síndrome de Down, ainda é um assunto pouco discutido na sociedade. Por isso, quando os já papais Jedielson Jimerson Duarte e Bruna Duarte descobriram, há dois anos, que a filha Liz teria essa condição, o sentimento de incerteza tomou conta do casal.

Parto prematuro, possibilidade de problemas cardíacos, pouca informação sobre o assunto. Esses foram alguns desafios vividos pela família em dezembro de 2018 quando a pequena veio ao mundo. Por não conhecer e nunca ter tido contato com alguém com Síndrome de Down, Bruna e Jedielson passaram por momentos desafiadores. "Para nós, como família, a falta de informação nos levou a ter muitos medos e até desespero no início", conta a mãe.

No entanto, à medida que a Liz foi crescendo, o casal adquiriu conhecimento, o que tornou a evolução dela mais evidente e significativa. Para Bruna, depois que aprenderam a respeitar o tempo da filha, tudo se tornou mais fácil e tranquilo. Agora, com dois anos e três meses, ela demonstra constante evolução dando seus primeiros passos. "Foi um passinho e paramos em dois, mas logo ela deslancha", evidencia a mãe de forma orgulhosa.

Mas o progresso da pequena não parou por aí. Surpreendendo a família, Liz também está no processo de desfralde, fase que o casal imaginou demorar muito mais tempo para chegar. "Ela é muito esperta, entende e participa de muitas brincadeiras", destaca.


Mayara Janine Romig/Família: Noah, Jedielson, Liz e Bruna.

Além desses avanços, Liz também começou na creche em 2021 e, por mais que alguns medos envolvendo o preconceito viessem à tona, a pequena encantou ainda mais os papais e "deu um show" já no início dessa nova etapa. "No primeiro dia ela chegou em casa empolgadíssima, querendo nos contar como foi. As professoras são muito atenciosas, mandam as fotos e vemos a felicidade dela realizando as atividades."

Em meio a tantas mudanças e novos conhecimentos visíveis no desenvolvimento da filha, a mãe destaca um versículo que se encaixa no processo vivido por eles. "Reduziu a tempestade a uma brisa e serenou as ondas. As ondas sossegaram, eles se alegraram, e Deus os guiou ao porto almejado", salmos 107:29-?30.?

E engana-se quem acha que o amadurecimento foi somente da Liz, pois os papais também tiveram uma evolução linda e importante. Um pouco depois do nascimento da filha, eles criaram um Instagram no intuito de passar informações sobre a Síndrome de Down, compartilhando conquistas, características, problemas enfrentados, entre outros assuntos.

No entanto, com o tempo, entenderam que essa não era mais a finalidade do perfil, pois perceberam que a "Liz é simplesmente a Liz". Em uma publicação feita por Bruna explicando essa mudança de abordagem, ela destacou que, antes de ser uma mãe de menina com Trissomia 21, é mãe da Liz, uma menina linda que possui inúmeras características maravilhosas e não é definida somente pela síndrome.


Parceria: Noah e Liz demonstram muita cumplicidade e amor.

"No início, quando olhávamos para ela, víamos não a Liz, mas sim a Síndrome de Down, talvez por tudo o que passamos e as mudanças que estavam acontecendo. Com o passar do tempo, foi ficando tudo tão natural que, ver a 'Liz ser Liz' foi consequência. Como já registrei, nem percebemos mais, ela é nossa princesinha cheia de personalidade", completa.

O amor presente entre a família também é visível entre a filha mais nova e seu irmão Noah. Desde cedo, o menino, que é dois anos mais velho, se tornou um parceiro e amigo para a nova integrante. Segundo a mãe, como os dois estão indo na creche no período da manhã, durante à tarde, depois do descanso, há sempre um momento de brincadeiras. "Mas é aquele amor de irmão, nem tudo são flores. Como em qualquer família, eles brincam mas brigam também", admite.

Mesmo que cada um tenha suas características e necessidades, Bruna explica que os dois filhos são criados da mesma forma, pois precisam das mesmas coisas: cuidado, carinho, estimulação, paciência, atenção, entre outras. "O mais importante, eles precisam de muito amor. Apostamos e acreditamos no Noah e na Liz com a mesma intensidade", finaliza.





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